Foram discutidos temas como educação, saúde, segurança e a dívida do Estado com a União

Candidatos participaram do primeiro debate das eleições 2014
Foto: Fernando Gomes  / Agencia RBS

Rádio Gaúcha realizou, na noite deste domingo (6), o primeiro debate com os candidatos ao governo do Estado. Participaram os candidatos Ana Amélia Lemos (PP), Edison Estivalete Bilhalva (PRTB), Humberto Carvalho (PCB), João Carlos Rodrigues (PMN), José Ivo Sartori (PMDB), Roberto Robaina (PSOL), Tarso Genro (PT) e Vieira da Cunha (PDT).

1º bloco

No primeiro bloco, os participantes fizeram perguntas entre si, com tema livre.  

A rodada de questionamentos começou com Ana Amélia Lemos, que perguntou para Vieira da Cunha sobre as propostas dele para a educação. O candidato do PDT falou em fazer um esforço para pagar o piso do magistério e em retomar o programa de escolas integrais. Ana Amélia disse ter o compromisso de honrar o reajuste que o atual governador, Tarso Genro, concedeu aos professores. Avaliou que é preciso que o mesmo olhar voltado aos professores deve ser dado aos alunos.

Em seguida, Vieira da Cunha pautou Tarso Genro sobre a situação financeira do Estado. Tarso disse que governo deu 76,6% de correção salarial para os professores. Defendeu o crescimento do Rio Grande do Sul, citou o desempenho do PIB e destacou parcerias com a União. Vieira criticou a baixa capacidade de investimento e disse se sentir envergonhado sobre a situação do Presídio Central. Tarso falou sobre a transferência de presos para novas penitenciárias e disse que a situação do presídio é um drama de mais de 30 anos.

Na pergunta para José Ivo Sartori, Tarso Genro enumerou políticas públicas do seu governo. Sartori começou se apresentando, dizendo que foi vereador, deputado e duas vezes prefeito de Caxias do Sul. Acrescentou que as coligações têm diferenças, mas destacou a necessidade de unidade. Tarso citou recursos que foram adquiridos via financiamento para abrir espaço fiscal no Estado. Assinalou a intenção de reduzir os repasses da dívida à União, que classificou como extorsivos.

O candidato José Ivo Sartori perguntou a Roberto Robaina a sua posição sobre as manifestações do ano passado. Robaina começou saudando os atingidos pelas enchentes. Criticou a polarização PT x PSDB em nível nacional. Sobre os protestos, disse que a população mostrou vontade de mudar o modelo de política, em que as promessas de campanha não são cumpridas. Sartori disse que não vai prometer o que não pode realizar. Robaina citou vereadores do PSOL que entraram com ação judicial na questão das passagens.

Roberto Robaina perguntou para Ana Amélia sobre o governo Yeda Crusius. Ela respondeu dizendo que a sua preocupação é olhar para o futuro, em não gastar mais do que o governo arrecada. Robaina defendeu o debate sobre o passado, em função da divergência ideológica, política e com relação à gestão. Ana Amélia respondeu que os gaúchos estão esperando um líder para corresponder às suas expectativas. Disse quer vai promover melhoria nas condições sociais e criar um bom ambiente para empreendedores.

Pilchado, Edison Estivalete Bilhalva destacou a vestimenta, usada por Getúlio Vargas. Perguntou ao candidato João Carlos Rodrigues sobre saúde. João Carlos disse que é candidato porque é um eleitor insatisfeito. Defendeu investimento de forma maciça e organizada em saúde e avaliou que os hospitais estão sucateados. Estivalete afirmou que o povo precisa de hospitais dignos para que ser bem atendida. Defendeu atenção especial à população carente.

João Carlos Rodrigues pergunta ao candidato Humberto Carvalho que soluções aponta para a insegurança. Ele respondeu defendendo que o tema vai além da repressão ao crime. Para Carvalho, é preciso assegurar os direitos da população. Ele criticou o que classificou como repressão violenta aos protestos do ano passado. João Rodrigues disse que o problema da segurança deve ser resolvido com investimentos em educação e defendeu a competência das polícias Militar e Civil.

