Ficou definido na quarta-feira que o grupo trabalhista alojado em cargos do governo petista do Rio Grande do Sul tentará impedir uma candidatura própria na convenção do PDT, agendada para o dia 7 de dezembro, já que proporá apoio incondicional à reeleição do governador do PT, o peremptório Tarso Genro, tendo por vice o atual secretário da Saúde, deputado estadual Ciro Simoni. O grupo encorpou nos últimos dias com o apoio de um dos três deputados federais e quatro dos sete deputados estaduais. O voto da convenção do dia 7 será secreto, segundo decidiu o partido na segunda-feira. A decisão por candidatura própria foi tomada em reuniões de 27 das 28 coordenadorias regionais do PDT. O partido acha que Vieira da Cunha poderá enfrentar e vencer Tarso Genro, sobretudo depois que recebeu o apoio do jornalista Lasier Martins, que será candidato ao Senado. Lasier avisou que só disputará a cadeira se o PDT for com candidato próprio ao Piratini. Não é a primeira vez que o PT divide o PDT do Rio Grande do Sul, vampirizando seus principais quadros. No último racha, o PT tirou do partido a atual presidente, Dilma Roussef, além do ex-presidente trabalhista e amigo de juventude de Brizola, Sereno Chaise. Antes disto, o PT já tinha rachado a própria família Brizola, atraindo para o governo Olívio Dutra o filho do líder trabalhista, José Vicente, contra a vontade do pai. José Vicente, já falecido, era o pai da atual deputada estadual Juliana Brizola. Ela sabe porque Brizola morreu sem ter se reconciliado com o filho.

Fonte: VideVersus