Por Alaides Garcia dos Santos

 

… “eu vejo que as coisas não podem ser tão complicadas, nós temos que descomplicar e mostrar serviço”.

 

 

Paulo Roberto da Silva, conhecidopor “Paulo Opus Dei”, casado com Márcia Sander, tem dois filhos, William e Gabriella, nasceu em Campo Novo/RS  no dia 18/08/1972, onde foi assessor de imprensa na gestão do ex-prefeito João Hélio Linck, trabalhou no Jornal O Regional, foi fotógrafo, cursou jornalismo na Unijuí sem poder conclui-lo devido a sua saída em tempo integral para a evangelização, tinha a música como hobby nas horas vagas e, com o chamado de Deus  para fazer a sua obra  se tornou evangelizador e, juntamente com seus irmãos fundou a Banda Opus Dei. Em 2003 mudou-se para Santo Augusto onde, atualmente é Evangelista da Assembleia de Deus e diretor da Banda Opus Dei, sócio/proprietário do estúdio OD Produções e coordenador do Projeto de Evangelização e Inclusão Social “Desperta Rio Grande”. Agora, nas eleições 2014, buscará uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

 

O que o leva concorrer a deputado estadual, nas eleições deste ano?

Pelo trabalho que venho fazendo há mais de 20 anos, e até cito uma frase pra começar: “Quem sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”. Eu entendi então pela convivência que tenho com as pessoas no dia-a-dia, que podia fazer alguma coisa em prol do indivíduo, do ser humano, nas questões de mudança de mentalidade, haja vista ser o que faz a gente crescer, e crescer muito. Vivemos num país de muitas dificuldades, é a questão da violência, questão das drogas e tantas outras, mas eu sei que posso render muito em termos da valorização da família, da escola, e por aí vai.

 

Quais serão as suas principais metas, caso seja eleito deputado?

Frisamos bastante a questão de valorizar o indivíduo, pois que, como dito antes, ao chegar lá, até porque não quero fazer promessas faraônicas antes de chegar e ver toda a contextualização, eu quero então me adequar e aí começar a fazer tudo o que é bom, seja na área que venha favorecer a questão da saúde, da educação, enfim, eu chegando lá, vou me adaptar, não na questão tradicional e difícil que está a nossa política nacional, mas me adaptar aos mecanismos do parlamento, e aí sim começar a trabalhar com seriedade, com vontade, com empenho, ouvindo as pessoas em cada comunidade. Quero viajar muito por este Rio Grande, até porque a minha vida sempre foi viajar, estar em contato, só que agora meus contatos vão ser um pouco diferentes, como parlamentar poder ouvir o agricultor, ouvir o agente de saúde, ouvir o músico, ouvir todas as pessoas de todas as classes, e com isso chegar realmente a um ponto chave que realmente a sociedade está precisando, e o que eu posso fazer e até aonde eu posso fazer.

 

Estradas da região. Sabemos que nossos deputados pleitearam por melhorias nas estradas da região, mas não foram atendidos. Como o senhor pretende tratar essa questão?

Como já falei. Pelo fato de eu não estar ainda dentro do parlamento, não estar nessa convivência é difícil opinar, mas eu como cidadão faço algumas análises: eu creio que o governo deveria conviver mais com a realidade da nossa região, andando mais por aqui ou mandando representantes diretos pra ver como que realmente estão as nossas estradas, esse é um ponto. Outro, “me parece que os interesses, tanto políticos como outros interesses na região, não são tão interessantes para o governo”. Os nossos deputados, com todo o respeito, até porque a minha proposta é mostrar o que eu posso fazer, mostrar o meu trabalho sem bater em ninguém, mas eu acho algumas coisas que eu estou vendo aí um pouco demagogo. É que agora, neste momento, todo mundo quer dar pau no governo, e saliento que o atual governador não é do meu partido, mas todo mundo usa agora essa questão das estradas precárias e horríveis, da pra se dizer, e só agora todo mundo bate no governo pra fazer nome em cima disso. Vejo que o tempo para isso seriam os quatro anos que exerceram seus cargos brigar pelas melhorias, com reivindicações mais pesadas, levar mais gente, reunir a comunidade e ir para a rua, ir lá para o asfalto. Serei mais ferrenho nessas questões, posso não resolver os problemas, mas o povo vai estar junto comigo dizendo: “o Paulo não conseguiu, mas ele tentou tudo o que pode”. E eu não estou vendo esse esforço, apenas discurso.

 

Como jovem, com apenas 41 anos, o que pretendes fazer pelos jovens, incluindo-se aí crianças e adolescentes?

