Alaides Garcia dos Santos

 

Dia do Colono

Hoje, 25 de julho, em todo o País, comemora-se o “Dia do Colono”. Colono, foi a nomenclatura dada aos trabalhadores rurais estrangeiros (alemães, italianos,…) que vieram para o Brasil logo após o fim da escravidão, no fim do século XIX, início do século XX, para substituir os escravos nas lavouras. Eles trabalhavam em regime de colonato, ou seja, moravam em casas dentro da fazenda, trabalhavam nas lavouras e recebiam em troca uma parte da colheita ou então podiam cultivar para seu próprio sustento em certas partes de terra. Eram trabalhadores livres e chegavam ao Brasil com o sonho de, com seu trabalho, comprar terras no país. Sonho este impensável na Europa de então. Hoje, aqui no Sul do país, onde a imigração foi mais forte, a palavra ainda é usada para os trabalhadores rurais que tiram da terra seu próprio sustento e o de sua família. Aos colonos, os cumprimentos da coluna, pelo seu dia. 

 

Dia do Motorista

O Dia do Motorista, brava classe trabalhadora, é comemorado em 25 de julho, hoje, portanto, porque é também o dia de São Cristóvão, o seu padroeiro. É uma data especial para se prestar homenagem aos profissionais do volante. Seja o chofer particular, sejam os motoristas de táxi e de ônibus; seja o caminhoneiro, herói de tantas jornadas pelas estradas cheias de surpresas e perigos, que escreve sobre o asfalto a história do nosso progresso; motorista das longas vigílias, que passa dias e meses distante da família, que enfrenta sol e chuva, estradas boas e ruins, infelizmente mais ruins do que boas, à mercê dos defeitos mecânicos e expostos à imprudência de alguns irresponsáveis que eventualmente dirigem pelos mesmos caminhos. Seja qual for o motorista, o desejo da coluna é que São Cristóvão, seu padroeiro, o proteja. 

 

Dia do Escritor

O “Dia Nacional do Escritor” é comemorado hoje, 25 de julho.  A data foi definida por decreto governamental, em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de seu presidente, João Peregrino Junior, e de seu vice-presidente, Jorge Amado. Escrever pode ser um ofício, um passatempo, uma forma de desabafo, uma manifestação artística, um conto histórico. A escrita tem várias funções dentro da linguagem e o verdadeiro escritor é aquele que sabe utilizar-se de cada uma destas funções para atingir seu objetivo, seja ele informar ou encantar quem o lê. Pela passagem do Dia do Escritor, a coluna cumprimenta aos escritores da cidade pérola e da Região Celeiro.

 

O que faz a polícia?

Está comprovado que o alcoolismo, o tráfico e o consumo de drogas são os maiores causadores da violência e criminalidade.  Em meio à sociedade, quando esses índices se acentuam é comum ouvir-se: “O que faz a polícia”? Ora essa! Simples assim? É uma impostura de quem atribui essa problemática como caso tão somente de polícia. É postura fajuta e pobre, uma forma de chutar a responsabilidade para outros. A questão do uso de drogas, e aí se inclua o álcool, tem como responsáveis, em primeiro plano a origem, lá dentro de casa, na família, nos pais ausentes, na desestruturação e desajustes familiares, e aí segue, passando pela escola, igreja, sociedade, poder público. Na verdade, a ação da polícia muitas vezes se faz necessária porque estes segmentos falharam, vez que, enquanto houver consumidor haverá traficante, furto, roubo, assassinato, estupros, corrupção de menor, violência doméstica, enfim.

 

Síndrome do medo

Uma das inúmeras causas da impunidade é o medo das vítimas e testemunhas em denunciar os criminosos. Mais do que poderosa munição e grande contingente de homens e viaturas, é a parceria e a cumplicidade da população. O cidadão comum está em toda parte, poderia funcionar como olhos e ouvidos do policial. Porém, permanece refém do medo de denunciar. É preciso fortalecer a aliança entre a polícia e o cidadão.