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Após anúncio de acordo, caminhoneiros mantêm protestos no RS

Representantes de parte da categoria consideram propostas do governo insuficientes para encerrar mobilização nacional
Ronaldo Bernardi / AgênciaRBS
Motoristas fazem fila em posto de combustíveis na expectativa de retomada do abastecimento em Porto AlegreRonaldo Bernardi / AgênciaRBS

Nem mesmo o anúncio de um acordo para colocar fim à greve dos caminhoneiros, feito na noite de quinta-feira (24) pelo Palácio do Planalto, promete por fim à paralisação. No dia em que as mobilizações completam cinco dias, o clima é de incerteza nos setores afetados pelos protestos. Aqui no Rio Grande do Sul, parte da categoria garante que não vai “arredar o pé”. Nesta sexta-feira (25), há pelo menos 15 pontos de concentração de caminhoneiros em rodovias do Estado.

AO VIVO: acompanhe os efeitos da greve dos caminhoneiros no RS

— Isso não resolve. Não vai dialogar com a categoria. Esse acordo não traz pontos essenciais, como o piso mínimo de frete e a redução de PIS/Cofins, onde governo e nem Congresso chegam em um acordo para zerar — argumentou o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí, Carlos Alberto Litti Dahmer, que foi convidado a se retirar da reunião com o governo por não concordar com os termo do acordo proposto.

Dahmer, que representa cerca de 18 mil caminhoneiros de 150 municípios do noroeste gaúcho, não acredita na dissolução do movimento tanto no Estado quanto no país. A opinião é compartilhada pelo presidente da Associação dos Caminhoneiros de Soledade, Felipe Corneli. Para ele, na região, a categoria não deve aderir ao acordo sugerido pelo governo por não julgar a proposta suficiente.

— O governo quer desmobilizar o movimento. Vamos continuar do jeito que está. Firme, com os produtores e a sociedade do nosso lado. Essas propostas dele (governo) são bobagens. Em 15 dias, eles voltam tudo ao normal.

A Federação dos Caminhoneiros Autônomos (Fecam) no Rio Grande do Sul diz que não vai se posicionar, deixando a categoria livre para decidir se acata ou não a proposta do governo.

À frente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno afirma que a paralisação acabou:

— Não vejo necessidade (de continuar a greve), porque as conquistas firmadas de fato já dão condição de estabilidade para a categoria. A começar pela redução no óleo diesel. Uma redução de 10% e política de reajuste a cada 30 dias é um alívio, diante do trauma que a categoria estava vivendo — disse.

Mesmo após o acordo, pelo menos mais oito Estados, além do Rio Grande do Sul, e o Distrito Federal têm protestos. São eles: Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro,  Santa Catarina e São Paulo .

Como ficam os serviços: 

Diante das incertezas em relação à greve, alguns serviços foram reduzidos ou suspensos. Em Porto Alegre, os ônibus terão o mesmo esquema de horários reduzidos nesta sexta-feira (25): nas horas de pico (pela manhã das 4h30min às 8h30min e, à tarde, das 17h às 19h30min), os consórcios operarão normalmente. Das 8h30min e após as 19h30min, as linhas funcionarão apenas de hora em hora.

Instituições de ensino como UFRGS, UERGS, Feevale e Unicruz suspenderam as atividades na sexta e no sábado (26). O serviço de abastecimento de água também está em risco, caso a paralisação se mantenha. A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) informou que pode ocorrer falta de água no sul e centro do Estado em decorrência da falta de químicos para tratamento da água.

O abastecimento de combustíveis nos postos e de alimentos nos supermercados também estão ameaçados. Ontem, o corre-corre da população esgotou combustíveis e alguns produtos dos mercados.

Ônibus de Porto Alegre e Região Metropolitana passam a operar com horários reduzidos

Coletivos vão operar com a tabela de sábado na maior parte do dia, exceto em horários de pico
André Ávila / Agencia RBS
Tarde desta quinta-feira foi de paradas lotadasAndré Ávila / Agencia RBS

Com a continuidade da greve dos caminhoneiros, os ônibus de Porto Alegre terão, na sexta-feira (25), o mesmo esquema de redução de horários usado nesta quinta-feira (24). O motivo é a dificuldade de abastecimento de combustível.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informou que nos horários de pico — pela manhã das 4h30min às 8h30min e, à tarde, das 17h às 19h30min —, os consórcios operarão normalmente. Das 8h30min e após as 19h30min, as linhas funcionarão apenas de hora em hora.

