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Mês: agosto 2014 (Page 1 of 6)

Fatos em Foco 28.08.2014

 

                                                                             Alaides Garcia dos Santos

Perturbação do sossego

Volta e meia sou procurado por leitores relatando fatos de perturbação do sossego ocorridos, geralmente, durante o repouso noturno, em locais diversos, tanto do centro como dos bairros da cidade. No último final de semana, noite de sábado para domingo, segundo um e-mail de uma leitora que prefere o anonimato, residente no bairro Getúlio Vargas, já era duas horas e meia da madrugada e um som estridente de música, gritaria e algazarra nas imediações de sua residência não deixava ninguém dormir. Como o barulho perturbava a todos, principalmente as várias pessoas idosas e doentes que moram naquele bairro, inclusive na casa dela própria, telefonou para a Brigada Militar pedindo providências. Para sua decepção a resposta do atendente do telefone foi essa: “a senhora deve registrar um B.O. e só depois disso é que poderemos nos dirigir ao local verificar a situação”. Ela queixa-se das duas situações incômodas: do desrespeito dos autores do barulho, e do descaso do atendente na Brigada Militar.

 

Contravenção penal

Perturbar o trabalho ou o sossego alheios são atitudes que se caracterizam como “Contravenção Penal” e se configura: I – com gritaria ou algazarra; II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais; III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; IV – provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem guarda. Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa.

 

Até onde vai meu direito

A necessidade humana, desde os primórdios, ampliando cada vez mais, de permanecer vivendo em grupos, com o objetivo de ajuda mútua, trouxe, indubitavelmente, muitas vantagens para nossa sociedade, mas também muitos problemas de convivência, como por exemplo, a perturbação do trabalho e do sossego, causada, muitas vezes, por nossos próprios vizinhos. É o volume do som da casa ou do apartamento ao lado que está muito alto, é a reforma da casa de outro vizinho que vai noite adentro, são veículos potencializados com instrumentos sonoros, são cães que fazem muito barulho à noite, são as indústrias ruidosas, ou, até mesmo, “na maioria dos casos gritaria e algazarra, principalmente em frente a clubes e danceterias”. Ora, apesar de sermos livres, não esqueçamos que: “nosso direito acaba quando inicia o direito do outro”.

 

Potencializados pelo álcool

A questão do excesso de barulho, de modo geral, toma proporções indevidas quando um indivíduo a pretexto de se divertir ou trabalhar, acaba invadindo com seus ruídos, o modo de vida de outro, que se vê compelido a interromper uma leitura, um descanso, um lazer ou mesmo um trabalho. Muitas pessoas acabam ampliando o direito, a liberdade de viver de forma pacífica e respeitosa para com a sociedade, para o "eu posso tudo em nome do meu divertimento ou trabalho". Esquecem-se de que outras pessoas também tem o direito de se divertir e trabalhar, estudar e principalmente, descansar. Sucede que grande parte das pessoas que perturbam seus vizinhos desconhece as leis acerca do assunto, e comete esta contravenção potencializadas com um ingrediente usual nestes casos, “a bebida alcoólica”.

 

Interpretação equivocada

Existe em nossa sociedade um conceito, uma crença generalizada de que a produção de barulho é permitida, por alguma lei até às 22 horas. No entanto, é uma crença falsa, baseada apenas em ditos populares ou interpretação equivocada de alguma lei. As pessoas desconhecem que 22 horas é um limite "usual" para os ruídos que estão presentes no cotidiano apenas, e não para todo e qualquer tipo de barulho. O que é realidade em nossa legislação é que o excesso de barulho ou ruído é proibido em qualquer horário. Nestes casos configura-se o exagero por parte do perturbador, que pode refletir tanto na intensidade quanto na duração do barulho. 

Vídeo mostra pai usando celular para filmar briga com Bernardo

Menino foi assassinado em abril; quatro estão presos por envolvimento.

Imagens gravadas em 2013 mostram briga com o pai e a madrasta .

 

Caetanno Freitas e Jonas CamposDo G1 RS e da RBS TV, em Santa Maria

 


 
 

G1 teve acesso ao vídeo que mostra uma briga entre Bernardo, o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele. As imagens foram gravadas no celular do pai do menino. Na maior parte do tempo, não é possível ver a discussão. Apenas no início, o médico aparece deixando o celular no cômodo. O vídeo capta os pedidos de socorro de Bernardo, de 11 anos, assassinado em abril deste ano (assista ao vídeo acima).

