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Mês: outubro 2016 (Page 1 of 3)

A conexão Uruguai da família Lula

 
 
 
 
As investigações sobre o patrimônio oculto do ex-presidente Lula ultrapassaram as fronteiras do Brasil. Depois de identificarem ligações do ex-presidente com imóveis suspeitos em solo nacional, como o tríplex no Guarujá, o sítio em Atibaia e uma cobertura em São Bernardo do Campo, procuradores do Ministério Público Federal (MPF), integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, apuram se uma mansão em Punta Del Este, no Uruguai, pertence a Lula. A investigação foi iniciada em agosto. O esquema seria semelhante ao adotado pelo petista para as outras propriedades utilizadas por ele no Brasil. No modus operandi tradicional, os imóveis ficam registrados em nome de empresários amigos. Em troca de benesses e tráfico de influência no governo ou fora do País, Lula se transforma no dono real desses imóveis, com poder para deles usufruir quando bem entender, determinar quem entra e sai e até mesmo promover caríssimas reformas, mesmo que oficialmente as propriedades não figurem em seu nome. O que ISTOÉ revela agora é que essa prática se repetiria no Uruguai. Neste caso, a mansão – segundo colaboradores do Ministério Público Federal que estiveram em Punta Del Este – pertenceria a uma offshore ligada ao empresário Alexandre Grendene Bertelle, um dos donos da indústria de calçados Grendene e que, no Uruguai, é proprietário de um sem-número de casarões – entre os quais uma suntuosa casa na rua paralela à do imóvel suspeito de ter ligações com Lula – e sócio de empreendimentos bem-sucedidos como o Hotel e Cassino Conrad.
 
 
A casa que motiva a investigação da Lava Jato possui um terreno de 7,5 mil metros quadrados e fica localizada na Calle Timbó, conhecida por Villa Regina, com valor estimado em US$ 2 milhões, segundo corretores locais. A mansão adota o estilo de chalé suíço, com uma escadaria de acesso à residência. O que mais chama a atenção é a grande área verde da propriedade, que cerca toda a edificação. A reportagem de ISTOÉ esteve no local na última quarta-feira 26. A mansão está vazia. Outras moradias da região, reduto de endinheirados da América Latina que escolhem o local para passar temporadas de veraneio, são ocupadas apenas por caseiros. As informações sobre a possível propriedade de Lula no país vizinho foram transmitidas ao MPF por um conhecido colaborador. Ele fora responsável pelas denúncias que levaram à deflagração da Operação Lava Jato. Daí a sua confiabilidade. No mesmo dia em que entregou documentos à Lava Jato, esse delator narrou que vários ônibus de excursão, responsáveis por conduzir comitivas de brasileiros pela paradisíaca Punta Del Este, passam defronte a casa de Calle Timbó e dizem, sem pestanejar, que a propriedade pertence a Lula. Em duas dessas visitas monitoradas, os turistas brasileiros demonstraram revolta ao receberem a informação. Um deles chegou a fotografar a casa de dentro do ônibus. Na última semana, o procurador destacado para investigar o caso disse à ISTOÉ que se encontra na fase de coleta de provas. Ele não descarta a possibilidade de pedir a colaboração do governo uruguaio. Na Procuradoria da República, a investigação está sendo tratada com total discrição. A avaliação é de que, se no Brasil já é difícil caracterizar a ocultação de patrimônio quando ele figura em nome de terceiros, em Punta del Este, no Uruguai, torna-se ainda mais complicado puxar o fio desse intrincado novelo. Haja vista que lá os imóveis, em geral, ficam escondidos em offshores, dificultando o rastreamento. Procurada por ISTOÉ, a assessoria de Lula repetiu uma versão já conhecida. Disse que o ex-presidente não tem nenhuma casa ou conta no exterior e que todas as propriedades dele estão em São Bernardo do Campo e são devidamente declaradas.
 
 
Se o triplex do Guarujá está em nome da OAS de Léo Pinheiro, o sítio de Atibaia no de Fernando Bittar e Jonas Suassuna e a segunda cobertura de São Bernardo no de um primo do pecuarista José Carlos Bumlai, o mecenas de Lula na mansão de Punta Del Este seria o bilionário Alexandre Grendene. O empresário do ramo calçadista mantém relações com Lula – e com os políticos de um modo geral. Durante o governo do petista, Grendene obteve empréstimos subsidiados do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 3 bilhões. Esses empréstimos estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal de Novo Hamburgo (RS). Só para a compra da Vulcabrás, o BNDES emprestou R$ 314 milhões para a Grendene. Os irmãos Pedro e Alexandre Grendene participaram também em 2008 de um negócio para implantação de usinas de açúcar e álcool no valor de R$ 1,8 bilhão, com dinheiro do governo. Integraram a negociação, além dos Grendene, a Odebrecht, o empresário André Esteves (Banco Pactual) e o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo íntimo de Lula.
 
 
Há outro significativo elo entre o empresário e Lula. Grendene foi um dos empresários que doaram parte dos R$ 10,8 milhões que custearam o filme “Lula, o filho do Brasil”, inspirado na trajetória do ex-presidente petista e dirigido por Fábio Barreto. Ele também colaborou com o “Fome Zero”, carro-chefe da política social do petista no início do primeiro mandato – uma espécie de embrião do Bolsa-Família. Ainda no primeiro governo petista, o guitarrista Lenny Kravitz doou sua guitarra para o programa de combate à pobreza, que leiloou o instrumento em maio de 2005. O empresário Pedro Grendene pagou R$ 322 mil pela guitarra, uma cobiçada Epiphone Flyng V preta autografada, mas o episódio, como tantos outros envolvendo o PT, terminou na Lava Jato. A força-tarefa passou a investigar o destino da renda obtida com os instrumentos. Análise de e-mails de Bumlai, amigo de Lula, mostrou que houve uma disputa entre a ONG Ação Fome Zero e o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome pelo direito dos recursos levantados com os leilões. Em resposta à ISTOÉ na quinta-feira 27, a assessoria de Grendene disse que ele estava no Exterior. Um assessor da diretoria da empresa afirmou, no entanto, que a história de que Grandene seria uma espécie de testa-de-ferro do ex-presidente petista no Uruguai não “passa de um absurdo completo”. Nos últimos dias, a Lava Jato fez novas descobertas acerca do patrimônio oculto de Lula. No caso do sítio de Atibaia, um dos maiores amigos do ex-presidente na área empresarial, Alexandrino Alencar, ex-executivo da Odebrecht, revelou detalhes da reforma do imóvel feita pela empreiteira durante processo de delação premiada em Curitiba. O executivo era um dos porta-vozes de Lula dentro da empresa. Era o amigo das viagens feitas por Lula à América Latina e África à bordo de jatinhos da Odebrecht. Na negociação de sua delação com a Justiça do Paraná, Alexandrino confirmou que a Odebrecht participou de um consórcio junto com a OAS e o pecuarista José Carlos Bumlai, para reformar o sítio de Atibaia. Segundo ele, a Odebrecht iniciou a reforma em outubro de 2010, quando Lula ainda era presidente. A empreiteira ficou responsável pelas obras de um anexo às quatro suítes do sítio. A propriedade está em nome de Jonas Suassuna e Fernando Bittar, e Lula, mais uma vez, nega ser dono do local. A Polícia Federal, no entanto, não tem dúvidas de que o sítio é mesmo do ex-presidente.
 