Na Região Metropolitana, a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional(Metroplan) autorizou que as empresas de ônibus intermunicipais da Região Metropolitana passem a operar com a tabela horária de sábado nos horários de menor movimento na quinta-feira, medida que será repetida na sexta.

De acordo com a Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de Passageiros (ATM), as empresas trabalham com um estoque estratégico e que, com a medida aprovada pela Metroplan, o funcionamento está garantido por mais alguns dias.

— As empresas terão o bom senso de reforçar os horários nos momentos em que esta tabela ficar insuficiente. Se não houvesse nada, até o final de semana estaríamos sem combustível — ressalta o gerente da ATM, Érico Michels.

Porto Alegre

Em Porto Alegre, a decisão da EPTC ocorreu “para possibilitar a prestação do serviço por um maior número de dias possíveis nos horários de demanda mais intensa da população. As lotações funcionarão normalmente “, disse o órgão, em nota. Linhas da Carris que têm derivadas ou direta com itinerário semelhante, como 343 e D43; T1 e T1D; T2 e T2A; T12 e T12A, têm intervalo de 30 minutos entre elas.

André Ávila / Agencia RBS
Movimento em frente ao Mercado PúblicoAndré Ávila / Agencia RBS

Na quarta (23), o diretor-executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Gustavo Simionovschi, disse algumas empresas tinham estoque de combustível para operar apenas durante um dia.

“Há empresas que só têm estoque do produto para hoje. E há outras que têm estoque para apenas mais um ou dois dias de operação. É uma situação que foge do controle das empresas, embora considerem que a motivação das manifestações é justa”, justificou  por meio de nota.

Nota da Metroplan na íntegra:

” Considerando a dificuldade de abastecimento de combustível (diesel), já identificado nas empresas de ônibus, a direção da Metroplan autorizou, por cautela, que as empresas circulem com escala de sábado, nos horários de baixa demanda.

Todas as ações estão sendo adotadas com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços e reduzir eventuais problemas.

De qualquer forma os horários de pico estão garantidos com a tabela normal.”

Nota da EPTC na íntegra:

“Operação será normal nos picos e de hora em hora nos demais horários

O transporte coletivo de Porto Alegre terá um atendimento emergencial nesta quinta-feira, 24, em razão da falta de combustível pela greve dos caminhoneiros. Em reunião na tarde desta quarta-feira, 23, com a direção da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), onde participaram representantes da Carris, Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) e Consórcios de ônibus, ficou definida uma operação normal nos picos da manhã até 8h30min, e também à tarde, das 17h às 19h30.min 

Nos demais horários, as viagens serão de hora em hora. A forma de atendimento durante a noite será divulgada na tarde desta quinta-feira, 24. A decisão acontece para possibilitar a prestação do serviço por um maior número de dias possíveis nos horários de demanda mais intensa da população. As lotações funcionarão normalmente.”

Filas, bate-boca e escassez: o dia em que quase acabou o combustível em Porto Alegre

 Sem receber reposição, os estoques dos postos baixavam rapidamente, em movimento acelerado pelo corre-corre dos motoristas
Lauro Alves / Agencia RBS
Com o passar das horas, mais postos encerravam as vendas e bloqueavam a entrada com cones e correntes plastificadasLauro Alves / Agencia RBS

O cenário de quem precisou abastecer em Porto Alegre nesta quinta-feira (24) foi desanimador:  filas de carros que davam voltas nas quadras prenunciavam horas de espera para ter vez nas bombas. Do início da manhã até o entardecer, a busca por combustível  causou transtornos na Capital.

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis no Estado (Sulpetro), a greve dos caminhoneiros bloqueou a entrada e a saída de caminhões-tanque na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) e nas principais distribuidoras da Região Metropolitana, situação agravada a partir da tarde de quarta-feira (23). Sem receber reposição, os estoques dos postos baixavam rapidamente, em movimento acelerado pelo corre-corre dos motoristas.

— Fiquei mais de uma hora na fila, com medo de a gasolina ter acabado quando chegasse minha vez. Felizmente, consegui abastecer — disse a farmacêutica Tatiana Ness, 39 anos.

