Por Alaides Garcia dos Santos

Ministro adverte prefeitos

Em seu discurso na inauguração do prédio de ampliação do do hospital Bom Pastor, em Santo Augusto, na última sexta-feira (24), em seu discurso o Ministro da Saúde,  Ricardo Barros, após fazer mensão aos pronunciamentos do Secretário Estadual da Saúde, João Gabardo dos Reis, e do presidente do hospital, senhor Pedro Marodin, referiu quanto a necessária eficiência na gestão dos recursos repassados pelo SUS, para que justifique novos pedidos de recursos e, ao mesmo tempo salientou que os recursos destinados são malgastos pelos hospitais, e “advertiu aos prefeitos da Região quanto a necessidade de seus municípios destinarem recursos para auxiliar na manutenção dos serviços de saúde à população prestados no hospital Bom Pastor”.

Ainda não

Apesar de ter sido inaugurado, não há prazo para a comunidade local e regional poder usufruir dos espaços oferecidos pelo prédio de ampliação do hospital, uma vez que falta a liberação dos Bombeiros, da RGE e outros, além da falta de viabilidade de recursos financeiros para manter essa estrutura funcionando. Aliás, esse detalhe já vinha sendo uma grande preocupação do presidente Marodin.

 Buracos x tapa-buracos

As ruas, principalmente a Avenida do Comércio, em vários pontos ao longo de sua  extensão, na cidade de Santo Augusto, apresenta problema crônico na deterioração da camada asfáltica, especialmente a questão dos “teimosos” buracos. O secretário de Obras, engenheiro Ivo Oliveira, e sua equipe, deve estar cansado com a rotina de, a secretaria fecha os buracos, vem a chuva e abre de novo os buracos, e assim vem acontecendo há meses, desde que ele assumiu a pasta. Parece questão sem solução, mas na verdade todo mundo sabe que solução tem, portanto, algo está faltando para resolver o problema, se não definitivo, pelos menos que seja mais duradouro.

Até porque…

O prefeito Naldo Wiegert, cerca de cinco meses após ter assumido a Prefeitura, lá pelo mês de maio, disse que a secretaria de obras tinha definido duas prioridades para a área urbana, sendo que uma delas era acabar de vez o problema dos buracos nas ruas. Referiu que no início de seu governo, em janeiro, foi feito um tapa-buracos que não funcionou muito bem, mas que estavam iniciando agora a cobertura asfáltica chamada “capa selante”, com uma camada a mais de asfalto para cobrir as rachaduras e evitar de forma definitiva que se formem novos buracos. Só que também não deu certo, o problema continua. E cada vez mais acentuado e, consequentemente, mais “ações paliativas”, mais tapa-buracos, daí resultando em outro problema, o efeito colateral, a incômoda areia espalhada na pista que, levada pelo vento e/ou pelos calçados dos transeuntes, acaba lá dentro dos estabelecimentos comerciais.

Aliás

E como se queixam os comerciantes! Ora dos buracos, ora da areia (sujeira) que parece sem solução. Volta e meia eles mandam seus relatos e fotos para a coluna.

Falando nisso…

A questão da falta de asseio e organização nas ruas e canteiros, se pegarmos como referência a longa extensão desde a Avenida Pedro Campos que se inicia no trevo da RS-155, seguindo pela Avenida do Comércio, passando pelo centro até chegar na Avenida Central (rótula Padaria Central), observa-se que há desleixo. Já foi muito mais cuidada, muito mais asseada, ajardinada e bem apresentada, prazeiroza e aconchegante a nossa cidade. E nisso pode-se incluir a praça central que merece mais atenção, e também as placas indicativas afixadas em diversos pontos da Avenida do Comércio, umas deslocadas pelos vendavais, outras danificadas por colisões de carros e caminhões.

Iluminação pública

A iluminação pública é outro problema que persegue a administração pública municipal, nunca está e nunca vai estar cem por cento em dia, disso todos sabemos, e vários são os motivos, eis que lâmpadas queimam até misteriorsamente, mas a depredação é a maior causa, os vândalos gostam de quebrar lâmpadas. Um dos locais bastante afetado é a Avenida Pedro Campos, no acesso ao centro. Boa parte daquela via, entrada da cidade onde ocorre a primeira impressão da cidade ao visitante, está totalmente no escuro, inclusive em alguns pontos não existe mais nem o próprio poste, danificado que foi por veículo desgovernado, dirigido por motorista imprudente, aliás, que nunca é chamado à responsabilidade para ressarcir o dano causado. Porém, sabido é, que o secretário de obras enfrenta o eterno problema da falta de recusros materiais e humanos para atender a demanda. Mas, nem por isso o contribuinte, o pagador de impostos, tem que ficar calado, como se tudo andasse bem. Vejo que a questão está na palavra na moda hoje, “é questão de gestão”.

