Imprudência na “rótula”

Mesmo sendo um importante instrumento viário, muitos condutores de veículos ainda desrespeitam as regras de circulação da rotatória, ou rótula, e se confundem quanto a preferência de passagem. Aqui na cidade de Santo Augusto, ao longo da Avenida do Comércio existem três rótulas. Naquela que está situada na diagonal com a praça, no centro da cidade, são frequentes os acidentes originados pelo descuido de condutores, que se dizem motoristas. Há muito desconhecimento e/ou inobservância das regras de circulação de veículos automotores. E aí vale ressaltar que não se pode e não se deve ignorar que muitos deles nem habilitados são. Como praticamente não existe mais a fiscalização, a cidade está inundada de condutores sem carteira de motorista.

Aliás

Dia destes tomei um cagaço danado. Transitando pela Avenida do Comércio, quase fui atingido por um irresponsável e inconsequente que veio da transversal em velocidade elevada e transpassou a rótula sem se importar com quem já estava nela circulando.

 Obediência às regras

A “rotatória” é um recurso da engenharia de tráfego cujo objetivo é evitar o encontro de fluxos que se cruzariam. Não há no Código de Trânsito Brasileiro a definição do que seja “rotatória”, apesar de haver regra de como se portar diante dela. A regra principal que deve ser cumprida pelos motoristas é observar as sinalizações oficiais e que ali são colocadas pelo setor de trânsito, uma delas é a placa “Pare” ou a “Dê a preferência” em frente a cada um dos entroncamentos (cruzamentos). Outra observação importante é o motorista acionar a seta do veículo para indicar em qual lado você vai seguir. Observe-se que a placa “Pare” ou a “Dê a preferência” é obrigatória. Assim, se cada um dos motoristas respeitar essa sinalização, todos os sentidos da rotatória iriam fluir igualmente. O desrespeito à placa é uma infração gravíssima e, sete pontos na CNH. 

De quem é a preferência?

De acordo com o artigo 29 do CTB, tem preferência na rotatória aquele veículo que “já estiver circulando por ela”. Aquele que já estava ali, chegou primeiro. Isso significa que, mesmo que o motorista esteja parado, ele deve esperar aquele que estiver circulando passar. No caso de não haver ninguém em circulação e dois carros chegarem ao mesmo tempo, em acessos distintos da rotatória, a preferência será daquele motorista que “estiver à direita”. É muito importante lembrar que a placa “Dê a preferência” orienta que você não tem a preferência de passar não só em relação aos carros, mas sim aos pedestres, nesse caso antes de entrar na rotatória você deve verificar não somente os carros, mas se existe pedestres aguardando para passar. Portanto, a prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade reduzida e com os devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais normas do Código de Trânsito.

A propósito

Tem motorista que, principalmente e, estranhamente, quando transitando pela “transversal”, se considera na “preferência”, sem se importar com outro carro que eventualmente já tenha antes dele atingido a rótula. Essa, a maior causa dos acidentes nas rotatórias.

  Marcha lenta

É incrível como este nosso Brasil anda em marcha lenta, mesmo percebendo que as fissuras social e econômica existem e estão expostas. A lerdeza nas decisões dentro das nossas instituições é centenária e crônica. É o aumento do desemprego, a saúde num caos que dá pena – brasileiros morrem por falta de atendimento -, com a pior educação pública do continente. Falta também recursos para a segurança pública, no que, infelizmente, o Brasil, detém o pior índice de assassinatos do mundo (64 mil em 2017). O pior é saber que dos nossos dirigentes públicos, eleitos ou não nas urnas, raros são os que estão preocupados com o Brasil.

 Imerso na lama

Incrível, mas é verdade. O que ninguém imagina é que há gerações inteiras que nasceram “sob a corrupção” e que não são nem capazes de imaginar um mundo sem ela! Não fazem a conexão entre esta e as revelações da Lava Jato. Pelo contrário, os malfeitos são culpa de algumas pessoas. Essas gerações não têm a mínima condição de diagnosticarem que vivem imersas na lama, pois nunca viveram em outro solo. É traumático se pararmos para pensar. O que poderia nos dar um alento seria a eleição de 7 outubro, mas aí nos deparamos com a cruel realidade. Não há entre os candidatos à presidência aquele que poderia representar, efetivamente, a esperança de um Brasil melhor. Aliás, entre os cotados para chegar ao segundo turno, tem aquele que é ferrenho no combate à corrupção, à criminalidade, ao banditismo, mas impaciente, para não dizer, precipitado. Tem os de sempre, os veteranos e viciados sem cura, corruptos ou coniventes. E tem, claro, aqueles que virão com toda a fúria reprimida, no firme propósito de expurgar os bons, e recolocar os maus no poder. E salve-se quem puder.

O sistema está errado

No meu entender, está tudo errado no sistema eleitoral brasileiro: os partidos políticos escolheram quem será o próximo presidente da República, “sem qualquer participação da população nessa escolha”. Os partidos políticos receberam bilhões de reais para fazer propaganda desses candidatos, a título de fundo partidário. Iniciado o horário eleitoral gratuito, mais uma aberração: um candidato tem 5 minutos de propaganda, enquanto outro tem apenas 5 segundos! O sistema eleitoral brasileiro foi feito para atender os interesses dos partidos políticos e perpetuar o poder nas mãos desses partidos. É utopia qualquer tentativa de furar esse sistema caro e profundamente injusto. O povo brasileiro deveria se rebelar, ir às ruas, se manifestar, exigir o fim dessa ditadura dos partidos políticos, que tanto mal já fizeram à nação.

Saída de emergência

A exatamente um mês da eleição a grande maioria dos eleitores sabe em quem “não” votar para presidente, deputado federal e senador, e não é culpa do eleitor, da desinformação. Ao contrário, quanto mais o eleitor pesquisa e se informa, mais cresce a indecisão, por falta de candidatos equilibrados, com perfil definido, projeto de governo apropriado para a nossa realidade. Teve até candidato virtual, que podia ou não estar na urna. Temos candidatos extremistas, centristas, místicos, ecológicos, tecnológicos ou qualquer adjetivo que diferencie um do outro. Os eleitores estão como passageiros de avião de primeira viagem, que procuram sentar-se ao lado da porta de emergência, imaginando ter mais chances em caso de queda. Resta saber quem é este candidato “porta de emergência”.