Ela saiu de casa às 8h de quinta, no bairro Ipanema, zona sul da Capital, e ao longo do trajeto até o trabalho viu apenas um posto ainda com combustível – e com extensa espera de veículos. Uma dezena de outros estabelecimentos pelo caminho estavam secos. Preocupada, decidiu dedicar a manhã para procurar gasolina; encontrou na avenida Getúlio Vargas, onde a fila dava volta na quadra. Para encher o tanque de 45 litros, gastou R$ 224 (R$ 4,89 o litro da aditivada, única opção disponível).

— Está uma fortuna, mas no desespero não tem como escapar — desabafou.

Na Avenida Ipiranga, próximo ao cruzamento com a Avenida Silva Só, um posto vendia apenas etanol. Motoristas angustiados com a espera desciam dos carros para ver se ainda haveria oferta quando chegasse sua vez. Muitos enchiam o tanque e ainda carregavam galões e garrafas pet de 5 litros. Certo momento, uma motorista furou a fila, subindo pela calçada e indo direto à bomba. Hostilizada por quem vinha atrás, desistiu de abastecer quando se deu conta que seu carro não era flex.

Lauro Alves / Agencia RBS
Lauro Alves / Agencia RBS

Com o passar das horas, mais postos encerravam as vendas e bloqueavam a entrada com cones e correntes plastificadas. Um dos últimos a ofertar combustível era um estabelecimento na esquina das avenidas Teresópolis e Vicente Monteggia, na Zona Sul de Porto Alegre. Para controlar a multidão, apenas duas bombas funcionavam, uma para motos e pedestres com galões, outra para automóveis. Ambulantes vendiam vasilhas de cinco litros por R$ 10 – vazios, claro. Dois brigadianos foram designados para acompanhar o movimento e atuar caso os ânimos se acirrassem.

— Ontem (quarta) enchi o tanque da moto e hoje (quinta) resolvi voltar para completar mais alguns galões. Dizem que essa loucura vai levar uns 15 dias, então vou me precaver por que preciso da moto para trabalhar — disse o motoboy Willian Henrique, 20 anos.

Mas a previsão (ou a esperança) de presidente do Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua, é mais otimista. Ele esperava ainda para a noite de quinta trégua dos caminhoneiros para que as distribuidoras fossem liberadas. Alguns poucos caminhões-tanque que ainda circulavam escoltados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) abasteceriam os postos com uma gasolina reservada para forças de segurança. Não estava previsto reabastecimento para o consumidor comum.

— Mesmo que a greve encerre hoje (quinta), levará pelo menos uma semana para que a situação se normalizasse nos postos, uma vez que seria necessário reestabelecer a cadeia, com uma demanda grande de todos os postos — explicou Dal’Aqua.

Lauro Alves / Agencia RBS
Dia foi de grande procura nos postos da CapitalLauro Alves / Agencia RBS 

Guia do consumidor: saiba quais são os produtos e serviços mais afetados pela greve dos caminhoneiros

Risco de desabastecimento é de carne, aves e hortifruti é alto
Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina
Sindilat informa que 80% da captação de leite já não está ocorrendo em razão de problemas de distribuição e recebimento de insumosPatrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

GaúchaZH manteve contato com representantes de entidades para saber quais produtos e serviços correm risco de desabastecimento. O acompanhamento será atualizado ao longo do dia. Veja a lista:

 

ALIMENTOS NÃO-PERECÍVEIS

A curto prazo, o risco de desabastecimento é baixo. Segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), alimentos como arrozfeijão e farinhas têm estoque médio para 15 dias nos estabelecimentos do Estado.

CARNE

A curto prazo, o risco de desabastecimento é alto. Segundo o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul, a estimativa é que o Estado fique sem carne a partir de segunda-feira (28) se a circulação de caminhões não for retomada. Frigoríficos já suspenderam abates em razão da impossibilidade de distribuição dos produtos.

AVES E SUÍNOS

A curto prazo, o risco de desabastecimento é alto. Segundo a Associação Gaúcha de Avicultura, alguns supermercados já estão com os produtos em falta e a tendência é que aumente a partir desta sexta-feira (25) pois não está mais ocorrendo abastecimento. Segundo o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitário Animal (Fundesa), o abate de aves e suínos será completamente suspenso na sexta-feira (25).

LEITES E DERIVADOS

A curto prazo, o risco de desabastecimento é médio. Segundo a Agas, laticínios refrigerados podem faltar nas prateleiras nos próximos dias conforme não houver reposição dos produtos vendidos. Sobre o leite, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat) informou que, no final da quinta-feira (24), 80% da captação de leite já não está ocorrendo em razão de problemas de distribuição e recebimento de insumos.

