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Mês: abril 2016 (Page 1 of 3)

Lula não quer que Sérgio Moro investigue o assassinato de Celso Daniel A família

Lula não quer que Sérgio Moro investigue o assassinato de Celso Daniel



A família do ex-líder petista e prefeito de Santo André, Celso Daniel, acha que seu assassinato foi a mando da cúpula do PT, que na época era capitaneado por Lula, Zé Dirceu e Gilberto Carvalho, uma “santa trindade”.



O fato é que a polícia do estado de São Paulo nunca conseguiu esclarecer plenamente tal crime. E aí vem a Operação Carbono 14 e reabre uma ferida que Lula e o PT gostariam de ver esquecida e enterrada como Celso Daniel.



O juiz Sérgio Moro (Foto), ao autorizar a Operação Carbono 14 mexeu num vespeiro complicado, que já rendeu recentemente insinuações até por parte do ministro Gilmar Mendes, tanto que até já gerou nota do patético Instituto Lula, que não deixa dúvidas ao afirmar que a reabertura de um caso encerrado em todas as instâncias judiciais, a partir do que chama de ilações sem fundamento, é mais uma prova de perseguição política de Sérgio Moro contra Lula, sendo uma arbitrariedade e uma afronta ao Supremo Tribunal Federal.



O foco das investigações nesta nova fase da Operação Lava jato, apelidada de Operação Carbono 14, foi um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin que o pecuarista, amigo de Lula, José Carlos Bumlai contraiu junto ao Banco Schahin em outubro de 2004, e tem tinha por objetivo quitar dívidas do PT.



As investigações até agora descobriram que, do valor total emprestado a Bumlai, no mínimo R$ 6 milhões foram repassados ao empresário Ronan Maria Pinto. Estes repasses foram feitos usando-se várias estratégias de transferência de recursos, formatando um amplo esquema de lavagem de dinheiro.



Quem inicialmente citou o pagamento feito por Bumlai a Ronan o publicitário Marcos Valério em um de seus depoimentos. Marcos Valério foi condenado por ser operador do esquema do Mensalão e já é figurinha fácil nos esquemas de propinas até então apurados. Este depoimento de Marcos Valério teria ocorrido em 2012, quando ele relatou à Procuradoria-Geral da República que Sílvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, procurou-o em 2004 para tratar sobre as chantagens feitas por Ronan Maria Pinto, e que numa reunião com Pereira e o publicitário, Ronan teria pedido os R$ 6 milhões para ficar calado.



Ou seja, a questão é que o alvo das investigação, como eu já disse, não era o caso Celso Daniel, mas sim a apuração de novas evidências de corrupção com dinheiro da Petrobrás, e o nome do prefeito de Santo André e seu assassinato apareceram durante as investigações, logo, isto não é perseguição, mas sim investigação.



O que até então tem aparecido é que o empresário Ronan Maria Pinto teria chantageado Lula e o PT e ameaçava dar informações sobre o suposto envolvimento de Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato de Celso Daniel, e que teria sido silenciado com dinheiro saído da Petrobrás, num total de seis milhões de reais.



De acordo com o Ministério Público de São Paulo, Celso Daniel foi assassinado por ter descoberto a cobrança de propinas e, por não concordar, ter tentado impedi-la. Estas propinas seriam para abastar o “caixa dois” do PT, segundo dizem os promotores, embora a polícia afirme que Celso Daniel foi morto num crime comum.



É estranho que agora os advogados de Lula digam que ele sempre agiu dentro da legalidade e que não há motivo que pudesse justificar uma tentativa de extorsão ao ex-presidente e que a polícia, ao investigar o caso, não tenha identificado qualquer elemento que pudesse conferir veracidade às declarações de Marcos Valério.



É muito estranho que os advogados de Lula e o próprio Instituto Lula agora venham querer politizar esta mera investigação de mais um ato corrupção, que tem demonstrado ter relação com a morte de Celso Daniel. O que há a temer? O que Sérgio Moro pode descobrir?  Globo Notícias

Servidores da Segurança repetem que Sartori pode ser preso por estar parcelando salários

Categoria recorre à Justiça, na próxima terça, para que sejam bloqueados valores suficientes para pagar PMs, bombeiros, policiais civis, peritos e agentes da Susepe

Lideranças sindicais de entidades de servidores da Segurança Pública voltaram hoje a alertar que o governador José Ivo Sartori corre risco de ser preso por não estar respeitando decisões judiciais que ordenaram o pagamento integral de salários, pelo menos, para trabalhadores do setor.

O presidente da Amapergs, sindicato que representa os agentes da Susepe, Flávio Berneira, pondera que os servidores não querem que isso ocorra, mas exigem receber os salários em dia. De acordo com o sindicalista, o chamado ‘bloco da Segurança Pública’ vai voltar a recorrer a Justiça.

“Nós novamente temos que vir a público esclarecer que existem decisões da Justiça determinando o pagamento integral dos salários dos servidores da Segurança Pública e que o descumprimento dessa medida prevê a prisão do governador. Entretanto, na próxima terça-feira, vamos protestar e voltar a recorrer a Justiça. Desta vez, nosso pedido vai ser pelo bloqueio dos valores correspondente à nossa folha”, adiantou.

Os trabalhadores também anunciaram um protesto para a próxima terça. O pedido na Justiça é para que sejam depositados os salários integrais de brigadianos, bombeiros, policiais civis, agentes da Susepe e técnicos do Instituto Geral de Perícias.

Hoje, foi paga a primeira parcela dos salários dos servidores do Executivo, no valor de R$ 2 mil. É a terceira vez consecutiva que ocorre o pagamento parcelado do funcionalismo no governo Sartori.

O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, já alertou que decisões judiciais não podem ser cumpridas se não existir verba suficiente para isso.

