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Mês: outubro 2015 (Page 1 of 5)

Assine o manifesto contra a liberação das drogas no Brasil

O Instituto Padre Haroldo, entidade paulista especializada em atendimento a dependentes químicas – promove um abaixo-assinado online contra a liberação das drogas no Brasil. O deputado Osmar Terra apoia a iniciativa, por entender que o País vive uma epidemia de drogas, uma doença incurável, que ocasiona altos custos para a saúde e segurança pública.

 

Leia o documento e participe do abaixo-assinado no link:  http://chn.ge/1p91ce6

 

Por uma política antidrogas moderna, humana e baseada em evidências

 

Estamos diante do maior problema de Saúde Pública e de Segurança existente, hoje, no Brasil: a epidemia do uso de drogas. É tarefa de todos os brasileiros colaborarem para que ela seja enfrentada e reduzida. Nossa população, principalmente os milhões de jovens, mais vulneráveis a este mal devastador, e suas famílias, podem e devem sonhar com um futuro melhor para todos!

As entidades, instituições e indivíduos que subscrevem este documento uniram-se para manifestar à Nação sua oposição à pretendida legalização das drogas em nosso país. Individualmente, somos cientistas, profissionais da Saúde, parlamentares, religiosos, comunicadores, professores e, sobretudo pais, preocupados com o risco inerente à decisão de se dar tratamento equivocado a uma gravíssima questão social. É o que vem acontecendo e é o que certamente se agravará com tal estratégia, simplista na forma e danosa nas consequências.

1. A alarmante situação brasileira

O consumo de drogas não é um mal que se restrinja somente aos usuários. As consequências sociais, psicossociais e econômicas do consumo de drogas se multiplicam muito além deles. No âmbito familiar, segundo dados recentemente divulgados pela Universidade Federal de São Paulo, para cada dependente de drogas ilícitas existem, em média, mais quatro pessoas afetadas de forma devastadora, comprometendo, em inúmeras dimensões, uma população de quase 30 milhões de brasileiros. No âmbito social, parte substantiva da violência a que está exposta nossa população guarda estreito vínculo causal com o consumo de drogas. E o consumo vem aumentando continuamente no Brasil, ao longo dos últimos vinte anos! O Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, entidade ligada à ONU, emitiu relatório informando que em apenas seis anos, entre 2005 e 2011, o consumo de cocaína, em nosso país, avançou de 0,7% para 1,75% da população na faixa etária entre 12 e 65 anos. Isso corresponde a uma adesão ao uso problemático e à dependência quatro vezes superior à média mundial e 25% maior que a média da América do Sul.

Nesse cenário, há que sublinhar dois fatos irrecusáveis. De um lado, a enorme dificuldade, em todos os níveis de governo, de eleger e adotar políticas que sejam efetivas, quer na prevenção, quer no tratamento. De outro, essa ineficiência convive com verdadeiro lobby, muito bem organizado, difundindo a ideia de que a melhor solução seria a completa legalização de todas as drogas, começando pela maconha. Essa estratégia está muito evidente. Primeiro se descrimina o uso, depois o "pequeno tráfico", em seguida se legaliza a maconha para uso "medicinal" e recreativo, para finalmente legalizar todas as drogas.

Faz parte desse lobby pela legalização, o argumento de que o álcool e o tabaco, não obstante causarem dependência e transtornos físicos e mentais têm seu consumo legalizado. Então, concluem – "Por que não legalizar as demais drogas?". Ora, fazê-lo seria andar na contramão do bom senso e do que a experiência ensina em relação ao álcool e ao tabaco. Exatamente por sabermos que ambos são danosos à saúde dos indivíduos e à saúde pública, os signatários deste manifesto são favoráveis, também, ao aumento das restrições ao consumo dessas duas substâncias.

A história do mundo, nos últimos 200 anos, é rica em exemplos de países que liberaram as drogas aqui consideradas ilícitas, e sofreram verdadeiras tragédias sociais. Todos voltaram atrás, sem exceção, e aumentaram o rigor no seu enfrentamento. A redução do número de dependentes químicos e da mortalidade pela violência, só aconteceu nos países que trataram essa questão com muito rigor!

2. Um debate falso e inútil

É preciso quebrar a polarização instalada no debate nacional e internacional sobre as melhores políticas a serem adotadas para o controle das drogas ilícitas. Os defensores da legalização creem que uma singela mudança legislativa seja o bastante para resolver tão complexo problema. Os que optam pela repressão pura e simples, defendem uma solução punitiva, dominantemente penal. Os primeiros querem só eliminar as penas. Os outros, só endurecê-las. E ambos parecem convencidos de que isso baste.