Eu vejo, hoje, pelas experiências que tive quando assessor do falecido ex-prefeito João Helio Link, que tem que se investir muito no esporte, porque se a criança e o adolescente estiverem envolvidos sistematicamente em atividades esportivas, nunca serão despertados para coisas ruins, para prática de infrações ou uso de drogas e terá vida sociável, e por consequência boa conduta na sociedade. Creio que dá para fazer um excelente trabalho na área do esporte junto aos bairros, então buscarei mecanismos para isso. Outro setor que vejo que deve haver investimento para envolver nossos adolescentes com a música como fator cultural, até porque sou músico, entendo que a música envolve mais os nossos jovens, inclusive, no meu entendimento, a música deveria constar como disciplina no currículo escolar. Então envolver nossas crianças, adolescentes e jovens na música, no teatro, enfim, pois a juventude precisa ter um envolvimento maior nessas questões. Se não envolvermos nossos jovens na cultura, no esporte, no teatro, e noutras atividades nesse contesto, com certeza as drogas estão chegando aí, as drogas estão sendo atraentes, e a prostituição, a violência, como todos os dias estão sendo veiculadas pelos meios de comunicação. Então precisamos criar uma juventude mais comprometida com essas questões.

 

Como evangelizador, tu pregas muito a questão da família. Há famílias que, não só na questão financeira, mas na orientação, planejamento, “assistência social”, carecem muito do Estado. O que pretendes fazer nesse setor, como deputado?

Quando se fala de família até se torna um pouco chocante, porque hoje falar de família parece que a gente até é ultrapassado para algumas pessoas no nosso país. Até porque quem está regendo muitas leis, inclusive leis que estão sendo apreciadas, estão tramitando no Congresso, são pessoas que têm a sua família destruída. Olha essa lei que está tramitando, onde pai e mãe não poderão mais ser chamados nas escolas. Quanto à assistência social, dá para se fazer muitas coisas, buscar muitas parcerias, envolver empresas com incentivos fiscais a exemplo do que foi feito para obras no entorno do estádio Beira Rio para realização da Copa do Mundo. Essas são coisas pelas quais eu vou brigar.

 

Incentivo à cultura musical, com aproveitamento dos talentos musicais no âmbito local e regional.

Olha, eu na convivência que tive há pouco tempo com pessoal que veio do Estado e aqui reunimos algumas regiões, nessa questão específica da cultura, a gente pôde observar que existem recursos, tanto é que, se não me falha a memória foram R$ 2,8 milhões que voltaram para os cofres do Governo do Estado porque gestores públicos não elaboraram os devidos projetos na área da cultura. Olha que absurdo. A Bahia gasta R$ 8 milhões e faltou dinheiro, pediram mais para o desenvolvimento de atividades culturais. Então nós precisamos valorizar mais a cultura. Na maioria das Secretarias de Educação e “Cultura” dos municípios da nossa região a “cultura” é secundária, não é dada muita importância, e é por isso que não se recebe os incentivos financeiros. Então, é minha intenção montar dentro do meu esquema de trabalho equipe preparada para a área cultural, onde o pessoal do interior terá o apoio técnico e pessoal para montagem de projetos e acompanhamento em todo o trâmite que envolve os incentivos à cultura. Então, se chegar alguém e disser “eu queria fazer um projeto para pedir auxilio de incentivo à cultura, mas não sei como fazer”, aí a minha equipe vai fazer ou auxiliar na feitura do projeto. Darei todo o apoio aos encaminhamentos que visem beneficiar e incentivar nossos artistas locais, artesãos, enfim.

 

Para finalizar, o que mais tens a expor como pré-candidato a deputado estadual?

Gosto de trabalhar, de forma, talvez até simplória para alguns, mas objetiva, e “eu vejo que as coisas não podem ser tão complicadas, nós temos que descomplicar e mostrar serviço”. É essa a minha proposta, de coração aberto, falar para as pessoas daquilo que se pode fazer, daquilo que não se poder fazer é dizer que não pode, sem jogar ilusão para o povo. Nós temos que ser verdadeiros com as pessoas, a verdade nos liberta, então falando a verdade eu sei que o povo vai entender e o povo vai estar com a gente, e a gente vai conseguir colocar muita coisa em prática, e defender sempre os valores, os bons costumes, o professor, o idoso, as Apaes, os conselhos tutelares, e tantas outras entidades que agregam esse contesto de família. Então vamos cada vez mais defender a bandeira da família gaúcha.