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Mês: junho 2015 (Page 1 of 2)

Fatos em Foco 25.06.2015

A casa está caindo

Enfim, as investigações chegaram ao ex-presidente Lula, restando apenas comprovar a relação entre as doações ao Instituto Lula e as roubalheiras na Petrobras. Os 4,5 milhões de reais por algumas palestras e doações, pagos pela empreiteira Camargo Correa, terão de ser explicados para que a sociedade tenha pleno conhecimento da realidade. A imprensa e as redes sociais escancaram diariamente, e cada vez mais, as falcatruas envolvendo governo, políticos e empresários. Mas, a casa está caindo.

 

A família e as empreiteiras

A parceria do ex-presidente Lula com as empreiteiras da Odebrecht e da Andrade Gutierrez rende dividendos para as duas partes desde a década de 90. As empreiteiras ganharam bilhões de reais com o esquema de corrupção na Petrobras. Do outro lado, com a ajuda dos empreiteiros, a filha do ex-presidente morou no exterior, o filho ficou milionário e o sobrinho virou um empresário de sucesso.

 

Morando em Paris

A primeira filha do ex-presidente, Lurian Cordeiro, tornou-se conhecida nas eleições de 1989, quando sua mãe, Miriam Cordeiro, apareceu no programa de campanha de Fernando Collor. Nos anos 90, quando morar no exterior ainda era um luxo de poucos, a amizade dos Lula da Silva com a família do empreiteiro Sérgio Andrade, sócio da Andrade Gutierrez, permitiu que Lurian passasse uma temporada em Paris, por conta de Marília Andrade, uma das herdeiras da construtora Andrade Gutierrez, que bancou a hospedagem da moça durante todo o período. A estada de Lurian no apartamento da família Andrade ainda incluiu uma cirurgia custeada pela filha do empreiteiro.

 

Um grande negócio

Em 2008, o grupo Telemar, do empresário Sérgio Andrade, dono da construtora Andrade Gutierrez, comprou a operadora Brasil Telecom. O negócio deu origem à operadora de telefonia OI – e só pode ser concretizado graças a uma mudança na legislação feita pelo governo petista. Antes disso, o mesmo Sérgio Andrade foi responsável pela mudança de status social do empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente. Fábio era monitor do Zoológico de São Paulo até a posse do pai. Em 2003, ele criou uma pequena empresa de entretenimento batizada de Gamecorp. Em 2005, Sérgio Andrade comprou parte da empresa de Lulinha por 5,2 milhões de reais. Da noite para o dia, o filho do ex-presidente tornou-se milionário.

 

Empreiteiro africano

Sobrinho de Lula, Taiguara Rodrigues dos Santos levava até 2009 uma vida simples. Dono de uma firma especializada em fechar varandas de apartamentos, dirigia um carro velho, morava num pequeno apartamento e respondia a processos por passar cheques sem fundo na praça. A Odebrecht, porém, percebeu que o sobrinho do presidente tinha outros talentos. Em 2012, Taiguara criou uma empresa de engenharia que foi logo contratada pela Odebrecht para trabalhar na construção de uma hidrelétrica em Angola. A parceria foi firmada no mesmo ano em que a empreiteira conseguiu no BNDES um financiamento para realizar o projeto na África.

 

Cascata política

Após levar seu partido a uma situação desastrosa, o ex-presidente quer se dissociar do PT e da presidente Dilma. As pesquisas mostram que o PT vem caindo na preferência do eleitorado e o Lula quer se afastar dele. Está fingindo que quer voltar a ser o Lula original; é tudo uma cascata política. Porque na verdade, tudo o que está acontecendo com o PT é culpa dele. Foi ele que aparelhou o estado, que colocou petistas em todos os lugares para defender os interesses do PT, ele que fez o grande acordo para ter o apoio de qualquer pessoa que se dispusesse a vender o apoio político. Os líderes que ele combatia aderiram ao governo e ele passou a tratá-los como pessoas altamente consideradas. Ele é esperto, saca pra onde o vento sopra e tenta ir para esse lado.

Deputado da Região Celeiro lidera ranking das diárias no RS

Uma auditoria demonstrou que deputados estaduais do Rio Grande do Sul estão descumprindo regras para prestação de contas de diárias de viagens. Pela norma da Assembleia Legislativa, eles precisam apresentar nota fiscal de hotel quando pernoitam fora da capital em viagens de trabalho, mas nem sempre a regra é obedecida.

Entre janeiro e junho deste ano, foram gastos quase R$ 1,5 milhão em diárias. Atualmente, para viajar em um dia e voltar no outro, um deputado recebe R$ 883, valor superior a um salário mínimo. Pelas regras da casa, segundo o Tribunal de Contas, o parlamentar precisa apresentar nota fiscal de hotel quando dorme em outra cidade. Caso contrário, recebe meia diária, de R$ 294. A auditoria indicou que essa norma está sendo descumprida por deputados que recebem diária integral mesmo sem comprovação de hospedagem.

"Se prevê que, para deslocamento de meia diária, basta o consumo de um restaurante, de alimentação, para comprovar. Quando há a exigência de um pernoite é necessário a nota do hotel e isso era inexistente em muitas das prestações de conta. Havia um consumo de um dia, o consumo do dia subsequente, mas não a nota do pernoite, que é o que a normativa exige", explica o diretor-geral do TCE-RS, Walituir Pereira Nunes.

Quem lidera o ranking de diárias até junho deste ano é o deputado Aloísio Classman (PTB). Ele recebeu mais de R$ 31 mil para realizar 18 viagens. No roteiro entre os municípios de Coronel Bicaco e Ijuí, na mesma região, ele recebeu R$ 2.061, mas apresentou quatro notas fiscais que somam apenas R$ 104, sendo que nenhuma é de gasto com hotel.

Se estou no município de Horizontina em um dia e em outro município no outro dia, na minha opinião, confere-se para ter duas diárias. Isso é o que eu fiz, dentro da normalidade, dentro da norma aqui da Assembleia Legislativa. Não tenho nota do hotel porque a informação que eu tenho é que não preciso, a norma da casa diz que não precisa de nota de hotel, tendo de almoço e janta já está comprovada minha ida ao município", justifica o parlamentar.

