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Mês: janeiro 2015 (Page 1 of 6)

Revitalizado e reinaugurado o Memorial dos Degolados, em Santo Augusto.

 Alaides Garcia dos Santos

 

Situado junto à ERS-155, km 75, na localidade de Pedro Paiva, interior do município de Santo Augusto, o Memorial dos Degolados, conhecido como “Cemitério dos Degolados” foi totalmente revitalizado por parte da administração municipal, passando por profundas modificações, inclusive criados e afixados sete painéis contando um pouco da história da Revolução de 1923, chamada de “Libertadora”.  Situado na Rota do Yucumã, o local é um marco regional onde, durante aquela Revolução, dezenas de pessoas foram mortas degoladas.

A obra de revitalização custou R$ 23 mil aos cofres públicos do município de Santo Augusto e visa imortalizar o local histórico.

A reinauguração aconteceu quinta-feira, 29 de janeiro de 2015, pelo Prefeito Municipal José Luiz Andrighetto, cujo ato foi prestigiado por razoável público, apesar do mau tempo.

O Cemitério dos Degolados foi criado através da Lei Municipal nº 844, de 25 de maio de 1989. O conflito, segundo a história, foi o último grande confronto envolvendo os grupos políticos denominados de Chimangos e Maragatos do Rio Grande do Sul. As rusgas entre os dois grupos duraram 324 dias.

Em Santo Augusto, simpatizantes e militantes de ambos os grupos se organizaram em piquetes de Maragatos, que usavam o lenço vermelho  e Chimangos, que usavam o lenço branco. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                      Fotos: Rádio Ciranda

 

Estudo aponta necessidade de 196,4 mil vagas na educação infantil no RS

TCE-RS divulgou dados sobre vagas em creches e pré-escolas.

Número de vagas deve atender as metas do Plano Nacional de Educação.

 

Do G1 RS

Divulgado nesta quinta-feira (29), um estudo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) aponta que os municípios gaúchos precisam criar, ao todo, 196,4 mil novas vagas em creches e pré-escolas para atender as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Na pré-escola, com crianças na faixa etária entre 4 e 5 anos, há carência de 86,6 mil vagas, enquanto que na creche, para crianças entre 0 e 3 anos, o número chega a 109,8 mil.

O ranking das cidades, da menos até a mais carente em vagas na educação infantil, de acordo com a população de cada local, mostra Poço das Antas, no Vale do Taquari, em primeiro lugar, sem necessidade de criação de novas vagas em creches e pré-escolas, segundo o relatório. A taxa de atendimento fica em 114,29%.

Em último, na 496ª posição, aparece Alvorada, na Região Metropolitana. Na cidade, a taxa de atendimento é de apenas 9,78%. Porto Alegre está na 207ª posição, com taxa de 49,75%. O estudo completo pode ser conferido aqui.

O presidente do TCE-RS, Cezar Miola, destaca que a qualidade da oferta desse serviço pelo poder público tem impacto direto no futuro das crianças, principalmente daquelas em situação econômica desfavorável. "Na maioria das vezes, essas vagas são única forma de acesso à educação infantil. Sabemos que os municípios com melhores taxas de atendimento das crianças de 0 a 5 anos também são os que apresentam maiores médias das notas nas séries iniciais. Esse é um exemplo das inúmeras vantagens de se investir cedo na educação", concluiu.

Desde 2008, o TCE-RS avalia a situação da educação infantil nos municípios gaúchos. Neste ano, o estudo aponta também a duração da jornada de atendimento dos estabelecimentos. De acordo com o levantamento, o atendimento em tempo integral nas creches é, em média, de sete a 12 horas em 61,77% dos municípios. A situação se inverte na pré-escola, em que 80,68% dos municípios têm carga horária menor do que sete horas diárias, com preponderância de quatro horas.

