O senador petista Jorge Viana (AC), amigo pessoal há mais de duas décadas da ex-ministra Marina Silva, admitiu nesta quinta-feira que a entrada dela na disputa presidencial cria uma situação "absolutamente nova" e é motivo de apreensão para a candidatura à reeleição de Dilma Rousseff. "Eu diria que a entrada dela, no mínimo, acende a luz vermelha no PSDB e a luz amarela no PT", disse. Primeiro-vice presidente do Senado, Viana disse que a candidatura de Marina estabelece uma disputa direta com o candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, e ainda deixa mais clara a possibilidade de realização de um segundo turno na corrida ao Palácio do Planalto. Para ele, é "óbvio" que seria melhor disputar um segundo turno contra Aécio Neves. "Se pudéssemos escolher o adversário – quando isso é possível de acontecer na política é o melhor dos cenários -, nosso adversário que escolheríamos seria o PSDB. Poderíamos comparar facilmente os oito anos do governo do PSDB com os anos do governo do PT, que trouxeram muito mais conquistas para o povo brasileiro", frisou. Viana disse que a entrada de Marina não acaba com a polarização entre petistas e tucanos na corrida eleitoral, porque, na sua avaliação, ela está dividida entre o governo e as candidaturas de oposição, como é o caso dela. Mas reconhece que a ex-ministra "embaralha" a disputa, uma vez que ela fez parte do governo do PT – foi ministra de Meio Ambiente do governo Lula – e traz ainda "novidades" nos temas que defende em sua prática política.

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