 
Em outra frente, a força-tarefa da Lava Jato deu início esta semana a uma investigação sobre uma segunda cobertura que Lula ocupa no edifício Green Hill, em São Bernardo do Campo. O Ministério Público Federal investiga se o imóvel, localizado ao lado da primeira cobertura de Lula, foi adquirida com dinheiro da Odebrecht. Em dezembro de 2010, Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai recebeu R$ 800 mil da DAG Construtora, investigada pela PF por ter sido usada pela Odebrecht para negócios ilícitos. Com o dinheiro, Glaucos comprou a cobertura vizinha de Lula e a alugou para o ex-presidente. O petista garante que pagou aluguéis e que os mesmos encontram-se declarados em seu Imposto de Renda. Somente em 2015 pagou R$ 51,3 mil a Glaucos. Os procuradores suspeitam que tudo tenha sido feito para ocultar o verdadeiro dono do imóvel. Na realidade, o próprio Lula. A história se repete.
 
 
Punta Del Este, no litoral Sul do Uruguai, onde está localizada a mansão alvo de investigação da Lava Jato por possíveis ligações com Lula, é considerada a Saint-Tropez da América do Sul. Praias paradisíacas, cassinos de luxo, hotéis suntuosos. Uma cidadezinha de 10 mil habitantes, mas que no verão reúne os novos ricos do mundo todo e muitos milionários brasileiros, provocando congestionamentos de Mercedes-Benz e Ferraris nas ruas da cidade. Os carros são conduzidos de São Paulo para lá – a distância é de 1.900 Kms – pelos motoristas, enquanto os patrões percorrem o trajeto de avião. As mansões de veraneio de milhares de dólares ficam vazias o ano todo, mantidas por caseiros que se recusam a falar com jornalistas, e só são ocupadas na alta temporada. Foi nesse cenário bucólico que Lula foi descansar logo que se elegeu presidente pela primeira vez em 2002. Jornalistas locais relataram que o petista descansou na casa de um amigo em Punta Del Este por alguns dias. Gostou do que viu.
 
VideVersus
 

Jornal pernambucano se retrata após noticiar que Inter teria oferecido dinheiro ao Santa Cruz

 

Após divulgar notícia, no começo desta tarde, de que o Inter teria oferecido dinheiro aos jogadores do Santa Cruz para facilitar a partida deste sábado, no Beira-Rio, o Jornal do Commercio excluiu a reportagem do site por afirmar, em retratação, não ter "provas documentais que comprovem a acusação".

Na matéria excluída pelo veículo, um repórter teria ouvido a declaração de um jogador do Santa Cruz que estaria com raiva do Inter pela situação antes informada. Pelo transtorno, o Jornal do Commercio pediu desculpas aos envolvidos.

Na chegada da delegação do Santa Cruz a Porto Alegre, jogadores do clube pernambucano negaram que tenham recebido propostas para "entregar" o jogo:

— Isso é uma inverdade, vergonhoso o que estão falando — disse Derley, com passagem pelo Inter em 2008.

*ZHESPORTES

Veja os destaques de cada bloco do debate entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre

 

Na noite desta sexta-feira, a RBS TV promoveu o último debate entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre antes da votação em segundo turno, que ocorre no domingo. Dividido em três blocos, o programa contou com a participação dos dois concorrentes: Sebastião Melo (PMDB) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB). 

Abaixo, veja como foi cada bloco do programa:

PRIMEIRO BLOCO

Foto: Eduardo Matos

Pardais na segurança

A primeira pergunta do debate foi de Nelson Marchezan Júnior para Sebastião Melo. O candidato do PSDB questionou o que peemedebista fará pela segurança pública de Porto Alegre. Melo disse que vai qualificar a Guarda Municipal e intensificar o diálogo com os governos estadual e federal para aumentar o número de policiais militares na cidade e chegar a 4 mil brigadianos, como foi na Copa do Mundo. Depois, disparou:

– O que não posso é usar o medo das pessoas para propor propostas superficiais. É isso que quero dialogar com o senhor e com a senhora. Meu adversário tem tratado na campanha só de superficialidades em todos os temas. Ele disse que os pardais vão resolver a questão da segurança. Aproveito para perguntar como é que os pardais vão resolver isoladamente uma questão tão grave. É que nem dizer que vou tratar câncer com aspirina — disse Melo.

– Os pardais hoje na cidade só multam. E nos municípios onde os prefeitos assumem a responsabilidade de um problema que é do cidadão, do município, como é a segurança aqui, os pardais podem ter um monitoramento de toda rota de fuga dos veículos e carros roubados e avisar para a Brigada Militar e para a Polícia Civil, fazendo um convênio que hoje não existe.

Ataque a comitê

Na segunda pergunta, Melo questionou Marchezan sobre o incidente no comitêde campanha do candidato do PSDB, na Avenida Ipiranga, em 17 de outubro. O caso foi tratado inicialmente como atentado e foi, inclusive, utilizado na campanha eleitoral. Na quinta-feira, a Polícia Federal concluiu, em laudo, que não houve tiros e que o vendaval foi o que causou a queda da vidraça no local.

– O senhor gravou um vídeo dizendo que era um tiroteio. Aliás, o senhor disse até a quantidade de tiros. Disse que eram 12, depois disse que eram 15. E criou um verdadeiro pânico dizendo que seu comitê tinha sido atingido. Agora, a polícia diz que foi um vendaval. O senhor que fala tanto em transparência vai pedir desculpa para a população pela mentira? — questionou Melo.

