Rodrigo Mattos
Do UOL, em São Paulo

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Protesto de Policiais Militares em frente ao Itaquerão5 fotos

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Protesto de PMs nas imediações do Itaquerão, estádio que recebe a abertura da Copa do Mundo, em São Paulo Rodrigo Mattos/UOL

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A Polícia Militar talvez seja um dos maiores símbolos de controle e repreensão de protestos populares no Brasil. No entanto, nem eles ficaram alheios às manifestações contra a Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, um grupo com cerca de 300 representantes inativos da corporação realizou um ato nas imediações do Itaquerão, estádio que vai receber a abertura do evento.

A principal reclamação dos militares foi a proposta de reajuste salarial feita à categoria pelo governo de São Paulo. Sobretudo em comparação com as despesas que a administração local assumiu por causa da Copa do Mundo.

Houve reclamação, por exemplo, sobre os R$ 33 bilhões gastos na Copa do Mundo (foram R$ 26 bilhões, na verdade) e os R$ 2 bilhões investidos em segurança. Os policiais pediram para ter um salário "padrão Fifa".

Policiais que estiveram nas imediações do Itaquerão nesta quarta-feira atacaram o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e disseram que o Estado ofereceu 0% de reajuste salarial. O major Olímpico Gomes, que é deputado estadual pelo PDT, disse que a categoria quer pelo menos 19%.

O protesto foi feito por dois ônibus de policiais. A própria PM permitiu que um carro de som subisse em uma praça no entorno do estádio.

Nesta quarta-feira, as 17 associações que representam soldados, cabos e oficiais da Polícia Militar organizaram protestos em São Paulo por causa da proposta de reajuste salarial. A categoria diz que não pretende fazer greve no Estado.

O Itaquerão recebeu nesta quarta-feira um tour de jornalistas. O estádio estava cheio de representantes da imprensa estrangeira, e muitos deixaram o interior da arena para acompanhar de perto a manifestação dos policiais.

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