Estradas ruins

Conforme noticiado em entrevista inserida nesta edição, o mau estado das estradas vicinais tem trazido prejuízos, dificuldades, transtornos e preocupação ao homem do campo e ao produtor rural no município de Santo Augusto. A coluna percorreu alguns trechos e constatou que o problema maior é a ausência de cascalhamento e conservação das estradas, denotando com clareza o não comprometimento formal do município para com o setor. Segundo dito pelo agricultor Luiz Carlos Pommer, na entrevista, a produção rural é responsável por 60% da arrecadação de impostos aos cofres municipais e, mesmo assim, o produtor se vê sem estradas adequadas para escoar a sua produção, sem contar o desgaste e avarias que os carros sofrem devido as más condições das estradas, e mais, tem trechos que em períodos chuvosos ficam totalmente intransitáveis. Assim, em caso de emergência ou extrema necessidade, as pessoas perecem lá, os moradores não têm como sair ou chegar de carro.

Trecho cascalhado

Constatou-se, também, que há trecho cascalhado e devidamente compactado, o que teoricamente indica para estrada com boas condições de trafegabilidade como o que demanda desde a RS-155 até a localidade de São Valentim, via Bela Vista. Contudo, mesmo cascalhado, no trecho já existem vários locais com buracos e água empoçada, fazendo com que veículos tenham de desviar. Isso está ocorrendo pela simples falta de manutenção, medida que evitaria gastos maiores e garantia a preservação da estrada.

Mas…

É bom lembrar que no dia 25 de maio de 2017, em entrevista ao jornal O Celeiro, o prefeito Naldo Wiegert assim se expressou: Na Secretaria de Obras existia muita queixa da população sobre a forma como as coisas eram conduzidas. Colocamos lá um secretário que usa sua autoridade, muito organizado, com uma equipe de pessoas que também estão comprometidas com a administração municipal. Na questão das estradas do interior, é lógico que temos o problema das chuvas, que estragam muito as estradas. Por consequência, se não mudarmos a forma de fazer, elas vão continuar estragando naquele mesmo lugar. Por isso, estamos assinando uma parceria com o DAER. O que tem de mais importante nesse termo é a cooperação técnica, ou seja, nós vamos ter os engenheiros do DAER nos ajudando a resolver o problema das estradas do interior, nos orientando como deve ser feito.

Continua o prefeito…

Num primeiro momento, e já estamos começando, as estradas principais vão ser feitas com dez metros de largura, com sarjeteamento adequado e com uma pavimentação com cascalho, a chamada pavimentação progressiva. São camadas de cascalho sobrepostas e roladas cada uma das camadas, para que fique uma base mais compactada. Com isso, pretendemos, até o fim do nosso mandato, termos todas as nossas estradas recuperadas e construídas de tal forma que precisem apenas de manutenção em vez de uma reconstrução, finalizou.

A propósito

Se dependia do financiamento via BADESUL, esse já não é mais o entrave, uma vez que superados todos os trâmites, esse financiamento já saiu, já foi liberado. É só mãos à obra. Ou teria alguma outra razão para o não atendimento à demanda das estradas vicinais?