Não bastará. Nenhuma dessas duas abordagens é suficientemente humana, realista, efetiva, ou se baseia nas melhores evidências científicas disponíveis. Vários países, como os Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Itália, estão trilhando uma “terceira via” em relação ao controle das drogas. Estabelecida a partir de evidências científicas, essa abordagem coloca ênfase na prevenção e no tratamento.

O Brasil precisa mudar o falso dilema em que se digladiam as atuais abordagens do assunto. Com esse intuito, propomos:

3. Os 10 princípios de uma boa política antidrogas

1º – Os Direitos Humanos são parte fundamental dessa política. Os cidadãos, em especial as crianças, têm o direito de viver num ambiente seguro e livre de drogas, quer em sua família, quer na comunidade.

2º – A redução do consumo de drogas nas comunidades deve estar no núcleo dessa política. A melhor forma de reduzir os danos causados pelas drogas é reduzir o consumo. Em epidemias virais, o mais importante é diminuir rapidamente a circulação do vírus. Vale o mesmo para as drogas. Sem diminuir sua circulação nas ruas, os problemas só serão agravados.

3 – O Brasil é o único país do mundo que faz fronteira – gigantesca fronteira! – com todos os produtores de coca. Por isso, temos que ser muito mais rigorosos no controle que outros países, para podermos diminuir a circulação e a oferta dessa destruidora mercadoria. Aderir à facilidade de acesso ou dificultar a ação de combate ao tráfico agravará a situação e facilitará o aumento da disponibilidade. E o consumo, inevitavelmente, crescerá. Para isso o uso e o tráfico devem continuar sendo considerados crimes, e devem ser punidos. O primeiro com penas alternativas, que podem incluir medidas com as da Justiça Terapêutica, e o segundo com prisão prolongada.

4º – Uma boa política nacional em relação às drogas deve reconhecer que a dependência química é uma doença crônica do cérebro, que deve ser tratada e, antes disso, prevenida. Tanto a Saúde Pública quanto a Segurança Pública estabelecem ações complementares, necessárias e que devem estar presentes.

5º – As atividades de Prevenção, Tratamento e os Serviços de Recuperação, devem integrar-se no Sistema de Saúde pública. O SUS deve implementar práticas de tratamento baseadas em evidências. E deve abandonar de vez a "redução de danos" como política única, tanto para prevenção quanto para tratamento.

6º – Um plano de prevenção, municipalizado, deve proporcionar atendimento adequado. É indispensável que sejam criados programas específicos, para todas as crianças e adolescentes do país e, em especial, para grupos de risco, como são, por exemplo, os que abandonam precocemente a escola. Os profissionais da Saúde e da Educação devem estar plenamente capacitados para exercer atividades de prevenção e detecção precoce do uso.

7º – O que hoje é disponibilizado como sistema de tratamento é escasso e inadequado. Faz-se necessário abandonar a exclusividade dos Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (CAPS-AD) como a única alternativa de tratamento. O SUS deve financiar clinicas de desintoxicação e as Comunidades Terapêuticas. O acesso ao tratamento de qualidade deve ser direito de todo usuário do SUS. Sem isso, precisamente as famílias mais carentes de recursos não têm como ser socorridas. As internações, voluntárias ou não, em locais adequados, com critérios médicos competentes devem estar disponíveis a quem necessite, na hora da necessidade.

8º – As famílias devem ter acesso a programas de orientação específicos, que proporcionem o conhecimento dos meios de prevenção ao uso de substâncias. Pais, mães, avós, chefes de família, devem ser os primeiros “agentes de prevenção”, a começar pelas substâncias lícitas, como álcool e tabaco. Além disso, devem estar previamente informados sobre como lidar se e quando algum de seus membros começar a usar drogas, bem como conhecer estratégias de desestímulo ao consumo. É imprescindível o suporte do poder público e das comunidades aos grupos de apoio que precisam tornar-se a primeira mão estendida para os familiares com problemas.

9º – O sistema de recuperação social, ou seja, o conjunto das ações que devem acontecer após a interrupção do uso não prescinde de amplo suporte estatal e social. São ações como as levadas a cabo por Igrejas no apoio à recuperação e reinserção social, e pelos grupos de ajuda mútua – Alcoólicos Anônimos (AA), Narcóticos Anônimos (NA), Amor Exigente (AE). Tal apoio precisa abranger a reabilitação profissional das pessoas em recuperação.