Marchezan não respondeu no início de seu tempo e voltou a falar sobre segurança. Somente quando o espaço estava terminando disse:

– A Polícia Civil que diz que foram 12 tiros e o seu prefeito, (José) Fortunati, que hoje, aliás, está nas redes sociais, no ClicRBS, ele reafirma que não é nenhuma história mirabolante e que foram tiros. Então, não tenho nada que explicar. Estou satisfeito com a explicação da Polícia Federal.

Saúde à distância

O tema da saúde entrou no debate com a discussão em torno das filas enfrentadas pela população para retirar fichas de atendimento em postos de saúde da Capital. Melo não deixou de alfinetar Marchezan logo após ser questionado sobre o que fará, caso seja eleito:

– Quero dizer que é completamente diferente da sua proposta mirabolante. O senhor diz que as pessoas serão atendidas às 3h da manhã em um hospital que tem médico ocioso. O senhor tem dito que as pessoas vão telefonar e fazer telemedicina pelo celular, pelo telefone fixo ou pelo orelhão. Isso é uma proposta que não é viável. Você precisa dar assistência básica, ter especialistas, de leito, de remédios. E o senhor está mal informado. A rede está totalmente informatizada – disse Melo.

– Vou acabar com as filas. Segurança, saúde e emprego são nossas três prioridades. Informatizar, Sebastião Melo, vice-prefeito de 12 anos, não é colocar computador no posto de saúde. Vamos conversar com os médicos para que os exames possam ser feitos de madrugada, sim. Vai ser uma das alternativas para acabar com essa fila desumana na saúde que ele (Melo) em 12 anos não resolveu – prometeu Marchezan.

Experiência como gestor

Melo questionou Marchezan sobre a experiência do candidato do PSDB como gestor público.

– O senhor, de 20 comerciais que coloca no ar, em 15 o senhor diz que é o maior gestor do mundo. Queria entender um pouco a sua experiência como gestor. O senhor tem feito propostas, muitas, e agora, na reta final, o senhor tem dito que é um gestor preparado. Queria conhecer a sua experiência de gestão na vida pública – questionou Melo.

Na resposta, o tucano voltou a falar sobre saúde pública, que foi tema da pergunta anterior, e disse que Melo só se preocupa em "agredir as pessoas":

– O prefeito… o vice-prefeito se preocupa em agredir as pessoas e não estudou muito essas questões para estar aqui hoje. Então quero dizer que o seu médico vai ligar do posto, vai falar com especialista e eles vão fazer uma discussão sobre o seu problema. É isso que a gente quer trazer para Porto Alegre.

SEGUNDO BLOCO

Foto: Camila Domingues / Agencia RBS

Polêmica das obras

Durante o segundo bloco, Melo questionou Marchezan sobre a infraestrutura de Porto Alegre. O peemedebista afirmou que o tucano não daria início a novas obras.

– O senhor pega as coisas pela metade, eu vou lhe explicar — alfinetou Marchezan. – Nenhuma obra nova vai começar enquanto não concluir as inacabadas. Obra parada é cidade parada, é dinheiro publico desperdiçado – disse, afirmando que a prefeitura multará as empreiteiras que não finalizarem as construções no prazo definido em contrato.

Na réplica, Melo disse que vai concluir as obras iniciadas mais rapidamente porque faz parte da atual gestão. O peemedebista ressaltou que deverá implementar melhorias de infraestrutura nas obras nas avenidas Vicente Monteggia e Edgar Pires de Castro, na zona sul de Porto Alegre, além do acesso ao Porto Seco, na Zona Norte.

– Estamos fazendo muitas obras. Pretendo fazer outras porque o déficit estrutural da cidade é muito grande – garantiu Melo.

Marchezan, durante a tréplica, afirmou que, após as eleições, as obras vão parar.

Água e esgoto privatizados

Marchezan afirmou que a atual gestão vem retirando recursos da área para pagar custos da prefeitura como a folha dos servidores. O tucano ainda citou os recentes problemas relatados por moradores sobre cheiro e gosto alterados da água. Melo respondeu que não vai privatizar o Dmae. Propondo maior eficiência, Marchezan afirmou que pretende unir o Dmae ao DEP.

– Porto Alegre é a capital do Brasil que tem o maior número de secretarias. Não vamos mais sangrar o Dmae, vamos, sim, ter investimentos reais que podem tratar as bacias que existem hoje em Porto Alegre. Quem está tentando privatizar o Dmae não sou eu – disse Marchezan.

Melo conclui frisando que Marchezan não declarou se privatizará ou não o Dmae. 

TERCEIRO BLOCO

 

Foto: Camila Domingues / Agencia RBS

Dentro ou fora do governo

No terceiro bloco, Marchezan voltou ao tema do incidente em seu comitê, explicando por que tratou o caso como atentado. Em seguida, perguntou o que Melo iria fazer para melhorar a educação.

Antes de responder, o peemedebista desdenhou da explicação do tucano, afirmando que ele disse uma inverdade, mas que agora está esclarecendo o que aconteceu. Logo após, Melo disse que Marchezan gosta de inverdades, porque é vice-prefeito há quatro anos e faz parte do projeto há 12 anos e, diferentemente do adversário, tem orgulho do governo:

– O senhor fez parte 11 anos e nega o projeto como o diabo nega a cruz. O senhor é oposição só na época da eleição.

Marchezan afirmou que os maus resultados da educação nos últimos três anos foram dentro dos 12 anos de governo do PMDB e do PDT e nos oito anos da mesma secretária na pasta.

– Para nós, partido ou pessoa não é

dono do cargo. O dono do cargo é o interesse público. Com a gente, servidor, funcionário e CC que não atingir a meta vai sair daquela função de responsabilidade – completou Marchezan.

Confronto de trajetórias

Melo voltou a questionar a experiência de Marchezan como gestor público. O tucano, mais uma vez, fez questão de chamar Melo de "vice-prefeito de 12 anos" e disse que seu governo não vai ser como o do peemedebista:

– Com certeza, não vai ser como o seu, como o senhor se comportou. Porque os seus resultados são péssimos. Vou me comportar absolutamente diferente.

Melo, então, enalteceu seu passado e sua trajetória na política em Porto Alegre.

