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Mês: setembro 2015 (Page 1 of 5)

Não jogue com a vida…

Muitas vezes, a curiosidade é o que leva os jovens às drogas. Eles nem imaginam que estão caminhando para o inferno em vida e antecipando a morte. Só no fundo do poço descobrem que a curiosidade mata. O que mais desejam, então, é sair. Onde encontrar forças? Indubitavelmente, na família.

Muito se tem feito para que as pessoas se previnam contra o uso de drogas. Mas também muito se tem feito, legal ou ilegalmente, para que elas sejam usadas. O resultado final é que as pessoas estão consumindo cada vez mais drogas.

Usar drogas, significa em primeira instância, buscar prazer. É muito difícil lutar contra o prazer, porque foi ele que sempre norteou o comportamento dos seres vivos para autopreservarem-se e perpetuarem sua espécie. A droga provoca o prazer que engana o organismo, que então passa a querê-lo mais, como se fosse bom. Mas o prazer provocado pela droga não é bom, porque ele mais destrói a vida do que ajuda na sobrevivência. A prevenção tem de mostrar a diferença que há entre o que é gostoso e o que é bom. Todo usuário e principalmente sua família tem arcado com as consequências decorrentes desse tipo de busca de prazer. Pela disposição de querer ajudar outras pessoas, parte da sociedade procura caminhos para prevenir o maior mal evitável.  

Segundo estudiosos do assunto há caminhos disponíveis para ajudar na prevenção como: 1. Caminho do medo – Os jovens não se aproximarão das drogas se as temerem. Para se criar o medo, basta mostrar somente o lado negativo das drogas. Pode funcionar para crianças enquanto elas acreditarem no adulto. 2. Caminho das informações científicas – Quanto mais alguém souber sobre as drogas, mais condições terá para decidir usá-las ou não. Uma informação pode ser trocada por outra mais convincente e que atenda aos interesses imediatos da pessoa. 3. Caminho da legalidade – Não se deve usar drogas porque elas são ilegais. Mas e as drogas legais? E todas as substâncias adquiridas livremente que podem ser transformadas em drogas? 4. Caminho do princípio moral – A droga fere os princípios éticos e morais. Esses valores entram em crise exatamente na juventude. 5. Caminho do maior controle da vida dos jovens – Mais vigiados pelos pais e professores, os jovens teriam maiores dificuldades em se aproximar das drogas. Só que isso não é totalmente verdadeiro. Não adianta proteger quem não se defende. 6. Caminho do afeto – Quem recebe muito amor não sente necessidade de drogas. Fica alijado afetivamente que só recebe amor e não o retribui. Droga é usufruir prazer sem ter de devolver nada. 7. Caminho da autoestima – Quem tem boa autoestima não engole qualquer "porcaria". Ocorre que algumas drogas não são consideradas "porcarias", mas "aditivos" para curtir melhor a vida. 8. Caminho do esporte – Quem faz esporte não usa drogas. Não é isso o que a sociedade tem presenciado. Reis do esporte perdem sua majestade devido às drogas. 9. Caminho da união dos vários caminhos – É um caminho composto de vários outros, cada qual com sua própria indicação. Cada jovem escolhe o mais adequado para si. Por enquanto, é o que tem dado os resultados mais satisfatórios. 10. Caminho da integração relacional – Nesse trajeto, o jovem é uma pessoa integrada consigo mesmo (corpo e psique), com as pessoas com as quais se relaciona (integração social) e com o ecossistema (ambiente), valorizando a disciplina, a gratidão, a religiosidade, a ética e a cidadania. (Fonte de pesquisa: Anjos Caídos, Içami Tiba. Editora Gente, 6ª edição). 

Petrobras eleva preços de gasolina e óleo diesel

AUMENTO DECIDIDO ONTEM à noite pela estatal entra em vigor hoje. Companhia enfrenta dificuldades de caixa em razão da alta do dólar

 

Diante de elevado endividamento e com dificuldades no caixa em razão da disparada do dólar, a Petrobras decidiu ontem à noite reajustar os preços da gasolina e do óleo diesel nas refinarias a partir de hoje. O aumento para a gasolina será de 6%, enquanto o do diesel, de 4%. O impacto para os consumidores não foi divulgado. O preço nas bombas é livre e costuma ser reajustado à medida que o combustível com preço novo chega aos postos.



A decisão foi tomada pela companhia diante dos problemas de caixa da empresa depois da forte alta do dólar nos últimos dias. A estatal informou o aumento por meio de comunicado. O reajuste é uma sinalização ao mercado de que a empresa, atualmente comandada por Aldemir Bendine, tem autonomia para definir sua política de preços dos combustíveis. “Os preços da gasolina e do diesel, sobre os quais incide o reajuste anunciado, não incluem os tributos federais Cide e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS”, informa o comunicado da companhia.



FORTE PRESSÃO SOBRE A DÍVIDA DA COMPANHIA



A estatal tem hoje dívida de cerca de US$ 140 bilhões que vem sendo pressionada pela desvalorização do real frente à moeda americana. Do total de seus empréstimos, 73% estão atrelados ao dólar.