10º – A rede de pequenos e médios traficantes ampliou-se enormemente nos últimos anos. Faz-se urgente definir estratégias para desorganizá-la. Além das indispensáveis ações policiais e penais, é preciso, no âmbito de cada município, monitorar a ação dos pequenos traficantes. Os defensores da liberação confundem, intencionalmente, os pequenos traficantes com os usuários. Defendem a retirada da pena de prisão para os primeiros, alegando serem usuários que traficam para manter o vício. Ora, mais de 90% do tráfico que chega aos consumidores é levado pelo pequeno traficante. A rede de pequenos e médios traficantes ampliou-se enormemente nos últimos anos. Faz-se urgente definir estratégias para desorganizá-la. É preciso, no âmbito de cada município, monitorar a ação dos pequenos traficantes.

Se não for possível tirá-los das ruas, todo esforço para diminuir a oferta será inócuo. Esses pequenos traficantes devem ser internados em unidades prisionais especiais, com tratamento associado. Tirá-los da rua é essencial para desorganizar o tráfico e diminuir a circulação das drogas.

“Participe do abaixo-assinado contra a liberação das drogas: http://chn.ge/1p91ce6”

Reajuste da segurança pode ser pedalado pelo Piratini

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

 

Piratini avalia que não terá como pagar as últimas nove parcelas de aumento dado por Tarso.

 

O núcleo político do governo José Ivo Sartori decidirá nos próximos dias se inclui na sexta fase do ajuste fiscal — que será enviada à Assembleia Legislativa até meados de novembro — um projeto de lei para pedalar a entrada em vigor do reajuste salarial concedido aos servidores da Segurança Pública.

O aumento foi concedido durante o governo Tarso Genro em 12 parcelas, distribuídas entre 2015 e 2018, com impacto financeiro total de R$ 4 bilhões. Ao final de novembro de 2015, o Palácio Piratini pagará a terceira etapa do calendário, mas a Fazenda já avisou que, a partir de maio de 2016, faltará dinheiro para pagar a parcela prevista para incidir neste mês.

A proposta em discussão seria a de jogar para o futuro a validade dos aumentos previstos para vigorar entre 2016 e 2018. Seria uma forma de diminuir os custos da folha em curto prazo e minorar os riscos de atraso de salários do funcionalismo. No centro do governo, há duas teses: uma defende o envio de um projeto para prorrogar os benefícios, enquanto outra entende que, para evitar o desgaste político, o melhor é manter o calendário atual e fazer os pagamentos dos salários de acordo com o fluxo de caixa, o que provocará mais atrasos nos pagamentos.

 

— A valorização da segurança é uma pauta legítima, mas não haverá dinheiro para honrar os pagamentos — diz um integrante do núcleo do Piratini.

Líder do governo na Assembleia, Alexandre Postal (PMDB) manifestou em reuniões de cúpula que a postergação dos reajustes somente passaria no Legislativo se houvesse acordo com as categorias da Segurança Pública. Caso contrário, a mudança se tornaria inviável devido à pressão das corporações.

O governo também deverá incluir na sexta fase do ajuste fiscal um projeto de lei que proporá a ampliação de métodos de transparência no Estado. Será um espraiamento da Lei de Acesso à Informação, com a criação de critérios locais para facilitar as buscas.

Uma das possibilidades é de que seja liberada a consulta a dados como os incentivos fiscais, historicamente protegidos por sigilo, indisponíveis até mesmo a órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

 

Caso Bernardo, mantidos julgamento pelo Júri e prisão de Edelvânia

A Juíza de Direito Sucilene Engler Werle, atuando na 1ª Vara Judicial do Foro de Três Passos, analisou pedido da defesa de Edelvânia Wirganovicz que requeria a revogação de sua prisão e a cisão do processo.

Conforme o Advogado, Edelvânia não recorrerá da decisão de pronúncia, motivo pelo qual deve ser submetida, tão logo, ao julgamento perante o Tribunal do Júri.

Em decisão do último dia 26/10, a magistrada manteve a decisão de julgamento dos réus pelo Júri e determinou o envio do recurso contra a sentença de pronúncia ao TJRS.

Cisão do Processo

Na decisão proferida nesta sexta-feira (30/10), a magistrada explica que o artigo 80 do Código de Processo Penal faculta a separação de processos, quando há a possibilidade de prolongar a prisão provisória de corréus ou por outro motivo que o Juiz considerar relevante.

No entanto, destacou a magistrada, o caso em questão não se enquadra em nenhum dos quesitos previstos na lei.