Entre os anos de 2008 e 2013, o aumento das matrículas na educação infantil no Rio Grande do Sul foi de 30,81%, superior à variação positiva verificada no Brasil, que alcançou 12,12%. As creches tiveram um melhor desempenho, com taxa de atendimento de 27,7%, alcançando o 6º lugar no ranking nacional. Já na oferta da pré-escola, com taxa de atendimento de 69,4%, o estado está na penúltima posição, em 26º lugar.

A cidade de Pinto Bandeira não foi analisada, já que não há cadastro oficial da população de 0 a 5 anos.

Número de homicídios e roubos tem aumento no RS em 2014, diz governo

Balanço foi divulgado nesta quinta pela Secretaria de Segurança Pública.

Já os roubos tiveram alta de 15% de 2013 para o ano passado.

 

Do G1 RS

 

O Rio Grande do Sul registrou 2.346 homicídios doloso em 2014, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). O número, que representa 6,4 assassinatos por dia e um aumento de 22,57% na comparação com 2013.

Já os roubos passaram de 52.535 para 60.836 de um ano para outro, o que representa alta de 15%.O número de furtos de veículos também aumentou no RS. Enquanto em 2013 16.887 veículos foram furtados, em 2014 esse número subiu para 18.787, o que significa um aumento de 11%. A quantidade de delitos relacionados à armas e munições também aumentou no último ano. Foram registrados 7.661 casos, enquanto no ano de 2013 o número de registros foi de 7.423.



Ainda segundo à pesquisa divulgada pela Secretaria de Segurança Pública, houve uma diminuição  na quantidade de furtos cadastrados no Rio Grande do Sul no ano de 2014. Foram 165.136, 1.322 casos a menos em relação ao ano anterior. Os registros relacionados a estelionato também diminuíram. Em 2014, o número baixou de 17.473 para 15.845, uma direferença de 1.628 ocorrências.

Nos casos de delitos relacionados à corrupção o número de registros diminuiu 54%. Enquanto no ano de 2013, 496 casos foram registrados, em 2014 este número diminuiu para 270.

Fatos em Foco 29.01.2015

                                                                         Alaides Garcia dos Santos

 

Prevenção às drogas

O consumo de drogas não é caso de polícia como muitos pensam. O tráfico sim é caso de polícia e a ela cabe coibir. Portanto são atos distintos, embora irmãos gêmeos. As políticas de prevenção às drogas, infelizmente deixam muito a desejar, uma vez que raras e ineficientes. Elas deveriam existir efetivamente, e focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, necessariamente deveriam ser feitas campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção. Conselhos Municipais de Entorpecentes com adequado funcionamento em comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) poderiam facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo e tráfico de drogas. Mas não há esse interesse!

 

Todos contra as drogas

Dentre os males que assolam a sociedade brasileira, embora possa parecer estranho para alguns, a droga figura como um de seus grandes expoentes. Esse mal atinge a humanidade principalmente de quatro formas: primeira, a pessoa-usuária, que vive amarrada a um sistema de criminalidade para adquirir a droga, substância destruidora de sua própria saúde; segunda, a família da pessoa-usuária que, dia após dia, é carcomida pelo sofrimento de acompanhar um ente querido destruir paulatinamente a própria vida, em razão de sua dependência química; terceira, o Estado, por assistir sua autoridade sendo afrontada e confrontada pela ação dos traficantes; e quarta, a sociedade, que vive aterrorizada pelas ações criminosas, movidas em torno do tráfico de drogas, onde furta-se, rouba-se e mata-se em decorrência da maldita da droga.

 

Para ilustrar

Uma ficção que parece ter se tornado realidade. Há um conto russo, em que sete fortes guerreiros estavam reunidos para comemorar a vitória, quando, no firmamento, aparece um cavaleiro munido de espada, cavalgando em direção aos mesmos para desafiá-los. Não precisou mais que um golpe de um dos guerreiros para dividi-lo ao meio. Do cavaleiro morto surgiram dois cavaleiros que, novamente, foram divididos em dois por dois golpes de dois guerreiros invencíveis. Os dois cavaleiros mortos viraram quatro e assim se multiplicaram, enquanto eram derrotados. Após alguns dias de combate com uma legião de cavaleiros, os sete guerreiros foram derrotados pelos fracos cavaleiros que tinham o dom de se multiplicar, quando mortos.