Aniversário da BM

No dia 18 de novembro a Brigada Militar comemorou mais um aniversário. Nascida em plena Revolução Farroupilha, a Brigada Militar passou pelas revoluções Federalista, Assisista, Revolução de 1930, a Constitucionalista, a Intentona Comunista, a Legalidade. Mas, ao longo dos anos a instituição foi buscando e conseguindo avanços, chegando aos seus 180 anos,  como uma polícia prestadora de serviços à comunidade gaúcha, auxiliando na proteção de todos, preservando a vida e interagindo com todos os segmentos sociais. Contudo, apesar dos avanços, as más gestões governo após governo, fez a Brigada Militar se definhar, principalmente no tocante ao efetivo humano, de modo a prejudicar a sua função precípua que é o policiamento preventivo.

Aniversário da PC

Já no próximo domingo, 03 de dezembro, é a vez da Polícia Civil gaúcha comemorar seu dia. Nascida em 1941, a instituição estará completando 176 anos de existência. Entre outras atribuições, a polícia civil tem como missão no seu âmbito geral, agir na defesa e preservação da ordem pública, com medidas de proteção à sociedade e ao indivíduo, exercendo com excelência suas atribuições na apuração das infrações penais e na identificação de seus autores, além de colaborar para a convivência harmônica da sociedade, respeitando a dignidade da pessoa e protegendo os direitos coletivos e individuais. Parabéns à instituição Polícia Civil e a seus integrantes.

Há que ser reconhecido

Já que falou-se das instituições policiais gaúchas, vou aproveitar o gancho para fazer um registro referente ao desempenho da nossa polícia local diante dos gravíssimos crimes ocorridos no primeiro semestre deste ano. Foram seis assassinatos, sendo dois latrocínios, um duplo assassinato (uma execução e outro com vinte e seis facadas e a seguir carbonizado), mais dois homicídios, todos com autoria inicialmente desconhecida. Em pouco espaço de tempo, a equipe da polícia civil integrada por apenas quatro agentes (Aljares, Jaime, Cleber e Erasmo), sob a coordenação do delegado Gustavo Fleury, conseguiu esclarecer, identificar os autores e colocá-los na cadeia. Também, sob a coordenação de Fleury, o eficiente trabalho das duas agentes (Mara e Mariane), lotadas na Delegacia de Polícia de São Martinho, levou ao esclarecimento, em todas as circunstâncias, de um homicídio de difícil elucidação, perpetrado por motivações políticas, identificaram seus autores, culminando com a prisão de alguns dos envolvidos. São crimes de natureza gravíssima contra a vida e de autoria desconhecida que foram desvendados na plenitude, por isso o trabalho policial merece sim, o reconhecimento da sociedade.

Sinais da extrema violência que campeou por Santo Augusto no primeiro semestre de 2017

Para refletir

O que dizer de um policial? Pode-se dizer que é aquele que é julgado pela sociedade em que vive, até porque não são todas as pessoas que sabem o valor desses heróis da vida real. Nem todos param para pensar que um policial também tem uma família que ele ama, assim como você leitor, também ama a sua família. As pessoas que julgam um policial, esquecem que ele também é um ser humano e, assim como todas as pessoas, ele também tem defeitos, erra, sofre, chora, ama, aprende, ensina, enfim, tem sentimentos. O policial é aquele que vive o seu dia-a-dia em uma busca implacável contra o crime, a violência; contra aquele que fez alguém sofrer, que mutilou uma família, que matou, que sequestrou, que roubou. O policial é aquele que quando acerta ninguém vê, mas quando erra ninguém esquece, é aquele que em noites de temporal, de frio, na data do aniversário em família, dia de festas natalinas, abandona sua casa, sua esposa e seus filhos, para servir e proteger as pessoas e a sociedade aflita, colocando em risco a sua própria vida. Pense nisso!