Uma conquista ímpar

Complexo do Campus Santo Augusto, do Instituto Federal Farroupilha

O Instituto Federal Farroupilha, Campus de Santo Augusto, uma conquista ímpar, resultado da iniciativa e vários anos de intenso trabalho gratuito de visionários do município e região, é motivo de orgulho a toda a comunidade. Para somar-se aos vários cursos já oferecidos no decorrer dos onze anos de existência da instituição, veio o curso de Agronomia para ajudar a promover o desenvolvimento econômico e social de Santo Augusto e região, e atender uma demanda imediata de alunos que buscam formação na área. Isso graças ao empenho e esforço da direção e equipe que trabalhou, e dos que apenas apoiaram e entenderam a sua relevância. O Instituto, como bem diz a diretora do Campus, cumpre e solidifica o seu papel social no desenvolvimento local e regional com a oferta dos cursos de Agronomia e de Administração que muito contribuirão para alavancar o crescimento.

 Área de terra

A disponibilidade de uma área de terra destinada às aulas práticas do curso de Agronomia é uma exigência do MEC para autorizar o pleno funcionamento do curso. Inexistindo essa área de terra em tempo hábil, houve então uma condição que momentaneamente a substituiu, ou seja, que fosse apresentado um “termo de compromisso” firmado pelos representantes da Prefeitura Municipal e da Câmara Municipal de Vereadores, comprometendo-se em adquirir a área de terra exigida, para que a instituição pudesse ofertar o curso. É o que foi feito. O poder público, a partir de termo de compromisso assinado, “tomou para si a responsabilidade de oferecê-la”. Esse “termo de compromisso” datado de abril de 2015, foi assinado pelo então prefeito José Luiz Andrighetto, vice-prefeito Naldo Wiegert; e pelos vereadores, Horácio Ferrando Dornelles, João Carvalho de Oliveira, Ultramar Luiz de Souza, Margarete Siqueira de Melo, Juarez Speroni, Tânia Marques Pettenon, Tânia Maria Depieri, Carolina Fragoso Langner e Marcelo Both. Esse compromisso fez parte da documentação apresentada e avaliada no MEC. Dessa forma, veja bem, há um prazo, em tese, até o final deste ano, para formalizar ou oficializar essa doação entre o poder público municipal e o Instituto Federal Farroupilha – Campus Santo Augusto.

Aliás

O termo de compromisso assinado “não é uma responsabilidade do prefeito, é uma responsabilidade do município. Pode mudar o prefeito, o município continua devendo trabalhar nisso”. (Naldo Wiegert – recém eleito prefeito em outubro de 2016)

 Alternativa buscada

Sem disponibilidade orçamentária e de recursos para o cumprimento do compromisso assumido para com o Instituto Federal Farroupilha, relativamente à aquisição da área de terra de 25 hectares, o Poder Executivo enviou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 047, de 03 de setembro de 2018, versando sobre alienação (venda) de bens móveis e imóveis de propriedade do município. Entre inúmeros itens de bens elencados no projeto, estão dois imóveis, ou seja, um terreno urbano de 1.123m², situado no bairro Santa Fé, avaliado em R$ 336.900,00; e o terreno urbano com área de 7.760,80m², situado em área nobre no bairro Glória, avaliado em R$ 931.296,00. Na Câmara, a bancada da oposição, composta por quatro edis, mais o presidente da Casa (teoricamente da situação), apresentaram uma emenda, excluindo do projeto os terrenos citados. Posto em votação, o projeto foi aprovado, com a emenda.

Reações

A reação foi imediata, relativamente a emenda apresentada e aprovada pela oposição retirando do projeto os itens de maior valor e que viabilizariam a aquisição do imóvel ao Instituto Farroupilha. Alunos do curso de Agronomia protestaram fortemente em frente ao prédio dos Poderes Executivo e Legislativo, com palavras de ordem como, “Senhores vereadores votaram muito mal, somos agronomia do Instituto Federal”. Já o prefeito Naldo Wiegert, sustenta firmemente que vai “vetar”. Quanto aos edis autores da emenda, diante da forte reação e a polêmica instalada, inclusive entre oposição e situação, com repercussão negativa perante o público em geral, acredito que venham acatar o veto e, com serenidade fazerem a sua parte viabilizando a solução definitiva de causa tão nobre, há tanto e por todos almejada, a Agronomia.

Diálogo

Os vereadores da oposição acusam o prefeito de não manter diálogo com os parlamentares municipais. O prefeito, por sua vez, rechaça dizendo que é o contrário. Inclusive exibiu à coluna cópia dos reiterados ofícios que encaminhou aos vereadores convidando-os para reuniões objetivando discutir projetos que estavam sendo encaminhados ao Legislativo. Contudo, nunca recebeu resposta e muito menos a presença de vereadores à reunião alguma, exceto de dois que são da bancada da situação.

Diálogo (2)

Apesar de o prefeito Naldo Wiegert estar provando que convidou os vereadores para irem até ele tratar sobre projetos, modestamente, me permito opinar que aí há uma inversão na tradicional conduta adotada pelo Poder Executivo em qualquer das esferas. Por quê? Porque se o Executivo manda um projeto para o Legislativo é porque quer ver seu pleito aprovado. Por isso, o que se vê na maioria das vezes, no âmbito de município, que é o caso, o prefeito é que vai até à Câmara explicar, esclarecer detalhes, dirimir dúvidas, argumentar e pedir o apoio de ambas as bancadas para aprovação do projeto apresentado. Um pouquinho de humildade não faz mal a ninguém, e com ela as chances de sucesso se multiplicam bastante. Seres humanos querem ser valorizados, e o vereador não é diferente. E não é queda de braço. Nada a ver. É unir-se em prol do bem comum. Para isso foram eleitos: prefeito e vereadores.

Creche – Pais fazem vigília

O problema vem de longe. Faz vários anos que quando se aproxima a data do início das matrículas nas creches de Santo Augusto, os pais se submetem ao sacrifício, permanecendo vários dias e noites na fila, ao relento do sol ou da chuva e do sereno da noite, para poderem garantir vaga para seu filho. Este ano não foi diferente, em todas as creches, na Vaga-Lume (Bairro São João); Pequeno Paraiso (Bairro Getúlio Vargas) e Vovó Amália (Bairro Floresta), as filas foram enormes. Pais ou mães e/ou irmãos, se mantiveram em vigília, no relento, desde segunda-feira (19/11) e permaneceram até ontem, quinta-feira (22), data do início das matrículas. Eles reclamam, e muito, da falta de critério da Secretaria Municipal da Educação, inclusive em questões bem simples que poderiam ser adotadas, como a distribuição de fichas numeradas, o que dispensaria essa incômoda e penosa permanência dias e noites na fila. Desumano!