Fonte:Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Penúltima Página JC, crônicas Alaides Garcia dos Santos, 29.04.2016

Violência

 

A violência contra pessoas e contra o patrimônio se acentua cada vez mais pelo país como um todo, com destaque para os índices estatísticos aqui do Rio Grande do Sul. São vários os fatores que impulsionam o índice de violência, entre eles o descaso do governo gaúcho para com os segmentos da segurança, tanto humano quanto material. Medidas preventivas que deveriam ser priorizadas pelo Poder Público envolvendo todas suas esferas públicas no âmbito estadual e municipais, estimulando a participação da população em geral e da família, são praticamente inexistentes. Além disso, tem o fator impunidade, garantido aos bandidos por uma legislação penal benevolente e protetora do crime e dos criminosos, em detrimento das pessoas de bem. Contudo, a violência não é um problema social intratável, nem é uma parte inevitável da condição humana, muito pode ser feito para lidar com ela e evitá-la, ou pelo menos minimizá-la.

 

 

Prevenção é o caminho

 

A maior parte do ônus da violência recai sobre os órgãos de imposição da lei penal, representados pela rede polícia preventiva/polícia judiciária, sistema de perícia criminal/ministério público, justiça criminal/sistema penitenciário/e setores de saúde pública. Uma maior colaboração entre esses setores pode trazer uma contribuição muito importante para a redução do ônus relacionado à violência sobre as comunidades e para a redução do número de suas vítimas, melhorando a vida de indivíduos e famílias, além de fortalecer comunidades e sociedades. Uma abordagem baseada em evidências multissetoriais pode ir longe na prevenção de todas as formas de violência e alívio de suas consequências. A sociedade não pode e não deve ficar inerte, de braços cruzados esperando por solução. Ela tem que reagir, exigir e participar na mudança de caminho da reação para a estrada da prevenção. Não é tarefa fácil, mas temos que mostrar nossa indignação e fazer a mudança se quisermos um dia progredir na redução da violência.

 

 

De quem é a responsabilidade?

 

Embora muitos ainda não saibam e outros ignorem, os “municípios”, antes afastados do debate e das iniciativas na área da segurança pública, por dispositivos legais estão cada vez mais tendo de assumir um conjunto de iniciativas e responsabilidades, seja na formação das Guardas Municipais, seja no desenvolvimento de Programas Municipais de Segurança. Durante muitos anos, uma visão simples e equivocada sobre segurança pública permitiu o entendimento de que o tema era de responsabilidade dos Governos Eataduais, apenas. Apesar de os estados dirigirem as polícias civil e militar, o conceito de “Segurança Pública” não pode ser reduzido ao serviço que as polícias podem prestar. Aliás, sempre entendi como injusto, e mais que isto, um equívoco, exigir-se das polícias que elas sejam as únicas responsáveis a oferecer uma solução aos problemas do avanço da criminalidade e da violência, porque a maioria das causas destes episódios não pode ser enfrentada pelos policiais, por melhor que trabalhem e por maiores que sejam seus esforços.

 

 

A realidade é complexa

 

A ideia de “segurança pública”, na realidade, é bem mais complexa e deve abarcar um conjunto de providências e de programas específicos que podem manter pouca ou nenhuma relação com o trabalho das polícias. As polícias são e continuarão sendo muito importantes para a Segurança Pública. Porém, uma política de segurança deve envolver também outras agências, públicas e privadas, capazes de desenvolver e apoiar políticas de prevenção. Assim, é preciso estruturar uma atividade em rede, que envolva as polícias e muitas outras instituições em um trabalho racional, no qual o esforço de cada um possa complementar o esforço dos demais e não concorrer com ele. Um trabalho onde, ao mesmo tempo, as comunidades passem a desempenhar um verdadeiro protagonismo. Quem sabe um investimento municipal em prevenção seja mais eficaz e permita resultados mais sólidos do que aqueles derivados da repressão e da persecução criminal. Pense nisso!

 

 

Saúde e violência

 

Refletindo sobre a relação que acredito existir entre “saúde e violência”, lembrei o deputado Osmar Terra que, quando foi Secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, teve a brilhante e feliz ideia de que a violência deve ser tratada como problema de saúde, haja vista ser a maior causa de morte de jovens. Como médico e, perspicaz, ele percebeu que a violência não é problema só da polícia, mas que ela tem que ser atacada na origem, de forma preventiva, com as mais diversas ações do Poder Público, inclusive e especialmente no setor da saúde. Terra era um sonhador, bem intencionado. Empolgado, ele garantia que a Secretaria da Saúde promoveria “articulação que incluiria visitação às residências, acompanhamento familiar e mediação de conflitos, integrados com a Secretaria da Segurança Pública”. Não saiu do (no) papel, “foi só um sonho”. Faltou empenho, não dele, mas do governo e da população que não deu a importância devida.

 

 

Crime como doença

 

Apesar da importância, o tema é massante. O leitor pode achar meio estranho que violência e crime sejam tratados como doença. Mas, acertadamente essa meta trilhada pelo então secretário Terra, tinha fundamental sentido. O projeto, se tivesse vingado, visava a prevenção sobre o alcoolismo, o próprio tabagismo, o uso de drogas ilícitas, o desequilíbrio mental e emocional na família, a falta de higiene e condições humanas de moradia, enfim. São todos fatores de risco onde nasce e se prolifera a violência, e por conseqüência a criminalidade. Essa meta deveria ser aceita e trilhada por cada município. Neste ano de eleições, que tal um comprometimento dos candidatos.

 

 

Não despreze a política

 

Ante o notório desinteresse e desprezo que a juventude, quase em geral, demonstra para com a política, há que se questionar sobre a crescente desvalorização que assola a política atualmente. É razoável fazer-se uma análise racional sobre a questão. Esse desinteresse pode ter origem na incompreensão, ou na compreensão um tanto quanto restrita, do que pode significar a práxis política. A política, no sentido enfocado, não está apenas ligada às atividades dos governantes de nossas cidades, estado e/ou nação, conforme comumente é tratada. Essa política tão detestada e desprezada pela juventude , é aquela que surge a partir da atividade cotidiana exercida pelos cidadãos sobre os problemas da sociedade, sejam elas parte, ou não, do governo. A partir dessa concepção, o político é todo aquele sujeito que enxerga, discute e busca soluções para as questões socioeconômico e cultural da sua comunidade. Ao invés de desprezo, que tal a juventude abraçar essa questão, agora!