O vídeo começa com a sombra de Leandro no chão do quarto da casa onde a família morava, em Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. O pai de Bernardo liga a câmera e passa para Graciele enquanto o menino grita por socorro de um outro cômodo. É possível ver o rosto do médico neste momento das imagens. A madrasta pega o celular e o ajeita na cama do casal.

É possível ouvir Bernardo em outro cômodo gritando por socorro por mais de três minutos. Em seguida, o menino se aproxima para pedir o telefone emprestado para "denunciar" o pai. Leandro chama a atenção, pedindo que Bernardo cuide a irmã, que está no mesmo cômodo. Depois começa a discussão entre o menino e a madrasta, em que ocorrem as ameaças.

"Ah, Bernardo, eu fico com pena de ti… Com pena de ti, cara. Tua mãe te botou no mato. Deus o livre. Te abandonou", afirma Leandro. Na sequência, Graciele diz que a mãe de Bernardo [Odilaine, que cometeu suicídio em 2010] era "vagabunda", revoltando o garoto. "Tomara que tu morra. Tomara que tu morra! E essa coisa [Graciele] que morra junto!", grita Bernardo.



Procurado pelo G1, Jader Marques, advogado do pai de Bernardo, argumentou que o vídeo é de 2013 e mostra a realidade do conflito familiar difícil, mas, segundo ele, "não altera a situação da falta de provas" da participação de Leandro no homicídio ou no suicídio da mãe do menino. O escritório do advogado da madrasta, Vanderlei Pompeo de Mattos, informou que ele não pretende se manifestar sobre o tema.

 

Vídeo mostra pai usando celular para filmar briga com Bernardo (Foto: Reprodução/G1)Vídeo mostra pai usando celular para filmar

briga com Bernardo (Foto: Reprodução/G1)

Veja a transcrição 

Bernardo: Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro!

Leandro: Vamos se acalmar. Vai para o teu quarto.

Bernardo: Socorro! Meu pai vai me agredir. Socorro! Socorro!! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Não! (…)

Leandro: Respeita a tua irmã, a Maria aqui…

Bernardo: Socorro, socorro! Eu vou contar… Vocês me agrediram!! Socorro, socorro, socorro. Meu pai me agrediu.

Graciele: Fecha a porta… (diz para Leandro)

Bernardo: Socorro! Socorro! Socorro! (…)

Eu quero denunciar, empresta o telefone, eu quero denunciar vocês! Empresta, quero denunciar!

Leandro: Aqui quem manda sou eu.

Bernardo: Eu quero denunciar, empresta!

Leandro: Ou tu entra, ou tu sai. E se entrar fala baixo.

Bernardo: Empresta o telefone agora! Empresta! Empresta o telefone. Empresta! Empresta o telefone agora! Tu falou que eu poderia denunciar, então empresta! Empresta!

Leandro: Tchê, a Maria…

Bernardo: Empresta! Empresta o telefone.

Graciele: Sim, tu quer o telefone emprestado para denunciar? (risos)

Bernardo: Sim! Empresta!

Graciele: Quer denunciar, te vira! Não empresto. Te vira!

Bernardo: Empresta!

Leandro: Cuidado a Maria aqui, rapaz! Escuta aqui ó, que bagunça é essa?

Bernardo: Socorro!!

Leandro: E fecha a porta, né?

Bernardo: As pessoas estão olhando…

Leandro: Viu?

Bernardo: As pessoas estão olhando…

Graciele: Vai lá, vai lá pedir socorro.

Bernardo: Vão vocês!

Graciele: Tu que tá pedindo! Tu que está gritando!

Leandro: Quem que começou a bagunça?

Bernardo: Vocês me agrediram, tu me agrediu.

Graciele: E vou agredir mais. A próxima vez que tu abrir a boca para falar de mim, eu vou agredir mais.

Leandro: Xingando ela. Ninguém merece ser xingado, né, rapaz.

Graciele: Eu vou agredir mais, eu não fiz nada em ti.

Bernardo: Fez sim. Tu me bateu.

Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz de fazer.

Bernardo: Tu me bateu.

Graciele: Tu não sabe.

Bernardo: Tu me bateu.

Graciele: Eu não tenho nada a perder, Bernardo. Tu não sabe do que eu sou capaz. Eu prefiro apodrecer na cadeia a viver nesta casa contigo incomodando. Tu não sabe do que eu sou capaz.