– Tenho muito orgulho das minhas experiências, comecei capinando roça, passei por chapista de lancheria, carreguei caixa da Ceasa, cheguei à advocacia, fui vendedor pracista, fui gerente de vendas e fui vereador e presidente da Câmara.

*Zero Hora

CRÔNICAS 27.10.2016

 

Enjambramento político

Há dois meses para assumirem o comando da administração dos seus respectivos municípios, os prefeitos eleitos trabalham na composição e definição dos nomes que assumirão a titularidade das secretarias municipais. Durante a campanha foi quase unanimidade dos candidatos a prefeito aqui da microrregião de que o critério para escolha dos futuros secretários seria o conhecimento da área, a competência, o comprometimento. No entanto, já se ouve num e noutro município, comentários de que, contrariamente ao apregoado, estão sendo ventilados nomes de “vereadores eleitos” para assumirem como secretários municipais, objetivando, unicamente, abrir espaço para que suplentes assumam cadeira na Câmara. Isso está chamando a atenção e intrigando o eleitorado que votou no vereador para ele ser vereador, e não secretário. A reclamação merece respeito, até porque o candidato quando foi a campo para pedir voto, o fez sob o argumento que queria ser vereador, e recebeu o apoio (voto) porque a população acreditou que ele a iria representar, mas ao assumir uma pasta na Prefeitura, denota que não estaria pensando no eleitor, mas em si mesmo e nos interesses meramente políticos, deixado para trás todos aqueles que nele depositaram a confiança e iriam precisar dele na Câmara de Vereadores.

 

Sem contar que…

Para que um vereador possa ocupar cargo de Secretário Municipal, sobreditos Poderes acabam se misturando, o que compromete, sobremaneira, a isenção de um em relação ao outro, mormente no que se refere à fiscalização dos atos do Executivo que, nos termos do artigo 31 da Carta Magna, deverá ser exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo. Destarte, torna-se forçoso reconhecer que um vereador que integrou a equipe de primeiro escalão do Poder Executivo Municipal, após retornar à Câmara, não terá mais condições de fiscalizar o Poder do qual fizera parte. Enquanto persistirem essas tramoias políticas de acomodação de companheiros, a boa gestão pública estará comprometida, e o bem comum ignorado.

 

 Lobbies dos maconheiros

Empenhados, os defensores da descriminação da maconha defendem a tese de que a droga ou é inofensiva ou é menos danosa à saúde do que o tabaco e o álcool, que são drogas legais. Ledo engano. Nesse sentido, destaco a seguir trecho da reportagem de Adriana Dias Lopes à revista Veja: A razão básica pela qual a maconha agride com agudeza o cérebro tem raízes na evolução da espécie humana. Nem o álcool, nem a nicotina do tabaco; nem a cocaína, a heroína ou o crack; nenhuma outra droga encontra tantos receptores prontos para interagir com ela nocérebro como a cannabis sativa. Ela imita a ação de compostos naturalmente fabricados pelo organismo, os endocanabinoides. Essas substâncias são imprescindíveis na comunicação entre os neurônios, as sinapses. A maconha interfere caoticamente nas sinapses, levando ao comprometimento das funções cerebrais. O mais assustador, dada a fama de inofensiva da maconha, é o fato de que, interrompido seu uso, o dano às sinapses permanece muito mais tempo — em muitos casos, para sempre, sobretudo quando o consumo crônico começa na adolescência. Em contraste, os efeitos diretos do álcool e da cocaína sobre o cérebro se dissipam poucos dias depois de interrompido o consumo. Com 224 milhões de usuários em todo o mundo, a maconha é a droga ilícita universalmente mais popular. E seu uso vem crescendo — em 2007, a turma do cigarro de seda tinha metade desse tamanho. Cerca de 60% são adolescentes. Quanto mais precoce for o consumo, maior é o risco de comprometimento cerebral. Dos 12 aos 23 anos, o cérebro está em pleno desenvolvimento. Em um processo conhecido como poda neural, o organismo faz uma triagem das conexões que devem ser eliminadas e das que devem ser mantidas para o resto da vida. “A ação da maconha nessa fase de reformulação cerebral é caótica. Sinapses que deveriam se fortalecer tornam-se débeis. As que deveriam desaparecer ganham força”.

 

Enquanto isso…

Transeuntes e frequentadores da “já nem tão” aprazível Praça Pompilio Silva, ou Praça da Matriz, no centro de Santo Augusto, estão alarmados com a proliferação de maconheiros que, na maior tranquilidade, despreocupadamente, consomem maconha de forma ostensiva naquele local. Nos finais de semana, principalmente, e em pleno dia, o consumo da droga corre solto, cujos usuários contam a seu favor com todas as regalias imagináveis, desde as vistas grossas do Estado, até o comodismo e/ou medo dos cidadãos de bem que, ao invés de denunciar, preferem retirar-se, abrir mão do local público aprazível, cedendo o espaço aos maconheiros que, ridícula e bem à vontade, se sentem donos do pedaço e promovem o show do baseado. É aquela história, “quando o Estado se ausenta ou se omite os infratores da lei tomam conta”. 

Aliás

Vícios são abismos de decadência humana. Quando o problema é o viciamento humano, nada é tão ruim que não possa ficar ainda pior. É um poço sem fundo. Os caminhos para ele são muitos, aparentemente atrativos, compensadores, repletos de sensações de prazer e de múltiplos devaneios. Os resultados, todavia, são impiedosos. O preço é altíssimo, mas as ilusões do viciamento afetam a cognição, a autonomia da vontade e a lucidez dos viciados, motivo pelo qual eles acabam se tornando presas relativamente fáceis das consequências nefastas do vício, inclusive da violência e da criminalidade que lhe são características. E o final será sempre trágico.

 

 Impeachment de Sartori

No início desta semana, segunda-feira (24), o Cpers, sindicato que representa os professores estaduais, entregou um pedido de impeachment do governador José Ivo Sartori (PMDB). Na proposta de impedimento, protocolada na Assembleia Legislativa gaúcha, os professores dizem que Sartori descumpre decisão judicial que obriga o pagamento em dia dos salários da categoria. O pedido foi entregue pela presidente do Cpers, Helenir Schürer, à presidente da Assembleia, deputada Silvana Covatti (PP). Helenir garantiu que no processo há base legal e constitucional. “Posso dizer com toda tranquilidade que entregamos um processo de pedido de impedimento com base legal e constitucional. Não cumprimento de ordem judicial é um (dos motivos). Não cumprimento do artigo 35 da Constituição, de não pagar os servidores até o último dia do mês trabalhado, é outro”, detalhou Helenir.