HORTIFRUTI

A curto prazo, o risco de desabastecimento é médio. Segundo as Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa), a oferta foi de cerca de 20% do normal ao longo da quinta-feira (24), o que deve se manter nesta sexta-feira (25). O maior desabastecimento deve ser de hortaliças folhosas, pois os produtos perecem em questão de horas nos caminhões. Mercados do Interior, que se abastecem na Ceasa, são os mais afetados pela impossibilidade de chegar até Porto Alegre. Itens como tomate, cebola, batata e banana tiveram aumento moderado de preço, o que poderá ser repassado ao consumidor. O saco de 50 quilos de batata, por exemplo, custava R$ 60 e foi comercializado em torno de R$ 80.

ÔNIBUS

Nesta sexta-feira (25) as linhas de ônibus de Porto Alegre repetirão a frequência de quinta-feira (24): nos horários de pico (das 4h30min às 8h30min e das 17h às 19h30min) circulam conforme a tabela normal. Nos demais horários as linhas circulam de hora em hora. O serviço de lotação segue autorizado a transportar passageiros em pé.  Na Região Metropolitana, foi adotada tabela de sábado nas faixas de menor movimento.

TÁXI

Em Porto Alegre, segundo o Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), os 4 mil veículos da frota operam normalmente, porém com forte aumento de demanda desde quinta-feira (24), o que afeta o tempo médio para os taxistas atenderem às corridas. Por serem em sua maioria movidos a GNV, não há previsão de desabastecimento.  As tarifas seguem as convencionais: R$ 5,18 de bandeirada e R$ 2,59 por quilômetro rodado (R$ 3,36 das 20h às 6h). Por meio do aplicativo do Sintáxi, as corridas saem com 30% de desconto sobre o preço do taxímetro. Na opção “Táxi rápido” não há o desconto.

APLICATIVOS

Por volta das 20h30min de quinta-feira (24), a Uber operava normalmente, mas teve tarifas acima do normal ao longo do dia. Um trajeto, por exemplo, 21 minutos e 11 quilômetros (do prédio do Grupo RBS até o aeroporto Salgado Filho) na modalidade mais barata (UberX) oscilou entre R$ 38,30 (15h) e R$ 47,49 (17h30min). Às 20h30min, custava R$ 31,28.

Por volta das 20h30min de quinta-feira, a Cabify operava normalmente, mas teve alta de preços ao longo do dia. Um trajeto, por exemplo, 21 minutos e 11 quilômetros (do prédio do Grupo RBS até o aeroporto Salgado Filho) oscilou entre R$ 28,13 (15h) e R$ 41,36 (17h30min). Às 20h30min, custava R$ 25,75.

GÁS DE COZINHA

A curto prazo, o risco de desabastecimento é alto em todo o Estado. Segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás de Cozinha do Rio Grande do Sul (Singasul), as revendedoras maiores devem ter estoque até sexta-feira (25), enquanto as menores já estão desabastecidas. É recomendável que o consumidor poupe gás de cozinha, sobretudo se o botijão estiver no final. Segundo o Singasul, seus associados já operam com estoque limitado e estão evitando as telentregas, para poupar combustível.

ÁGUA

A curto prazo, o risco de desabastecimento varia de região a região. Em Porto Alegre,  o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) não prevê desabastecimento. Segundo a  Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) regiões Sul e Central podem sofrer falta d’água nesta sexta-feira (25)  em razão da escassez de químicos para tratar a água.

PASSAGENS INTERMUNICIPAIS

Na rodoviária de Porto Alegre, passagens que foram canceladas em virtude da falta de combustíveis dos ônibus estão sendo trocadas sem custo. O impacto da paralisação varia conforme as empresas. Parte delas reduziram a tabela de horários das viagens intermunicipais. Consumidores com passagens marcadas podem confirmar suas viagens pelo telefone (51) 3110-0101.

VIAGENS AÉREAS

No Aeroporto Salgado Filho, o risco de desabastecimento é baixo. O maior problema é o abastecimento de queroseno nas aeronaves, mas caminhões com a carga do combustíveis foram escoltados até o aeroporto ao longo da manhã e tarde de quinta-feira (24), o que garantirá decolagens até pelo menos 12h desta sexta-feira (25).

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