Secretária da Assembleia Legislativa e responsável pelo setor que controla os gastos com diárias da casa, a deputada Silvana Covatti (PP) também teria descumprido a norma. Ela recebeu R$ 23 mil em diárias este ano. Na prestação de contas da maioria das viagens, a deputada apresentou apenas relatórios nos quais afirma ter participado de atividades políticas, como reuniões, romaria e feira do peixe.

A superintendência da Assembleia diz que desobriga nota de hotel com base no artigo 7º da resolução que rege o pagamente diárias, que aponta outras formas de prestar contas. Mas a mesma resolução, no artigo 27º, diz que apenas o comprovante de hospedagem serve para justificar uma diária cheia.

"Se a Assembleia for comunicada e notificada de qualquer irregularidade ou há o apontamento do tribunal neste sentido, imediatamente a Assembleia tomará as medidas necessárias para fazer as correções e adaptações adequadas", diz o superintendente-geral da Assembleia Legislativa, Deoclides Vendrusculo.

O Ministério Público decidiu investigar a prestação de contas dos deputados. "Vamos verificar o que o Tribunal de Contas já apurou, porque, no mínimo, o ressarcimento ao erário destes valores pagos indevidamente deve ser providenciado. E se ficar comprovado que houve dolo ou má fé de apropriação indevida por parte de quem usou a diária, inclusive deverão ser responsabilizados por improbidade administrativa", diz o promotor de defesa do patrimônio público Nilson de Oliveira Rodrigues Filho.

A deputada Silvana Covatti foi procurada, mas não se manifestou.

G1 RS

Fatos em Foco 18.06.2015

Alaides Garcia dos Santos

 

Debochando do povo

Segunda-feira (15/06), um projeto inusitado aportou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, chancelado pelos deputados esquerdistas Catarina Paladini (PSB), Manuela D’Ávila (PcdoB), Pedro Ruas (PSOL), Mirian Marroni (PT) e Jeferson Fernandes (PT), objetivando conceder passe livre para “condenados do regime semiaberto”, que estejam usufruindo do direito à saída temporária, além de filhos e cônjuges que tenham renda “per capita” inferior a 1,5 salário mínimo. Os parentes de presos do regime fechado também teriam direito ao benefício. Para os autores do bizarro projeto a medida visa “humanizar a relação dos apenados com a sociedade e aumentar as oportunidades, cuja proposta tem o viés da ressocialização”. É ou não é um deboche?

 

Inversão de valores

Veja só! Os bandidos e familiares beneficiados não seriam os de renda “familiar” de até 1,5 salário mínimo, mas sim renda “per capita” até esse valor; refere passe livre em ônibus “intermunicipais” (para o preso, e para a parentagem ir visitá-lo); meliantes quando vão para o semiaberto, a maioria deles sai à rua para praticar novos crimes e, se forem beneficiados com o passe livre, não convém nem lembrar o resultado. Os parentes das “vítimas” não têm direito a passe livre nem para ir ao hospital ou ao cemitério visitá-las, mas a família inteira terá de pagar, junto ao resto dos cidadãos de bem, não só a condução dos visitantes e parentes daqueles que as roubaram, feriram, espancaram, estupraram e/ou mataram, mas também as dos próprios bandidos que estiverem em regime semiaberto. É a inversão de valores premiando a bandidagem!

 

Mas foi retirado

Foi sim. Graças à repercussão midiática, com a população reagindo e dizendo verdades sobre a esdrúxula, cínica e maquiavélica proposta, os deputados retiraram o projeto da Casa Legislativa, sob o argumento “simplório” e nada convincente de que o texto do projeto foi elaborado a pedido do Núcleo de Defesa em Execução Penal da Defensoria, através de um ofício ao presidente da Comissão de Direitos Humanos, mas que não houve entendimento sobre o tema na Defensoria Pública do Estado. A coordenadora do núcleo, Ana Paula Pozzan, nega que a autoria da proposta seja do órgão. Porém, ela confirma ter enviado o ofício “a título de sugestão”, e diz ter sido surpreendida com o projeto, não sabia dele, e consigo nunca fora conversado sobre a elaboração do texto. Que lambança. Seja como for, tudo isso em nada dignifica, mas sim, diminui mais ainda a já combalida credibilidade do parlamento. E, pasmem! Paladini agora nega a autoria do projeto e, inclusive, se diz contrário à proposta. Simplesmente deplorável!

 

Tempo de internação

Aos defensores do aumento do tempo de internação para menor infrator, vale lembrar e refletir: hoje, é de no máximo 3 anos, com liberação obrigatória ao completar 21. Na prática, nenhum adolescente permanece nem dois anos internado e praticamente não há casos de adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação por período superior a 1 ano, ainda que tenha estuprado e matado. Na atual sistemática de aplicação das medidas socioeducativas o juiz determina a internação, mas não fixa prazo de duração, independente da gravidade do ato praticado. No máximo a cada seis meses o infrator é avaliado por equipe técnica que elabora pareceres psicossociais. Se for avaliado no bom comportamento, o que normalmente ocorre, ele progredirá para semiliberdade ou até mesmo para liberdade assistida, em seis meses ou pouco mais.

 

Pelo fim da progressão

É do saber de todos que o aumento da criminalidade está ligado à impunidade. Agora, provavelmente vai ser aprovada a redução da maioridade penal para 16 anos e/ou aumento do tempo de internação socioeducativa. Para quê? Se ao criminoso, seja no caso dos adolescentes infratores, seja do criminoso adulto, é dado o privilégio da progressão. Afinal, ao menor, que seja elevado para 8 ou 10 anos de internação, fixado o tempo na sentença e, ao adulto, cumprimento integral da pena, sem progressão.  