 

Andamento do pedido

Cabe à presidente da Assembleia Legislativa dar prosseguimento ou arquivar o pedido do sindicato. Silvana Covatti disse que vai estudar o pedido de impeachment de Sartori e tomar a decisão após consultar a Procuradoria do Legislativo para análise jurídica. A deputada, que integra a base aliada do governador na Assembleia, disse ainda que o pedido vai tramitar normalmente na Casa. “Quero dar um carinho muito especial nessa questão porque se trata do Poder Executivo, de um governante do nosso Estado. Então darei os trâmites normais da Casa. Vou analisar e encaminhar à Procuradoria da Casa para uma análise profunda com responsabilidade e muito compromisso. Porque esse é um pedido que não é normal. Temos que dar atenção especial e analisar todos os critérios”, afirmou a ex-professora, atualmente deputada estadual. Não dá pra se iludir. Apesar da boa receptividade na casa legislativa, o pedido terá como destino "o arquivo". 

 

Fundamentação jurídica

No texto de nove páginas, o Cpers salienta dois trechos do artigo 85 da Constituição Federal que envolve crime de responsabilidade de um presidente da República e que, por analogia, estão sendo descumprido pelo governador dos gaúchos, José Ivo Sartori. São atos supostamente praticados contra “a probidade administrativa” e o “descumprimento das leis e das decisões judiciais”. O texto lembra ainda que, em setembro, o Tribunal de Justiça do Estado confirmou decisão liminar anterior que obriga o governador a pagar em dia os vencimentos do funcionalismo.

 

Radicalização política

Com relação ao pedido de impeachment apresentado e protocolado pelo Cpers, o Palácio Piratini emitiu nota classificando o pedido como “inconsistente” e apontando que a entidade de professores promove a “radicalização política”. Eis a íntegra: O pedido de impeachment protocolado pelo Cpers-Sindicato faz parte de sua conhecida radicalização política. Além de ser inconsistente, não ajuda o Estado a superar a crise financeira e a melhorar a qualidade do ensino. A Assembleia Legislativa saberá dar o devido encaminhamento à questão. Governo do Estado.

 

Ação indenizatória

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Sinpol-RS) ajuizou uma ação indenizatória de danos morais e materiais contra o governo do Estado em decorrência dos atrasos consecutivos dos salários dos servidores. A ação, que foi ajuizada na quinta-feira (20), mas só divulgada segunda-feira (24), foi protocolada na 3ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Porto Alegre, com uma ação coletiva. Para o sindicato, mesmo com todo o caos que vive a Segurança Pública gaúcha, o governo de José Ivo Sartori insiste em atrasar salários dos servidores, que, em contradição, têm trabalhado com afinco para combater a crescente criminalidade no Estado. Segundo o presidente da entidade, Emerson Ayres, o sindicato só está buscando aquilo que é previsto na Constituição, e que não está sendo cumprido pelo governo estadual. Os policiais civis sofrem inúmeros outros problemas, como a falta de estrutura e a superlotação de presos nas delegacias, além da carência de efetivo.

 

Que arrogância!

“Um juizeco de primeira instância não pode, a qualquer momento, atentar contra um poder. É lamentável que isso aconteça num espetáculo inusitado, que nem a ditadura militar o fez, com a participação do ministro do governo federal que não tem se portado como um ministro de Estado. No máximo, tem se portado como um ministro circunstancial de governo, chefete de polícia”, disse Renan Calheiros, presidente do Senado, à beira de um ataque de nervos com a visão do camburão estacionado na esquina depois da operação de busca e apreensão que acabou com a prisão de quatro policiais legislativos acusados de remover escutas instaladas pela PF com autorização judicial. E o presidente Temer tem se colocado à reboque de Renan. Uma posição difícil e humilhante para um presidente da Nação. É visível o temor de Temer em não aborrecer Renan, aquele que tudo pode e nada lhe acontece. Ou Temer reage (se é que pode) ou terá tempos difíceis diante de Renan, o poderoso.

 

Medo de cadeia

Juizeco, chefete…, tudo no pejorativo. Logo vindo da boca de quem! Mais outro que afronta a decência da educação e da Justiça. Pudera! Para quem tem 11 processos no lombo e até agora nada aconteceu… Pobre Brasil, além de humilhado por esses canalhas, assiste a espetáculos de horror dignos de um escárnio ímpar. Mais indignado ainda fica o povo que se pergunta: “cadê o respeito à egrégia Justiça brasileira? Por onde andam os homens da lei”? A reação agressiva de Renan é sintomática. Usa a arrogância para mascarar o medo de cadeia que o atormenta.

 

 

Trânsito ganha novas leis e reajustes de valores em 2016

 

Medidas sancionadas ainda no governo da presidente Dilma Rousseff endurecem as punições previstas no Código Brasileiro de Trânsito (CTB), aumentando o valor das multas em mais de 50%.

Há casos em que o reajuste chega ultrapassa os 300%, como é o caso de ser flagrado ao volante manuseando o celular. Hoje a ‘pena’ é de R$ 85,13 e quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e passará a custar R$ 293,47 e 7 pontos a menos.

Quem atingir 20 pontos na carteira no período de um ano também vai ficar mais tempo proibido de dirigir. A suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passa a ser de no mínimo 180 dias (seis meses), podendo ser ampliada para 240 dias (oito meses) no caso de reincidência. Atualmente, esse período é de 30 dias.

Assim que as mudanças entrarem em vigor, as autuações consideradas mais pesadas, previstas para infrações gravíssimas com multiplicador de 10 vezes, terão valor de R$ 2.934,70. É o caso de quem é pego disputando racha ou forçando a ultrapassagem em estradas, por exemplo.

O valor máximo também pode ser aplicado ao motorista que se recusar a fazer teste de bafômetro, exame clínico ou perícia para verificar presença de álcool ou drogas no corpo. Em caso de reincidência em menos de 12 meses, a multa será dobrada, alcançado R$ 5.869,40.

 

Som alto no carro agora é multável

 

Quem for pego ouvindo som alto dentro do carro que possa ser ouvida também do lado externo pode ser autuado com multa de R$ 127,60.

A nova infração, regulamentada pela Resolução nº 624 é considerada grave sem estabelecer um limite para o som, com a inclusão de cinco pontos no prontuário de habilitação.