 

Na ficção o exemplo

No conto acima, os sete cavaleiros podem ser vistos como agentes do Poder Público, por exemplo, membros da Polícia (Militar e Civil), do Ministério Público e do Judiciário que, sozinhos, não estão conseguindo combater esse grande mal, encontrando-se na iminência de serem derrotados, já que a cada traficante trancafiado, tirado de circulação, surgem outros dois para continuarem a obra funesta. Há, no entanto, uma luz no fim do túnel. Como alternativa para minimizar essa crise, o que modestamente se propõe é a aproximação da sociedade e do Estado, afinal, “a união de forças”.

 

Aliás

Já passou da hora da sociedade abandonar o silêncio cúmplice e se unir ao Estado. Ora, não basta dizer basta. É preciso arregaçar as mangas, incluir-se na luta e fazer bastar. Mas como? Através de um trabalho em rede escorado no trinômio prevenção-recuperação-repressão (apoio, carinho e autoridade). O Estado precisa da sociedade para combater o câncer social das drogas de forma mais eficiente. Do contrário, se as coisas continuarem como estão, estaremos fadados a viver numa narcossociedade, em que os valores humanos são tragados, cheirados e injetados. Pense nisso!

CUIDAR DO PLANETA

Diante da crise hídrica que atinge a região sudeste, começo a recordar que no ano de 2007 estudávamos em Direito Ambiental a provável crise que essa região sofreria num cenário de pouco investimento no setor de águas, bem como a falta de consciência ecológica por parte da população. Geralmente não damos muita importância para estudos científicos. Precisamos ver os fatos para que possamos dar crédito.

O Brasil está em alerta, mas poucos percebem. A água está diminuindo nos mananciais. A história recente nos mostra que nunca houve uma seca de tamanha proporção quanto dessa que vem se manifestando nos últimos 3 anos. A Natureza nos dá sinais de cansaço. É muito consumo, acrescentado de um grande desperdício. Pois até o que cai do céu está ficando pouco.

O Planeta Terra é um sistema vivo que  se intercomunica. Tudo está em sintonia. A Natureza parece não ter pressa para que possamos nos dar conta do cuidado que devemos ter. A ganância desenfreada do homem encontrará freios naturalmente, no autocontrole natural. Se não aprendemos no amor, aprendemos na dor. Do banho demorado para o sem banho. Essa é a questão. Quando se tem consciência o banho é rápido e não se joga nada fora.

 A Natureza equalizará todos no mesmo nível, pobres e ricos. Embora os que mais sofrem sejam os pobres. Milhares de brasileiros saberão um pouquinho da realidade nordestina na pele. A canção Asa Branca composta por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira em 1947 se tornará atual  em grande parte do Brasil.

Que o homem se de conta rapidamente dos cuidados ecológicos que deve ter. Do simples papel jogado ao chão, até a árvore que tomba, tudo é contabilizado pela Mãe Natureza que num momento muito em breve nos cobrará  caro por isso. Todos pagam o preço. Diretamente ou indiretamente. As atitudes de cada um de nós reflete no todo, pois é sempre válido recordar esse princípio ecológico: a Terra é um sistema vivo que se intercomunica. O Planeta merece ser mais bem cuidado. Por Enio Felipin – colunista do jornal O Celeiro

Famurs pede que governo efetue repasse da Saúde aos municípios

Administração de Sartori pediu prazo de 24 horas para dar uma resposta

Administração de Sartori pediu prazo de 24 horas para dar uma resposta | Foto: Maurício Tomedi / Divulgação / CP Memória

Administração de Sartori pediu prazo de 24 horas para dar uma resposta | Foto: Maurício Tomedi / Divulgação / CP Memória

