Pedestres reclamam

A Rua Fábio João Andolhe, ligação entre a área urbana e o Campus/IFF/Santo Augusto, oferece condições adequadas e seguras de trafegabilidade a veículos e pedestres. No entanto, no prosseguimento, em direção ao centro da cidade, na Rua Batista Andrighetto, numa extensão de duas quadras, a situação é diferente, onde, de um lado simplesmente não existe passeio público, e no outro, o passeio, em sua maior parte, está deteriorado. Nessas condições, centenas de caminhantes que se dirigem diariamente ao Campus/IFF, ao Ginásio Estadual e moradores do setor, sem alternativa, obrigam-se a usar a pista de rolamento, de pedras irregulares, correndo o risco de serem atropelados, além do que, com frequência, quando está chovendo, são atingidos pela água empossada que lhes é jogada pelos pneus dos veículos. Ora, se os proprietários dos terrenos são relapsos, que a prefeitura sane os problemas e inclua os valores nos IPTUs respectivos. Há muitas reclamações sobre essa situação, inclusive, alguns dizem já terem solicitado providências ao Poder Público, mas, sem êxito.

 

Políticas públicas de trânsito

O coordenador do Comitê Estadual de Mobilização de Segurança do Trânsito, tenente coronel Ordeli Savedra Gomes, em entrevista, esta semana, à Rádio Ciranda, enfatizou a necessidade da implantação de “políticas públicas” para reduzir o assustador número de acidentes de trânsito. Como coordenador esperava-se que mencionasse algumas das políticas públicas adotadas até agora ou previsão de serem adotadas. Mas não foi o que se ouviu, com o discurso pronto, ele se limitou a repetir o que todos os políticos ou seus representantes apreciam dizer: “Para enfrentar essa problemática tem que serem adotadas políticas públicas eficazes”. E assim a coisa vai andando, de discurso em discurso milhares de vidas são ceifadas por ano na violência do trânsito. Já que não se tem boas estradas, fiscalização, sinalização adequada, punição exemplar aos infratores e criminosos do trânsito, as teorias e discursos vazios soam desoladores.

 

Mas, se beber, não dirija!

Especialistas afirmam que um motorista embriagado, mesmo que se sinta lúcido, tem seus reflexos psicomotores desorganizados, por isso é um suicida e um criminoso em potencial, ainda que involuntário. Por isso dever ser, sim, punido, pois está assumindo o risco de causar algum acidente e acabar tirando vidas. É obvio que ninguém é tão louco, salvo exceções, de prever que iria matar ou ferir alguém ao dirigir embriagado, mas é uma situação que foge do controle do indivíduo. Portanto, se beber não dirija.

 

Carne nossa de cada dia

Tramita na Assembleia Legislativa gaúcha, projeto de lei sob n° 79/2013, de autoria do deputado Ernani Polo, dispondo sobre a fixação, pelos estabelecimentos comerciais de venda de carnes, de informações sobre os fornecedores dos produtos de origem animal expostos à venda. Pelo projeto, os estabelecimentos comerciais ficam obrigados a expor, em local visível aos consumidores, o nome, telefone, endereço e número da inspeção do fornecedor dos produtos de origem animal expostos à venda. Na justificativa, o parlamentar afirma que só com medidas desta natureza conseguiremos diminuir a atuação indiscriminada de frigoríficos e abates clandestinos, bem como o risco de levar à mesa alimento contaminado que ofereça dano à saúde.

 

Fiscalização

É digna de aplausos a iniciativa do deputado Ernani sobre o controle da procedência e qualidade dos produtos animais expostos à venda, porém, não acredito que na prática haja resultados eficientes, uma vez que os setores de fiscalizações municipais e estadual não funcionam, são praticamente inoperantes. No âmbito estadual quando fiscalizam, o fazem aleatoriamente, e no âmbito municipal, simplesmente não há fiscalização. Por quê? Ah, talvez porque o prefeito não queira se incompatibilizar com os praticantes e simpatizantes da clandestinidade. Se aprovada, e na prática funcionar, essa lei vai auxiliar na redução dos abigeatos e, principalmente, proteger nossa saúde.