Do jornalista Políbio Braga –  As pressões e a imprensa aliviaram muito a pressão sobre os acusados pela Operação Kilowatt, desfechada na quinta-feira da semana passada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a pedido do Palácio Piratini. Nesta segunda-feira, o governador Tarso Genro confirmou que mandou fazer as investigações, defendeu o trabalho da polícia e avisou: " Vem mais". É uma ameaça a aliados e adversários com seu novíssimo Departamento de Combate à Corrupção. O governador aprendeu tudo o que aplica quando promoveu dezenas de operações da Polícia Política do seu chefe, o alcaguete Lula da Silva, o Barba, jogando pesado contra adversários reais e imaginários – e até contra aliados. Quer repetir a dose no Rio Grande do Sul. O governador Tarso Genro não parece ter limites e também ninguém lhe cobra isto. É curioso que o governo esteja em combate com o governo, porque atacam-se mutuamente a Polícia Civil e o secretário de Obras, que já perdeu a cúpula da sua secretaria e que só não foi presa porque o juiz do caso não concordou com o pedido da Polícia. E fazem isto publicamente. A oposição cala e consente, a um ponto tal que a editoria de Política da RBS pergunta se não existe mais oposição no Rio Grande do Sul. É claro que não existe, embora existam poucos oposicionistas, que enfrentam oposição dentro dos seus próprios Partidos. Exatamente por isto o governo joga com times de situação e oposição dentro do mesmo campo. O governador avisou que Luiz Carlos Busatto continua prestigiado e no cargo. É o tipo de declaração desnecessária quando o secretário não está a perigo. O secretário de Obras é presidente estadual do PTB e é deputado Federal. Ao assumir a responsabilidade por tudo que fizeram seus auxiliares mais próximos, botou a sua cabeça e a cabeça da polícia no cadafalso.  Resta saber se alguma delas rolará.

Fonte: VideVersus