Nesse contexto, tenho que não se afigura conveniente a cisão processual, pois as provas referentes aos fatos imputados aos corréus são as mesmas, sendo que a união do processo e o julgamento conjunto dos acusados evita decisões conflituosas e facilita a apreciação da prova pelo Conselho de Sentença, afirmou a magistrada.

Com relação ao excesso de prazo da prisão de Edelvânia, a magistrada explicou que os acusados foram presos temporariamente em 14/04/2014 e, preventivamente, em 13/05/2014, sendo a sentença de pronúncia com data de 12/08/2015.

Assim, considerada a complexidade do caso em análise, o número de testemunhas arroladas e ouvidas durante a instrução criminal, bem como a denúncia conter três fatos e quatro acusados, não há que se falar em mora no trâmite do processo e prolação da decisão de pronúncia, o que possibilitaria a cisão, explicou a magistrada.

Revogação da prisão

No pedido, a defesa requereu a revogação da prisão preventiva da acusada ou a substituição por medidas cautelares, mas o pedido foi negado.

Não há elementos nos autos capazes de ensejar a revogação da prisão preventiva decretada, sendo que a acusada já foi, inclusive, pronunciada pela prática delitiva a ela imputada, considerando que há indícios suficientes da materialidade delitiva e autoria, explicou a magistrada.

A Juíza destacou ainda que a prisão é necessária pois sua liberdade poderá causar nas testemunhas do processo o receio de prestar declarações em plenário.

A liberdade da ré importará em risco à aplicação da lei penal, considerando a grande repercussão do fato e a possibilidade do empreendimento de fuga pela acusada, facilitada pela proximidade desta comarca com a fronteira da República da Argentina, conforme asseverado na decisão que decretou a prisão preventiva dos acusados, afirmou a Juíza. Fonte: Tribunal de Justiça

Advogado José Horácio Gomes Palmeiro é encontrado morto perto do Aeroporto

O advogado santiaguense José Horácio Gomes Palmeiro – Pixeco, de 67 anos, foi encontrado morto no início da manhã desta sexta-feira, 30, em uma das margens da BR 287 nas proximidades do acesso ao Aeroporto Municipal. O corpo do advogado estava do lado de fora de seu carro, um Fiat Bravo. Havia um revólver perto de uma de suas mãos. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o carro estava estacionado no local desde a tarde de ontem, conforme informação de uma pessoa que faz caminhadas pela rodovia e que acionou os policiais.

 
Para apurar as circunstâncias da morte do advogado, a Polícia Civil acionou uma equipe de peritos do Instituto Geral de Perícias de Santa Maria. Os peritos chegam a Santiago no final da manhã e, após trabalho pericial, liberam o corpo para necropsia. Somente após esses procedimentos, é que a família poderá dar início aos atos fúnebres.
 
José Horácio Gomes Palmeiro era um dos mais tradicionais advogados de Santiago. Foi funcionário do Cartório de Registro de Imóveis, presidente da OAB Santiago-Jaguari, gerente da extinta Caixa Econômica Estadual, integrante do Conselho Gestor do Hospital e aviador, tendo sido um dos fundadores do Aeroclube do município. Fonte: Blog Rafael Nemitz

Detran registra recorde de processos de suspensão do direito de dirigir

Entre 2008 e setembro de 2015, houve um acréscimo de 462% no número de processos de suspensão do direito de dirigir no Rio Grande do Sul. Só nos primeiros nove meses do ano, o Detran já ultrapassou em 40% o número de processos desse tipo instaurados em todo o ano passado.

 

O combate à impunidade tem sido apontado como um dos elementos que contribuíram para reduzir em 12% o número de mortes e em 15% o número de acidentes com vítimas fatais no Rio Grande do Sul em 2015, em relação ao mesmo período do ano passado.


         De janeiro a setembro de 2015, foram 43,5 mil processos de suspensão instaurados contra condutores no Estado. A maioria é de condutores que ultrapassaram os 20 pontos por infrações diversas (38%) ou foram flagrados dirigindo sob o efeito de álcool (34%). Outros 26% foram processos de infratores que excederam a velocidade acima de 50% da máxima permitida e 1% que foram flagrados participando de rachas.

 

Desde 2013, o Detran também está aplicando o processo de cassação do direito de dirigir, que deixa o condutor inabilitado por dois anos. Foram quase 20 mil processos de cassação nesses três anos. Só em 2015, foram abertos 4,7 mil processos de cassação do direito de dirigir.

 

Infrações cresceram 22,5%

O aumento do número de processos instaurados pelo Detran se deve a uma melhor estruturação da autarquia, mas também responde à intensificação da fiscalização, que resultou em mais autuações nos últimos anos. Em 2015, foram 22,5% a mais que no ano passado (analisando o período de janeiro a setembro).