Quase metade dos presos no RS tem envolvimento com drogas, diz Susepe

G1 RS

Quase metade dos cerca de 31 mil detentos do sistema carcerário do Rio Grande do Sul têm envolvimento com o tráfico, de acordo com a Superintendência dos Serviços Penitenciários do Rio Grande do Sul (Susepe). A segunda reportagem da série Reféns do Tráfico, do RBS Notícias, mostra que os traficantes expulsam moradores de casa e cometem assassinatos em diversos pontos do estado (confira no vídeo).

A RBS TV realiza uma série de reportagens sobre o impacto do tráfico no Rio Grande do Sul. Nesta quarta (17), confira a influência do crack na vida dos usuários e a proliferação das chamadas "cracolândias".

Segundo a Secretaria de Segurança, 643 pessoas foram assassinadas nos primeiros três meses deste ano. Foram 621 homicídios doloso e 22 latrocínios. O delegado Paulo Rogério Grillo, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, afirma que a maioria dos assassinatos cometidos na Região Metropolitana de Porto Alegre têm relação com o tráfico.

"Temos constatado que as vitimas, quase 90% delas, apresentam antecedentes policiais e a grande maioria desses antecedentes está vinculado às drogas", afirma o delegado.

Moradora teve filho levado por traficantes

Entre as vítimas do tráfico está o filho da dona de casa Maria Sirlei Nascimento. Jorge Leandro passou a ter problemas porque desafiou traficantes na região. Ele conseguiu abrir uma rua para passagem de ambulância e carro de bombeiro no Beco dos Cafunchos, e isso atrapalhou o comércio de droga. Em março deste ano, foi levado por criminosos de dentro de casa.

"Às 4h da manhã, cinco encapuzados entraram na casa dele. Rebentaram as duas portas, e chegaram, encapuzados. Ele estava deitado. Mandaram ele levantar, botar a camisa e o tênis", lamenta Maria Sirlei.

Ameaçada de morte por traficantes, a dona de casa teve de abandonar o lugar onde viveu por 40 anos. "Vamos ficando com medo de ficar, que vai acontecer alguma coisa. Então é melhor ir embora antes que aconteça", lamenta.

Sem se identificar, um morador conta que os traficantes expulsam moradores de casa. "Eles estabelecem bases nessas comunidades e, muitas vezes, não têm onde esconder as drogas da polícia, e eles têm que embalar essa droga. Aí eles têm de guardar essa arma e onde vão guardar? Expulsando as famílias das suas casas", diz o homem.

Segundo Grillo, disputas entre quadrilhas rivais são o que mais causa as mortes relacionadas ao tráfico. "Essas execuções normalmente são motivadas por disputas de pontos de áreas, são motivadas também muitas vezes por vingança. Um grupo rival mata um integrante de um outro grupo , esse outro grupo vem e se vinga matando alguém do grupo rival", disse o delegado.

Venda de drogas durante o dia

Os transtornos causados pelo tráfico não se limitam ao beco de onde Maria Sirlei precisou fugir, depois de perder o filho. Na Vila Nazaré, na Zona Norte de Porto Alegre, o tráfico acontece durante o dia. O repórter Fábio Almeida flagrou a ação de traficantes, que negociam com clientes e cortam tijolos de maconha no meio da rua.

A cerca de 200 metros do Palácio da Polícia, sede da Polícia Civil gaúcha, fica o condomínio Princesa Isabel, conhecido popularmente como "Carandiru". Lá, alguns moradores desafiam a lei apesar de terem policiais como vizinhos.

Em outro flagrante do repórter Fábio Almeida, os traficantes vendem cocaína no estacionamento do condomínio. O comercio ilegal é feito na frente de moradores e até de crianças.

Nos últimos meses, as ações da policia para reprimir o trafico no Princesa Isabel têm sido frequentes. Entre armas e munições apreendidas, até mesmo um fuzil já foi encontrado.

"É um ponto de tráfico. Já cumprimos 40 mandados de busca e apreensão lá. Um dado do Poder Judiciário: de moradores de lá, teriam mais ou menos 90 pessoas recolhidas ao sistema prisional", diz o delegado Emerson Wendt. "Ficam os parentes que acabam por assumir as feições do negocio ou pelo menos dar suporte para eles", completa.

Tráfico atinge todos os bairros da capital

Mas o tráfico não se limita a localidades como o Beco dos Cafunchos, a Vila Nazaré ou o Carandiru. Segundo Wendt, nenhum bairro da capital escapa da ação dos criminosos.

A Brigada Militar tem realizado blitze nas áreas conflagradas pelo tráfico, com o objetivo de tentar diminuir um pouco a ação dos traficantes. A reportagem acompanhou uma das ações na Vila Cruzeiro, na Zona Sul de Porto Alegre. Policiais militares percorreram os becos escuros atrás do esconderijo dos criminosos, e apreenderam quase 15 kg de maconha. Segundo um dos PMs, o homem preso por suspeita de tráfico já havia sido flagrado com 5kg da droga.

Região Celeiro se destaca na produtividade de soja no Estado

 

A soja, no Rio Grande do Sul, é a cultura com maior produtividade, com 5,220 milhões de hectares plantados, alcançou na safra deste ano a média de 2.910 kg/ha de produtividade, ou 48,5 sacas por hectare, totalizando 15,192 milhões de toneladas, a maior produtividade até hoje obtida no Estado. À exceção da região Sul, onde a falta de chuva interferiu negativamente no desenvolvimento da cultura, nas demais regiões houve aumentos significativos. 

Em levantamento do jornal O Celeiro, junto aos escritórios da Emater nos dez municípios de circulação do semanário, a maior produtividade de soja, este ano, ficou por conta do município de Chiapetta, com a média de 57 sacas por hectare, seguido de Santo Augusto e Redentora, onde a média ficou em 55 sacas/hectare; São Valério do Sul 53; Coronel Bicaco 52,5; Campo Novo 50; Braga 50; São Martinho 50; Sede Nova 50, e Inhacorá 45 sacas de soja por hectare.

