Um contribuinte indignado

A direção do jornal recebeu e repassou ao colunista o seguinte texto, enviado pelo leitor César Paulo Philippsen (Bugio) – “um contribuinte indignado” – “Estou lendo o jornal O Celeiro dessa semana, 03.04.14 e mais uma vez vejo matérias sobre protestos na Região Celeiro por melhorias na infraestrutura de rodovias ou pedidos de asfalto, mudanças de trevos, etc. Vejo e concordo com os movimentos, pois trabalho com transporte de grãos e estou arcando com sérios prejuízos materiais, mas por hora nada pior que aqueles que ocorrem onde pessoas perdem suas vidas pelo simples descaso dos governantes, como está na coluna do amigo Alaides que pergunta pelos nossos deputados, e a coisa chega a ficar cômica, pois os deputados se prestam a participar dos protestos. Estão ali feito fantoches engessados, ouvindo o grito da população que não é atendida. No caso de Sede Nova, fico com poucas esperanças de asfalto, pois no vizinho município de Humaitá eu já vi essa novela: um governo fez a terraplanagem, passaram mais 3 ou 4 governos para fazerem o asfalto de péssima qualidade. Se passaram mais 4 governos para começarem o trevo de acesso que acho que ainda não está pronto. Assim, se vão 30 anos para uma rodovia de 9 km. É deprimente! Acho que os governantes acreditam que asfalto é igual a grama fina que vai crescendo e se ramificando até chegar nos municípios que ainda não tem”.  

 

Falsos mártires

Os últimos dias foram dedicados pela mídia à tarefa de esconjurar o 31 de março. É verdade que foram cometidos crimes que repugnam as consciências bem formadas. Mas é errado limitar a informação ao registro desses fatos. Aquele movimento primeiro frustrou o plano dos comunistas para o Brasil e, depois, derrotou guerrilheiros e terroristas que queriam implantar tal regime no país. Esquecer o que estes pretendiam, não ler o que escreviam, ignorar o que diziam, apagar da história as vítimas que fizeram e os crimes bárbaros que cometeram, para exibi-los como heróis e mártires da resistência democrática é impostura. É servir o oportunismo em bandeja. Passado meio século, seus atuais afetos no plano nacional e internacional ainda revelam muito bem o que fariam se pudessem. (Por Percival Puggina).

 

Dependência política

Podem alguns progressistas santoaugustenses ficarem brabos comigo, de novo. Mas vou palpitar. Cada vez fica mais evidenciado que o partido tornou-se dependente da família Polo. Não estou preocupado, até porque não tenho vínculo partidário, estou é curioso. Quando sugeri aqui na coluna o nome do médico Mário Polo como uma alternativa, o fiz por uma opinião pessoal, porque ele é filiado ao Partido Progressista, e porque vejo nele o perfil para liderar o segmento político a que pertence e também para ser um bom prefeito. No entanto, hoje se houve comentários conjecturais, aqui e ali, que o próximo candidato do Partido Progressista deverá ser o Dr. Florisbaldo Polo, ou o Dr. Cláudio Polo. Estranho isso aí. Pois nenhum deles pertence, hoje, ao PP. E não para por aí. Tem mais Polo na cotação. Se o Ernani Polo não se reeleger deputado, é possível sua indicação para concorrer a prefeito na próxima eleição, em 2016. Que liderança fantástica dessa família Polo. E o PP se tornou dependente político dela. 

 

Acabar para recomeçar

A coligação “Aliança por Santo Augusto”, que desde 1993 já governou o município por quatro mandatos, se encontra desgastada e os próprios partidos que a compõem parecem dispersos entre si, desmotivados e, pra que não dizer, descaracterizados. Talvez estaria na hora, ou mais que na hora, do divórcio. Dissolver a aliança e cada um dos partidos cuidar de se reestruturar, se fortalecer. A eleição passada foi o exemplo de que coligação de partidos desarticulados contagia negativamente seus eleitores de modo a dispersá-los para outros rumos. O resultado disso é o fracasso. E o PP como um dos dois maiores partidos no município, com a história e tradição que tem, não pode deixar a peteca cair. Precisa, talvez, de um choque de gestão para reagir.