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

*Com informações da repórter Vitória Famer



O presidente da Federação das Associações dos Municípios do RS (Famurs), Seger Menegaz, pediu em reunião com o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, e com o secretário da Fazendo, Giovani Feltes, que o repasse de dezembro da Saúde seja efetuado aos municípios pelo Estado. No entanto, a reunião terminou sem uma resposta dos secretários. O governo pediu um prazo de 24 horas para dar uma resposta. Na terça-feira, o governador José Ivo Sartori (PMDB) decidiu que não faria o pagamento das pendências na área da Saúde referentes ao ano de 2014. A Secretaria da Fazenda confirmou que não efetuará o pagamento dos valores devidos do mês de dezembro às prefeituras, que equivalem a R$ 45,7 milhões. A dívida total é de R$ 163,9 milhões.



Segundo Menegaz, sem o repasse não há condições de continuar prestando serviços à comunidade. “É uma necessidade”, completou. O presidente exigiu que o pagamento seja mantido em dia. De acordo com Menegaz, em hipótese nenhuma os municípios podem ficar sem os repasses, porque se trata de programas em parceria que o município precisa manter o funcionamento. “Precisamos manter em dia de agora em diante e ter uma previsão do atrasado”, completou. Uma assebleia da Famurs ocorrerá nesta quinta-feira para que uma “decisão conjunta seja tomada para decidir as próximas ações para reaver os atrasos”.



Entenda



O governo Sartori justifica que existem R$ 568 milhões de dívidas com prefeituras, hospitais filantrópicos, santas casas e fornecedores na área da Saúde referentes a 2014, a maior parte (R$ 530 milhões) sem empenho ou liquidação. E argumenta que, nos últimos dois anos, as despesas correntes da saúde quase dobraram, passando de R$ 933 milhões em 2012 para R$ 1,7 bilhão em 2014. Por isso, os credores teriam condições de ‘absorver’ os débitos.



A dívida total com os hospitais filantrópicos e santas casas é de R$ 230,1 milhões, sendo R$ 115,1 milhões referentes ao mês de dezembro. Para eles, foi acertado o repasse de R$ 80 milhões (referentes a despesas de dezembro) na semana passada. Os valores referentes a outubro e novembro seguem com sua totalidade em aberto e, conforme as informações disponibilizadas pela Secretaria da Saúde nesta terça-feira, serão analisados caso a caso pela Juncof.



dívida com as prefeituras é de R$ 163,9 milhões. Inicialmente, o governo do Estado havia concordado em efetuar o pagamento dos valores relativos a dezembro, de R$ 47,9 milhões. Mas, nesta terça-feira, a Fazenda confirmou que a totalidade das pendências com as prefeituras, incluindo aquelas de dezembro, serão analisadas caso a caso pela Juncof. Correio do Povo

DIREÇÃO GERAL DO PSDB DO RIO GRANDE DO SUL TERMINA NA POLÍCIA, ROLO É GRANDE EM CONTRATO FALSIFICADO E DINHEIRO ROUBADO, TUDO REGISTRADO EM BOLETIM DE OCORRÊNCIA COM PEDIDO DE ABERTURA DE INQUÉRITO