Bernardo: (inaudível) Queria que tu morresse

Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz. Vamos ver quem tem mais força. Aí nós vamos ver quem tem mais força.

Bernardo: Quando tu morrer.

Graciele: É, vamos quem tem mais força. Vamos ver quem vai para baixo da terra primeiro

Bernardo: Tu. Tu vai..

Graciele: Então tá, se tu tá dizendo.

Bernardo: Tu, tu vai…

Graciele: Vamos ver quem vai primeiro.

Bernardo: Coitada da Maria, vocês vão agredir ela aqui também! Vão sim!

Graciele: Ela está comigo.

Bernardo: Vão agredir ela depois…

Graciele: Ah, então tá.

Leandro: Ah, Bernardo, eu fico com pena de ti… Com pena de ti, cara. Tua mãe te botou no mato. Deus o livre. Te abandonou…

Bernardo: E tu traiu ela!

Leandro: Como é que ele tem isso na cabeça?

Graciele: É… Ela que andava com tudo que é homem aí, ó! Ela que era vagabunda, Bernardo!

Bernardo: Não era! Minha mãe não é vagabunda!

Graciele: Então vai perguntar para as pessoas da cidade o que tua mãe fazia! Pergunta!

Bernardo: Minha mãe não era vagabunda…

Graciele: Então pergunta para as pessoas o que tua mãe fazia com teu pai.

Leandro: Eu sei que tua mãe é o máximo para ti, mas simplesmente ela te abandonou.

Bernardo: Não, ela não me abandonou. Foi culpa tua, sim!

Graciele: Ela que pensou em matar teu pai.

Bernardo: Porque ele estava incomodando ela.

Leandro: Ela foi lá na vila com o cara, comprou uma 38 para ir ao consultório com duas balas. O que ia acontecer comigo?

Bernardo: Tinha que ter matado mesmo!

Leandro: E o que ia sobrar de ti?

Bernardo: Tinha que ter te matado!

Leandro: Mas o que eu tenho que ver, cara?

Bernardo: Tem de morrer!

Leandro: Tenho de pegar com minha vida por causa de gente à toa?

Bernardo: Sim!

Leandro: De gente que não presta?

Bernardo: Tomara que tu morra! E essa coisa [Graciele] que morra junto!

Graciele: Tu vai ir antes. Doente que tu está desse jeito…

Leandro: Quanta gente…

Graciele:  Igual a tua mãe. Teu fim vai ser igual o da tua mãe.

Bernardo: Não!

Graciele: Então tá…

Leandro: Eu salvo uns quatro ou cinco todo dia, tiro as pessoas de dentro do caixão.

Bernardo: Não tira!

Leandro: Elas aparecem uma semana depois caminhando lá no consultório.

Bernardo: Não!

Leandro: Eu acho que tenho uma função nesse mundo…

Bernardo: De morrer, tem que morrer!

Leandro: Deixa que eu morro a hora que Deus quiser…

Graciele: É, a hora que Deus quiser.

Leandro: Não é pela tua boca.

Bernardo: Tu vai morrer.

Leandro: Me respeita!

Bernardo: Vou rezar para tu morrer.

Graciele: Então vai, te ajoelha.

Leandro: Tu vai ficar 20 anos rezando. Quanto mais tu rezar, pior vai ser. Mais eu vou durar.

Bernardo: Tomara que tu morra. (fala inaudível)

Leandro: O que tu falou?

Bernardo: Não te interessa!

Leandro: É, é… 'Froinha', que não é capaz de falar. Se fosse macho falava melhor!

Bernardo: Ó a polícia!!

Graciele: Vai lá então… Vamo, desce lá!

Bernardo: Não…

Graciele: Desce lá.

Bernardo: Tu me agrediu!

Graciele: Vai lá, Bernardo…

Bernardo: Tenho marca aqui… Tu me agrediu. Eu tenho marca aqui.

Graciele: Vai lá, Bernardo! Ô, cagão! Ô, cagão, desce lá, cagão! Cagou nas calças? Cagou nas calças?

Bernardo: Vamos…

Graciele: Como, vamos? Cagão, vai atrás do teu pai, vai lá, macho! Vai lá, cagão.

Bernardo: Meu pai me agrediu…

Graciele: Vai dizer, então! Vai! Cagão.