Devido a essa situação, em 10 de setembro, a agência de classificação de risco Standard&Poor’s rebaixou a nota da Petrobras, tirando dela o selo de boa pagadora. A nota caiu de BBB- para BB, com perspectiva negativa (ou seja, pode ser cortada novamente). A nota da petroleira está um grau abaixo do rating do Brasil, que foi rebaixado para BB+. Na época, os analistas Luiz Carvalho e Filipe Gouveia, do HSBC, destacaram, em relatório aos clientes, que “a companhia deve enfrentar desafios para financiar seus investimentos, dada o volume de dívida necessária para os próximos anos”. Zero Hora

A ganância pelo dinheiro público parece um vício político

A política é a mais nobre de todas as artes, é uma oportunidade de servir a comunidade, sem ser servido. Porém, na prática o que se vê é o inverso onde, sistematicamente, os cargos eletivos são buscados como “oportunidade de emprego”, e diga-se, “de emprego apenas, não de trabalho em prol da população”. O vereador, por exemplo, aquele político da base, “que deveria ser cargo social”, passou a ser cargo para satisfazer ambição financeira, com salários vultosos, ao ponto de até substituir a atividade profissional. O moralmente aceitável seria que o vereador recebesse como pagamento um “jetom” por sessão ordinária e/ou extraordinária participada. Mas, como essa modalidade de pagamento já não é mais permitida, o ideal seria que os salários fossem proporcionais ao trabalho desenvolvido pelos vereadores, nos níveis da média salarial dos servidores municipais. Mas, é atitude que não se pode esperar dos vereadores, pelo menos da sua imensa maioria, que prefere a manutenção do vício político pelo dinheiro público.

Se formos analisar, a realidade nos aponta que mais de 90% dos vereadores enquadram-se exatamente na baixa produtividade. E os ganhos financeiros (salários ou subsídios), por serem convidativos, levam alguns vereadores a fazerem do cargo político a sua profissão, atraindo, por vezes, até pessoas de conduta desonrosa. E essa situação só seria revertida com uma remuneração justa e moralmente aceitável, em torno de um salário mínimo ou no máximo um e meio, aí então atrairia pessoas verdadeiramente honoríficas para compor o quadro de representantes da sociedade.

Imperiosa se faz, uma revisão reduzindo o salário dos vereadores que ganham acima desse valor. Com altos salários chega-se ao absurdo de atitudes desonestas de certos entes políticos, eleitos para representar os cidadãos. É comum ouvir-se de vereadores a esdrúxula alegação de que deveriam ganhar mais do que estão ganhando porque têm de comprar números de rifas, patrocinar eventos das comunidades, pagar cerveja para eleitores, enfim, para sustentar as mordidas. Inclusive, dia destes ouvi um vereador, em defesa de seus vultosos salários dizer que, “com salário baixo os vereadores ficariam sem recursos para ajudar a população”. Ora, em primeiro lugar “não é papel do vereador ajudar os eleitores com o dinheiro que recebe.” Depois, é que tal atitude configura “compra do voto por antecedência”, o chamado “voto de cabresto”. Isso, além de imoral é ilegal, mas, infelizmente, é assim que agem muitos dos nossos políticos quando buscam cargo eletivo. Por tudo isso, está mais do que na hora de darmos um basta nessa farra com o dinheiro público. E não é impossível, desde que a população saia do comodismo e se mobilize na articulação de forte pressão popular sobre os vereadores para reduzirem seus salários, e também junto aos partidos políticos para que melhor escolham seus candidatos.

Essa ganância de vereadores por dinheiro, embora eles não admitam ser essa a sua conduta, se caracteriza tanto pelos altos salários “autoconcedidos”, quanto pelas diárias que tanto apreciam, sob o pretexto de que viajam em busca de recursos para o município. Curioso! É por todos sabido que buscar recursos para o município não é tarefa de vereador, e sim do Poder Executivo.

O município de Santo Augusto, por exemplo, pode servir de parâmetro entre os pequenos. Aqui, a população é de cerca de 14 mil habitantes, o subsídio do vereador, presentemente, é de R$ 3.240,00 e do presidente R$ 4.440,00. Não parece muito dinheiro, mas é muito sim se for levado em consideração que a média salarial mensal do quadro de servidores efetivos do município não chega a R$ 1 mil. Além do salário desproporcional com relação aos servidores, o valor da diária tão apreciada pela maioria dos vereadores é R$ 300,00 no presente ano. E tudo isso poderia ser reduzido, inclusive o número de vereadores, uma vez que à luz do disposto no art. 29, IV, da Constituição Federal, cuja redação foi dada pela Emenda Constitucional nº 58/09, nos municípios de até 15 mil habitantes, o número “máximo é de 9 vereadores”, mas a Lei Orgânica Municipal pode definir número menor, onde o razoável seriam sete. O mesmo acontece com os subsídios dos vereadores, a lei determina que o valor máximo seja 20% do salário do deputado estadual, mas não estabelece valor mínimo, portanto a Câmara pode definir qualquer valor, inclusive o sugerido “um salário mínimo”.