Representantes dos escritórios da Emater destes municípios opinaram sobre a produtividade da soja: para Laurindo Mattioni, técnico agrícola da entidade em Campo Novo, lá a produção se manteve estável, o excesso de doenças foliares de final de ciclo impediram que a produção fosse maior; o técnico agrícola Cristiano Stiebe, de Inhacorá, diz que o clima foi favorável a uma boa produção; o engenheiro agrônomo Fabrício Elias Veit, de São Valério do Sul, afirma ter havido aumento da produtividade no município em relação a anos anteriores, tendo como fatores o clima favorável, chuvas regulares e os investimentos nas lavouras; em Redentora, segundo o técnico agrícola e extensionista da Emater, Luiz Lyra Acosta Paz, a produção se manteve estável; o engenheiro agrônomo Ramon Pereira Pires, de Braga, diz que a produção aumentou devido aos investimentos que os produtores fizeram, aliado ao clima favorável; o técnico em agropecuária Adelmo Paulo Colbek, de Sede Nova, relata que a produtividade de soja naquele município aumentou e foi uma das melhores da região, enfatizando, também, o clima e as tecnologias aplicadas; já, em Coronel Bicaco, o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Agnes Weiller, diz que houve um aumento de 22% na produtividade de soja este ano, em relação aos últimos cinco anos, cujos fatores que contribuíram foram diversos, entre eles a escolha de cultivares resistentes a pragas, associado fundamentalmente com as precipitações pluviométricas favoráveis nos diferentes estágios da cultura; Alex Berlezi, técnico agrícola, em Chiapetta, enfatiza que as boas condições climáticas e os investimentos feitos pelos agricultores garantiram o sucesso na produtividade no município. Quanto a São Martinho, a equipe da Emater refere que a produtividade média vem evoluindo graças às influências climáticas e tecnológicas.

 

Produtividade de soja, segundo a Emater

 

A reportagem ouviu, especificamente, três segmentos ligados à produção de soja: a Emater, um empresário do ramo de venda de produtos, insumos e assistência técnica, e um agricultor produtor de soja. 

 

Eng. Agr. Júlio César Paris – Emater Santo Augusto

 

De parte da Emater, representando o escritório de Santo Augusto, o engenheiro agrônomo Júlio César Paris, que é também supervisor da entidade em sete municípios da região, fez inúmeras considerações pertinentes ao bom desempenho na produção e produtividade da soja, com destaque para o município de Santo Augusto que apresentou maior volume de produção, num empate com Chiapetta e Redentora como sendo os três municípios que tiveram a maior produtividade para a cultura na safra colhida este ano, isso em se tratando da média, haja vista que teve produtores com produtividade bem maior e outros bem menor. Em Santo Augusto, segundo Paris, essa faixa das 55 sacas de soja por hectare em média, significa que tiveram produtores que atingiram uma média de 75 sacas em suas lavouras. Em algumas manchas chegou a 80 ou mais sacas, e em outras baixando para cinquenta. Por outro lado, o que puxa essa média para baixo, é que algumas lavouras tiveram problemas de eficiência no controle, principalmente da ferrugem da soja, pois foi um ano que se mostrou com bastante umidade e temperaturas favoráveis ao desenvolvimento dessa doença que está começando oferecer resistência a determinados produtos, que são os fungicidas. Então, não é que não fizeram o manejo, disse, mas sim, aplicaram e não conseguiram obter um controle eficiente, resultando em rendimento menor. São vários fatores que influenciam na produtividade da soja, além do controle fitossanitário, como o manejo, a escolha correta da cultivar, adubação, redução da perda de nutrientes em função de excessos de chuva e enxurradas. É possível afirmar que o fator mais importante, este ano, que definiu o nível de produtividade aqui na região, além das boas práticas de plantio foi, sem dúvida, a eficiência no controle da principal doença da nossa cultura hoje, que é a ferrugem da soja. E o município de Santo Augusto, está muito bem posicionado em termos de colocação na Região e no Estado, estando, em nível de Região Celeiro, como um dos municípios mais importantes, com maior volume, maior produtividade, enfatizou Júlio César. 

 

 

Visão empresarial do ramo agropecuário sobre a produtividade da soja

 

Eng. Agr. Milton Weber – Imacol Santo Augusto

 

Empresário do ramo agropecuário, com venda de produtos, insumos e assistência técnica, o engenheiro agrônomo Milton Weber, sócio proprietário da empresa Imacol, procurado pelo jornal O Celeiro, fez importante relato referente ao crescimento na produtividade de soja no município e região. São vários fatores, um conjunto, que levaram ao resultado obtido este ano. O primeiro deles foi o clima, que foi extremamente favorável. A seguir, as tecnologias utilizadas, novas cultivares mais produtivas, novos produtos, principalmente fungicidas de nova geração e com resultado muito melhor no controle de doenças na cultura da soja. Há que se considerar também a fertilidade de nossos solos que tem evoluído bastante, com os produtores se utilizando de tecnologias novas e de adubação de forma mais racional, a chamada “agricultura de precisão”, com mapeamento nutricional de toda a área, aplicando nutrientes e calcário na quantidade exata, disse.

O empresário vai além. Ele considera que foi uma produtividade muito boa, porém ressalta que, como teve propriedade colhendo setenta e cinco sacas de soja por hectare, teve propriedade ao lado que colheu quarenta e cinco. É a diferença de nível tecnológico utilizado. Por isso, enfatize-se o conjunto de fatores, a escolha da cultivar correta, a densidade de plantio correta, ou seja, todo o manejo que se envolve dentro da cultura, população correta, controle de pragas, controle de doenças na época certa, a fertilidade do solo em dia, e o clima ajudando. E foi o que aconteceu, resultando na excelente produtividade, concluiu.

Com relação a sua empresa, Milton Weber disse que aos produtores clientes é oferecida a assistência técnica pela própria empresa, haja vista que nela atuam sete profissionais que trabalham diretamente no campo, na área agrícola e mais três na área veterinária. Na área agrícola são quatro engenheiros agrônomos e três técnicos agrícolas, portanto, todo o produto comercializado tem a assistência técnica embutida, com acompanhamento durante todo o ciclo da cultura, desde a análise do solo, passando pela semente tratada, com produtos, com inseticidas e fungicidas recomendados pela pesquisa e todos os outros tratos culturais, controle de pragas, de doenças, de ervas, utilizando herbicidas adequadas, até a colheita. A rigor, se faz um acompanhamento do pré-plantio até o pós-colheita, ou seja, o acompanhamento da fertilidade antes de plantar e o monitoramento de todas as áreas depois da colheita. A Imacol atende Santo Augusto e mais treze municípios da região, cujo campeão da produtividade, neste ano, entre clientes da empresa, foi o produtor Jeder Padoin, de Santo Augusto, que colheu 85,6 sacas no concurso de produtividade, cuja média nos seus setecentos hectares cultivados, foi de setenta sacas de soja por hectare.