Bernardo: Tu me bateu, tu me bateu, tu me bateu. Tu me agrediu!

Leandro: Faço tudo para dar certo e a polícia chega na minha casa no sábado à noite.

Graciele: É, ahã.

Bernardo: Tu me bateu também…

Graciele: É um cagão mesmo! Agora vai atrás do papai. Cagão.

Bernardo: Tu me bateu, conta que tu me bateu…

(longo trecho em silêncio)

Leandro: E esse remédio aqui?

Bernardo: Tu vai me matar…

Leandro: Quantos quilos tu tem?

Bernardo: Não sei. (inaudível)

Graciele: Dá sessenta gotas…

Bernardo: Eu vou me matar… Eu vou… Eu vou me matar.

Graciele: Dá uma faca, Leandro!



(minutos depois)

Leandro: Você sabe o que está fazendo, você sabe…

Bernardo: Meu pai mandou eu te pedir desculpas.

Leandro: Você sabe o que está fazendo…

Bernardo: Eu quero me matar…

Graciele: Trouxa, retardado… Esse guri é louco, um retardado…

Entenda 

Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.

O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.

Áudio de madrasta de Bernardo pode comover júri, avaliam especialistas

Criminalistas opinaram sobre gravação de briga de madrasta com o menino.

Advogado salienta, porém, que diálogo não teria relação direta com crime.

 

Estêvão PiresDo G1 RS

 


 
 

O vídeo obtido em uma perícia no telefone celular de Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo, que mostra uma briga entre a família e o garoto, pode comover um eventual júri popular no processo sobre o assassinato do menino de 11 anos, ocorrido em abril, no Rio Grande do Sul. A avaliação é de especialistas consultados pelo G1, após a divulgação do áudio com o pedido de socorro do garoto (ouça no vídeo acima), seguido de ameaças da madrasta. O material foi anexado ao processo e será usado como prova pela acusação.

Na terça-feira (27), a Justiça de Três Passos, no Norte do estado, realizou a primeira audiência de instrução do processo. Em mais de 11 horas, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação. Uma nova audiência para ouvir outras sete testemunhas foi marcada para 8 de setembro. Ao todo, 77 pessoas devem ser interrogadas, além dos quatro réus. Depois disso, o juiz decidirá se os acusados irão ou não a júri popular.

 

O corpo de Bernardo foi achado no dia 14 de abril enterrado em um matagal em Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele morava com a família. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. São acusados pelo crime o pai dele, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, a amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, e o irmão, Evandro Wirganovicz. Eles estão presos e respondem pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Com mais de quatro décadas e meia de atuação como advogado criminalista no estado, Amadeu Weinmann entende que não há dúvidas sobre o impacto do material divulgado nesta quarta-feira sobre eventuais jurados. “Indubitavelmente vai influenciar na opinião deles”, diz o criminalista. Weinmann também salienta que o diálogo revela uma ameaça sendo feita pela madrasta, Graciele Ugulini.

O também advogado criminalista e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) Marcos Eberhardt, no entanto, pondera que o material não seria relacionado diretamente à morte do menino, mas sim ao contexto conturbado familiar dos Boldrini. “O áudio tem relevância isoladamente, mas não consigo entender qual relevância vai ter dentro do processo. A relação (da família) era doentia, isso chama bastante atenção. É pesadíssimo e pode ser considerado por jurados, pela dor que causa ao ser ouvido”, afirmou.

“Há uma gritaria de socorro assustadora. Mas o mais grave vem mais adiante, quando ela diz que o menino não sabe o que ela é capaz de fazer. Isso é uma ameaça. O que eu depreendo, de uma interpretação literal do debate, é que realmente Graciele perdeu a paciência com Bernardo e ele reagiu forte dizendo que ela bateu”, acrescentou Weinmann.

Eberhardt também avaliou a postura do pai, Leandro Boldrini, que, para Weinmann, foi distinta. “Ele interfere de uma maneira apaziguadora. Dá a entender que o Bernardo xingou a Graciele. Novamente tentando apaziguar, ele diz ‘que ninguém merece ser xingado’. Não vejo outra participação que não seja de tentar acalmar. Vejo uma briga de família. E parece que a Graciele perdeu as estribeiras”.

