Do UOL, em Porto Alegre

  • Tiago Geremia Oliva/Divulgação Grupo GPS

    Beira-Rio tem impasse sobre custeio das estruturas temporárias; projeto de lei prevê isenção fiscal

    Beira-Rio tem impasse sobre custeio das estruturas temporárias; projeto de lei prevê isenção fiscal

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O governador Tarso Genro, aumentou a pressão para cima da Assembleia Legislativa. Nesta terça-feira, ele declarou que ainda existe o risco do Rio Grande do Sul ser retirado da Copa do Mundo. Isto aconteceria, segundo o político, caso as estruturas temporárias do Beira-Rio demorem para ser construídas.

A declaração é um recado direto para os deputados estaduais, que ainda não votaram um projeto de lei que prevê isenção fiscal de até R$ 25 milhões para empresas que auxiliem nos trabalhos.

"O risco é perdemos a Copa, acendemos o sinal amarelo. Nós respeitamos a decisão do Ministério Público e agora esperamos pela votação na Assembleia. Se eles votarem, nós faremos. Se não aprovarem, não faremos. Mas eu tenho convicção de que provavelmente a Fifa vai dizer que a cidade não está apta para sediar os jogos da Copa do Mundo [caso as estruturas temporárias não fiquem prontas em abril]", disse Genro à rádio Guaíba.

Na segunda-feira, o Ministério Público do Rio Grande do Sul afirmou que defenderá o entendimento de que governo do estado e prefeitura não podem investir dinheiro público no tema. E mais, indicou que irá encaminhar um projeto exigindo ressarcimento posterior do Internacional, e da Fifa, em caso de uso de verba dos cofres públicos.

Na Assembleia Legislativa o caso segue sem novidades. As bancadas de PSDB e do PMDB não aceitaram antecipar a votação do projeto de lei. Assim, o tema só irá para o plenário em 25 de março.

O grande temor do Internacional, COL e agora do governador Tarso Genro é que o prazo não seja suficiente para contratação e instalação dos equipamentos de estafe, segurança, telecomunicação e imprensa nas cercanias do Beira-Rio.

A declaração de que o Beira-Rio pode ficar fora da Copa do Mundo não é nova. O presidente do Internacional, Giovanni Luigi, usou o mesmo expediente para iniciar um debate com os órgãos públicos sobre o custeio das estruturas temporárias.