A nossa região é dependente da agricultura e conta com produtores extremamente eficientes, muito bons no que fazem, comentou o empresário, acrescentando: outro ponto que evoluiu e ajudou no desenvolvimento do setor é que, antigamente quem fazia a assistência técnica eram as cooperativas que, diga-se de passagem, tiveram papel fantástico e ainda têm, mas foram enfraquecendo e a iniciativa privada, que somos nós e todas as outras empresas que estão instaladas aqui investiram nisso, todas elas dão assistência técnica, têm profissionais qualificados e estão levando a tecnologia ao campo, finalizou.

 

 

Produtor diz apostar na tecnologia para melhorar a produtividade

 

Jucelino Barcelos operando trator em sua propriedade

 

A reportagem visitou a propriedade rural do casal de agricultores Jucelino e Tereza Barcelos na localidade de Campo Santo, município de Coronel Bicaco, onde a produtividade de seja, este ano, atingiu a média de 68 sacas por hectare. Jucelino plantou 400 hectares com soja e disse ter alcançado essa elevada média de produtividade graças à tecnologia aplicada, desde a correção da acidez do solo, adubação adequada, palha em abundância, plantio direto, fungicida em proporções ideais, permanente controle de pragas, herbicida, plantio nas épocas certas, boas condições climáticas, rotação de cultura. Além de investir em tecnologia, Barcelos vem adquirindo novos e modernos equipamentos, como colheitadeira, trator e implementos. São todos fatores fundamentais e que fizeram com que a minha lavoura de 400 hectares tivesse alcançado a média de 68 sacas na safra deste ano, orgulha-se Jucelino que, apesar de residir, desde sempre, na cidade de Santo Augusto, dedica-se juntamente com sua esposa quase que exclusivamente ao trabalho e cuidados na granja, onde não só acompanha de perto todo o processo de produção de grãos (soja, milho, trigo, aveia), mas participa ativamente sempre que necessário operando máquinas tanto no plantio como na colheita, e também como motorista no transporte do produto, permanecendo a maior parte do tempo na propriedade campesina.

 

    Jucelino com a esposa Tereza na sede da granja       Colheitadeira seminova no galpão

 

Jucelino conta que apesar do alto custo com o uso de tecnologias avançadas e adequadas, a atividade oferece um bom retorno, permitindo colheita acima da média da região e do Estado, cujo custo por hectare ficou em torno de 26 sacas.

Ainda, com relação à tecnologia, Barcelos disse contar com a assistência técnica na própria família, cuja orientação e assistência são prestadas por seus filhos Roberto e Luiz Carlos que são engenheiros agrônomos e empresários dedicados ao ramo do agronegócio.

 

 

 

 

 

 

 

Deputados gastam 10x mais em combustível do que viaturas da BM

                        Presidente da AL, Edson Brum acha que a comparação não fecha
                                                    Foto: Lauro Alves  / Agência RBS

 

 

 

Deputados estaduais gaúchos são investigados pela polícia, Ministério Público e Tribunal de Contas sobre o uso indevido de dinheiro destinado ao abastecimento de veículos. Conforme reportagem da RBS TV, no ano passado, os 129 veículos cadastrados pelos 55 gabinetes gastaram em média de R$ 35 mil cada, quase dez vezes a despesa média por viatura da Brigada Militar.

O presidente da Assembleia, Edson Brum, justifica: "Como na Assembleia, a maioria dos parlamentares é do interior, ainda tem a questão das estradas, algumas sem asfalto, então não vejo por aí. Acho que a média tinha que ser mais fiscalizada ou medida levando em contas as entradas e como andam. Não é só dentro da cidade. Não ficam circulando numa velocidade mínima dentro da cidade, como é o caso da Brigada. Acho que a comparação não fecha".

No ano passado, os deputados estaduais gaúchos gastaram R$ 4,5 milhões em transporte. O valor inclui cartão de combustível, para abastecimento nos postos, e indenização pelo uso do carro particular.

Fatos em Foco 11.06.2015

SAMU

O SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – é um serviço desenvolvido pela Secretaria Estadual da Saúde em parceria com o Ministério da Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde. Sua estrutura consta de uma Central de Regulação de Emergências Médicas, médicos treinados para dar orientações de primeiros socorros por telefone através de telemedicina, mais enfermeiros, técnicos de enfermagem  e condutor socorrista, os quais definem o tipo de atendimento, ambulância e equipe adequados a cada caso. Isso é o que diz a regra. O SAMU atende pacientes na residência, no local de trabalho, na via pública, através de diferentes meios de socorro, inclusive fora do ambiente hospitalar. Fantástico! Só que, para manutenção do SAMU os repasses do Estado e da União são escassos, ficando o município com contrapartida vultosa para custear a estrutura, inclusive, combustível e manutenção da ambulância.

 

Esqueçam o SAMU

Foi isso aí que disse Osvaldo Baraldi, presidente da Associação Hospitalar Bom Pastor,  quando indagado pela coluna sobre a propalada instalação do SAMU – Unidade de Serviço Básico – Microrregional em Santo Augusto, abrangendo sete municípios. Para ele, pelo menos em curto e médio prazo, esse serviço pré-hospitalar não virá para cá, haja vista que o descaso é tanto nas esferas governamentais, que os municípios contemplados com o SAMU estão devolvendo as ambulâncias por não terem mais condições de manterem o serviço. Já o prefeito José Luiz Andrighetto refere que, apesar do silêncio do governo quanto à instalação do SAMU, o município manterá os compromissos propostos nas tratativas já existentes. Aliás, falando em tratativas, a última foi em outubro de 2013, quando a direção da 17ª Coordenadoria Regional da Saúde esteve aqui e reuniu-se com o Executivo Municipal e com a direção do H.B.P., onde foram acertadas e definidas todas as metas para instalação do SAMU.