O criminalista, porém, lembrou que, tecnicamente, haveria a chance de a prova não ser incluída do processo, pois não teria relação direta com o crime. “Na minha opinião, não atrapalha a defesa. Pois não enxergo isso ligado ao fato. É um contexto isolado. Isso não foi um prelúdio. Mas, até pela exposição na imprensa, é muito possível que os jurados se comovam", destacou Eberhardt.

Para o advogado Jader Marques, que defende o pai do menino, o material não só ajuda seu cliente como comprova a falta de provas da acusação. Jader reforça a inocência do pai de Bernardo como mentor do crime. "Ele aceitou uma relação péssima da madrasta com o seu filho. Os vídeos são realmente muito fortes, relevantes, mas que não têm nenhuma vinculação com o homicídio”, sustentou Jader. O advogado de Graciele, Vanderlei Pompeu de Mattos, disse que a defesa dela só irá se manifestar nos autos do processo.

Veja a transcrição (alguns trechos são inaudíveis)

Bernardo: Socorro.

Leandro: Vamos se acalmar. Vai para o teu quarto.

Bernardo: Socorro (…) vai me agredir. Socorro, socorro, socorro.

Graciele: (inaudível) Vai lá pedir socorro, vai lá.

Bernardo: Vão vocês!

Leandro: Quem que começou a bagunça?

Bernardo: Vocês me agrediram, tu me agrediu.

Graciele: E vou agredir mais. A próxima vez que tu abrir a boca para falar de mim, eu vou agredir mais.

Leandro: Xingando ela. Ninguém merece ser xingado, né, rapaz.

Graciele: Eu vou agredir mais, eu não fiz nada em ti.

Bernardo: Fez sim. Tu me bateu.

Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz.

Bernardo: Tu me bateu.

Graciele: Tu não sabe.

Bernardo: Tu me bateu.

Graciele: Eu não tenho nada a perder, Bernardo. Tu não sabe do que eu sou capaz. Eu prefiro apodrecer na cadeia a viver nesta casa contigo incomodando. Tu não sabe do que eu sou capaz.

Bernardo: (inaudível) Queria que tu morresse

Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz. Vamos ver quem tem mais força. Aí nós vamos ver quem tem mais força.

Bernardo: Quando tu morrer

Graciele: É, vamos ver quem vai para baixo da terra primeiro

Bernardo: Tu. Tu vai

Graciele: Então tá, se tu tá dizendo.

bernardo boldrini (Foto: GloboNews)Bernardo Boldrino foi morto em abril, no

do Rio Grande do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)

Entenda 

Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.

O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.

Marina Silva é entrevistada pelo Jornal Nacional

Candidata à Presidência respondeu a questões sobre o uso do jato envolvido no acidente que matou Campos e sua relação com Beto Albuquerque

27/08/2014 | 21h48
Marina Silva é entrevistada pelo Jornal Nacional João Cotta / Divulgação / Rede Globo/

Marina encerrou o primeiro ciclo de entrevistas com os candidatos à PresidênciaFoto: João Cotta / Divulgação / Rede Globo

Apontada nas mais recentes pesquisas como eleita em um eventual segundo turno com Dilma Rousseff, a candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, foi entrevistada na noite desta quarta-feira no Jornal Nacional. O quadro encerrou a rodada de sabatinas do telejornal com os presidenciáveis.

A ex-ministra foi confrontada com temas como o uso da aeronave envolvida noacidente que matou Eduardo Campos, a sua popularidade no seu Estado de origem, o Acre, e a sua relação com o vice na chapa, Beto Albuquerque. Mais uma vez, os questionamentos incisivos dos jornalistas marcaram a entrevista.

William Bonner abriu a sequência de perguntas questionando Marina sobre a utilização do jato que caiu em Santos matando o então candidato Eduardo Campos e outras seis pessoas. Reportagem do programa revelou que a operação de compra e venda do Cessna utilizado na campanha teria o envolvimento de empresas fantasmas.

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— Nós tínhamos a informação de que era um empréstimo e que seria feito o ressarcimento no prazo legal que, segundo a própria Justiça Eleitoral, é até o encerramento da campanha — respondeu Marina.

— A senhora sabia dos laranjas? — reforçou Bonner.

— Não tinha nenhuma informação quanto a qualquer ilegalidade referente à postura dos proprietários do avião. As informações que tínhamos eram exatamente aquelas referentes à forma legal de adquirir o provimento deste serviço — disse a candidata.

