Carlos Wagner: Teco & Seco, a dupla explosiva Vanessa Kannenberg/Agência RBS

Foto: Vanessa Kannenberg / Agência RBS

Entre os bandidos, Carlos Ivan Fischer, 46 anos, o Teco, era conhecido como um "intelectual", um homem com uma capacidade de desenvolver tecnologias para serem usadas no crime. Ele é apontado como a pessoa que ensinou a arte de usar explosivos para abrir cofres a José Carlos dos Santos, 34 anos, o Seco, atualmente cumprindo pena no Presídio de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Teco era um dos esteios do bando de Seco, uma quadrilha que inovou o modo de roubar carro-forte no Brasil. O Seco, um homem de classe média rural de Candelária que virou criminoso na primeira década de 2000, soube somar o conhecimento sobre explosivos do Teco com a audácia do assaltante Charles Robsen Ferreira Kaiser, o João Loucura, que morreu em 2002. O João Loucura ensinou para o bando o uso de caminhões para abalroar o carro-forte.

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O grupo de Seco operou quase uma década roubando nas estradas gaúchas. Ele chegou a ser considerado o inimigo público número um no Rio Grande do Sul. Na época, o atual chefe de polícia, o delegado Guilherme Wondraceck, perseguia o bando.

Depois de prisão do Seco, ex-integrantes da quadrilha ficaram tentando se rearticular. No ano passado, na BR-116, na localidade de Ninho das Águias, em Nova Petrópolis, quadrilheiros roubaram um caminhão e tentaram parar dois carros-fortes. A façanha tem a assinatura do bando do Seco. E, na ocasião, o delegado Joel Wagner, atual titular da Delegacia de Roubos, que é vinculada ao Deic, teve informações de que Teco estaria envolvido.

O fato é que desde daquela tentativa de roubo na BR-116, o delegado Wagner colocou o Teco no radar da Roubos. Aliás, nunca esteve fora. O próximo passo dos agentes da Roubos é descobrir para quem o Teco passou o seu conhecimento antes de ser morto no confronto desta sexta-feira.