Ficam excluídos ruídos como buzina e apitos de sinalização de marcha à ré, além de veículos de som para divulgação de eventos e publicidade.

 

Novos valores

 

Infração leve

De R$ 53,20 para R$ 88,38 (aumento de 66%)

Perda de 3 pontos na CNH.

 

Infração média

De R$ 85,13 para R$ 130,16 (aumento de 52%).

Perda de 4 pontos na CNH.

 

Infração grave

De R$ 127,69 para R$ 195,23 (aumento de 52%).

Perda de 5 pontos na CNH.

 

Infração gravíssima

De R$ 191,54 para R$ 293,47 (aumento de 53%).

Perda de 7 pontos na CNH.

 

Infração gravíssima x3

De R$ 574,62 para R$ 880,41

Perda de 21 pontos na CNH.

 

Infração gravíssima x5

De R$ 957,70 para R$ 1.467,35

Perda de 35 pontos na CNH.

 

Infração gravíssima x10

De R$ 1.915,40 para R$ 2.934,70

Perda de 70 pontos na CNH.

 

Infrações

 

A classificação leve engloba dirigir sem os cuidados indispensáveis de segurança, estacionar a 50 cm do meio-fio ou no acostamento e parar na faixa de pedestres dentro das cidades.

Agora o valor será de R$ 88,38. O antigo era de R$ 53,20. As infrações médias, que custavam R$ 85,13, agora virão com ônus de R$ 130,16. Essa categoria penaliza quem para o veículo em pontes, viadutos e na contramão, ultrapassa pela direita ou transita com velocidade inferior a metade da máxima permitida para a via.

Driblar o pedágio, não dar preferência a pedestre e transitar com velocidade de 20% a 50% superior em uma via são infrações graves. As multas custavam R$ 127,69 e serão de R$ 195,23 para o bolso dos infratores.

O porte do licenciamento do veículo será dispensado quando, no momento da fiscalização, for possível ter acesso ao devido sistema informatizado para verificar se o veículo está licenciado.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ainda poderá corrigir os valores das multas anualmente, com reajuste máximo dado pela inflação (IPCA) do ano anterior. As básicas não sofriam reajustes desde 2002. As elevações que ocorreram desde então foram para algumas infrações consideradas mais perigosas e por meio de um fator multiplicador.

 

Infrações mais comuns

Infração

Quanto era

Quanto custará

Dirigir sem CNH

R$ 53,20

R$ 88,38

Parar na calçada

R$ 53,20

R$ 88,53

Usar o celular enquanto dirige

R$ 85,13

R$ 293,47

Parar o veículo sobre a faixa de pedestres

R$ 85,13

R$ 130,16

Excesso de velocidade

R$ 85,13 (até 20%) 
R$ 127,69 (20% a 50%)

R$ 130,16 (até 20%) 
R$ 196,23 (20% a 50%)

Parar em vaga reservada a pessoa idosa ou com deficiência

R$ 127,69

R$ 293,47

Estacionar em local/horário com proibição de parar e estacionar

R$ 127,69

R$ 195,23

Não usar cinto de segurança

R$ 127,69

R$ 195,23

Avançar sinal vermelho

R$ 191,54

R$ 293,47

Dirigir com CNH vencida

R$ 191,54

R$ 293,47

Fazer retorno em local proibido

R$ 191,54

R$ 293,47

Levar menor de 10 anos no banco da frente

R$ 191,54

R$ 293,47

Dirigir sob efeito de álcool*

R$ 1.915,40

R$ 2.934,70

*Suspende a CNH

   

 

Limites de velocidade

 

Os limites de velocidade em rodovias e estradas também terão novos valores. Passa a ser de 110 km/h para automóveis e de 90 km/h para os demais veículos em rodovias de pista dupla.

Nas de pista simples, o limite passa a ser de 100 km/h para automóveis e de 90 km/h para os demais veículos. Nas estradas, a velocidade mínima será de 60 km/h.

 

Vaga de idoso e deficiente físico

 

Desde 1.º de janeiro deste ano o motorista flagrado ocupando vagas para idosos e deficientes físicos de forma irregular pagar uma multa de R$ 127,69 e a perda de 5 pontos na carteira.

Mas, a partir de 1.º de novembro não usar a credencial obrigatória para o uso da vaga especial significa infração gravíssima, com R$ 293,47 e 7 pontos na habilitação. Além disso, os carros estacionados nas vagas estão sujeitos a guincho.

 

Impedir o trânsito

 

A nova medida do governo também pretende coibir quem utiliza algum tipo de veículo, sem autorização do órgão de trânsito, para interromper, restringir ou perturbar a circulação na via. Situação comum em protestos com carro de som.

A infração será considerada gravíssima, mas com multiplicador de 20 vezes no valor da multa, chegando também a R$ 5.869,40.

Já os organizadores do bloqueio imprevisto deverão pagar multa de até R$ 17,6 mil. Diferentemente das demais, esta mudança entra já está em vigor.

 

 

EstaR

 

A lei para quem estacionar de maneira irregular em vagas do EstaR também ficará mais rigorosa. O valor saltará dos atuais R$ 127,69 para R$ 195,23 e o desconto de 5 pontos na CNH.

Porém, após receber o aviso de infração, o condutor tem até cinco dias úteis para regularizar a situação, adquirindo um talão de EstaR. O preço é de R$ 22 e o pagamento pode ser feito nas casas lotéricas.

 

Vans e chips

 

As vans escolares terão até fevereiro de 2017 para oferecer cadeiras infantis para crianças de até sete anos e meio, enquanto a resolução 142 do Conselho Nacional de Trânsito prevê a instalação de chips de identificação nos veículos.

 

Arrecadação com multas

 

Órgãos municipais, estaduais e federais também ficarão obrigados a publicar, anualmente, um balanço de toda a receita arrecadada em multas de trânsito. As entidades também terão de repassar 5% do valor arrecadado ao Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset).

O Funset planeja e executa programas, projetos e ações de modernização e aperfeiçoamento das atividades do Denatran relativas à educação e segurança nas estradas.

 

Segundo a nova lei, toda a arrecadação será destinada a atender exclusivamente despesas públicas como sinalização, engenharia de tráfego e campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. Essas receitas não poderão ser aplicadas em outras finalidades.

