Alaides Garcia dos Santos

 

Operação Hermes

Dados do Detran revelam que o excesso de velocidade é a infração mais cometida pelos motoristas que circulam pelas rodovias gaúchas. Objetivando conscientizar os condutores, a Polícia Rodoviária Federal adotou a chamada “Operação Hermes”, em vigor desde o dia 18, visando, principalmente, fiscalizar e orientar os motoristas. A “Operação Hermes” consiste na utilização de radares móveis e fotográficos, viaturas e etilômetros. Como, em via de regra, o motorista anda devagar onde há o radar e depois acelera, colocando em risco a sua vida e dos demais, são colocados de dois a quatro radares em trechos que podem variar de 5 a 20 quilômetros, principalmente nos locais onde ocorre o maior número de acidentes por excesso de velocidade. A quem der sinal de luz avisando sobre a fiscalização, também será aplicado multa.

 

Rodovias estaduais

Segundo fontes do Comando Rodoviário, a Polícia Rodoviária Estadual vai observar os resultados da operação da PRF e poderá, também, adotar a medida, o que por certo aumentará a sensação de segurança, porque na prática as pessoas se sentem pouco fiscalizadas, uma vez que a Polícia Rodoviária Estadual não adota o radar móvel. A “Operação Hermes” da Polícia Rodoviária Federal vai até o dia 31 de dezembro deste ano, em todas as rodovias federais do Rio Grande do Sul.

 

Mais reforma ortográfica

Tramita no Senado Federal mais um projeto de mudança ortográfica. Segundo o projeto que está em análise na Comissão de Educação do Senado, as novas regras podem alterar a última reforma, que tinha obrigatoriedade prevista para o fim de 2012, e foi prorrogada por quatro anos e que, até agora, muita gente não aprendeu direito. O objetivo do projeto é simplificar a ortografia e, principalmente, padronizar a gramática com outros países, afirma o presidente da Comissão Cyro Miranda (PSDB-GO). O que pode mudar, entre outros, é o seguinte: sem h no início “omem”, “umor”; g fica como gue “gerra”, “gitarra”; ch substituído por x “xá”, “flexa”; s com som de z vira z “aza”, “Brazília”; x com o som de z vira z “ezame”, “ezecutar”; c antes de e ou i vira s “sensura”, “sidade”; ss vira s “geso”, “fosa”; sc antes de e ou i vira s “creser”, “nasimento”; xc com som de s vira s “eseto”, “esêntrico”.

 

Condescendente com a corrupção

O ponto mais escandaloso da candidata à presidência Dilma Rousseff, em entrevista ao jornal nacional segunda-feira foi aquele em que ela se negou a censurar o seu partido por ter defendido os mensaleiros. Entrevistador Bonner: O seu partido teve um grupo de elite de pessoas comprovadamente corruptas, que foram julgadas, condenadas e mandadas para a prisão pela mais alta corte do Judiciário brasileiro. Eram corruptos. E o seu partido tratou esses condenados por corrupção como guerreiros, como vítimas, como pessoas que não mereciam esse tratamento, vítimas de injustiça. A pergunta que eu lhe faço: isso não é ser condescendente com a corrupção, candidata?

 

Eis a resposta

 “Eu vou te falar uma coisa, Bonner. Eu sou presidente da República. Eu não faço nenhuma observação sobre julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal, por um motivo muito simples: sabe por que, Bonner? Porque a Constituição, ela exige que o presidente da República, como exige dos demais chefes de Poder, que nós respeitemos e consideremos a importância da autonomia dos outros órgãos.” Viram que ela não respondeu a pergunta? Que vexame! O jornalista a indagava sobre o comportamento do partido, não do Supremo. Bonner insistiu duas outras vezes que ele havia feito uma indagação sobre o partido. Ela não mudou a resposta, foi “evasiva”. Faltou ao editor-chefe do Jornal Nacional deixar claro que a pergunta era dirigida à candidata, não à presidente. Aliás, ela portou-se como presidente, numa entrevista destinada exclusivamente para a candidata a presidente.