 

E falando em diária, é bom relembrar que no início deste ano, no mês de março, o presidente da Câmara, vereador Horácio Dorneles, comunicou aos demais vereadores sua decisão limitando em no máximo 12 o número de diárias por vereador durante o ano. Estranhamente, uma medida que deveria ser reconhecida como louvável, adotada pelo presidente do legislativo, uma vez que visa economia aos cofres públicos, provocou verdadeiro alvoroço e revolta. Em coro os vereadores protestaram e, com veemência, criticarem e até desafiaram o presidente, cuja revolta e reação demonstrada deixou mais evidente ainda a ganância que eles têm por receber diárias. Os ataques contra a pessoa do presidente, e também contra a imprensa escrita local, perdurou por três semanas, ou seja, três sessões consecutivas nos espaços destinados ao Grande Expediente, com destaque para o vereador Ultramar, tudo transmitido ao vivo pela Rádio Ciranda. Aliás, esse vereador, em um dos seus revoltados discursos, revelou que “desde o ano de 2005 deixou de ser empresário para dedicar-se à vereança em prol do povo”. Resta saber a que povo ele refere. Foi ele, também, que quando na presidência do Legislativo Municipal em 2008, elevou em 56% o salário dos vereadores.

Em revide aos ataques, o presidente Horácio, que já está no quarto mandato, assim se expressou: “… me representa senhores vereadores, que hoje diária se parece a mamadeira, ‘representa que eu estou desmamando’, porque tá um choroteo por causa de diária”. Para mim, diária não pega bem, “quem quer fazer diária quer melhorar o salário, fazer um reforço no salário”, enfatizou Horácio. Tudo isso, lamúrias e choradeiras agressivas em cima do presidente, “em defesa de causa própria” foi transmitido ao vivo pela rádio, cuja transmissão dos pronunciamentos durante o Grande Expediente é paga pela Câmara de Vereadores, portanto com dinheiro público”. REDUÇÃO JÁ DO SALÁRIO DOS VEREADORES.

Caso Bernardo, defesa pede que Edelvânia seja julgada sozinha

Edelvânia tem novo advogado no processo sobre a morte do Caso Bernardo, Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS

A defesa de Edelvânia Wirganovicz solicitou à Justiça que ela seja julgada sozinha no processo sobre a morte do menino Bernardo. O pedido de cisão do julgamento foi protocolado na semana passada pelo novo advogado da ré, Jean de Menezes Severo, que assumiu o caso em 21 de setembro.

Não há prazo para que o Judiciário se manifeste sobre o pedido, que representa uma mudança de estratégia na defesa de Edelvânia. A tática consiste em antecipar o júri da ré porque, segundo o advogado, há "elementos para conseguir a absolvição". Severo não detalhou, porém, quais seriam eles.



O advogado diz que também pesa no pedido a situação de saúde "debilitada" que Edelvânia estaria apresentando na prisão. Em agosto, o juiz de Três Passos, Marcos Luís Agostini, decidiu que os quatro réus no processo (além da Edelvânia, também foram denunciados pelo assassinato o irmão dela, Evandro Wirganovicz, o pai do menino, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini)vão a júri popular



Acusada de homicídio triplamente qualificado, Edelvânia foi peça chave para que se desvendasse o assassinato. Dias após o desaparecimento de Bernardo, ela revelou detalhes do crime em depoimento à Polícia Civil, o que levou agentes até a cova onde o garoto havia sido enterrado. 



Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu em abril de 2014, em Três Passos, no noroeste do Estado. Seu corpo foi encontrado 10 dias depois, em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três Passos, dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio. Clicrbs

Petelândia teme golpe militar do Temer?

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão – [email protected]
 
Já imaginou se os militares resolverem apoiar a saída de Dilma Rousseff, preferencialmente por renúncia justificada por alguma desculpa esfarrapada, dando toda sustentação para o sucessor Michel Temer implantar a "Novíssima República"? Pois a cúpula petista já trabalha com o altíssimo risco de ocorrer uma espécie de reedição do golpe militar de 1985, quando o General Leônidas deu sustentação para que José Sarney assumisse a Presidência da República (vaga com a morte de Tancredo Neves), para implantar a tal "Nova República" que agora agoniza.
 
A "morte" política de Dilma já é dada como fava contada por alguns segmentos do PT. Até o estrategista-mor Lula da Silva, já trabalha com a hipótese de Temer assumir. O Presidentro só não tem condições de admitir, publicamente, um golpe contra Dilma. Enquanto isso, Michel Temer faz costuras inimagináveis nos bastidores. Já estaria fazendo consultas informais e até reuniões secretas com alguns Generais (que insistem em uma suposta saída constitucional, dentro das regras atuais do jogo perdido, para evitar que a crise institucional se agrave.
 
O problema maior de um golpe do Temer contra Dilma é que a "tese" é exageradamente "temerária" (com ou sem trocadilho infame). Uma parte grande do PT, ainda aliada da Presidenta, mesmo que discorde de várias atitudes isoladas que ela toma, prefere que tudo fique como está a experimentar o arriscado dissabor de uma hegemonia completa do PMDB no poder. Nos bastidores, a cúpula da petelândia fala, claramente, que os peemedebistas, em quase maioria esmagadora, são "aliados oportunistas, pragmáticos e absolutamente inconfiáveis", para uma nova repartição de poder na máquina federal até então aparelhadíssima pelo PT.
 
Da mesma forma que desagrada a petelândia, a "solução Temer" (defendida, escancaradamente, pela ex-petista Marta Suplicy, que odeia Dilma pessoalmente) também não é vista com bons olhos pela maioria dos generais. A crise política e econômica será um dos temas picantes da reunião dos 15 Generais do Alto do Comando do Exército, marcada para esta segunda-feira, no famoso "Forte Apache", em Brasília.
 