 

Somente nesses primeiros nove meses do ano, 2,5 milhões de infrações foram registradas, sendo 1,3 milhão por excesso de velocidade. O total de infrações registradas pelos órgãos de fiscalização do Rio Grande do Sul mais que dobrou nos últimos oito anos. 

 

Filho de Lula sai de festa do pai e é intimado em casa pela PF às 23h

Festa de aniversário de 70 anos do ex-presidente Lula, na terça-feira, em São Paula

 

A Polícia Federal bateu às portas do apartamento de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente da República, às 23h de terça-feira (27) para intimá-lo a depor nesta quinta no inquérito que apura irregularidades na Operação Zelotes.

O episódio, mantido até agora em segredo, enfureceu o entorno do ex-presidente.

Luis Claudio tinha acabado de sair da festa de aniversário do pai com a mulher, Fátima, que está grávida de seis meses. Na celebração estava tambéma presidente Dilma Rousseff.

Pouco depois de chegar em seu apartamento, nos Jardins, o porteiro do prédio em que mora interfonou avisando que agentes da PF estavam no térreo e o esperavam para fazer a intimação.
Ele buscou orientação de advogados e desceu para assinar o documento

O advogado de Luis Cláudio, Cristiano Martins, confirma o episódio. "Na minha opinião, infelizmente é mais um excesso que se verifica neste caso", diz ele. "Uma intimação neste horário só poderia ser feita com autorização judicial expressa." O advogado foi à polícia, narrou ocorrido e pediu cópia integral do inquérito, afirmando precisar de mais tempo para que o cliente possa fazer um depoimento formal.

O fato tem tudo para piorar ainda mais a relação entre Lula e Dilma. A família do petista está chateada com ela por acreditar que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não se mobiliza para evitar abusos da PF em relação a ele e a seus filhos.

Para integrantes do PT, a polícia fez uma ação proposital depois ser criticada pela conduta que adota na operação que também investiga Luis Cláudio. 

E agora, Janot?

Eduardo Cunha deixou claro. Se Rodrigo Janot pedir o seu afastamento da Presidência da Câmara, ele dá andamento ao processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Agora veremos claramente se Janot está ao lado da lei ou está ali para defender Dilma Rousseff. Se vai dar andamento ao seu trabalho como Procurador Geral da República ou vai parar tudo para blindar a presidência. Janot está entre a cruz e a espada. Ou entre a autoridade e o serviçal. E agora, Janot? Vai encarar o Cunha ou vai fazer parte da sua cada vez maior rede de proteção? VideVersus

Livro é prioridade na vida, diz patrono da Feira do Livro de Porto Alegre

Dilan Camargo é o patrono da 61ª Feira do Livro de Porto Alegre (Foto: Rafaella Fraga/G1)

 

Aos 66 anos, poeta Dilan Camargo é o homenageado do evento em 2015.

Escritor defende programas de incentivo à leitura para crianças.

 
 
Rafaella FragaDo G1 RS
 
 

“Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre, nem sou triste: sou poeta”. As estrofes são de autoria de Cecília Meireles, um famoso trecho do texto intitulado “Motivo”, presente na primeira grande obra da poetisa brasileira. A citação foi o pontapé para Dilan Camargo, patrono da 61ª Feira do Livro de Porto Alegre, também tornar-se poeta.

“É isso que me define”, resumiu ele em entrevista ao G1, dias antes do evento literário que começa nesta sexta-feira (30) na capital gaúcha.

Aos 66 anos, o escritor se denomina um “ilustre desconhecido” para a sociedade, embora o patronato tenha lhe dado mais visibilidade fora do meio literário. “Logo que saiu a lista de indicados, as manifestações já foram intensas nas redes sociais”, comentou o poeta, que é autor de mais de 20 títulos.

O currículo tem o predomínio da poesia, dividida entre o público adulto e o infanto-juvenil. Do gênero, duas obras, uma inédita e outra que completa 15 anos e será relançada, terão sessões de autógrafos na Praça da Alfândega.

Na condição de figura máxima da Feira do Livro de Porto Alegre, o homenageado de 2015 pretende usar a “sineta”, utilizada para soar o início das atividades, como forma de agradecimento, mas também de alerta. Defensor de programas de leitura para crianças, o poeta tem trabalhado na realização de atividades escolares que incentivem a prática no dia a dia, para torná-la, enfim, um hábito.