Finalizando o primeiro bloco, Humberto Carvalho perguntou a Estivalete sobre a questão fiscal e a dívida do Rio Grande do Sul com a União. Estivalete defendeu a mesma alíquota de ICMS para todos os estados. Para o candidato, é importante ter recursos do Pré-Sal para resolver a questão da dívida do Estado. Humberto Carvalho destacou que, como comunista, acredita que não deve haver cobrança de juros da União sobre os Estados. Estivalete concordou com o posicionamento.

2º bloco

No segundo bloco, os candidatos tiveram dois minutos para responder às perguntas elaboradas pela produção do programa, de temas de interesse do Estado.

Foram pauta da manifestação deles as Parcerias-Público-Privadas (PPPs), a segurança pública, a possibilidade de aumento de impostos, a folha de pagamento do Estado, os problemas de superlotação de emergências do SUS, as estradas e os pedágios, a postura da Brigada Militar em protestos e o piso do magistério.

3º bloco

No terceiro bloco, os participantes novamente fizeram perguntas entre si, com tema livre.  

O candidato João Carlos Rodrigues abriu o terceiro bloco com questionamento sobre educação para a candidata Ana Amélia Lemos. Ela disse que a valorização dos professores está entre as questões prioritárias. Voltou a dizer que honrará o reajuste dado à categoria pelo atual governador Tarso Genro. João Carlos Rodrigues defendeu investimentos maciços em educação e a busca de exemplos que deram certo em outros países.

Ana Amélia Lemos questionou José Ivo Sartori sobre saúde. Ele defendeu a efetiva participação do governo federal, Estado e municípios para melhorar a qualidade da saúde. Ana Amélia falou em grande injustiça com municípios, com distorções graves na questão federativa, dizendo que União e Estado concentram recursos. Sartori disse que não se deve trabalhar sozinho, mas em equipe para garantir o bom atendimento público.

José Ivo Sartori solicitou a Vieira da Cunha uma avaliação dos serviços públicos prestados no Rio Grande do Sul. Vieira citou as manifestações do ano passado, dizendo que o povo não está satisfeito com os serviços prestados. Destacou que ouve muitas reclamações a respeito da infraestrutura das estradas. Sartori avaliou também os protestos, dizendo que demonstram também o desejo do povo por outra atitude política.

O candidato Vieira da Cunha incitou Tarso Genro a falar sobre o uso de recursos do caixa único do Estado, durante o seu governo. Tarso disse que não é ele quem está usando o recurso, mas o Estado. Defendeu a aplicação da verba em programas de agricultura e no programa "RS Mais Igual". Vieira criticou a relação do governo do Estado com o governo federal. Tarso ressaltou os investimentos da União no Rio Grande do Sul.

O petista questionou se Roberto Robaina manteria programas do seu governo, caso seja eleito. Robaina começou dizendo que Estado não está bem. Citou número de analfabetos e disse que falta qualidade na saúde. Lembrou que o projeto da reestruturação da dívida ainda não foi votado. Tarso reconheceu a existência de problemas, mas destacou melhorias, como a queda no índice de repetência nas escolas.

Por fim, Roberto Robaina perguntou a Humberto Carvalho sobre as propostas para a educação. Já aproveitou para lembrar que o Psol lançou Luciana Genro como candidata à presidência. Carvalho também falou da candidatura do PCB à presidência da República. Destacou que os objetivos estratégicos das duas coligações são comuns, na luta contra o capitalismo e pelo socialismo.

4º bloco

O quarto bloco teve as considerações finais. Cada candidato teve dois minutos para falar.

O evento começou às 20h, com transmissão conjunta com a TVCOM, e encerrou às 22h30. O mediador do debate foi o jornalista Daniel Scola. 

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