Servidor número “1”

Inicia-se o mês de maio, mês em que o município de Santo Augusto vai comemorar o seu 55° aniversário de emancipação político/administrativa. Mas a emancipação não veio automaticamente, não caiu do céu. Foi fruto da iniciativa e de muito trabalho da “comissão emancipacionista” que, aliás, com justiça foi homenageada pela Câmara de Vereadores no ano do cinquentenário, 2009. Daquele grupo de denodados visionários, restam vivos somente dois, sendo eles, Egmar Umberto Sant’Anna de Moraes e João Kovalski. Ao formatar matéria (inserida nesta edição) sobre o primeiro funcionário público que o município teve, e refiro-me ao senhor José Luceval Vargas, passei a imaginar e refletir: com toda a história de doação, presteza, dedicação, conduta e desempenho funcional exemplar, por que esse servidor que, com certeza, enfrentou as épocas mais difíceis, marcado com o n° 1, deixa de ser lembrado? Ao me relatar a sua trajetória, Vargas em tom de lamentação, até questionou: E isso tudo valeu a pena?

 

Crack, a droga que escraviza

O aumento do consumo de maconha e cocaína, acrescido do mais destruidor similar, o crack, preocupa sobremaneira inúmeras famílias, atormentando pais e mães, inclusive aqui nas pequenas cidades. O crack é o principal inimigo social. É uma droga barata, vicia e causa dependência já nos primeiros dias de consumo e tem altíssimo poder de destruição do organismo humano, dizem os especialistas. O Brasil foi assolado por uma epidemia de crack, a droga que escraviza em segundos, zomba das esperanças de recuperação, corrói famílias, mata mais do que qualquer outra e afunda os dependentes na degradação moral e no crime. Embora pudesse ser melhor, foram e são feitas campanhas mostrando o poder de destruição do crack. A sociedade toda deve se unir a favor, divulgando e mostrando que realmente é uma epidemia, uma situação bem delicada e que a cada dia aumenta o número de viciados.

 

Conscientização

As campanhas de combate às drogas visam discutir o problema que provoca dramas familiares, violência e morte de usuários. A conscientização da sociedade civil e das autoridades é fundamental para que se possa chegar num combate efetivo da epidemia do crack. É fundamental a informação, a repressão, a educação, mas principalmente a atenção dos pais, independente da classe social que for, verificando o que tem acontecido com seu filho no dia-a-dia, participando da vida da família de uma forma direta. O perfil dos criminosos mudou com a ascensão do crack e a incerteza das vítimas. Você não está diante de alguém que quer o seu patrimônio, você está diante de alguém que precisa de qualquer coisa para abastecer o seu vicio. Por isso, comecemos a nos dar conta de que não é algo a ser resolvido apenas por autoridades, é uma questão que se não envolver diretamente a sociedade não tem como avançar.

 

Dor e sofrimento

Na prática se sabe das consequências danosas do uso de qualquer droga, mas quanto ao crack, especificamente, especialistas afirmam que essa droga é tão devastadora que pode viciar logo na primeira vez. O cérebro sofre danos irreparáveis, a saúde fica debilitada e a vida se transforma em momentos intermináveis de dor e sofrimento. São comuns as mortes causadas diretamente pelo uso do crack, como também são comuns os assassinatos nos acertos de contas entre traficantes e usuários, além dos inúmeros casos de violência doméstica em que não faltam histórias de horror protagonizadas por filhos batendo em suas mães e mães acorrentando seus filhos na tentativa desesperada de livrá-los do vício. Por uma pedra, o usuário é capaz de mentir, de roubar e de se desfazer de qualquer objeto que possa ser trocado pela droga. Inclusive o próprio corpo, quando já não há mais nada o que vender.