"Vou tocar essa sineta para acordar alguns que estão dormindo, para alegrar outros que já estão entusiasmados, para reunir os que gostam do livro e da leitura, para celebrar o trabalho dessas professoras nas escolas. Eu quero que essa sineta toque o coração de todo mundo, principalmente dos adultos, dos pais, os quais têm a primeira responsabilidade de trazendo uma criança ao mundo, apresentar esse mundo para a criança. E o melhor meio para isso é o livro".

Em meio à agenda atarefada e os compromissos com o patronato, Dilan Camargo recebeu o G1em uma pequena livraria da Zona Sul da capital. Na entrevista, falou sobre a importância da leitura para a educação de uma nova geração que pouco ou nada lê.

“Eu estou fazendo a minha parte. É desafiador, mas eu não desanimo, não”, garantiu.

Um presente para a vida inteira

O novo patrono recebeu o troféu símbolo do patronato das mãos do antecessor, Airton Ortiz, em 1° de outubro. Ele concorria ao cargo com Santiago, Cíntia Moscovich, Maria Carpi, Valesca de Assis. Desde então, dedica-se em tempo quase integral à preparação da Feira do Livro.

“Ser escolhido o patrono é um presente que a gente ganha uma única vez na vida, mas que vale pela vida inteira”, define.

Na medida em que as tendas e bancas eram montadas na Praça da Alfândega, Dilan fazia um retrospecto da própria trajetória. Nos últimos dias, examinou os 40 anos de trabalho e refletiu sobre o que realizou até aqui e o que ainda falta executar.

“Ser escolhido patrono me fez revisar toda uma vida. E assim, vendo, me sinto justo e legitimado nessa condição [de patrono]”, revela.

Ele atribui a escolha aos feitos colecionados até então, como dezenas de publicações e indicações a prêmios como o Jabuti, a mais tradicional distinção literária do país, ao longo da carreira iniciada em Santa Maria ainda como estudante universitário, na década de 1970.

Após duas indicações, Dilan Camargo foi eleito patrono (Foto: Luis Ventura/CRL)Após duas indicações, Dilan Camargo foi eleito

patrono (Foto: Luis Ventura/CRL)

“Eu coloquei entre os méritos que eu possa ter tido para chegar a ser patrono a minha obra, é claro. Eu escrevo para crianças e, nesse aspecto, me sinto realmente muito valorizado”, explica.

Apesar do reconhecimento conquistado após duas indicações, o homenageado de 2015 foi surpreendido com o anúncio. “Eu não tinha aquela expectativa toda. Quem acreditava mesmo era a minha mulher”, ri, ao lembrar. “Acho que a intuição feminina é muito forte. Ela conseguiu licença do trabalho para ir ao café da manhã [que divulgou o patrono]. Aí sim eu comecei a me preocupar”, brinca.

Na véspera da feira literária, Dilan trabalha também na finalização de uma obra inédita. “A Família Livro”, voltada para o público infantil, será lançada neste sábado (31). Aos adultos, o autor dedica o relançamento de “A Fala de Adão”, de 2000, na próxima segunda (2).

“Foi tudo uma feliz coincidência. Já estava há horas pensando, queria relançá-lo  [‘A Fala de Adão’]. E já está fazendo 15 anos do lançamento. E para o público infantil eu já estava preparando outro [‘A Família Livro’]. Então serão lançados juntos os dois. Um para o público adulto, outro para o público infantil. E os dois de poesia”, entrega. “Me sinto mais ainda responsável agora”.

Dilan Camargo é poeta e tem mais de 20 obras no currículo (Foto: Rafaella Fraga/G1)Dilan Camargo é poeta e tem mais de 20 obras

no currículo (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Um escritor, um ‘ilustre desconhecido’

No mercado literário desde 1976, quando publicou a antologia de poesias nomeada “Em Mãos”, Dilan avalia-se como um escritor invisível, apesar do considerável tempo e dos trabalhos acumulados.

“Nós, escritores, somos ilustres desconhecidos. Fala-se muito na necessidade da leitura e da educação, mas os que produzem isso são invisíveis praticamente. O escritor não faz lipoaspiração, não tira foto que vaza na internet, não faz a dieta do fulano, nem posa na beira da praia”, lista ele, com ironia.

“A mim, pessoalmente, isso não incomoda. Mas como cidadão, eu espero e falo sobre isso para despertar uma consciência sobre a valorização da produção artística. Precisamos dar mais espaço para essas pessoas aparecerem. Não por ego, para satisfazer vaidade. Mas para constituir referências, para que essa classe seja valorizada, porque nós temos uma baixa valorização do bem cultural no Brasil”, analisa.