O "cacique" Temer, de comandante-em-chefe, divide a opinião dos militares. A maioria deles, mesmo que não deseje uma solução mais radical para a crise atual, avalia que Temer "seria mais do mesmo". Quem costura, nos bastidores da caserna, em favor de Michel Temer é o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim. O plano é criar um consenso entre os Generais de quatro estrelas para que, se a estrela do PT cair, tolere-se que Temer cumpra o resto do mandato e promova uma reconciliação. Foi a mesma tese que Ulisses Guimarães vendeu em 1985, e o General Leônidas comprou, para permitir a posse de José Sarney – considerado um "traidor" do regime militar.
 
O que alguns militares avaliam é que, uma eventual tomada de poder em favor de Temer, tende a desencadear uma reação de setores mais radicais do PT, ligados à Presidenta Dilma. Já os aliados de Temer tentam vender a hipótese de que a eterna brizolista Dilma já estaria tão isolada dentro do PT que nem os radicalóides a defenderiam, partindo para uma espécie de conflito político (e até armado) aberto nos moldes de uma "Cadeia da Legalidade" (ação midiático-militar de Leonel Brizola, durante 14 dias, em 1962, para garantir que o vice João Goulart assumisse a Presidência da República, vaga com a renúncia de Jânio Quadros).  
 
Temer conspira abertamente. Dilma, até quando e onde der, suspira… O desfecho dependerá muito menos de conchavos de gabinetes ou quartéis e muito mais do agravamento da crise econômica, que afeta demais o humor e a sobrevivência da imensa classe média (54% da população economicamente ativa). Conspirações nem sempre derrubam desgovernos desgastados. Já as consequências das crises econômicas fora de controle costumam servir de pá de cal para dirigentes políticos moribundos, como é o caso da Dilma, uma morta-viva que nem chegou a um ano de segundo mandato… Ela é uma sobrevivente do naufrágio do PTitanic à procura de uma boia salvadora.
 
O cenário nunca foi tão incerto e inconfiável. O consenso é que a velha Nova República se esclerosou. A Constituição Cidadã de 1988, muito emendada e cheia de pontos sem regulamentação, também caducou. O Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o fiel da balança legal, pende, claramente, para o lado do desgoverno. STF não pode ser Advocacia Geral da União… Os militares continuam naquela famosa "observação cuidadosa do cenário", só admitindo tomar alguma providência se a ordem constitucional (que já foi para o saco) for conspurcada…
 
Enquanto isso, ocorre aquela nem tão silenciosa "revolução brasileira", na qual setores organizados da sociedade, junto com a classe média meio sem noção do que deseja efetivamente reivindicar, exigem mudanças imediatas. Vencerá quem souber exercer, de forma mais eficaz, o poder de pressão. O Modelo Capimunista de Bruzundanga se esgotou… O Brasil tem solução… Mas ela passa longe da temerária posse do Temer no lugar da Dilma… Sinceramente, só quem relaxa e goza com esta hipótese é a experiente sexóloga Marta Suplicy, agora uma neopeemedebista…

Governador Sartori precisa acordar. Seu Secretário de Segurança manda população reagir diante de criminosos

A cartilha da segurança pública foi rasgada no Rio Grande do Sul,  nesse sábado, 25. De forma direta e sem rodeios,  o  secretário da pasta, Delegado Federal Vantuir Jacini admitiu a possibilidade do cidadão comum REAGIR diante da ação de criminosos. De forma infeliz, jogou por terra todos os protocolos conhecidos e largamente difundidos para que a população não enfrente bandidos armados. Em entrevista concedida ao jornal Correio do Povo, Jacini  foi categórico ao afirmar que, na ausência de policiais nas ruas, o cidadão comum pode reagir e  “PRENDER O BANDIDO”. A desastrosa e inusitada declaração veio diante da pergunta sobre a necessidade da convocação da Força Nacional de Segurança, sugerida pelo prefeito de Porto Alegre, José Fortunati.

Isso é de chorar! O governo do PT, numa manobra criminosa contra o cidadão de bem do Brasil,  não respeitou o voto NÃO  no plebiscito do desarmamento. Tão logo foi conhecido o resultado em favor da cidadania, o governo petista tratou de editar uma norma que, na prática afrontou a decisão das urnas. Criminosamentedesarmou a população e armou a bandidagem. Os números mostram que de lá para cá,  a criminalidade cresceu em números impressionantes. Não se sustenta a tese “covarde” dos defensores “do cidadão sem armas“. De que é perigoso um homem comum possuir uma arma para defesa pessoal. De que permitida a posse e o porte de armas,  alimentaria a cadeia e o poderio de fogo dos criminosos.

Conversa fiada! É do conhecimento das autoridades e da bandidagem que nossas fronteiras estão absolutamente abandonadas e são a porta de entrada para que um gigantesco um arsenal bélico – armas e munição – ingressarem livremente no país. Não se tem notícia que um homem de bem, pai de família, preocupado com sua segurança tenha sido preso portando pistolas 9mm, submetralhadoras, metralhadoras .50 e fuzis de toda a calibragem – 5.56, 6.8, 7.62 e 7.67-.

armas

Leia a matéria do Jornal Correio, reflita e faça sua conclusão. Mas uma coisa é certa: O Secretário Vantuir Jacini perdeu todas as condições de permanecer no comando da SSP. José Ivo Sartori passa a ser cúmplice de uma “sugestão”, no mínimo amadora,  vinda da “boca” de um policial com mais de 30 anos de carreira na Polícia Federal. O que de fato Jacini “sugeriu” foi, na prática,  o início de um CONFRONTO ARMADO entre civis e bandidos nas ruas do Rio Grande do Sul, se é que isso já não vem acontecendo entre os “manos“, “balas na cara“, “república do carandirú” …    ISSO É FATO!