UGEIRM e OAB-RS assinam pedido de abertura de CPI da Segurança Pública

 

O objetivo principal da Comissão Parlamentar de Inquérito, proposta inicialmente pela OAB-RS, é investigar a aplicação de recursos na área da segurança Pública pelo governo do estado, verificando a existência ou não de utilização indevida de recursos públicos. A intenção, com o pedido de CPI, é que se abra uma grande discussão com a sociedade sobre a crise da Segurança Pública e a gestação de políticas permanentes para a área. Além de apontar, de forma clara, quem são os verdadeiros responsáveis por termos chegados a essa situação de falência da Segurança Pública.

A avaliação das entidades que assinam o pedido, é que a Segurança Pública passa pela maior crise de toda a história do Rio Grande do Sul. Sendo esse, o momento adequado para se instalar um debate aprofundado que aponte ao governo as saídas para a crise. De acordo com o Diretor da UGEIRM, Pablo Mesquita, que estava presente no ato, “o governador tem que ouvir a sociedade. Já tentamos de tudo e, até agora, o governador se fechou em seu gabinete, incapaz de apresentar uma saída para essa situação extrema de violência em que se encontra a sociedade gaúcha”. Para Pablo, a Assembleia tem que retomar seu papel de propositora de políticas. “Ao pedirmos uma CPI, possibilitamos que o parlamento aja como um órgão independente. Até agora, a Assembleia tem se limitado a referendar as políticas apresentadas pelo Executivo. Está na hora do parlamento assumir seu papel de caixa de ressonância dos anseios da população. No momento, o maior anseio da população gaúcha é um basta à violência”.

img_1113-1280x801As cenas grotescas exibidas essa semana, com viaturas policiais transformadas em carceragem, correram o país inteiro. Para as entidades, está na hora do governo Sartori/PMDB admitir sua incapacidade para lidar com essa situação. Ou o governo ouve a sociedade, ou chegaremos a uma situação sem volta.

Aplicação de recursos da Segurança Pública precisam ser discutidos

Uma das principais questões a ser discutida na CPI, é a destinação dos recursos para a Segurança Pública. O governo Sartori/PMDB vem, desde a sua posse, alegando total falta de dinheiro para, até mesmo, pagar os salários dos servidores. Porém, desde o início de seu mandato, o governo aprovou o aumento de impostos, parou de pagar a dívida com a União, aumentou o teto de saque dos depósitos judiciais, além de impor um grande arrocho salarial aos servidores públicos. E para onde foi essa economia? Esse é o objetivo da CPI. Investigar e trazer à luz o destino dos recursos públicos.

Com um diagnóstico preciso dos gastos do governo e suas receitas, será possível traçar uma política efetiva para a segurança Pública. Porém, essa tem que ser uma política permanente que, respeitando a autonomia política do governante, estabeleça parâmetros mínimos para a aplicação do dinheiro público na Segurança Pública. Uma questão fundamental, é uma política que garanta a reposição real do efetivo policial.

O presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, considera muito oportuna a instalação da CPI. “Para nós, vem num momento bom essa atitude da OAB, porque, realmente, a segurança pública está um caos no Estado, nós não podemos continuar da maneira que está e o porquê que chegou a isso tem que ser discutido com a sociedade. Nós estamos denunciando o caos na segurança há muito tempo. Quando o governo Sartori iniciou e editou o decreto que interrompeu todos investimentos em segurança pública, a gente disse ‘vamos chegar a um momento de caos’. Chegou”, afirmou Ortiz.

Estavam presentes no evento, além da UGEIRM e a OAB-RS, representantes da AMAPERGS (Sindicato dos Servidores Penitenciários do RS), da ASDEP (Associação dos delegados de Polícia do RS), de Associações de Moradores, de entidades da sociedade civil e de servidores públicos. Outras duas entidades do Bloco da Segurança, ABAMF e ASSTBM, que representam os servidores da Brigada Militar, declararam apoio à iniciativa.

Para uma CPI ser instalada, são necessárias as assinaturas de 19 dos 55 deputados estaduais gaúchos.

Novas pesquisas públicas e internas abalaram profundamente o candidato Sebastião Melo e sua militância de 1000 CCs…

 
Uma fonte altamente qualificada informou ao Blog, que os principais dirigentes do PMDB não acreditam na vitória de Sebastião Melo. Um dos caciques disse em off ao Blog: "Melo é ruim de voto, não tem carisma e vai perder…" A militância também está nervosa, principalmente os 1000 CCs (Cargos de Confiança). Eles, sabem que terão que procurar um novo emprego em 2017. Muitos já estão abandonado o navio…
 
Melo vai ter que explicar melhor as verdadeiras circunstâncias do assassinato ou suicídio do Plínio…
 
 
Falam também que Melo, em 2017, pretende trabalhar como Coordenador Geral do SINE. Já que ele é um expert em Cargos de Confiança. Não é mesmo Valéria?  Não é mesmo Pablo? Pablo vai ter também que parar de jogar baralho…
 
Imprensa Livre rs

Tudo agora será culpa do Marchezan… Só porque Marchezan está com mais de 20% de vantagem nas pesquisas?

 
Agora, vieram com um novo factóide!!
 
Um pequeno grupo hostilizou ela (Juliana) no centro, e fizeram uma tempestade em copo d'agua. Será que não contrataram essas pessoas para criar um fato político? O desespero cria coisas terríveis…
 
Meia duzia de deputados encerraram a sessão na Assembleia, e foram fazer um BO (Boletim de Ocorrência), em solidariedade a deputada Juliana Brizola.
 
Um jornalista, o tal de Polífio Adolfo, já decretou: é gente do MBL. Para o Polífio tudo é culpa do MBL… Como ele sabe? Ele não sabe! Ele é Melo, por várias razões… Ele recebe no seu Blog uma baita verba do BRDE (através do PMDB do Sebastião)Polífio Adolfo trabalha para o PMDB???
 