 

 

Ideia equivocada

 

Quase que em oposição a esta perspectiva, vigora a ideia, no mínimo equivocada, de que a atividade política é responsabilidade exclusiva de vereadores, prefeitos, deputados e demais cargos representativos. Desse modo, prevalece a ideia de que a atividade política dos demais “cidadãos” se resume ao voto para a eleição destes cargos. Tal discernimento nos leva à renúncia também do direito e, especialmente, do dever de participação nas discussões dos problemas sociais e acompanhamento do trabalho desenvolvido pelos nossos representantes eleitos. Por isso, há que se ter a consciência de que “somos todos políticos”. Todo e qualquer sujeito, consciente ou inconscientemente, atribui às suas atitudes cotidianas um significado político quando suas lutas pessoais e de grupo assumem um sentido coletivo. Me aventuro opinar que, antes de repudiarmos o termo “política”, façamos uma compreensão mais ampla sobre o seu significado em nossas vidas. Ela se constitui em uma dimensão inseparável do cotidiano e sua negação é um ato, senão de desprezo, de ignorância.

 

 

Agronomia no IF Campus Santo Augusto

 

 

Há anos que muito se fala e se ouve falar sobre a criação do curso de Agronomia no Campus Santo Augusto, do Instituto Federal Farroupilha. Muitas das informações, até com notícias ilusórias, tinham origem em esferas meramente políticas. Eram ignorados ou pelo menos omitidos os procedimentos técnicos e burocráticos imprescindíveis, como o próprio projeto de criação do curso que é de competência exclusiva da instituição. E este projeto só foi iniciado no ano passado, por iniciativa da direção do IF, culminando com a aprovação do curso após inúmeras reuniões do Conselho Superior. Apesar da aprovação, requisitos importantes e indispensáveis ainda estão sendo demandados, como o projeto pedagógico, a ampliação da estrutura física e de pessoal, e aquisição de uma área agrícola de no mínimo 25 hectares. Ressalte-se que para aquisição da área agrícola, um dos requisitos obrigatórios, o governo não disporá de recursos.

 

Em função disso, no ano passado, o prefeito José Luiz Andrighetto, conjuntamente com o escalão superior de seu governo, com o respaldo formal do vice-prefeito e da Câmara de Vereadores, firmou compromisso perante a direção do Instituto Federal Farroupilha, no sentido de a administração municipal adquirir uma área de terra de até 25 hectares destinada a viabilizar o funcionamento do curso de Agronomia, representado por um Termo de Compromisso, firmado pelo prefeito, pelo vice-prefeito e pelos nove vereadores, datado de 7 de abril de 2015.

 

No documento, o prefeito José Luiz Andrighetto, assim se compromete: …”firmo o presente Termo com o apoio da Câmara Municipal de Vereadores, gestão 2013-2016, que no 'caso de ser aprovado o Curso Superior de Agronomia para o Instituto Federal Farroupilha – IFF/Campus Santo Augusto/RS', o município de Santo Augusto adquirirá área de até 25 hectares, para realização das atividades acadêmicas do referido curso, devido a importância do mesmo para a sociedade e relevante interesse público”.

 

O curso, segundo a Diretora-Geral do Campus, Verlaine Gerlach, “foi aprovado no ano passado”, pelo Conselho Superior. Assim sendo, por força do documento assinado, resta ao prefeito o cumprimento ao compromisso assumido, uma vez que o não cumprimento poderá ser um impeditivo da autorização para o funcionamento do curso.

 

Obviamente, que além da área agrícola, existem outros motivos que ainda impedem a autorização da oferta do curso, entre eles a ampliação do quadro docente e técnicos administrativos, construção de alguns laboratórios e salas de aula, o que, por ser de sua competência, está sendo tratado internamente como parte do projeto. Essa é a quarta administração municipal de Santo Augusto que de forma comprometida com o desenvolvimento socioeconômico e cultural da comunidade, investe com ousadia no Campus Santo Augusto.

 

Preso pagou 50 mil reais para fugir de penitenciária de Taquara, diz MP

Seis pessoas foram presas pela manhã na operação Pitágoras 2 (Foto: Ministério Público/Divulgação)

 

Ele teria pago outros R$ 50 mil para ser transferido para Taquara, diz MP.

Fuga aconteceu em 2014, quando ele negociou para ficar sozinho no pátio.

 

Um dos presos investigados durante uma operação dp Ministério Público teria pago cerca de R$ 50 mil para fugir da Penitenciária de Taquara, no Vale do Paranhama, interior do Rio Grande do Sul. Conforme o MP, o homem de 40 anos negociou para ficar sem segurança no pátio da casa prisional e, em seguida, conseguiu escapar. O incidente ocorreu em maio de 2014.
 
Segundo o Ministério Público, ele teria se beneficiado do esquema de compra de vagas no presídio e pago outros R$ 50 mil para ser transferido para Taquara, presídio de onde fugiu. Por conta da interdição judicial do presídio de Taquara, que limita o número de presos no local, a casa prisional tem uma situação considerada melhor do que a verificada em outras casas prisionais do estado, e isso motivaria o pagamento de detentos.
Ele é um dos três que seguem foragidos da ação do MP desta sexta-feira (27). Outras seis pessoas foram presas. A investigação apontou ainda que agentes públicos também ganhavam participação nos lucros obtidos por meio do tráfico de drogas.
São cumpridos 9 mandados de busca e apreensão (Foto: Ministério Público/Divulgação)
Foram cumpridos nove mandados de busca e
apreensão (Foto: Ministério Público/Divulgação)
Os detentos que cumpriam pena no presídio cobravam de outros presos uma propina que variava entre R$ 2 mil e R$ 20 mil, sob o pretexto de que seus nomes não seriam incluídos em uma "lista de transferências". De acordo com a investigação do Ministério Público, ao menos 26 presos teriam sido vítimas da cobrança de propina.
A cobrança dos valores eram realizada por detentos, dentro de salas do presídio, com a conivência e participação de agentes penitenciários. Os valores cobrados pelos autores do esquema eram pagos em dinheiro, imóveis, telefones celulares, armas ou drogas.
Esquema foi montado por diretor e chefe da segurança
Conforme o Ministério Público, o esquema foi idealizado por Evandro Oliveira Teixeira  e Marcelo Alexandre Ribeiro Carvalho, que atuavam como diretor e chefe de segurança do Presídio Estadual de Taquara.
Na ação desta sexta-feira foram presos dois agentes penitenciários – entre eles o ex-diretor do presídio – dois detentos do Presídio Estadual de São Francisco de Paula, um apenado do Presídio Estadual de Taquara e outro que estava em liberdade condicional. Seguem foragidos o ex-chefe da segurança do presídio e dois apenados – um deles estava em liberdade condicional.
 