… SSP NEGA FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA E DIZ QUE POPULAÇÃO PODE AGIR EM CASO DE VIOLÊNCIA

Jacini afirmou que forças federais só são convocadas em eventos fora da competência da Briga Militar

O secretário estadual da Segurança Pública (SSP), Wantuir Jacini, negou mais uma vez o pedido renovado pelo prefeito José Fortunati para a convocação da Força Nacional de Segurança. Ele ainda respaldou o a própria população a prender aqueles que cometem delitos. As declarações ocorrem após um dia violento na Vila Cruzeiro, zona Sul de Porto Alegre.

“Concordo que a sociedade não tem esse preparo, no entanto, a lei permite que qualquer cidadão prenda em flagrante quem estiver cometendo crimes. A obrigação é da polícia, não estou dizendo que todo cidadão faça isso, mas a pessoas mais desprendidas que fizerem estão respaldadas pela lei. Melhor seria não atuar, mas se for inevitável, que atuem”, afirmou ele, em entrevista ao programa Conexão Guaíba, da Rádio Guaíba.

Quanto ao pedido de Fortunati, Jacini acrescentou que o policiamento ostensivo deve ser realizado pela Brigada Militar. O dirigente ressaltou que a Força Nacional de Segurança somente deve ser solicitada para eventos fora da competência da BM.

“Acontece que a Força Nacional tem 150 homens enquanto a Brigada Militar tem 3 mil. A Força Nacional pode ser empregada para questões específicas, como a necessidade de transferência de detentos de um presídio ou a desobstrução de uma rodovia, como aconteceu no início do ano”, afirmou, referindo-se aos protestos de caminhoneiros que resultou em diversas estradas federais bloqueadas.

Novamente por meio do Twitter, Fortunati cobrou ação mais enérgica na questão da segurança e criticou o titular da SSP: “O secretário de Segurança afirma que eu não o procurei para falar sobre a Força Nacional. Eu falei com o governador, a quem ele é subordinado. Ou ele faz parte de uma república independente dentro do governo?”, escreveu.



Apesar do déficit não há previsão de nomeações 

Com relação à nomeação de policiais civis e militares aprovados em concurso, o secretário disse que não existe previsão em função das medidas de contenção de gastos determinadas pelo governador. Atualmente a Brigada Militar tem apenas 17 mil soldados, quando precisaria contar com 33 mil. Cristalvox

Diretor de presídio do RS tem veículo recolhido com suspeita de clonagem

Diretor do presídio diz ter dado carro como entrada na compra da caminhonete (Foto: Reprodução/RBS TV)

 

 

Agente penitenciário de Santa Rosa prestou depoimento e foi liberado.

Homem disse que estava com caminhonete há 4 dias e foi vítima de 'golpe'.

 
 

A Polícia Civil apreendeu uma caminhonete do diretor do Presídio Estadual de Santa Rosa, Cláudio Harley Bardo, por suspeita de que o veículo tenha tido as placas clonadas, na tarde desta sexta-feira (25) na cidade do Noroeste do Rio Grande do Sul. O agente penitenciário prestou depoimento e foi liberado.

Em depoimento, Bardo apresentou os documentos e contrato de compra e venda, afirmando ter adquirido o veículo há duas semanas em uma revenda de Santo Ângelo, na mesma região. Segundo a polícia, as alegações e a falta de certeza de que o veículo era ilegal impediram que ele fosse preso.

Ele deve responder em liberdade por receptação e uso de documento falso. O homem já tem antecedente registrado em 2002 por receptação e ameaça. Em 30 dias, o inquérito deve ser concluído.

Em contato por telefone com o G1, Bardo disse ter sido vítima de um "golpe". Ele conta que estava há apenas quatro dias com o veículo e que o vendedor, proprietário de um consórcio, se identificou e o acerto foi feito com a documentação correta.

"Como eu comprei a caminhonete a prazo, eu não fiz a vistoria. Só faria a vistoria depois que passasse para o meu nome. Quero destacar que é importante o trabalho que a Polícia Civil fez. Fico aliviado por eles terem descoberto isso, para que outras pessoas abram os olhos e não entrem nesta mesma fria que eu entrei", afirmou, acrescentando que pretende recuperar o carro que deu como entrada na compra. G1 RS

Ex-deputado revela que o petrolão nasceu com aval de Lula e foi mantido por Dilma

Parcerias - O ex-deputado Pedro Corrêa pode ser o primeiro político envolvido na Lava-Jato a fechar um acordo de delação premiada com a Justiça(Vagner Rosario/VEJA)

 

Pedro Corrêa, ex-presidente do PP, negocia há dois meses com o Ministério Público seu acordo de delação premiada. Se a colaboração for efetivada, ela pode mostrar que o maior esquema de corrupção da história nasceu mesmo no Planalto.

