O Brasil registrou em março déficit de 6,25 bilhões de dólares nas transações correntes, resultado de todas as operações do País com o Exterior, informou o Banco Central na sexta-feira. O número é 8,3% menor do que o visto no mesmo mês de 2013 (6,82 bilhões). O resultado ficou abaixo da mediana de projeções do mercado, de 6,45 bilhões de dólares. Com isso, o País registra o maior rombo das contas externas de um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1970. No acumulado de janeiro a março de 2014, o déficit em conta corrente soma 25,19 bilhões de dólares, o equivalente a 4,71% do Produto Interno Bruto (PIB) e 1,9% superior ao ano anterior (24,7 bilhões). No acumulado dos últimos 12 meses até março, o saldo está negativo em 81,56 bilhões de dólares, o que representa 3,64% do PIB. Apenas em março, a conta de rendas ficou negativa em 2,81 bilhões de dólares, enquanto a de serviços registrou resultado negativo de 3,66 bilhões. Essas saídas de recursos não puderam ser compensadas por um superávit comercial de apenas 112 milhões de dólares no mês e por transferências unilaterais positivas em 110 milhões de dólares. O Banco Central informou ainda que as despesas líquidas com juros externos somaram 949 milhões de dólares em março e 3,53 bilhões de dólares no acumulado do ano. Em 2013, o gasto com juros fora de 811 milhões de dólares em março e de 3,15 bilhões de dólares nos primeiros três meses do ano. O Banco Central divulgou ainda que os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no País somaram 4,99 bilhões de dólares em março, abaixo dos 5,74 bilhões de dólares registrados no mesmo período do ano passado.

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