A Fifa alerta que não terá tempo para testar todos os estádios da Copa do Mundo e, faltando cinco meses para o Mundial, implementa de vez a estratégia de transferir toda a culpa pelos problemas do torneio ao Brasil. Neste domingo, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, voltou a criar um mal-estar com o governo e mostrou que o distanciamento entre as autoridades e a entidade é cada vez maior. Esse é o segundo ataque direto da Fifa ao Brasil em duas semanas. Antes, o presidente Joseph Blatter havia afirmado que a Copa organizada pelo Brasil será a mais atrasada desde que ele chegou à entidade, em 1975. Agora, o trabalho coube à Valcke: "A grande dificuldade é que não temos um período de testes. Nós, da Fifa, não podemos treinar. Os estádios serão entregues perto demais do início da primeira partida. Seis dos 12 estádios serão entregues fora do prazo. No caso de São Paulo, o estádio em Itaquera só estará pronto em abril". A estratégia de atacar o Brasil na imprensa internacional é deliberada. A Fifa tenta se distanciar dos problemas no País e, no caso de um caos na Copa, vai transferir a responsabilidade inteiramente ao governo brasileiro. "Nos deparamos com uma infraestrutura que não está perfeitamente no ponto, quando sabemos que isso é fundamental para garantir um melhor fluxo de pessoas dos aeroportos às cidades, das cidades aos estádios, etc", insistiu. Valcke não deixou por menos suas críticas: "Certamente haverá problemas, já que é um país do tamanho de um continente. Não sabemos como será a reação das ruas".

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