 
O rolo em que está metido o PSDB do Rio Grande do Sul parece não ter fim. Primeiro, sua direção desconstituiu e decretou intervenção no Diretório Municipal de Uruguaiana, para atingir o ex-prefeito Sanchotene Felice. A reação não demorou. Sanchotene procurou o Palácio Piratini e entregou cópias dos processos por improbidade administrativa que atingem o deputado estadual e presidente do PSDB, Adilson Troca, e o secretário geral do partido, Beto Hias, para evitar que os mesmos fossem nomeados para cargos públicos. Mais do que isso, pediu à direção nacional do PSDB que faça intervenção no diretório regional. No pedido, disse que é tesoureiro da seção gaúcha do partido e que teve sua assinatura falsificada em contratos e pagamentos realizados pelo partido. Pois na tarde desta quarta-feira foi registrada na 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, localizada no antigo Parque de Exposições do Menino Deus, a ocorrência policial nº 1184/2015, e que é explosiva para a direção do PSDB no Rio Grande do Sul. Nessa ocorrência é narrado que o PSDB firmou um contrato de prestação de serviços para distribuição de propaganda eleitoral com a empresa KM Limpezas Especiais – CGC nº 18.268.683/0001-28. Embora sendo uma empresa de conservação e asseio, ela foi contratada para distribuir propaganda e posicionar pessoas com bandeiras em vários pontos de Porto Alegre. O valor do contrato foi de R$ 130.815,00. E aí já tem um gravíssimo problema, segundo a denúncia registrada: a assinatura do tesoureiro do partido, Sanchotene Felice, foi falsificada. A outra assinatura é do presidente do partido, Adilson Troca. E aí começam a se amontoar os fatos insólitos. Essa mesma empresa KM Limpezas Especiais registrou no dia 20 de setembro uma ocorrência na mesma 2ª Delegacia de Polícia Civil dizendo que seus proprietários retiraram 89 mil reais na agência do HSBC localizada na Avenida Venâncio Aires e foram assaltados. Declararam no registro policial que o dinheiro era para pagar o pessoal da campanha. Problema: dia 20 de setembro foi um sábado, data máxima gaúcha. Portanto, o assalto teria que ter ocorrido no dia 19 de setembro, sexta-feira. Por que teria sido registrado o assalto tantas horas após a ocorrência do mesmo (no mínimo, oito horas depois)? O certo é que existe a denúncia da falsificação da assinatura do ex-deputado e ex-prefeito Sanchotene Felice, tesoureiro do PSDB, nesse contrato. É realmente impressionante. VideVersus

Governo mantém aberto pagamento de dezembro às prefeituras

Dívida total do Estado é de R$ 163,9 milhões

Governo mantém aberto pagamento de dezembro às prefeituras | Foto: André Ávila / CP Memória

Governo mantém aberto pagamento de dezembro às prefeituras | Foto: André Ávila / CP Memória

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  • Flávia Bemfica
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O governo de José Ivo Sartori (PMDB) decidiu bancar o desgaste político do não pagamento das pendências na área da Saúde referentes ao ano de 2014. A Secretaria da Fazenda confirmou extraoficialmente nesta terça-feira que, por enquanto, não efetuará o pagamento dos valores devidos do mês de dezembro às prefeituras, que equivalem a R$ 45,7 milhões. A dívida total é de R$ 163,9 milhões.



• Área da saúde reage a cortes do governo



Na semana passada havia ficado acertado com a Federação das Associações dos Municípios do RS (Famurs) que o repasse aconteceria no dia 21. Depois, ele foi transferido para o dia 23 e, em um segundo momento, para esta semana, em data não definida. Mas agora a decisão é de que, em relação às pendências com as prefeituras, todos os casos, inclusive as despesas de dezembro, serão submetidos à Junta de Coordenação Orçamentária e Financeira (Juncof), aquela que analisa as solicitações de excepcionalidades para os cortes determinados pelo decreto de redução de despesas.



O núcleo do governo e os técnicos da Fazenda consideram que as prefeituras atuam como cogestores do sistema e, como tal, ‘já absorveram’ o atraso dos repasses do ano passado. A Famurs, por sua vez, sustenta que isso é impossível e que os débitos precisam ser honrados. As prefeituras temem que o governo conduza o processo de forma a que os municípios precisem ingressar individualmente com providências para cobrar os valores, arrastando ainda mais os pagamentos.



Por isso, a Famurs decidiu jogar pesado. O diretor de Controle e Fiscalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Leo Arno Richter, é o representante do TCE que vai participar da assembleia que a entidade convocou para a manhã da próxima quinta-feira para discutir o tema. Richter vai expor a posição da área técnica do Tribunal sobre o assunto. Depois do encontro os prefeitos se dirigirão ao Piratini, onde pretendem ser recebidos por Sartori. A Famurs também já solicitou para esta quarta-feira, antes da assembleia, uma audiência conjunta com os secretários da Fazenda, Giovani Feltes, e da Saúde, João Gabbardo. Os dirigentes da entidade querem ouvir pessoalmente dos secretários a confirmação do ‘calote’.



