Santo Augusto, cidade pérola da Região Celeiro do Rio Grande do Sul

 

Hoje, 30 de maio de 2014, Santo Augusto, polo microrregional da Região Celeiro do Rio Grande do Sul, comemora seu 55º aniversário. Extraído virtualmente da “dissertação do curso de Mestrado” da professora Leani Rosani Krüger, divulgamos a seguir, alguns dados históricos sobre o município.

 

Este é o prédio, ainda existente, que abrigou a então subprefeitura e as administrações municipais de Santo Augusto a partir de 1959 até 1982.

 

 O município de Santo Augusto fora criado em 17 de fevereiro de 1959, e sua instalação deu-se em 30 de maio do mesmo ano. Situa-se a aproximadamente 480 quilômetros de Porto Alegre e tem como principais rodovias de acesso, a BR 468 e a rodovia estadual RS 571, que se interligam à rodovia estadual RS 155.

A história de Santo Augusto teve início a partir das missões religiosas dedicadas à catequese dos indígenas. No entanto, as missões dedicaram-se especialmente à extração da erva-mate. A colonização e o povoamento tiveram origem no ano de 1918, com a instalação de uma casa comercial à margem da estrada que ligava a Colônia Militar do Alto Uruguai a Ijuí e Catuípe. A casa comercial foi instalada pelo Sr. Pompílio Silva, contando com o apoio do fazendeiro João Batista Chagas. Com a morte de Chagas, seus sucessores resolveram colonizar parte de suas terras, mais precisamente a zona da mata. Dividiram-na em 360 colônias que foram vendidas por Pompílio Silva. A partir daí houve significativo movimento migratório, formado principalmente por descendentes italianos, germânicos, poloneses e também luso-brasileiros, que passaram a residir na localidade.

João Batista Chagas havia dado às suas terras o nome de Fazenda Augusto, como homenagem a seu filho Augusto Chagas, ferido de morte por arma de fogo que usava na cintura, a qual ao chocar-se ao solo detonou acidentalmente. Com a ideia de homenagear a família Chagas e perpetuar o nome da Fazenda, a Sra. Josefina Lucas Silva, esposa de Pompílio Silva, sugeriu então o nome de Santo Augusto, tornando-se definitiva tal nomenclatura ao local que até então fora conhecido como Rincão de São Jacob e, posteriormente, Boca da Picada.

A formação administrativa do município constitui-se da seguinte trajetória: em 28 de outubro de 1928, Santo Augusto passou a ser distrito de Palmeira das Missões e em 1945, com a emancipação de Três Passos, passou a integrar-se a esse município, na condição de Distrito. Foi elevado à categoria de município, com a denominação de Santo Augusto, pela Lei Estadual n° 3.721, de 17-02-1959, com sede na localidade de mesmo nome. Pela Resolução nº 9, de 24-02-1962, é criado o distrito de São Valério. Pela Resolução nº 10, de 01-04-1963, é criado o Distrito de Santo Antônio. Pela Lei Municipal nº 201, de 31-08-1965, é criado o Distrito de Pedro Paiva. Pela Lei Municipal nº 571, de 25-07-1980, é criado o Distrito de Coroados. Pela Lei Estadual nº 9.624, de 20-03-1992, desmembram-se do Município de Santo Augusto os distritos de São Valério e Coroados para formar um novo Município com a denominação de São Valério do Sul. Pela Lei Municipal nº 1271, de 27-06-1996, são criados os Distritos de Rincão dos Paiva e Nossa Senhora de Fátima.

 

Portanto, o Município é formado de 5 distritos: Sede (Santo Augusto), Santo Antônio, Pedro Paiva, Rincão dos Paivas e Nossa Senhora de Fátima. Conta com a população de 13.968 habitantes e a área do município é de 468,11km², tendo uma média de 29,84hab/km².

Tem-se um total de 11.380 pessoas que residem na cidade e 2.588 pessoas residem no meio rural. Essas informações foram obtidas a partir do censo do IBGE 2010.

 

Grupo Escolar da Sede (Escola Estadual Francisco Andrighetto)

 

O espaço de construção sistematizado do conhecimento dava-se na sede do município pela Escola Estadual Francisco Andrighetto (Grupo) e pela Escola Santa Úrsula de propriedade das irmãs do Imaculado Coração de Maria. Além do ensino até a 5ª série, eram oferecidos na Escola Santa Úrsula o curso de Datilografia e aulas de música, conforme informação de cidadão santo-augustense que fora aluno deste curso. No meio rural, a escolarização se dava na escola José Andrighetto, na vila de São Jacob; na escola Antônio João, na localidade de Pedro Paiva; Escola Municipal Cardeal Leme, posteriormente, passando a ser a Escola Estadual de 1º Grau Incompleto Nossa Senhora de Fátima (com funcionamento de 1949 a 2004) e pela Escola Rural Isolada Bananeiras posteriormente recebendo o nome de Escola Estadual de 1º Grau Incompleto Carlos Eickhoff (em funcionamento de 1950 – 2004). A referência de datas citadas está para as escolas que estavam no cenário da educação quando do inicio das atividades da escola cenecista e que não mais estão. Sobre a Escola Santa Úrsula não se tem registro da cessação das atividades, sabendo-se apenas que fora no início da década de 60.

