O ouvidor-geral da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Marlon Santos (PDT), vai pedir que a corregedoria do Tribunal de Justiça e o Conselho Nacional de Justiça apurem a atuação do juiz Fernando Vieira dos Santos no caso da morte do menino Bernardo Uglione Boldrini. Ao coletar depoimentos em Três Passos, o ouvidor disse ter verificado que o juiz teria forte ligação de amizade com a família do pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini. Segundo o deputado ouvidor, também haveria algum grau de parentesco entre as famílias. No entendimento do parlamentar, por esse motivo, o juiz não poderia ter atuado no processo em que o Ministério Público pedia a transferência da guarda de Bernardo para a vó materna. O juiz entendeu que era o caso de tentar uma conciliação entre Leandro e Bernardo, fez uma audiência em fevereiro e deu prazo de 90 dias para ocorrer melhora na relação familiar. Bernardo desapareceu e foi morto dia 4 de abril. No dia 14, depois de encontrar o corpo de Bernardo, a polícia prendeu Leandro, Graciele Ugulini, madrasta do menino, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz, por suspeita de ligação na morte.

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