 

Expoente de uma família rica e tradicional do Nordeste, o médico Pedro Corrêa se destacou, durante quase quatro décadas, como um dos parlamentares mais influentes em negociações de bastidores. Como presidente do PP, garantiu a adesão do partido ao governo Lula e – como reza a cartilha do fisiologismo – recebeu em troca o direito de nomear apadrinhados para cargos estratégicos da máquina pública. Essa relação de cumplicidade entre o ex-deputado e o ex-presidente é notória. Ela rendeu a Corrêa uma condenação à prisão no processo do mensalão, o primeiro esquema de compra de apoio parlamentar engendrado pela gestão petista. Mesmo após a temporada na cadeia, Corrêa se manteve firme no propósito de não revelar o que viu e ouviu quando tinha acesso privilegiado ao gabinete mais poderoso do Palácio do Planalto. Discreto, ele fez questão de ser leal a quem lhe garantiu acesso a toda sorte de benesse. Havia um acordo tácito entre o ex-deputado e o ex-presidente. Um acordo que está prestes a ruir, graças à descoberta do petrolão e ao avanço das investigações sobre o maior esquema de corrupção da história do Brasil.

Como outros mensaleiros, Corrêa foi preso pela Operação Lava-Jato. Encarcerado desde abril, ele negocia há dois meses com o Ministério Público um acordo de colaboração que, se confirmado, fará dele o primeiro político a aderir à delação premiada. Com a autoridade de quem presidiu um dos maiores partidos da base governista, Corrêa já disse aos procuradores da Lava-Jato que Lula e a presidente Dilma Rousseff não apenas sabiam da existência do petrolão como agiram pessoalmente para mantê-lo em funcionamento. O topo da cadeia de comando, portanto, estaria um degrau acima da Casa Civil, considerada até agora, nas declarações dos procuradores, o cume da organização criminosa. Nas conversas preliminares, Corrêa contou, por exemplo, que o petrolão nasceu numa reunião realizada no Planalto, com a participação dele, de Lula, de integrantes da cúpula do PP e dos petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra – que à época eram, respectivamente, ministro da Casa Civil e presidente da Petrobras. Em pauta, a nomeação de um certo Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Pedro Corrêa, José Janene e o deputado Pedro Henry, então líder do PP, defendiam a nomeação. Dutra, pressionado pelo PT, que também queria o cargo, resistia, sob a alegação de que não era tradição na Petrobras substituir um diretor com tão pouco tempo de casa. Lula, segundo Corrêa, interveio em nome do indicado, mais tarde tratado pelo petista como o amigo "Paulinho". "Dutra, tradição por tradição, nem você poderia ser presidente da Petrobras, nem eu deveria ser presidente da República. É para nomear o Paulo Roberto. Tá decidido", disse o presidente, de acordo com o relato do ex-deputado. Em seguida, Lula ameaçou demitir toda a diretoria da Petrobras, Dutra inclusive, caso a ordem não fosse cumprida. Ao narrar esse episódio, Corrêa ressaltou que o ex-presidente tinha plena consciência de que o objetivo dos aliados era instalar operadores na estatal para arrecadar dinheiro e fazer caixa de campanha. Ou seja: peça-chave nessa engrenagem, Paulinho não era uma invenção da cúpula do PP, mas uma criação coletiva tirada do papel graças ao empenho do presidente da República. A criação coletiva, que desfalcou pelo menos 19 bilhões de reais dos cofres da Petrobras, continuou a brilhar no mandato de Dilma Rousseff – e com a anuência dela, de acordo com o ex-presidente do PP. Veja

 

Os estranhos motivos que derrubaram a obrigatoriedade do extintor nos carros

Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Data em que novo tipo do equipamento passaria a ser cobrado foi adiada três vezes

Em janeiro, quando o extintor de incêndio do tipo ABC tornou-se obrigatório em todos os carros do Brasil, o governo resolveu adiar a exigência para 1º de abril. Às vésperas do Dia dos Bobos, o Ministério das Cidades prorrogou por mais três meses o prazo para que o cidadão gastasse seu dinheiro na compra do equipamento. Nesse momento, o ministério já trabalhava em surdina para eliminar a obrigatoriedade de qualquer tipo de extintor nos automóveis brasileiros.

A revelação foi feita a ZH pelo diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e presidente do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Alberto Angerami. Ao assumir, em março, ele foi chamado pelo novo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e recebeu a incumbência de revisar a norma, fruto de trâmites que haviam tomado anos de trabalho de seus antecessores.

– O ministro Kassab me disse: "Angerami, estuda bem o problema dos extintores, porque eu tenho recebido informações de especialistas dizendo que o extintor não é um equipamento obrigatório nos países de Primeiro Mundo". Na minha assunção, ele já colocou essa questão: faça uma análise criteriosa, etecetera, etecetera e etecetera. Essa ideia de tornar optativo o equipamento já vem de março, mas eu não podia divulgar com antecedência, porque senão os movimentos contrários seriam muito grandes – contou Angerami.

O Ministério adiou três vezes a data em que o novo tipo de extintor supostamente passaria a ser item obrigatório, dilatando o período em que os proprietários de automóveis preocuparam-se em comprá-lo e em que os fabricantes acreditaram que deveriam produzi-lo. O último prazo estabelecido foi 1º de outubro. No dia 17 deste mês, a duas semanas da data limite, veio o anúncio: não haverá necessidade do equipamento nos carros. De uma hora para outra, a política nacional passou da convicção de que os veículos precisavam de um extintor melhor para a de que não havia necessidade de extintor nenhum. Quem comprou o item e pagou caro por ele sentiu que havia sido feito de bobo.