No núcleo do governo estadual, a avaliação é de que a inclusão do TCE nos debates pode acabar beneficiando Sartori. Internamente, o gabinete de Feltes trabalha para que, de alguma forma, o governo Tarso Genro (PT) seja obrigado a responder publicamente, ou até juridicamente, por que realizou despesas sem o respectivo empenho na área da Saúde.



Entenda



O governo Sartori justifica que existem R$ 568 milhões de dívidas com prefeituras, hospitais filantrópicos, santas casas e fornecedores na área da Saúde referentes a 2014, a maior parte (R$ 530 milhões) sem empenho ou liquidação. E argumenta que, nos últimos dois anos, as despesas correntes da saúde quase dobraram, passando de R$ 933 milhões em 2012 para R$ 1,7 bilhão em 2014. Por isso, os credores teriam condições de ‘absorver’ os débitos.



A dívida total com os hospitais filantrópicos e santas casas é de R$ 230,1 milhões, sendo R$ 115,1 milhões referentes ao mês de dezembro. Para eles, foi acertado o repasse de R$ 80 milhões (referentes a despesas de dezembro) na semana passada. Os valores referentes a outubro e novembro seguem com sua totalidade em aberto e, conforme as informações disponibilizadas pela Secretaria da Saúde nesta terça-feira, serão analisados caso a caso pela Juncof.



A dívida com as prefeituras é de R$ 163,9 milhões. Inicialmente, o governo do Estado havia concordado em efetuar o pagamento dos valores relativos a dezembro, de R$ 47,9 milhões. Mas, nesta terça-feira, a Fazenda confirmou que a totalidade das pendências com as prefeituras, incluindo aquelas de dezembro, serão analisadas caso a caso pela Juncof.

Correio do Povo

Estado confirma que pagará completivo do magistério em janeiro

Cpers comemorou a notícia, mas garantiu que segue na luta pelo piso integral

Secretário da Fazenda, Giovani Feltes, garante que o governo gaúcho vai manter o completivo pago ao magistério | Foto: Divulgação / ALRS / CP Memória

Secretário da Fazenda, Giovani Feltes, garante que o governo gaúcho vai manter o completivo pago ao magistério | Foto: Divulgação / ALRS / CP Memória

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  • Rádio Guaíba

O governo gaúcho vai manter o completivo pago ao magistério para garantir o pagamento do piso nacional da categoria, inclusive levando em conta o reajuste de 13% baseado no custo-aluno do Fundeb, concedido no começo do ano. A garantia é do secretário da Fazenda, Giovani Feltes. Os valores com os aumentos já virão na folha de pagamento de janeiro. Os salários para os professores saem nesta quarta-feira. A contemplação do reajuste do piso gera um impacto financeiro anual de R$ 43 milhões.



O Cpers comemorou a notícia. A vice-presidente da entidade, Solange Carvalho, ponderou que os professores, por agora, devem se conformar. “É melhor que o nosso colega tenha no bolso a diferença para alcançar o piso do que ter uma defasagem maior no salário. Mas esse completivo só complementa e a luta pelo piso integral vai continuar”, destacou. Isso porque as vantagens e benefícios de carreira não incidem sobre o valor extra, mas apenas sobre o vencimento básico, que é bem menor.



Hoje, o magistério gaúcho soma cerca de 150 mil professores e é a maior categoria do funcionalismo. O Cpers, que chegou a liderar greves nas gestões Yeda Crusius e Tarso Genro, por enquanto, ainda não ameaçou nesse sentido, na gestão de Sartori. A informação é de que o governador e o secretário da Educação, Vieira da Cunha, até agora, cumpriram tudo que foi acordado em reuniões. Um dos temas foi justamente a manutenção do completivo.

Correio do Povo

COMITIVA DE LIDERANÇAS DA REGIÃO CELEIRO PARTICIPOU DE AUDIÊNCIAS EM PORTO ALEGRE

Nos dias 21 e 22 de janeiro, uma comitiva composta por prefeitos, vereadores e secretários municipais da Região Celeiro esteve em Porto Alegre participando de audiências com Secretários de Estado.