Em nota, a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) informou que foi instaurada, pela Corregedoria Geral do Sistema Penitenciário, sindicância para apurar o envolvimento dos três servidores. O procedimento foi concluído e encaminhado para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), para a qual foi solicitado a demissão dos servidores.
A assessoria da PGE informou que foram instaurados quatro Procedimentos Administrativos Disciplinares (PAD) em 2014, que ainda estão em tramitação, em fase de instrução. Não há prazo para serem concluídos, conforme o órgão. A PGE informou que foram instaurados quatro porque ocorreram situações diferentes nas quais tiveram a participação individual ou de mais um dos três servidores.
 
Quadrilha atuava desde 2010
Conforme as investigações conduzidas ao longo da operação Pitágoras 2, a quadrilha atuava desde dezembro de 2010 e vinha sendo investigada há dois anos e meio. Eles seriam responsáveis pelos crimes de corrupção, concussão, peculato e outros delitos contra a administração pública. Eles foram denunciados ainda no dia 11 de abril, quando foram solicitadas as prisões.
O esquema passou a ser conhecido entre presidiários de outras unidades, que passaram a fazer contato com os denunciados na tentativa de comprar uma vaga para o presídio de Taquara.
De acordo com o Ministério Público o tráfico de drogas era realizado no Presídio de Taquara, com a conivência de agentes público, que receberiam parte dos lucros.
A ação deflagrada nesta quarta foi a segunda fase da Operação Pitágoras, cuja primeira fase foi deflagrada em julho de 2014, quando foi preso o diretor, o chefe de segurança e um detento que cumpria pena no regime semiaberto. G1 RS

PMs de confronto com quatro mortos em Porto Alegre são condecorados

Governador José Ivo Sartori entrega medalha a policial condecorado (Foto: Josmar Leite/RBS TV)

Em solenidade na manhã desta quinta-feira (28), os policiais militares que se envolveram na ocorrência que terminou com quatro criminosos mortos foram condecorados em Porto Alegre. O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, participou da cerimônia e fez a entrega das medalhas aos PMs.

 
 
 

Segundo a Brigada Militar, foram homenageados os policiais militares que se destacaram no policiamento ostensivo, e como reconhecimento pelos serviços prestados. Seis policiais militares que morreram em serviço também foram lembrados.

O ato ocorreu na Academia de Polícia Militar, na capital. A solenidade faz parte da Semana Tiradentes, que homenageia o patrono das policias no Brasil.

O tiroteio em que os PMs estavam ocorreu em frente ao hospital Cristo Redentor, na tarde de sexta-feira (22), após uma perseguição. Além dos quatro suspeitos mortos, dois policiais ficaram feridos, segundo informações da Brigada Militar.

Carro da Brigada Militar com marcas de bala em Porto Alegre (Foto: Divulgação/BM)Carro da Brigada Militar com marcas de bala

em Porto Alegre (Foto: Divulgação/BM)

As imagens de uma câmera de segurança posicionada em frente ao hospital mostram o momento em que aconteceu a troca de tiros.



O vídeo mostra a chegada do veículo da polícia em frente ao hospital, e alguns pedestres fugindo. Instantes depois, o veículo cinza aparece dando ré, para e um homem desce correndo em direção ao hospital e cai, aparentemente ferido.

Um PM aparece e atira contra ele, que se rende. Depois, ele e outros policiais dão diversos tiros na direção do carro, e outro policial recolhe objetos semelhantes a armas de fogo de perto do automóvel.

Segundo a Brigada Militar, policiais do 11º Batalhão de Polícia Militar abordaram dois veículos, um Honda Civic e um Hyundai i30, na Rua Marajó, na Vila Ipiranga, na Zona Norte da capital. Durante a aproximação, os suspeitos fugiram e os policiais iniciaram a perseguição, que se estendeu até a Rua Domingos Rubbo, no bairro Cristo Redentor.

Viatura da Brigada Militar foi alvejada pelos criminosos  (Foto: Brigada Militar / Divulgação)Viatura da Brigada Militar foi alvejada pelos

criminosos (Foto: Brigada Militar / Divulgação)

O carro da polícia foi alvejado, e dois PMs ficaram feridos, com tiros de raspão na cabeça, no braço e no punho esquerdo. Ao chegarem em frente ao hospital, os PMs pararam para buscar apoio aos feridos. Os criminosos pararam e atiraram contra a equipe da BM, que revidou, matando quatro homens.

De acordo com o tenente-coronel Regis Rocha da Rosa, foram encontrados um fuzil calibre 5,56 mm e três pistolas com os hoimens.