 

Extintor de incêndio

Projeto de Lei apresentado na Câmara Federal pelo deputado Heitor Schuch (PSB/RS) torna facultativo o uso de extintor de incêndio nos veículos de passeio, automóveis, caminhonetes até 3.500kg e camionetas, para transitarem em vias abertas, hoje de uso obrigatório conforme exigência do Contran. Pelo projeto, seriam desobrigados do equipamento somente os veículos que podem ser conduzidos por motorista habilitado na categoria B, mantendo-se a exigência para veículos de carga e de transporte coletivo. Entre os argumentos apresentados na justificativa, o deputado afirma que, em caso de incêndio do veículo, o extintor não dispõe de pó químico seco suficiente para apagar as chamas. Então, segundo o que está escrito na justificativa, mesmo havendo sinistro, nessa hipótese, a tendência é o condutor entrar em pânico e se afastar do veículo, não utilizando o extintor. Assunto interessante para se discutir.

 

Prefeito quer consenso

No ano que vem haverá eleições municipais que elegerão prefeito, vice e vereadores. Em conversa informal que mantive com o prefeito José Luiz Andrighetto (PDT), de Santo Augusto, ouvi dele, de forma espontânea e convincente, que é favorável ao lançamento de uma candidatura de consenso para prefeito, sob a justificativa de que as dificuldades por que passam os municípios, com tendência a se agravarem, não suportam as tradicionais divergências e disputas políticas eleitorais, carecendo, sim, de união e harmonia entre as lideranças partidárias. Como sou adepto à ideia, instiguei o prefeito a iniciar e liderar essa discussão entre os partidos políticos e comunidade.

 

Possibilidades remotas

Se tomarmos como base a discussão sobre candidatura de consenso levada a efeito no início de 2012, veremos que como partido, todos concordam. Porém, ideias isoladas de alguns se dizentes líderes partidários, por vezes interesseiras, impedem o avanço da discussão. Vejo como remota a possibilidade de candidatura de consenso a prefeito. 

Caso Kimberly, acusado é condenado a 29 anos de prisão

Corpo foi encontrado em carro queimado

(Foto: Radio Palmeira/Divulgação)

 

O homem acusado de matar a jovem Kimberly Ruana Rückert, em Palmeira das Missões, em abril do ano passado, foi condenado ontem (2/6) a 29 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Silmar do Amaral Figueiró foi condenado pelas práticas de latrocínio, destruição de cadáver, receptação e posse ilegal de arma de fogo. A sentença foi proferida pelo Juiz de Direito Ilton Bolkenhagen da 1ª Vara Judicial da Comarca de Palmeira das Missões.

Para o magistrado ficou comprovado que o acusado foi o autor da morte de Kimberly, bem como ateou fogo no veículo dela, com a intenção de apagar e fazer desaparecer provas que o incriminassem, tanto dos vestígios deixados veículo, quanto no cadáver da vítima.

O réu foi absolvido da acusação de estupro, por falta de provas.

Silmar segue preso e a pena deverá ser cumprida no Presídio Estadual de Palmeira das Missões.

Caso

Kimberly Ruana Rückert tinha 22 anos, era natural de Três Passos e estudava enfermagem na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em Palmeira das Missões.

De acordo com a denúncia, na noite de 11 de abril do ano passado, Silmar estuprou e matou a jovem e, depois, ateou fogo no corpo dela. O acusado teria perseguido a vítima, que ela saía do trabalho. Quando a jovem chegava em casa, a surpreendeu e a ameaçou com arma de fogo, obrigando-a a entrar em seu próprio veículo, um Ford/KA de cor branca. O agressor mandou que Kimberly dirigisse o veículo até um matagal, às margens da BR-158, no interior do Município.

Ali, a vítima teria sido estuprada. Depois disso, Kimberly teria sido morta por um disparo de arma de fogo. O acusado ainda levou diversos pertences da vítima, como aparelho de telefone celular, a carteira, a bolsa, fotos dela e quantia em dinheiro. Parte desses objetos foi encontrada, posteriormente, pelos policiais civis na casa do suspeito.

O corpo de Kimberly foi incendiado dentro do carro, que também foi destruído. O cadáver e o automóvel só foram encontrados na tarde do dia seguinte por um grupo de trilheiros. 

Processo

Em 3 de julho de 2014 foi decretada a prisão preventiva de Silmar do Amaral Figueiró. A denúncia foi recebida pelo Judiciário no dia 8 daquele mês.

O réu apresentou resposta à acusação através de defensor constituído, alegando ser inocente das imputações feitas na denúncia.

Durante a instrução foram ouvidas 26 testemunhas arroladas pela acusação e 8 requisitadas pela defesa. Os pais de Kimberly atuaram como Assistentes de Acusação.

Versões do réu

À autoridade policial, Silmar do Amaral Figueiró mudou a versão dos fatos por mais de uma vez. Primeiramente, disse que ele e Kimberly fizeram sexo consensual dentro do carro e que a jovem teve uma espécie de mal súbito quando, na hora de ir embora, o veículo caiu em um barranco. Ficou apavorado pois estava com uma mulher morta ao seu lado e não sabia o que fazer. O interrogado ficou tão apavorado que não pensou em chamar socorro. Estava no banco do caroneiro, o qual já estava inclinado. Deitou a cabeça no banco e acabou dormindo. Quando acordou já estava clareando o dia, calcula que mais de seis horas da manhã. A chuva já tinha parado. O interrogado tocou em Kimberly e percebeu que seu corpo estava gelado e duro; não se mexia; nesse momento o interrogado teve a certeza de que ela estava morta, narra o inquérito policial.