Juliana Brizola no mês de abril de 2004, na Rádio Gaúchano Programa Gaúcha Atualidade, relatou os ataques de assédio sexuais que sofreu (será?) de Pompeo de Mattos, então presidente do Diretório Regional do PDT. Pompeo foi destituído do cargo por Leonel Brizola…
 
No seu Facebook, de 20 de outubro de 2016, ele (Pompeo) postou às 16:58
 
Hoje à tarde em Porto Alegre, no gabinete da deputada estadual JULIANA BRIZOLA, candidata a vice-prefeita da Capital, acompanhado pelo presidente Nacional do PDT, CARLOS LUPI, deputado estadual CIRO SIMONI e o companheiro VIEIRA DA CUNHA…
 
Vieira da Cunha, Juliana Brizola, Carlos Lupi, Pompeo de Matos (o assediador) e Ciro Simoni…
 
Hoje, Pompeo (o que assediou ela sexualmente) é grande amigo de Juliana…
 
Hoje, Vieira da Cunha é grande amigo de Juliana. Ela que falava mal do Vieira… Vieira processou Juliana… Todos agora são amicíssimos…
 
Hoje, Carlos Lupi é o ídolo de Juliana. Ela falava horrores de Carlos Lupi…
 

LUPI MANCHA A HISTÓRIA DO PDT E DE BRIZOLA

 
No passado, quando um pedetista, como Leonel Brizola, falava em "resistir a bala", o que estava em discussão era a defesa da ordem democrática, como na Campanha da Legalidade; hoje, com Carlos Lupi, o jogo é bem mais rasteiro
 
Olhem o que escreveu Polífio Adolfo no seu Blog:
 
A deputada Juliana Brizola, PDT, candidata a vice-prefeito na chapa de Sebastião Melo, está neste momento na 17a. Delegacia de Polícia, Porto Alegre, acompanhada de cinco deputados estaduais, tudo para fazer Boletim de Ocorrência contra ativistas do MBL que a confrontaram e hostilizaram durante ato eleitoral na chamada Esquina Democrática, 12h. Juliana Brizola foi confrontada no mesmo estilo do que fez o coordenador do MBL, Arthur do Val, no episódio registrado com Plínio Zalewski.
 
Como ele sabe se eram do MBL?
 
Será que não foram contratados pelo Melo e pelo PDT para protagonizar o ocorrido?
 
É tudo armação! É tudo factóide!  Eles estão desesperados!

 
Olhem como Vieira processou Juliana em 2013:
 

Vieira da Cunha decide processar Juliana Brizola

deputado federal Vieira da Cunha (PDT)vai processar a deputada estadual Juliana Brizola (PDT). O motivo foram duas publicações feitas por Juliana em seu Twitter, a primeira afirmando que “Se a Presidenta Dilma der um Ministério para o Lupi/Vieirinha, eles estão com ela. Se não estão fora. Muito fisiologismo!!!” Cerca de cinco minutos depois houve nova publicação: “O lema da dupla Lupi/Vieirinha é: pagando bem que mal tem. #FORACANALHAS”.

Segundo a Rádio Guaíba, a representação de Vieira da Cunha foi recebida pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Marcelo Dornelles, e será analisada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos.
 
Tem treta nessa "agressão"!!!
 
Imprensa livre rs

Eduardo Cunha é preso em Brasília

 

A prisão e a busca foram autorizadas pelo juiz federal Sergio Moro, que passou a tratar do caso do ex-parlamentar depois que ele perdeu o foro privilegiado com a cassação de seu mandato.

A casa de Cunha fica na Barra da Tijuca, na zona sul do Rio. O ex-deputado é investigado sob suspeita de ter recebido propinas para liberar recursos da Caixa Econômica Federal, entre outros crimes.

A reportagem não conseguiu ouvir a defesa de Cunha até este momento nem determinar onde ele está. Cunha é réu da Operação Lava Jato sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O processo estava no Supremo Tribunal Federal (STF), mas, com a cassação do peemedebista, desceu para a primeira instância, na Justiça Federal do Paraná. O ex-deputado é acusado de receber R$ 5 milhões de propina em contas na Suíça, abastecidas com dinheiro originário de contratos de exploração de petróleo da Petrobras na África.

Ele nega irregularidades e diz que as contas pertencem a trusts (instrumento jurídico usado para administração de bens e recursos no exterior), e não a si próprio. Sua mulher, a jornalista Claudia Cruz, já é ré pela mesma acusação na Justiça Federal do Paraná. Folha Política

O comunista Plinio Zalewski, coordenador de campanha do PMDB em Porto Alegre, é encontrado morto dentro da sede do partido, com ferimentos

 
Ele era considerado desaparecido desde a noite passada, quando a companheira registrou boletim de ocorrência. O corpo tinha ferimentos, mas as circunstâncias da morte ainda não se esclareceram. O local está isolado aguardando a realização de perícia. Além de coordenar a campanha do vice-prefeito, Plino Zalewski era um antigo militante da organização comunista MR8, hoje transformada no Partido da Pátria Livre, inicialmente comandado pela também comunista Mari Perusso (foi subchefe da Casa Civil do governo do peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro). Nesse partido revolucionário militaram Amauri Perusso, Cezar Busato, Clênia Maranhão, Ocimar Carvalho (CC do Grupo Hospitalar Conceição, cedido para o gabinete do vice-prefeito), Bernadete Bestame (a mulher do lobista José Barrionuevo), Fátima Schirmer (mulher do ex-deputado e atual secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer) e outros. Plinio Zalewski era diretor de governança da prefeitura de Porto Alegre. Antes ele foi diretor do observatório da Capital e diretor de direitos humanos do Rio Grande do Sul. No sábado à tarde, Plinio Zalewski foi chamado às pressas para assinar a intimação da Justiça Eleitoral que tinha ordens para invadir e promover ação de busca e apreensão, de verificação de funcionamento de um comitê clandestino de campanha do vice-prefeito na sede da Fundação Ulisses Guimarães, do PMDB, que funciona em um velho casarão localizado na rua Riachuelo, bem no centro histórico de Porto Alegre (veja nas fotos abaixo). 
 
 
A desconfiança era de que no local funcionaria um centro de difusão de ataques ao candidato adversário Nelson Marchezan Filho, por meio de redes sociais. O candidato do PMDB quando foi informado que o casarão havia sofrido ação policial fez gravação de um video que circulou na Internet, denunciando ilegalidade na operação, devido à participação nas diligências de advogados da coligação de Nelson Marchezan Filho. 
 
 
Ocorre que a ordem judicial previa a presença da advogada da coligação de Nelson Marchezan Filho (como se verifica acima da certidão emitida pelo oficial de Justiça).  Abaixo se vê Plínio Zalewski recebendo a intimação judicial. 
 
 
Plínio Zalewski é um ex-petista que trabalhou com Hélio Corbellini por longos anos. Quem foi Hélio Corbellini? O Corbellini foi diretor do DEMAHB (1993 a 1996), quando o peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro foi prefeito de Porto Alegre.
Videversus

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