Carro com marcas de bala após tiroteio em frente a hospital em Porto Alegre (Foto: Divulgação/BM)Carro de um dos suspeitos exibe as marcas dos disparos dos policiais (Foto: Divulgação/BM)

Eram bandidos que iriam agir novamente, diz comandante da BM

Tiroteio que resultou em quatro mortes ocorreu em frente a hospital

                        Foto: André Ávila /Agencia RBS

 

Confronto com criminosos resultado em quatro mortes na frente do Hospital Cristo Redentor, na zona norte de Porto Alegre

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas, afirmou neste sábado (23) que as quatro pessoas mortas durante troca de tiros com a Brigada Militar em frente ao Hospital Cristo Redentor, na zona norte de Porto Alegre, eram criminosos que iriam agir novamente. O tiroteio que resultou nas mortes foi registrado no final da tarde de sexta-feira (22).

"Todos eles estavam fortemente armados, com pistolas de uso restrito e um fuzil. Eles iriam agir novamente contra da sociedade. Os policias atuaram de forma rápida e técnica, evitando que pessoas que estavam próximas do local fossem atingidas", afirmou Freitas.

De acordo com o comandante, os policiais se preocuparam em preservar a vida de inocentes. "Todos eles (mortos) tinham antecedentes criminais por homicídio e roubo. Nosso policiais foram os heróis na ação", afirmou.

 

Dos quatro mortos, dois tinham passagem por homicídio. Um deles completou 19 anos no dia do crime e outro havia sido preso e solto um dia antes, no Norte do Estado.

"Precisamos reconhecer quem são os heróis e os marginais durante os dois minutos de intenso tiroteio. A única certeza que temos hoje é que os policiais agiram em legítima defesa e que preservaram vidas", disse o comandante da BM ao falar sobre as imagens que mostram a ação da BM.

Um Inquérito Policia Militar (IPM) foi instaurado para avaliar a atuação dos policiais durante a ação. "Qualquer avaliação agora é prematura. Não podemos determinar que foi uma execução. A sociedade precisa entender o cenário que era vivido no momento", declarou.

A investigação da Brigada Militar será feita pela Corregedoria da corporação com auxílio do Comando de Policiamento da Capital (CPC).

A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre o caso. De acordo com o delegado Alexandre Vieira, da 9ª Delegacia de Polícia, já se sabe que o i30 envolvido na ocorrência foi roubado na quinta-feira (21) no bairro Três Figueiras. A investigação ficará a cargo da 3ª Delegacia de Homicídios da Capital.

GAÚCHA

 

Brigada irá condecorar PMs que participaram de tiroteio em frente a hospital em Porto Alegre

Os quatro policiais que interceptaram o veículo em que criminosos tentavam fugir receberão medalhas pela ação 

Os quatro policiais que enfrentaram e mataram membros de uma quadrilha armada com fuzil e pistolas na tarde da última sexta-feira, em frente ao Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, terão sua atuação homenageada pela Brigada Militar (BM) na próxima semana. Eles serão incluídos na lista de agentes condecorados durante a Semana de Tiradentes, em cerimônia na Academia de Polícia Militar.

Conforme a assessoria de imprensa da BM, o evento, que ocorrerá na manhã de quinta-feira, concederá medalhas aos policiais cujas ações em prol da segurança foram consideradas atos de bravura. Está prevista a presença do governador José Ivo Sartori na cerimônia, segundo os assessores da Brigada. O Comando-Geral fará o anúncio da condecoração às 17h deste sábado, em entrevista à imprensa na sede da corporação, no centro de Porto Alegre.

Os quatro policiais que terão seus nomes adicionados à relação de homenageados estiveram envolvidos em um confronto que iniciou na Vila Jardim e terminou em frente ao hospital, na zona norte da Capital, com a morte de quatro criminosos e dois brigadianos feridos.

Segundo informações da BM, os PMs foram feridos ao abordar um veículo i30 prata e um Civic de cor escura na Vila Jardim. Quando os colegas levavam os policiais baleados ao hospital, encontraram novamente o i30 chegando ao Cristo Redentor. Foi então que ocorreu o segundo confronto, que só terminou após 25 segundos de troca intensa de tiros,

Dentro do carro, a polícia apreendeu quatro pistolas e um fuzil de uso restrito do Exército americano.

Zero Hora

Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre vota requerimento (moção de solidariedade) pelo empenho das autoridades que compõem a força tarefa da Operação Lava Jato. O moralista (e dono da verdade) PT votou contra… O PCdoB também votou contra…

Uma moção de solidariedade aos procuradores da República do Ministério Público Federal, aos procuradores da Procuradoria Geral da União e aos Delegados da Polícia Federal, que compõem brilhantemente a força tarefa da Operação Lava Jato foi votada na Câmara, em razão do empenho e cumprimento do dever público desses servidores públicos federais. Olhem que votou contra…
 
Votaram contra:
 
* Adeli Sell (PT)
* Engenheiro Comassetto
* Marcelo Sgarbossa (PT) – que é irmão de um promotor público do RS
* Sofia Cavedon (PT)
* Jussara Cony (PCdoB)
 
Votaram a favor:
 
* Dr. Thiago (DEM)
* Claudio Janta (SD)
* Reginaldo Pujol (DEM)
* Delegado Cleiton (PDT)
* João Bosco Vaz (PDT)
* Idenir Cecchim (PMDB)
* Lourdes Sprenger (PMDB)
* Mendes Ribeiro (PMDB)
* Walter Nagelstein (PMDB)
* João Carlos Nedel (PP)
* Kevin Krieger (PP)
* José Freitas (PRB)
* Bernardino Vendrusculo (PROS)
* Paulinho Motorista (PSB)
* Fernanda Melchionna (PSOL)
* Professor Alex (PSOL)
* Mario Manfro (PTB)
* Mauro Pinheiro (REDE)
 
Os Reis da Ética falam em moralidade só dá boca para fora… OPT e o PCdoB da Câmara de Porto Alegre é uma vergonha! Como diria Boris Casoy…
 
A moção foi aprovada. A moção foi proposta pelo vereador Claudio Janta (SD)
Imprensa Livre RS

Penúltima Página JC, crônicas Alaides Garcia dos Santos, 21.04.2016

Definindo pré-candidatos

 