 

Na secretaria de Agricultura e Pecuária, as lideranças foram recebidas pelo Secretário Ernani Polo e trataram sobre a problemática que envolve os produtores de leite que estão sem receber pelo produto vendido às empresas.

 

Durante a audiência foi levantada a hipótese da criação de um crédito especial: “Estamos encaminhando, junto a órgãos federais, a possibilidade de criar uma linha de crédito especial/emergencial através do PRONAF, para esses produtores prejudicados que não receberam o pagamento pelo seu produto, a exemplo do que foi feito no caso da estiagem. Estaremos encaminhando essa proposta ao Ministério de Desenvolvimento Agrário em conjunto com a Secretaria do Desenvolvimento Rural, Fetag, Farsul e Famurs. Isto depende de uma decisão política do governo federal e aprovação dessa linha pelo Conselho Monetário Nacional, mas é o que tentaremos”, esclareceu o secretário Ernani Polo. Outra ação levantada no encontro foi a negociação, das empresas que devem aos produtores para que façam o pagamento.

 

No dia 22, as lideranças estiveram reunidas com o diretor parlamentar da Secretaria de Saúde, Rogério Kohlrauch tratando sobre a situação dos Hospitais de Pequeno Porte e sobre os repasses atrasados do Governo do Estado tanto para as prefeituras quanto para os hospitais. O Governo do Estado já havia assumido o compromisso de regularizar o repasse das verbas pendentes e na audiência Rogério reafirmou que a Secretaria de Saúde fará o possível para solucionar o quanto antes os problemas dos repasses em atraso. A comitiva também solicitou a criação de uma coordenadoria regional de saúde para atender a região tendo em vista que hoje os municípios da Amuceleiro são atendidos por três coordenadorias distintas, fato que dificulta as ações regionalizadas. Rogério afirmou que ainda é cedo para qualquer definição, mas que o Governo irá realizar um estudo sobre a viabilidade de criação de uma nova coordenadoria na região Celeiro.

 

No gabinete do Secretário de Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen foi tratado sobre as obras asfálticas da região, pois ainda tem dois municípios, Sede Nova e São Valério do Sul, sem acesso. Roberto Prediger, prefeito de Esperança do Sul e presidente da Amuceleiro disse esperar sensibilidade por parte do Governo do Estado no sentido de agilizar a conclusão das obras em andamento e dar início às que encontram-se paralisadas. Também foi solicitado o recapeamento e a melhora na sinalização das rodovias da região. Alguns trechos como o que liga Três Passos a Tenente Portela, Crissiumal a Humaitá, Santo Augusto a Ijuí, acesso a Esperança do Sul dentre outros, estão em estado crítico e necessitam de reparos urgentes. O compromisso do secretário foi de dar atenção especial à região e agilizar o mais breve possível a conclusão das obras paralisadas. Westphalen também garantiu a realização de recapeamento e manutenção das rodovias que encontram-se em situação precária de trafegabilidade.

 

O presidente da Amuceleiro o prefeito de Tiradentes do Sul, João Hickmann também estiveram em audiência na Secretaria de Obras Públicas solicitando agilidade na liberação de recursos pendentes para construção de pontes e pontilhões que foram destruídos pelas fortes chuvas que assolaram a região no ano passado.

 

Para Roberto Prediger a presença maciça de lideranças dos municípios da Amuceleiro foi fundamental para deixar registradas as demandas da região logo no início do novo mandato do governo estadual. “A região Celeiro precisa ser mais vista e lembrada pelos governantes. Estamos há 500 km da capital e essa distância não pode fazer com que sejamos esquecidos e nem impedir o desenvolvimento de nossa região. Algumas das demandas regionais foram apresentadas ao governo e é essa a principal missão da Amuceleiro, trabalhar em prol do desenvolvimento dos municípios da região”, concluiu. 

 Amuceleiro

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