Marina ressaltou a investigação sobre o caso, que vem sendo conduzida pela Polícia Federal, e pediu rigor na apuração. O jornalista, mais uma vez, insistiu no questionamento:

— Quando os políticos são cobrados por alguma irregularidade, é muito comum que eles digam que não sabiam e que tudo tem de ser investigado. Esse é o discurso que a senhora está usando. Eu lhe pergunto: em que esse comportamento difere do comportamento que a senhora combate tanto, da tal velha política?

— Difere no sentido de que esse é o discurso que eu tenho utilizado para todas as situações, inclusive, quando envolvem os meus adversários, e não como retórica, mas como desejo de quem, de fato, quer que as investigações aconteçam — afirmou Marina.

Na sequência, Patrícia Poeta questionou a ex-ministra sobre o desempenho da candidata nas eleições de 2010 no Acre. No Estado de Marina, ela obteve votação pouco expressiva, estacionando em terceiro lugar atrás de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).

— Aos eleitores dos outros Estados do país, que não a conhecem tão bem, como a senhora explicaria essa desaprovação clara no seu berço político? — perguntou a jornalista.

— É muito difícil ser profeta em sua própria terra — respondeu Marina, ressaltando o que classificou como conflitos de interesses enfrentados no Acre.

O tom da entrevista se elevou quando Marina, ao Patrícia reforçar o questionamento, disse que a jornalista "talvez não conhecesse bem a sua trajetória". A candidata recordou do seu histórico na política até ser eleita senadora.

Após diversas tentativas de interromper a ex-ministra, Bonner deu sequência à entrevista questionando a relação de Marina com o vice na chapa, Beto Albuquerque. O jornalista destacou que o deputado gaúcho foi um dos principais articuladores no Congresso da medida provisória que aprovou o cultivo da soja transgênica e que também se posicionou favorável à pesquisa com células-tronco embrionárias — opiniões divergentes à ex-ministra.

— Além disso, ele aceitou doações de campanhas de setores que a senhora não admitiria. Esses exemplos não mostram que Marina e Beto são a união de opostos tão comum na velha política apenas para viabilizar uma chapa? — perguntou Bonner.

— Nós somos diferentes, e a nova política sabe trabalhar na diversidade — disse Marina, que ainda falou sobre o modelo de transgênicos que defendeu como ministra. — Há uma lenda de que sou contra transgênicos — afirmou.

— Quando a união de opostos se dá com a senhora é em prol do Brasil, mas quando é com adversários seus se trata da velha política? — indagou o jornalista.

Em resposta, Marina apontou que tem visões diferentes de Beto no que diz respeito a transgênicos e a células-tronco, mas que os dois trabalharam juntos no Congresso quando o deputado gaúcho foi relator da Lei de Gestão de Florestas Públicas. No último um minuto e meio da entrevista, a candidata pôde fazer considerações finais. A ex-ministra adotou o discurso de renovação da política e criticou a luta do poder pelo poder.

Marina Silva foi convidada pela Globo após assumir a candidatura pelo PSB por conta da morte de Eduardo Campos. Também foram entrevistados pelo Jornal Nacional os candidatos Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Pastor Everaldo (PSC). A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos, e o critério de seleção são candidatos com pontuação igual ou superior a 3% nas pesquisas Datafolha/Ibope mais recentes.

Na próxima semana, os presidenciáveis serão entrevistados no Jornal da Globo e, na semana de 22 de setembro, no Bom Dia Brasil. O debate está previsto para 2 de outubro.

Zero Hora

Áudio revela ameaças e Bernardo pedindo socorro na frente do pai

Conteúdo faz parte de vídeo anexado ao processo sobre a morte do garoto

Menino foi encontrado morto em abril, aos 11 anos
Foto: Reprodução  / Reprodução

O áudio de um vídeo obtido nesta quarta-feira pela Rádio Gaúcha mostra o menino Bernardo sendo ameaçado pela madrasta e pedindo socorro, tudo isso na frente do pai, o médico Leandro Boldrini. O material foi anexado ao processo na semana passada e mencionado em audiência na Justiça de Três Passos ontem.

O vídeo foi feito pelo celular do médico. Depois da morte do garoto, as imagens foram apagadas, mas recuperadas pela polícia.

O trecho que mais chama atenção é do momento em que Boldrini manda o filho calar a boca e a madrasta, Graciele Ugulini, diz que ele vai para debaixo da terra antes dela. 