Na maioria dos municípios aqui da microrregião as pré-candidaturas a prefeito seguem sendo definidas. Em Santo Augusto, a única pré-candidatura definida é de Naldo Wiegert (PMDB), mas o partido, segundo seu presidente, se mantém aberto e integrado a possíveis articulações; em Chiapetta, na situação, Eder Both (PP) e na oposição Edilson Savaris (PMDB); em Inhacorá, coligada se apresenta a dobradinha Everaldo(PTB)/Ataides(DEM), e pela situação vereador Emerson(PP); em São Martinho, o candidato da oposição deverá ser o vereador Marino (PP), enfrentando Beno Ritter (PSB); em São Valério do Sul, a situação deverá escolher entre o atual prefeito Jairo, o vice Silvio e o ex-prefeito Clóvis, enquanto que na oposição o candidato deverá ser do PT, cujo nome o presidente Ilso não declinou. Em Coronel Bicaco não há definição, mas de parte da situação, embora haja vários nomes em cogitação, o PP deverá lançar o atual prefeito Valtemar à reeleição; em Campo Novo, o prefeito Sartori diz que ainda não tratou do assunto, mas estará à disposição do partido para concorrer à reeleição, enfrentando seu ex-coligado PTB que deverá lançar João Pretto ou Jucemar Scherer; em Braga, a oposição deverá lançar Chico Lorenzato ou Hermes Ienerich, ambos do PP.

 

Consenso

 

Em São Valério do Sul, todos os partidos demonstram-se simpáticos à formação de candidatura única e de consenso para prefeito. Mas, como em todos os segmentos da sociedade, sempre há os radicais e, na questão específica, enquanto não forem superadas as divergências, não se viabilizará o consenso. Mas as lideranças partidárias daquele município continuam as articulações na busca da unificação.

 

Santo Augusto levado a sério

 

Esta frase já foi utilizada como slogan de campanha eleitoral em Santo Augusto. Ela exige meditação sobre seu significado. Aliás, a frase tem significado profundo. Sugere que o município, sua gente, seu potencial, sua história, “seu futuro”, sejam levados a sério. De tanto significado grandioso que reflete, não teria que ser slogan de um partido ou de uma coligação apenas, mas de todos os partidos, administradores e servidores públicos. Mas, para que todo esse patrimônio seja, de fato e de direito, levado a sério, seus administradores, a começar pelos partidos políticos quando da escolha e lançamento de candidaturas e o eleitor ao depositar seu voto, precisam ser sérios. Lançar candidatos sem o perfil necessário, fazer campanhas caras, comprar ou vender de qualquer forma o voto, mentir e usar de violência para cabrestear o eleitor, visar benefícios pessoais e partidários, não ter comprometimento com a população e com a coisa pública, “não é ser sério”.

 

Em busca da união

 

Nos meandros das entrevistas que fiz com oito presidentes de partidos políticos de Santo Augusto, todos opinaram de que “o melhor mesmo para Santo Augusto é um prefeito de consenso, ou seja, candidato único na eleição deste ano”. Pois agora vamos ver se é isso que eles querem. Por iniciativa do Sindicato Rural, da ACISA e de outros segmentos da sociedade civil e representativa das entidades de classe, está sendo articulada a possibilidade de uma candidatura única e de consenso. Conversei com Jorge Rodrigues, presidente do Sindicato Rural, e ele se disse empenhado junto com os demais segmentos na construção da viabilidade do consenso, objetivando uma série de benefícios, entre eles, menores gastos, evitar os acirramentos e conflitos entre amigos, vizinhos, enfim, evitar a destruição das boas relações e, principalmente, viabilizar uma gestão de qualidade em busca do desenvolvimento e crescimento do município. Jorge disse que ainda nesta semana levarão a proposta aos partidos políticos.

 

Partidos e eleitores

 

Os partidos políticos são os elementos que estruturam a competição política no momento de providenciar a apresentação de candidaturas em eleições. As legendas acabam por representar “uma tentativa de regular a luta eleitoral”, cabendo ao eleitor escolher alternativas previamente estabelecidas pelas elites partidárias. Os eleitores se limitam a aceitar essa candidatura de preferência a outras, ou a recusar-se a sufragá-la. Assim, são os partidos políticos que em democracias cumprem a função de limitar as escolhas do eleitorado. A lição, portanto, é a de que o método democrático seleciona não entre a população, mas entre os elementos da população que estão dispostos a encetar uma carreira política, e se candidatar.

 

Ponderações

 

O lançamento de um candidato único significa uma espécie de acordo entre as elites partidárias locais no sentido de limitar a composição na eleição para prefeito. De um lado, esse concerto poderá aglutinar todos os partidos registrados em um determinado município, o que significará um consenso em torno de um único nome para concorrer a prefeito. Em alguns casos esse acordo contempla igualmente uma estratégia de lançar um número mínimo de candidatos à Câmara de Vereadores em uma única coligação. De outro lado, da coligação do candidato único poderão não participar alguns partidos políticos que, ao mesmo tempo, não lançam candidatos e, assim, renunciam ao direito de apresentar uma alternativa própria em termos de candidatura. No entanto, todos os partidos podem apresentar lista própria com candidatos ao Legislativo, participando da eleição proporcional.

 

Ponderações II

 

Participar do consenso não significa desinteressar-se pelo poder. Pelo contrário, pode significar, sim, um atalho para conquista do poder, mesmo que, uma vez eleito o prefeito, ele tenha que compartilhar o mandato e, assim, distribuir poder. Já no caso de renúncia de partidos em lançar candidaturas à Câmara, trata-se mesmo de um aparente desinteresse pela conquista dos paços municipais.

 

Ponderações III

 

A falta de competição eleitoral nos municípios, além de subverter um princípio básico das eleições em regimes democráticos, que é a possibilidade de o eleitor escolher entre alternativas, programas e partidos, também subverte teoricamente o próprio princípio majoritário das eleições executivas. Candidatos únicos conseguem, pois, driblar a incerteza eleitoral e a imprevisibilidade relacionada ao resultado da eleição.

 

Qual o perfil ideal?