Atualmente, no período em que está sendo realizado o presente estudo, as escolas localizadas no perímetro urbano são as seguintes: 1) Escola Estadual de Ensino Fundamental Francisco Andrighetto (05/06/1941) inicialmente instalada em frente à praça Pompílio Silva, em 1963 passou às suas novas dependências onde funciona até esta data; 2) Escola Cenecista de Ensino Médio Padre Anchieta – CNEC(20/12/1960); 3) Escola Estadual de Ensino Médio Santo Augusto (Ginásio Estadual – 03/06/1964); 4)Escola Municipal de Ensino Fundamental Antonio Liberato (17/08/1967), a partir da segunda metade da década de 90 passa a funcionar no novo prédio no Bairro Santa Fé, o qual foi inaugurado em 28/12/1996; 5) Escola Municipal de Ensino Fundamental São João criada por decreto municipal nº 465 de 1º/09/1977. O mesmo decreto que criou a escola rural Rui Barbosa da localidade de São Valentim; 6) Escola Municipal de Educação Infantil Vovó Amália (11/03/1979); 7) Escola de Educação Especial Bem-Me-Quer – APAE (11/07/1987); 8) Escola Estadual de Ensino Médio Alberto Pasqualine – CIEP (08/06/1993); 9) Escola Municipal de Educação Infantil Vaga-Lume, a partir de 18/5/1999 passou a ser escola por decreto municipal, antes desta data o trabalho desenvolvido era de assistência social; 10) Escola Municipal de Ensino Fundamental Sol Nascente (29/07/2000); 11) Escola Municipal de Educação Infantil Pequeno Paraísocriada em (16/08/2000) e com funcionamento nas antigas dependências da Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Liberato. Os nomes das escolas aqui utilizados são a sua designação no tempo em que está sendo realizado o estudo para este trabalho de dissertação.

A cultura local foi valorizada com a oportunidade que os estudantes tiveram de cursar o Ensino Fundamental no contexto onde suas famílias residiam.O ensino no meio rural continua, porém com redução do número de estabelecimentos devido ao êxodo rural.

Apresentamos a relação das escolas em funcionamento, a numeração está na sequência das escolas da cidade, pois ambas, escolas rurais e urbanas, integram a educação do município: 12) A Escola Estadual de Ensino Fundamental José Andrighetto que tem o início de sua história registrada na voz dos moradores do local. Conforme contato com a diretora (professora Clarice Zanoso), os moradores contam que começou a funcionar em 1926, em uma casa de madeira que fora comprada do Sr. José Andrighetto e construída no local onde decidiram que seria a escola. Pertencia à esfera municipal sendo que a partir de 30/03/1961 passou a ser estadual na classificação de escola rural isolada de São Jacó. 13) Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio João (07/9/1948) e que em 07/11/1960 fora assumida pelo Estado tornando-se estadual. Seu funcionamento era em edificação de madeira. Em 1968, o Governo do Estado construiu prédio de alvenaria para o funcionamento desta escola que passou a ser Escola Estadual Antônio João. Em 1997, passou por nova reestruturação sendo novamente municipalizada e, com ampliação do prédio e investimentos de informática, passa a ter o Ensino Fundamental completo. 14) Escola Municipal de Ensino Fundamental Rui Barbosa criada por decreto municipal nº 465 de 1º/09/1977.

 

Câmpus Santo Augusto/Instituto Federal Farroupilha

 

 

Complexo Educacional Faisa Faculdades

 

Atualizando o estudo dissertativo da professora Leani, a reportagem inclui outras duas instituições de ensino criadas e instalados mais recentemente na cidade, tratando-se do Instituto Federal Farroupilha “Câmpus Santo Augusto”, com origem no Ceprovale, foi denominado também de CEFET-BG, teve sua inauguração em 18 de dezembro de 2007, oferecendo, hoje, mais de mil vagas nos diversos cursos profissionalizantes e de graduação totalmente gratuitos e, o complexo Educacional FAÍSA FACULDADES, de caráter particular, autorizada pelo MEC através da Portaria nº 1097/08 e instalada em 03 de setembro de 2008, oferecendo vários cursos de graduação e pós-graduação.

 

Referência: Dissertação/mestrado Profa. Leani Krüger

Produção e reportagem: Alaides Garcia dos Santos

Fotos: Renato Marodin