PT elegeu Bolsonaro

Enfrentando a ira do PT, do PSOL, dos demais segmentos da esquerda, e do segmento corrupto do Brasil, o presidente eleito Jair Bolsonaro lançado candidato por um partido até então inexpressivo, sem tempo de propaganda de TV que era quase nada, com fundo partidário quase nulo, e a imprensa, quase toda, trabalhando diuturnamente contra, há que se perguntar: Quem elegeu Bolsonaro? Tenho, para mim, que foi o PT e seus simpatizantes. Por quê? Porque ao invés de reconhecer o clamor popular e fazer mea-culpa, ficaram gritando que o impeachment de Dilma foi golpe; o povo também chegou à conclusão de que Lula é muito culpado por toda a corrupção que apodreceu os governos do PT. E o PT e demais esquerdistas ficou gritando: “não tem provas”, depois, “Lula livre”. Ora, o povo sabe que Lula foi condenado e preso por ser “comprovadamente” corrupto, que liderou um governo corrupto, em que muitos se beneficiaram da corrupção. E há incontáveis provas disso, documentais, testemunhais, fotos e e-mails. O PT e demais esquerdistas criticou o juiz Sergio Moro e a Lava-Jato, enquanto o povo festejava que, pela primeira vez na história, corruptos e corruptores eram presos no Brasil. O PT e demais esquerdistas exigiu a candidatura de Lula, sabendo que ele é ficha suja. Aliás, curiosamente, e é bom lembrar, o PT foi o partido mais entusiasta na aprovação da Lei da Ficha Limpa. O PT faz tanta defesa ao corrupto presidiário Lula da Silva, que em muitas de suas manifestações durante a campanha eleitoral o poste Haddad dizia: Lula era quem deveria estar aqui. É incrível. Se o PT tivesse se depurado, se tivesse admitido a culpa de seus líderes, se tivesse reconhecido que a Lava-Jato é um bem para o país, Bolsonaro não seria presidente. Mas os petistas teimaram, insistiram, encheram o saco da população mantendo o país sob ameaça do retrocesso, de acabar com a Lava-Jato, de libertar Lula. Enfim, a cada deboche do PT ao juiz Sergio Moro, uma estrelinha se apagava no petista e um eleitor se acendia do lado de Bolsonaro. Assim, quem elegeu Bolsonaro foi o PT.

 A esperança

O editorial de hoje tem como título: Bolsonaro, a esperança. Nessa linha, vejo que ter Jair Bolsonaro eleito presidente significa ter esperança sim. Esperança de que o Brasil não será mais o mesmo, a esperança de que o Brasil mudará e será um país mais solidário, unido e tranquilo. Todos estão olhando – alguns com muita esperança, outros com desconfiança e até medo. O primeiro a fazer é trabalhar para terminar com essa divisão e radicalismo. É preciso baixar o fogo e trabalhar para construir o caminho da prosperidade e da felicidade. Afinal, queremos um só Brasil de e para todos os brasileiros. A luta deve ser numa direção única de melhorar a vida de todos. A retomada do crescimento econômico sustentável, que gere riqueza a todos os segmentos sociais, se apresenta como a melhor forma de pacificar o País.

A propósito

Bolsonaro poderá incorporar a Lava Jato ao seu governo delegando a um conselhão a tarefa de reescrever as normas de combate à corrupção. Se isso for concretizado, o nome provável para comandar esse conselhão será o do procurador federal Delton Dallagnol, que comanda a Operação Lava Jato em Curitiba.

 Tipificar como terrorismo

O presidente eleito, deputado federal Jair Bolsonaro reafirmou esta semana que, se depender dele, invasões de propriedade privada como as perpetradas por movimentos como MST e MTST, serão tipificadas como “terrorismo”. Nesse sentido já existe um projeto na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado gaúcho e santoaugustense Jerônimo Goergen, pronto para ser votado. O projeto dispõe sobre o abuso do direito de articulação de movimentos sociais, destinados a dissimular atuação terrorista, como os que envolvem a ocupação de imóveis urbanos ou rurais, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado.

 Maioridade penal

Em entrevista ao Jornal da Band, o presidente eleito Jair Bolsonaro disse que vai lutar pela redução da maioridade penal no Brasil. E que, por ele, deveria ser reduzida para 14 anos —o projeto que tramita no Congresso estipula a idade em 16 anos. “Se não for possível para 16, que seja para 17 anos. Por mim seria para 14, mas aí dificilmente seria aprovada. Pode ter certeza que reduzindo a maioridade penal, a violência no Brasil tende a diminuir”, afirmou. Bolsonaro também falou de seu plano para a Educação, que considera “o ministério mais importante”. “Vamos deixar de lado a filosofia de Paulo Freire e que seja um grande profissional”, afirmou, ao prometer uma indicação técnica para a pasta. Questionado sobre a ditadura militar, o capitão reformado disse que a população brasileira está começando a entender que “não houve ditadura”, e relativizou a censura a meios de comunicação na época. “O período militar não foi ditadura”, disse.

De olho na bandidagem

No Rio de Janeiro, o governador eleito, Wilson Witzel afirmou nesta quarta-feira que quer treinar atiradores de elite para abater criminosos em favelas da capital fluminense. O ex-juiz de direito alegou que dificilmente esses policiais atiram em inocentes. “Raramente sniper atira em quem está de guarda-chuva. E muito menos em quem está com furadeira”. “Hoje, na Cidade de Deus, um helicóptero filmou cinco elementos armados de fuzil. Ali, se você tem uma operação em que nossos militares estão autorizados a realizar o abate, todos eles serão eliminados”, acrescentou.

O ex-juiz vai além

Falando à imprensa carioca, o ex-juiz e agora governador eleito, disse reconhecer que não pode garantir que os policiais não serão condenados pela Justiça. Prefiro defender policiais no Tribunal do que ir a funeral. O policial será defendido. Se condenado, nós vamos recorrer. Se a sentença for mantida, é um risco que a gente corre. O que me deixa desconfortável é ver bandido com fuzil na rua – disse. Confirmou ainda que vai extinguir a Secretaria de Segurança e dar status de secretarias para a Polícia Militar e para a Polícia Civil. O projeto era uma de suas principais propostas de campanha.

E aqui pelo Rio Grande?

Aqui, os gaúchos elegeram como novo governador, com 53,62% dos votos válidos, com 3.128.317 votos, o ex-prefeito de Pelotas, Eduardo Leite (PSDB), tendo como vice, o delegado da Polícia Civil, Ranolfo Vieira Júnior (PTB). Em suas falas após eleito, Leite discorre sobre algumas metas iniciais em seu governo, iniciando por trabalhar para ter uma composição política que dê condições de governabilidade.

Definições das bancadas

O MDB e o NOVO devem assumir uma posição de independência e ficarem neutros em relação ao governo de Eduardo Leite. Eles informaram que pautas que estiverem alinhadas com o partido terão voto favorável. O Solidariedade informou que vai apoiar o novo governador, assim como fez no segundo turno. O PR vai apoiar o governo. Nas redes sociais, o presidente do partido, Giovani Cherini se colocou à disposição de Eduardo Leite. O PSL e o DEM devem apoiar o novo governador, mas ainda não houve uma definição oficial, segundo a presidente do PSL no RS, Carmem Flores. Os dois partidos estariam coligados na assembleia gaúcha. O PSB reúne a executiva do partido na próxima segunda-feira (5) para definir uma posição. O PSD e o Podemos ainda não definiram. O PDT, PSOL e PT confirmaram que farão oposição ao governo do PSDB.