O réu então abriu o porta-luvas, pegou um rolo de papel higiênico, o colocou sobre o banco do carona, e ateou fogo no papel, usando fósforos que estavam na bolsa da jovem. Ateou fogo no veículo de Kimberly para apagar suas digitais que estavam no veículo e o seu sêmen do corpo de Kimberly, pois fizeram sexo sem preservativos, pois afirma que Kimberly já estava morta mesmo.

Noutra ocasião, Silmar afirmou que os dois foram atacados por três homens desconhecidos. Reiterou que mantinha um relacionamento com a vítima e que foi com ela até a estrada a fim de manterem relações sexuais. Disse que o carro atolou e que não pediram ajuda, pois teria acabado a bateria do celular dos dois e que eles acabaram pegando no sono. Quando estava clareando o dia e ainda estava garoando, três homens se aproximaram do veículo de Kimberly e um deles abriu a porta do carona e puxou o interrogado para fora, jogando-o no barranco. […] colocou um revólver em sua cabeça, encostando o cano atrás de sua orelha e disse: "fica quieto que nada acontecerá contigo, ela teve o que mereceu".

Silmar disse que ouviu um tiro e, em seguida, um estalar de fogo. Que permaneceu deitado e, passados uns seis minutos, olhou para o veículo e viu que este estava em chamas. Quanto ao celular e as fotos da vítima, disse que já estavam no bolso da sua jaqueta. Disse que teria visto um veículo preto parado no acostamento da rodovia. E que fugiu, atalhando pelo meio da lavoura.

O acusado também informou que, posteriormente, foi perseguido por um veículo preto, ocupado por três homens armados que o ameaçaram caso ele contasse o que viu. Em seguida os dois homens lhe entregaram um saquinho de arroz e disseram que era para o interrogado comprar o carro que ele queria ou sumir. Quando abriu, percebeu que dentro deste havia a importância de R$ 8 mil. Desse valor, Silmar comprou um revólver e um carro, gastando o restante.

Já em juízo, Silmar do Amaral Figueiró optou pelo direito constitucional de permanecer em silêncio.

Testemunhas

Câmeras de monitoramento instaladas em uma empresa situada na entrada de Palmeira das Missões, próximo ao Campus da UFSM, registraram imagens de um indivíduo com as mesmas características descritas por testemunhas, vindo da BR-158, para o Centro da cidade por volta das 7h da manhã do dia 12 de abril de 2014. De acordo com os policiais civis, o réu se autorreconheceu nas referidas filmagens. E vestimentas idênticas utilizadas pelo indivíduo das filmagens foram apreendidas na residência de Silmar.

Ainda, uma testemunha que passava próximo ao local naquela manhã, reconheceu o réu como sendo o indivíduo que viu na estrada enquanto aguardava o transporte escolar, tais como a utilização de boné, mochila e jaqueta.

O Juiz também concluiu que a história de que Silmar mantinha um relacionamento com Kimberly não convenceu, por não existir um único indício nesse sentido: As testemunhas ouvidas em Juízo, especialmente a amiga íntima da vítima revela que desconhecia qualquer envolvimento entre Kimberly e o acusado Silmar.

Uma colega de trabalho de Kimberly também confirmou que não tinha conhecimento de qualquer relação entre Silmar e a vítima, bem como jamais disse ter visto o réu passar em frente ao seu local de trabalho e, muito menos, o de fazer gestos ou sinais para a jovem.

Em depoimento aos policiais, o réu tentou demonstrar que tinha intimidade com a vítima, descrevendo detalhes da casa dela e feridas que esta teria no corpo em decorrência de uma doença. Mas o relato de testemunhas demonstrou que ele incorreu em equívoco, tanto por dar descrição errônea da parte superior do apartamento de Kimberly, bem como acerca das feridas que a vítima possuía em seu corpo.

A mãe de Kimberly, que é Inspetora de Polícia, apresentou detalhes do cotidiano e da personalidade da filha, afirmando que esta jamais se arriscaria a se deslocar a um lugar ermo, naquelas condições, pois teria ciência de que o carro não sairia em face do barro.

Um amigo íntimo de Silmar também declarou desconhecer qualquer envolvimento dele com a vítima. Outro casal de amigos do réu contou que conversaram com Simar na manhã seguinte ao crime. Que ele apresentava comportamento normal e afirmou que, na noite anterior havia passado com uma namorada. Confirmaram também que Silmar enfrentava dificuldades financeiras na época.

Ainda, testemunhas relataram terem visto que uma motocicleta, semelhante à pertencente ao réu, permaneceu estacionada próxima à residência da vítima desde o início da noite do dia 11 de abril, até o início da manhã do dia seguinte.  Afirmaram terem certeza de que a motocicleta que permaneceu naquele local estacionada era de Silmar do Amaral Figueiró, quando foi mostrada fotografia da moto na Delegacia de Polícia. A motocicleta do réu é a única na cidade com aquelas características.

Condenações

O Juiz Ilton Bolkenhagen considerou que as versões apresentadas pelo réu perante a Polícia Civil revelam fatos descredibilizados diante das provas apresentadas nos autos. Salta aos olhos a mentira engendrada pelo réu para se eximir de toda e qualquer responsabilidade penal, diante da estranha e inexplicável modificação substancial dos fatos, asseverou o magistrado.

O depoimento do grupo de trilheiros que encontrou o veículo incendiado, juntamente com o corpo da vítima em seu interior, aponta que não há possibilidade de ter havido mais que uma pessoa naquele local, face terem visto apenas a pegada de uma pessoa no solo, afastando a segunda versão de Silmar.

O magistrado afastou a possibilidade de o crime ter sido cometido por outros três indivíduos. Cotejando os elementos probatórios coligidos ao feito, observo que essa "estória" acerca dos três indivíduos não convence ninguém, em face da inexistência de um mínimo de lastro probatório a alicerçar a tese sustentada pelo réu, além de se mostrar totalmente fantasiosa. Do contrário, a prova testemunhal confirma que naquele local esteve somente uma pessoa. Extrai-se a conclusão de que não havia mais pessoas no local dos fatos, a não ser o próprio réu Silmar.