 

Respeitando entendimentos contrários, tenho que o perfil ideal que deve apresentar um gestor público começa pelo caráter e conhecimento. São fundamentais, também, que haja simplicidade, humildade, integridade, honestidade, coragem, empatia social… São imprescindíveis os requisitos que fazem parte do “eu” da pessoa. Outro ponto que entendo como importante são as habilidades que o gestor público precisa dominar: liderança, comunicação, capacidade de negociação, planejamento, visão empreendedora e estratégica, gestão do tempo, gestão de pessoas e inteligência emocional. Além disso, é fundamental entender claramente o que motiva as pessoas e promover meios para que a automotivação individual seja sempre realidade.

 

Ponto de vista

 

Volta e meia se ouve dizer: “Eu não gosto de política”. Ora, gostar ou não gostar de política é absolutamente irrelevante, como irrelevante é gostar ou não gostar de inúmeras coisas indispensáveis à vida cotidiana. E note-se que muitas delas são tão decisivas para a nossa existência que, apreciando ou não, nos empenhamos em fazer bem feito o que nos corresponde. A política é uma dessas coisas decisivas, realidade irremovível da vida de quem se recusa a viver no mato. E é uma realidade com fortíssimo poder de determinação sobre a qualidade de vida social e econômica, sobre os valores, a dignidade humana e sua concretude, sobre o progresso e a civilização.


 

Cadastro Ambiental Rural

 

Está findando o prazo para o Cadastro Ambiental Rural que expira dia 5 de maio. Como é habitual no brasileiro, menos de 70% da área cadastrável do Brasil foi registrada até agora. E o Rio Grande do Sul é o estado mais atrasado no registro, com apenas 13% da área cadastrada. E a principal causa, segundo o acessor técnico do Sistema Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul), Eduardo Condorelli, é a indefinição sobre o bioma pampa, que ocupa dois terços do território gaúcho. Ele lembra que o processo demorou a engrenar e, depois disso, o Ministério Público do estado entrou com uma ação, deixando o produtor inseguro para enviar as informações. Os retardatários, ou seja, o proprietário rural que não fizer o cadastro até o dia 5 de maio, entre outros prejuizos, “não terá acesso ao crédito rural no próximo ano”.

Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Augusto, com extensão de base em São Valério do Sul, senhor Clóvis Sechinatto, informa que na área de atuação do sindicato, 95% (noventa e cinco por cento) dos agricultores já fizeram o cadastro, e a previsão é de que chegue próximo a 100%, graças a acessoria técnica através de empresa especializada, disponibilizada desde o início pelo sindicato.

 

Justiça nega recurso e mantém júri de réus do caso Bernardo

Pedido foi feito pelas defesas de três dos quatro acusados do crime.

Decisão é da 1º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, em Porto Alegre.

 

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, em Porto Alegre, negou nesta quarta-feira (20) o recurso que questionava sentença que manda a julgamento popular os acusados de serem responsáveis pela morte do menino Bernardo Boldrini, ocorrida em abril de 2014. O pedido foi feito pelas defesas de três dos quatro acusados. Ainda não há data para o júri popular.

A decisão é dos desembargadores Sylvio Baptista Neto, relator do processo; Honório Gonçalves da Silva Neto e Cláudia Maria Hard.

Também foi julgado recurso do Ministério Público, autor da ação, que pedia a inclusão da qualificadora do motivo torpe na pronúncia de Evandro Wirganovicz. Ficou decidido que as qualificadoras atribuídas a cada réu serão analisadas pelo Conselho de Sentença, quando houver o Júri Popular.

O julgamento do caso teve início em janeiro deste ano, quando o pedido das partes foi negado pelo desembargador Sylvio Baptista Neto, relator do processo. O desembargador Honório Gonçalves da Silva Neto pediu vista do recurso e a terceira integrante da Câmara, desembargadora Cláudia Maria Hardt, decidiu por aguardar.

Sobre o recurso

Respondem ao processo criminal o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, a madrasta do menino, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz. Eles serão julgados pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, onde os jurados decidirão se são culpados ou inocentes dos crimes de homicídio quadruplamente qualificado (Leandro e Graciele), triplamente qualificado (Edelvânia) e duplamente qualificado (Evandro), além de ocultação de cadáver. Leandro Boldrini também responderá pelo crime de falsidade ideológica.

No recurso, Leandro, Graciele e Evandro alegavam nulidades no processo e pediam as suas impronúncias – decisão por meio da qual o juiz conclui que não há provas da materialidade do fato ou da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação para levar o acusado a julgamento perante o Tribunal do Júri.

Alternativamente, pediam a desclassificação do delito de que são acusados, de modo a evitar o júri popular (responsável por julgar crimes dolosos contra a vida).

Caso Bernardo - dois anos (Foto: Arte/G1)

Investigação e julgamento

Desde abril de 2014, os quatro réus estão presos, e atualmente aguardam julgamento: o médico cirurgião Leandro Boldrini, pai da criança, a madrasta Graciele Ugulini, a amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, e o irmão Evandro Wirganovicz.

A Polícia Civil investigou e concluiu que o menino morreu em razão de uma superdosagem do sedativo midazolan. Graciele e Edelvânia teriam aplicado o medicamento que levou o garoto à morte. Depois, as duas teriam recebido ajuda de Evandro para cavar a cova e ocultar o cadáver. A denúncia do Ministério Público ainda apontou que Boldrini foi o mentor de todo o crime.

A Justiça decidiu pelo júri popular para os quatro. No entanto, as defesas de Boldrini, Graciele e Evandro recorreram. O recurso começou a ser analisado em janeiro, mas foi suspenso e não tem data para ser retomado.