Certa ou errada, a decisão de tornar opcional o equipamento foi tomada por meio de um processo simplificado e abreviado, em comparação com os trâmites realizados uma década atrás, quando o Brasil começou a discutir a questão da obrigatoriedade do extintor. Na ocasião, foram dois anos de estudos no âmbito da câmara temática de assuntos veiculares, que reúne representantes do Denatran, do Polícia Rodoviária Federal, do Dnit, dos Detrans, de órgãos municipais, dos fabricantes de veículos, dos fabricantes de peças e do Inmetro, entre outros.

– O processo feito então, que resultou na decisão da obrigatoriedade e na adoção do ABC, foi imenso. Na primeira fase, cada um puxou a sardinha para o seu lado, mas aí houve condição de conhecer os prós e os contras. Depois disso, o processo subiu para o Contran, que decide com base nos estudos que passaram pela câmara temática – recapitula Alberto Peres da Silva, que dirigiu o Denatran e presidiu o Contran entre 2005 e 2010.

Na ocasião, segundo ele, a indústria automobilística teria tentado derrubar a exigência de extintores, para reduzir seus custos, mas prevaleceu o entendimento de que o item era necessário. Como seria mantido, decidiu-se que deveria ter eficiência maior – por isso, em lugar do tipo BC, optou-se pela substituição pelo tipo ABC. O Contran, formado por integrantes de diferentes ministérios, analisou os dados e aprovou a novidade. A obrigatoriedade em todos os veículos foi fixada para 1º de janeiro de 2015.

Nessa data, coincidentemente, Gilberto Kassab tornou-se ministro das Cidades. Depois de ele receber as "informações de especialistas" relatadas por Alberto Angerami, a orientação para que a obrigatoriedade do extintor fosse rediscutida obedeceu a uma sistemática bastante diferente da anterior. O atual diretor do Denatran diz que chamou seus técnicos, fez consultas e examinou estudos. Em seis meses, a obrigatoriedade do extintor estava sepultada.

– Não foi uma decisão açodada nem descabida – garante Angerami.

Ele reconhece que a discussão não passou pelas câmaras técnicas. Mas afirma que os registros dos estudos feitos há uma década foram consultados – ainda que a decisão final tenha sido oposta.

Antecessor de Angerami, Peres da Silva sustenta que a decisão deste mês não teve a transparência e o grau de participação da que foi tomada no passado.

– Foi uma decisão tecnicamente falha e politicamente desastrada, tomada internamente por Denatran e Contran, sem passar pelo órgão consultivo. Houve pressão das montadoras no sentido de reduzir custos, tendo em vista os problemas na venda de veículos. Se você perguntar à indústria automobilística sobre o extintor, eles sempre vão apresentar dados técnicos garantindo por A mais B que não precisa. Mas você tem de ouvir o outro lado. A pressão é sempre muito grande, mas você não pode tomar decisão com base em pressões – critica.

Angerami nega que essas pressões tenham ocorrido. ZH solicitou entrevista com um representante da Associação Nacional dos Veículos Automotores (Anfavea), mas obteve apenas uma declaração escrita do presidente da entidade, Luiz Moan, na qual ele expressa o apoio à decisão que isenta as fábricas de equipar veículos com o extintor.

Decisão nova baseou-se em argumentos velhos

Na semana passada, ao anunciar que o extintor de incêndio deixaria de ser obrigatório, o governo federal apresentou como justificativas a evolução tecnológica dos veículos, a falta da mesma exigência em grande parte dos países desenvolvidos e um estudo segundo o qual os incêndios em carros raramente seriam combatidos com o equipamento de segurança.

Em entrevista a ZH, o presidente do Contran repetiu essas explicações. Nenhuma delas é fato novo que tenha surgido durante o processo de análise que o governo diz ter realizado para embasar sua decisão. Elas já foram avaliadas na década passada, quando um processo de discussão mais amplo decidiu que o extintor deveria continuar obrigatório.

Alberto Angerami afirmou que apenas a Bélgica, na Europa, exige que todos os carros contem com o item. Para ele, isso representa uma "tendência clara" contra a obrigatoriedade. Questionado por ZH, no entanto, reconheceu que nenhum país revogou a obrigatoriedade recentemente e que o quadro internacional já era conhecido das autoridades brasileiras no passado. A outra justificativa foi o avanço tecnológico, que tornou menos prováveis os incêndios em automóveis.

– Você lembra da Kombi e da Brasília? Eram carros que a gente passava na rua e sempre tinha um incendiado. Eram erros técnicos da própria fábrica, que eu não gosto de falar para não denegrir a imagem da Volkswagen, que fez um bem para o Brasil. Mas a Kombi e a Brasília eram campeãs de incêndio. Agora, os carros modernos são bem analisados, são tecnicamente excelentes no que diz respeito a incêndios – diz Angerami.

O presidente do Contran e diretor do Denatran, contudo, admitiu que esse avanço tecnológico não é recente. Seu antecessor, Alfredo Peres da Silva, relata que o mesmo argumento foi analisado quando se decidiu pela obrigatoriedade do extintor:

– Já naquela época havia a argumentação de que não existia necessidade do extintor, pois os carros tinham um dispositivo que evitava o fogo. Mas ficou provado que não era suficiente. Existem inúmeros casos recentes de recall de veículos novos, inclusive de luxo, que apresentam muito risco de incêndio.