O réu foi condenado por receptação e posse irregular de arma de fogo (revólver calibre .38) e também por latrocínio e destruição de cadáver. Ante a suficiente elucidação dos fatos, que o apontam como único autor da morte e da subtração dos bens da vítima Kimberly, bem como da destruição do cadáver desta.

Absolvição

O Juiz Ilton Bolkenhagen considerou que não há um único indício de que a vítima tenha sido estuprada.Não se está dizendo que não houve relação sexual entre réu e vítima, pelo contrário, o próprio acusado confessa que manteve relações sexuais com ela, porém não há prova de que Silmar a tenha constrangido a manter conjunção carnal com ele, embora tudo indique nesse sentido.

Além disso, o corpo de  Kimberly foi quase que totalmente consumido pela ação do fogo, não sendo possível a realização do exame de corpo de delito direto ou indireto, pois ausentes os vestígios. Resta, portanto, a aplicação do artigo 167, também do Código de Processo Penal, para prova da materialidade delitiva. O referido artigo diz que ¿não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta¿.

Processo n° 214.0001904-7 (Palmeira das Missões)

 

 

Secretário da Saúde nega fechamento de leitos no Estado

O Secretário Estadual da Saúde, João Gabbardo, negou o fechamento de leitosno interior do Estado. Na segunda-feira, o secretário divulgou metas e projetos prioritários para a Saúde. Entre eles, está a migração, até o final da gestão, de cerca de 3 mil leitos de baixa complexidade para leitos de instituições de média e alta complexidade.

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Rosane de Oliveira: menos leitos, uma preocupação para o interior

Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, o presidente da Comissão de Municípios com Pequenos Hospitais da Famurs, Osmar Kuhn, disse que os prefeitos forampegos de surpresa pelo anúncio. Kuhn, que é prefeito de Chiapetta, criticou o fato de que partos, por exemplo, passarão a ser realizados em municípios maiores.

– A mulher que precisa dar a luz a um nenê vai fazer o pré-natal em um município e depois vai ser jogada para outra cidade, com outro médico que não conhece. Além disso, com o fim das pequenas cirurgias, vamos acabar não tendo mais médicos. Eles não vão mais querer ficar nos pequenos municípios. O Estado, na verdade, abandonou os hospitais e os pequenos municípios  – opinou.

O secretário da Saúde, João Gabbardo, rebateu as críticas. Disse que o governo vai ampliar o número de leitos. Na região Metropolitana, serão mil novos leitos (250 para Alvorada, 250 para Cachoeirinha, 250 para Viamão e 250 para Porto Alegre).

Gabbardo justificou que a ideia do governo é migrar o atendimento hospitalar desses pequenos municípios para unidades de média e alta complexidade. O secretário afirmou que os serviços dos hospitais de pequeno porte serão transformados em ambulatoriais ou emergenciais, de maneira grativa, em um processo negociado com os prefeitos.

– Posteriormente, quando esses novos leitos estiverem abertos, vamos gradativamente, em acordo com os prefeitos, migrar as internações de hospitais de pequeno porte para hospitais com mehor condição de atendimento. Não vai ser um ato obrigatório – defendeu.

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Realização de partos

Com relação à transferência da realização de partos, que não serão mais feitos em hospitais de pequenos municípios, o secretário João Gabbardo disse que o governo entende que esse procedimento é complexo e deve ser feito em unidades de maior porte.

– Vamos retirar a questão financeira. Vocês estão achando que estamos fazendo isso para econimizar, mas o problema é a mortalidade infantil e materna, que é muito maior quando é realizada nessas unidades com baixo número de leitos. Queremos que as pessoas realizem partos em unidade que tenham segurança de atendimento. Isso não se consegue em unidades que não tem atendimento, que não tem obstetra, que tem que ser chamado, que não tem pediatra – defendeu.



Garantia de investimentos em saúde

O secretário Estadual da Saúde, João Gabbardo, garantiu que os cortes de gastos promovidos pelo governo do Estado não vai impactar o atendimento hospitalar no interior.

– Não vai ter restrição, porque está garantida a manutenção de 12% do orçamento para a saúde. Não existe nenhuma possibilidade de redução de atendimento, não existe nenhuma possibilidade de redução em serviços que já estão sendo prestados. Tudo o que temos conveniado com os hospitais, que já está contratado com os hospitais, será mantido com o orçamento, dos 12% que o governador está mantendo e garantindo para a área da saúde – afirmou

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*Rádio Gaúcha

Superior Tribunal Militar gasta 2 milhões de reais para trocar carros oficiais

Serão 17 Ford Fusion 2.5, sedã de luxo com vários opcionais, por 116 mil a unidade. Segundo o Correio Braziliense, um dos carros a ser trocado tem apenas 35 mil quilômetros rodados

 

Em épocas de crise e contenção de gastos, o Superior Tribunal Militar (STM) vai promover uma operação de troca de veículos oficiais que terá custado, ao final do processo, uma despesa de R$ 1,97 milhão para o contribuinte. Serão 17 Ford Fusion 2.5, um sedã de luxo com vários opcionais, ao custo de 116 mil a unidade. Os carros são postos à disposição dos ministros da corte para o transporte entre sua residência e o local de trabalho, embora seja normal em Brasília o uso do equipamento para outros fins.

A substituição da frota tem detalhes curiosos. Um dos automóveis a serem substituídos tem apenas 35 mil quilômetros rodados, extensão relativamente baixa quando se trata de veículos que circulam com certa frequência. Outra peculiaridade é a quantidade de carros: um para cada ministro do STM e mais dois de “reserva” para a instituição. As informações são da edição desta sexta-feira (5) do jornal Correio Braziliense.

A compra dos veículos vai na contramão dos esforços de ajuste fiscal posto em campo pela equipe econômica da presidenta Dilma Rousseff. Na última quinta-feira, o governo federal baixou portaria que limita o cardápio de materiais e equipamentos utilizados no cotidiano das repartições da capital federal. A determinação governamental implica, inclusive, o adiamento das trocas de automóvel. O objetivo, segundo o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, é reduzir esse tipo de despesa para R$ 8,8 bilhões em 2015.

 

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