Relembre o caso

– Bernardo foi visto vivo pela última vez no dia 4 de abril de 2014. No início da tarde daquele dia, uma sexta-feira, Graciele foi multada por excesso de velocidade na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. A mulher trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen, que fica a cerca de 80 quilômetros de distância deTrês Passos, onde a família residia. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

– Bernardo morava com o pai, a madrasta e a filha do casal, à época com cerca de um ano, em uma casa em Três Passos. A mãe do menino, Odilaine, foi encontrada morta dentro da clínica do então marido em fevereiro de 2010. À época, a polícia concluiu que ela cometeu suicídio com um revólver. A defesa da mãe dela, Jussara Uglione, contestou a versão. O inquérito foi reaberto. Concluído em março deste ano, a nova investigação não apontou indícios de homicídio. Para a polícia, Odilaine se matou.

– A relação do pai e da madrasta com Bernardo era conturbada. Vídeos gravados no celular do pai e recuperados durante a investigação da morte do menino mostram brigas na casa da família e evidenciam a tensão doméstica entre os três. Em um deles, o menino grita por socorro, e discute com Graciele, que o ameaça. Em outro, o garoto pega um facão na mão, e é provocado pelo pai. As imagens são de 2013, um ano antes da morte de Bernardo.

 
 
 

– Imagens de uma câmera de segurança de um posto de combustíveis mostram os últimos momentos de Bernardo com vida. Ele aparece deixando a caminhonete da madrasta, e saindo com ela e com Edelvânia. Quase duas horas depois, as duas retornam para o mesmo local, mas sem Bernardo (assista ao lado). O vídeo foi decisivo para as investigações, porque mostra a madrasta chegando com Bernardo e retornando sem ele, esclarecendo também a participação de Edelvânia no caso, que dias depois revelou o local onde o garoto foi enterrado.

– O menino foi dado como desaparecido. O pai procurou a polícia para registrar o sumiço do filho no dia 6 de abril, um domingo. O corpo dele foi encontrado no dia 14 de abril, enrolado em um saco plástico e enterrado em uma cova rasa, em um matagal de Frederico Westphalen.

– Para a Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem do sedativo midazolan. Graciele e Edelvânia teriam aplicado o remédio que causou a morte do garoto e depois teriam recebido a ajuda de Evandro para cavar a cova e enterrar o corpo.

– A denúncia do Ministério Público ainda apontou que o pai atuou como mentor do crime, juntamente com Graciele. Segundo o MP, interceptações telefônicas (ouça os áudios) e laudos periciais comprovam. Boldrini nega.

 
 
 

– Em vídeo divulgado pela defesa de Edelvânia, ela mudou sua versão sobre o crime. Nas imagens (assista ao lado), ela aparece ao lado do advogado e diz que a criança morreu por causa do excesso de medicamentos dados pela madrasta. Na época em que ocorreram as prisões, Edelvânia havia dito à polícia que a morte se deu por uma injeção letal e que, em seguida, ela e a amiga Graciele jogaram soda cáustica sobre o corpo,para dissolver a pele do menino e eliminar provas. A mulher ainda diz que o irmão, Evandro, é inocente. A defesa de Graciele não comentou a nova versão.

– Em 16 de maio de 2014, a Justiça aceitou a denúncia contra os quatro, que tornaram-se réus no processo. Boldrini, Graciele e Edelvânia respondem por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. O pai também responde por falsidade ideológica. Já Evandro é acusado de homicídio simples e ocultação de cadáver.

– Um ano e três meses depois, saiu a sentença de pronúncia, que determinou o julgamento popular dos quatro réus. Ainda não há data para o julgamento. Enquanto isso, os advogados de Boldrini, Graciele e Evandro recorreram da decisão judicial. O recurso não foi apreciado. G1 RS

Ainda indeciso sobre impeachment, Pompeo de Mattos diz que pode se abster de votar

Foto: PDT/Divulgação

*Por Kelly Matos e Matheus Schuch

O deputado federal Pompeo de Mattos (PDT) ainda vive um dilema sobre a votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Embora a sessão já tenha começado nesta sexta-feira (15), ele ainda não divulgou qual será seu posicionamento. É o único indeciso na bancada gaúcha, que reúne 31 parlamentares.

Questionado pela Rádio Gaúcha, Pompeo disse que tem uma posição diferente da que foi revelada pelo PDT, mas precisa considerar sua posição como dirigente partidário.

“Eu gostaria de votar a favor do impeachment, mas eu tenho uma decisão do meu partido, o PDT, então eu vou cumprir a decisão. Se o partido não liberar, eu vou votar com o partido. Mas eu não sei se eu vou votar contra, pode ser abstenção ou um protesto”, sustentou o deputado, que também é presidente da sigla no Rio Grande do Sul.

Entre os outros dois representantes gaúchos do partido na Câmara, também há divisão. Afonso Motta já se posicionou contra o impeachment. Já Giovani Cherini disse que irá votar a favor do afastamento da presidente. A decisão revoltou integrantes da executiva nacional do PDT, que marcou uma reunião no fim da tarde desta sexta para avaliar a expulsão de Cherini.

Dos 31 deputados gaúchos, 22 manifestaram voto favorável ao impeachment, 8 são contra e um segue indeciso. Confira, abaixo, o posicionamento de cada um:

Aprovam o impeachment:

Afonso Hamm (PP), Alceu Moreira (PMDB), Carlos Gomes (PRB), Covatti Filho (PP), Danrlei De Deus Hinterholz (PSD), Darcísio Perondi (PMDB), Giovani Cherini (PDT), Heitor Schuch (PSB), Jerônimo Goergen (PP), João Derly (Rede), José Fogaça (PMDB), José Otávio Germano (PP), Jose Stédile (PSB), Luis Carlos Heinze (PP), Luiz Carlos Busato (PTB), Mauro Pereira (PMDB), Nelson Marchezan Junior (PSDB), Onyx Lorenzoni (DEM), Osmar Terra (PMDB), Renato Molling (PP), Ronaldo Nogueira (PTB) e Sérgio Moraes (PTB).

Contrários ao impeachment:

Afonso Motta (PDT), Bohn Gass (PT), Henrique Fontana (PT), Marco Maia (PT), Marcon – (PT), Maria Do Rosário (PT), Paulo Pimenta (PT) e Pepe Vargas (PT).

Indecisos:

Pompeo de Mattos (PDT)

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