Há quem diga que se lê pouco no país porque o livro é um artigo caro. Em época de crise, ele é facilmente substituído e não é tratado como prioridade.

“A classe média brasileira vai a uma churrascaria e o rodízio para um custa o preço de um livro. A família inteira come e vai pagar mais os 10% do serviço. E não acha caro! Mas o livro? O livro é caro. É justamente a distorção do valor do bem cultural”, critica o patrono.

Biografia de Dilan Camargo tem, em maioria, livros para o público infantil (Foto: Rafaella Fraga/G1)Biografia de Dilan Camargo tem, em maioria, livros para o público infantil (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Um defensor da educação e da leitura

Nascido em Itaqui, na Fronteira Oeste do estado, Dilan orgulha-se de ter sido alfabetizado aos sete anos e é grato à mãe por tê-lo influenciado a tomar gosto pelas palavras. Antes, porém, de tornar-se escritor, formou-se em direito e obteve também o título de mestre em ciência política.

Ex-professor universitário, não deixou de lado o gosto pelo ensino e o aprendizado. Com frequência, o poeta visita escolas, públicas e privadas, e participa de palestras e bate-papos sobre literatura. Nas salas de aula, improvisa saraus e incentiva a leitura oral aos pequenos.

“A poesia em voz alta é fundamental. Para adultos, mas principalmente para as crianças”, defende. “É a celebração das palavras, tu podes imitar o pássaro, o cachorro. É uma experiência maravilhosa”, afirma.

O prazer pela leitura quase sempre começa na infância. Ao menos é lá atrás que o estímulo deve ser iniciado, para formar, de fato, um leitor no futuro. “Se lê muito pouco. Não é pouco. É muito pouco”, salienta.

Lançado há 15 anos, livro será relançado  (Foto: Rafaella Fraga/G1)Lançado há 15 anos, livro 'A Fala de Adão' será

relançado (Foto: Rafaella Fraga/G1)

A realidade do ambiente nas salas de aula reflete a afirmativa do patrono. Convidado para participar de atividades escolares na capital e em pequenas cidades do estado, Dilan percebeu em suas andanças um imenso abismo no rendimento de alunos da rede pública e da rede particular.

“A minha experiência me mostra, dolorosamente, tristemente, que isso se deve às diferenças das escolas privadas e escolas públicas. E existe uma subestimação da capacidade das crianças de aprenderem a ler. Tem que estimular, exigir, dentro da capacidade delas, que se superem. As crianças têm que escrever mais. Tem que trabalhar a língua portuguesa”, clama ele.



É bem verdade que a escola tem que ir além da básica alfabetização, mas para Dilan nem tudo é responsabilidade apenas de professores e educadores.

"Nós esperamos demais da escola. E a escola não está capacitada para tudo isso. O professor não pode achar que vai sair do curso e nunca mais vai estudar. Tem que estudar constantemente. Mas ele nem sempre tem tempo, está sempre de lá para cá, e antes de tentar transmitir conteúdo ele tem que resolver problemas que as famílias mandam para a escola", argumenta.

Até 15 de novembro, a Feira do Livro de Porto Alegre pode ser mais uma oportunidade para formar um novo cenário de leitores. A programação, que inclui muito mais que a venda de livros, é gratuita e inclui seminários, oficinas, saraus e palestras sobre o universo literário.

“Ela acontece em um momento difícil? Sim. Em um momento que tem inflação? Sim. Mas façam um esforço para ver que o livro é uma prioridade na vida. Se o arroz e o feijão alimenta o teu corpo, o livro alimenta tua mente”, declara o patrono.

Líder do PDT levanta suspeita de troca de favores na absolvição do deputado Basegio

O deputado Diógenes Basegio (PDT) foi absolvido em votação na Comissão de Constituição e Justiça, que reverteu o parecer da Comissão de Ética recomendando a cassação do mandato do Deputado. Enio Bacci, líder do PDT na Assembleia Legislativa, em entrevista à RBS, levantou a suspeita de que os votos contrários à condenação do deputado foram conseguidos através de um acordo do Governo com os deputados que defendem Basegio.