Como base para revogar a obrigatoriedade, o Ministério das Cidades citou também  um estudo segundo o qual  em "2 milhões de sinistros em veículos cobertos por seguros, 800 tiveram incêndio como causa. Desse total, apenas 24, o equivalente a 3% dos casos, informaram que usaram o extintor." O Ministério afirmou que esses dados eram da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA). Uma semana mais tarde, a mesma atribuição foi repetida por Angerami, em entrevista a ZH.

Consultada, a AEA afirmou não ter nenhuma ligação com o estudo citado. Segundo sua assessoria de comunicação, uma nota corrigindo a informação não foi divulgada porque a entidade "não queria bater de frente" com o Contran. Mesmo assim, a associação tentou descobrir de onde teria partido o tal estudo. Não descobriu o autor.

ZH pediu à assessoria do Ministério das Cidades esclarecimentos sobre a íntegra, a autoria e a data do estudo. A resposta reiterou que o trabalho seria é da AEA, informou que ele é de 2000 (ou seja, é antigo e já existia quando se decidiu, na década passada, pela obrigatoriedade) e acrescentava que "inclusive há uma reportagem da revista Veja na edição de 19 de janeiro de 2005 onde cita esse levantamento". ZH voltou a fazer contato, questionando se o Contran tinha a íntegra e a autoria do estudo em que baseou a decisão que afetou milhões de brasileiros. Resposta: "A informação que temos é a que passamos no e-mail anterior".

ZH consultou a referida edição de Veja. O trecho da reportagem que fala sobre o estudo é quase igual ao que o Ministério das Cidades apresentou para sustentar sua decisão. Clicrbs

BRASIL, TEMPLO DE HERODES DO CONE SUL DO MUNDO

Quando, em 2002, assim que subiu a rampa do Palácio do Planalto e iniciou o Ciclo do PT no Poder, Lula prometeu implantar a "estratégia de coalizão pela governabilidade", ele não estava brincando. 
 
Estava então deixando de ruminar uma das mais sórdidas transformações morais que uma sociedade dos tempos modernos poderia sofrer.

 
O Brasil foi gradativamente se transformando num imenso "segundo templo", num enorme Templo de Herodes do Cone Sul do Mundo. E, pelo talento maléfico e obstinado de seu mentor, os políticos brasileiros se transfiguraram – salvo raríssimas exceções – em animais sociais, cambistas de consciências, mercadores de almas, chantagistas, corruptos passivos e ativos. 
 
O Brasil se transformou numa "cova de ladrões" e o crime, mais que sistemático e organizado, se fez governo, se fez Estado. 
 
Em nome da democracia de gabinete – aquela que pertence a grupos de dominação que tudo podem e tudo resolvem em nome de uma nação de mais de 200 milhões de pessoas de boa fé – instalaram o regime da Grande Desordem. 
 
Agora mesmo, um de seus gabinetes mais poderosos e intocáveis, o Supremo Tribunal do Governo Federal, tirou o caso Gleisi Hoffmann da Vara de Sérgio Moro e colocou a Barbie do Senado no colo republicano de Dias Toffoli – o que não precisou de notório saber jurídico para ser o Poncio Pilatos dessa corte aparelhada e dominada por neo-fariseus. 
 
Os que tudo podem e tudo decidem, sem que antes consultem o povo, acabam de cortar, em nome da justiça desse mesmo povo, um bom pedaço da carne da força-tarefa da Operação Lava Jato. 
 
Foi a estocada inicial que pode desencadear a morte da fase que trata dos políticos e de todos os malfeitores que arrombaram os cofres dessa nação, em outras fontes e artérias que não sejam da Petrobras. 
 
Com os sinais metastáticos de jurisprudência, agora os arrombadores de cofres de outras minas de ouro nacionais que não sejam a dadivosa Petrobras, podem estar se livrando das malhas da Operação Lava Jato, o maior patrimônio de moral e justiça que o Brasil tem hoje. 
 
A Operação Lava Jato é boa demais para tratar de ladrões e arrombadores que não tenham deixado nenhuma pista de que roubaram ou deixaram roubar na Petrobras. Outros tribunais cuidarão dos que arrombaram outros cofres desse país.
 
O corte de precisão cirúrgica na pele da Lava Jato, no entanto, não atinge as veias por onde corre e sangra o Petrolão, paraíso que hoje é, mais que purgatório, a porta do inferno de uma das maiores quadrilhas que um país gigantesco, de dimensões continentais como o Brasil já pôde suportar. Os que roubaram da Petrobras e seus organismos derivados, continuarão sob os cuidados da Lava Jato.
 
Tenho para mim, com as forças que a esperança me contempla nas horas mais agudas da existência que, golpeada e agredida em suas entranhas, a Operação Lava Jato vai agora encurtar o tempo e o caminho que deixa à mostra as digitais, os vestígios, as cicatrizes do grande mentor desse desregro, desse descalabro moral que transformou o Brasil nesse triste e incomensurável templo de vendilhões.

RODAPÉ – O mal que esses focos de dominação democrática causam a um povo, a um país, a uma nação é roubar e matar sua esperança. Esses blocos de poder cego e supremo não representam a Justiça. São justiceiros da esperança; são milícias do desencanto. Por Sergio AO Siqueira – Sanatório da Notícia

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