Enio Bacci afirma com todas as letras: “talvez essa possa ter sido uma das negociações, se favorecesse o deputado Basegio, para que a tarde se tivesse os votos necessários para garantir a aprovação das RPVs”. Essa acusação se torna ainda mais grave, pelo fato do deputado Enio Bacci pertencer ao mesmo partido de Diógenes Basegio, o PDT. Por esse tipo de negociação podemos ver a que ponto tem chegado o Governador Sartori/PMDB para aprovar os seus projetos. Livrar um deputado acusado de várias irregularidades, entre elas: extorsão de funcionários, adulteração da quilometragem de veículos do gabinete, organização criminosa, desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro, para conseguir aprovar o seu projeto que institucionaliza o calote no nosso Estado. Da mesma forma que aconteceu com o Governo Britto, que usou de todas as armas para vender o patrimônio público e desmontar o serviço público, o Governo Sartori/PMDB demonstra que seu mandato está colocado a serviço da destruição do serviço público e, para isso, não medirá esforços para atacar os servidores públicos.

É importante lembrar que o projeto das RPVs beneficia diretamente grandes empresas sonegadoras do nosso Estado. A redução do teto das RPVs vai aquecer o mercado de venda de Precatórios, diminuindo ainda mais o seu valor no mercado paralelo. Os grandes sonegadores vão poder comprar precatórios por valores mais baratos ainda e quitar suas dívidas com o Estado por menos da metade do valor devido. Com isso, podemos entender os verdadeiros interessados na redução do teto de pagamento das RPVs e porque tanto esforço do governo para aprovar o seu projeto.

Para o vice-presidente da UGEIRM, Fábio Castro, a votação das RPVs já mostra o que o governo poderá fazer para aprovar o PLC 206/2015, “se para aprovar o projeto das RPVs o governo Sartori/PMDB já recorre a esse tipo de expediente, o que se pode esperar para a votação do PLC 206/2015? Precisamos ficar preparados para um jogo ainda mais pesado do governo Sartori/PMDB”.

 

Drogas, o desafio da prevenção

As droga são definidas como toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções normais. O termo droga, presta-se a várias interpretações, mas comumente suscita a ideia de uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, uma vez que modifica as funções, as sensações, o humor e o comportamento.

Não é fácil resistir à atração que as drogas exercem. Ter consciência de um perigo não é suficiente para garantir a força de vontade necessária para tomar uma atitude drástica e romper com uma dinâmica perniciosa. Se cada um procurar dentro de si, encontrará a forma que toma a sua droga particular, seja ela uma pessoa ou um comportamento. O que move uma pessoa em direção à droga está, na origem, muito perto do que levou o homem às grandes descobertas, afrontando o perigo do desconhecido, reflexo do desejo de conhecer sempre mais, da ousadia de romper limites.  

O adolescente tem, diante dos perigos, uma postura extremamente onipotente e se comporta como se tivesse um pacto pessoal de imunidade contra os males do mundo. O discurso dirigido ao adolescente exige cuidados especiais.

O que não funciona?

A primeira falácia consiste em optar pela soberania do racional, reduzindo a discussão sobre drogas a um curso de química avançada é, acima de tudo, uma questão emocional, não racional.

Outro erro comum está em reduzir a discussão sobre drogas a um curso sobre moral e religião, definindo o bem e o mal como se fossem absolutos. Uma das mais importantes características da adolescência é a busca de um quadro de referências próprio.

Também não atingem o objetivo de prevenção patrocinar atividades pontuais e isoladas, como uma palestra ou depoimentos, pois correm o risco de confirmar a onipotência adolescente.

A participação dos alunos num projeto de prevenção, mesmo que inclua a elaboração e apresentação de trabalhos, não deve fazer parte de nenhum sistema de avaliação com o poder de aprovar ou reprovar.

É possível prevenir sem reprimir?

O caminho para a prevenção do uso de drogas é oferecer canais para que o jovem possa dar vazão à sua necessidade de viver experiências significativas e de partilhá-las com seu grupo.

Em resumo, um programa de prevenção eficiente teria de:

1. Levar em conta a dimensão emocional, oferecendo ao jovem opções culturalmente válidas, atividades esportivas, desenvolvimento de expressões artísticas, atividades culturais;

2. Levar em conta a preocupação social e a necessidade de pertinência do jovem, isto é, pertencer a um grupo, abrindo a possibilidade de participação ativa em questões que envolvem a comunidade da qual faz parte;

3. Oferecer informações verdadeiras e não preconceituosas;

4. Respeitar a inteligência do jovem, não usando mensagens alarmistas e deformadas (não tratar, por exemplo, todas as drogas como se oferecessem o mesmo risco, não confundir o uso eventual de uma substância psicoativa com o uso habitual e contínuo);

5. Não fazer afirmações sobre as sensações que a droga produz;

6. Abrir um espaço para orientação dos pais de alunos, para que estes não se sintam tão despreparados e desamparados para lidar com os desafios da adolescência. Contém adaptações de texto de Gloria Vetter e Paulo Dias

 

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