"Eu não tenho nada a perder, Bernardo. Tu não sabe do que eu sou capaz. Eu prefiro apodrecer na cadeia a viver nesta casa contigo", diz Graciele em um trecho da discussão. Depois ela diz: "Vamos ver quem vai para baixo da terra primeiro". Antes, Bernardo pede socorro várias vezes.

Outra parte do material, que não foi divulgada, mostraria o menino recebendo maus tratos, sendo dopado e até mesmo sendo instigado a pegar um facão das mãos do pai.

A defesa de Leandro Boldrini disse que as imagens não comprovam qualquer situação que envolva crime ou assassinado. O advogado Jader Marques afirma que, apesar de fortes e passíveis de censura, as cenas revelam péssima relação entre pai e filho.

Confira a transcrição do áudio:
Bernardo: Socorro, socorro.
Leandro: Vamos se acalmar. Vai para o quarto.
Bernardo: Socorro (…) vai me agredir. Socorro, socorro, socorro, socorro.
Graciele: (…) Vai lá, vai lá pedir socorro, vai lá. (…) Tu que tá gritando.
Bernardo: Vão vocês!
Leandro: Quem é que começou a bagunça?
Bernardo: Vocês me agrediram, tu me agrediu.
Graciele: E vou agredir mais. A próxima vez que tu abrir a boca para falar de mim, eu vou agredir mais.
Leandro: Xingando ela. Ninguém merece ser xingado, rapaz.
Graciele: Eu vou agredir mais, eu não fiz nada em ti.
Bernardo: Fez sim. Tu me bateu.
Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz de fazer.
Bernardo: Tu me bateu.
Graciele: Tu não sabe.
Bernardo: Tu me bateu.
Graciele: Eu não tenho nada a perder, Bernardo. Tu não sabe do que eu sou capaz. Eu prefiro apodrecer na cadeia a viver nesta casa contigo incomodando. Tu não sabe do que eu sou capaz.
Bernardo: (…) Queria que tu morresse.
Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz. Vamos ver quem tem mais força. Aí nós vamos ver quem tem mais força.
Bernardo: Quando tu morrer.
Graciele: É, vamos ver quem vai pra baixo da terra primeiro
Bernardo: Tu. Tu vai.
Graciele: Então tá, se tu está dizendo.

Clicrbs

Trecho de vídeo mostra Bernardo sendo dopado pelo pai, diz delegada

Caroline Bamberg prestou quase 5 horas de depoimento em Três Passos.

Audiência ouve testemunhas da morte do menino no Rio Grande do Sul.

 

Caetanno FreitasDo G1 RS, em Três Passos

 


 
Delegada falou na primeira audiência sobre o Caso Bernardo (Foto: Caetanno Freitas/G1)Delegada falou na primeira audiência sobre o Caso Bernardo (Foto: Caetanno Freitas/G1)

Após quase cinco horas de depoimento em audiência no Fórum de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, a delegada Caroline Bamberg, responsável pela investigação do Caso Bernardo, concedeu entrevista e citou um novo trecho do mesmo vídeo com ameaças ao garoto. Segundo ela, o pai do menino, o médico Leandro Boldrini, diz para o filho tomar um remédio, dá uma dose e, em seguida, o menino aparece tonto. O material foi usado como um "trunfo" da acusação.



"O Leandro diz ao Bernardo: 'É esse remedinho que tu tens que tomar'. Nesse trecho aparece ele tomando medicamento e voltando meio 'grogue'. Foi proposital", afirmou ao G1 a delegada ao final do depoimento nesta terça-feira (26).

Durante a audiência, a delegada e o advogado de defesa do médico, Jader Marques, travaram um embate particular. Assim, os defensores dos outros réus tiveram pouco tempo para fazer perguntas. "Não vejo como fracos os outros elementos. Mas [o vídeo] veio demonstrar mais ainda o que a gente já tinha certeza, da culpa de todos", acrescentou a delegada.

Além do vídeo, que tem cerca 15 minutos, segundo a delegada, ela informou que ainda existe um outro material. "Tem um outro vídeo também", completa. As imagens ainda não foram divulgadas pela polícia.

Pouco depois, o advogado da vó materna de Bernardo, Marlon Taborda, também falou sobre o conteúdo do vídeo e contou que as imagens foram gravadas na véspera do Dia dos Pais de 2013. Leandro, pai de Bernardo, aparecia com um copo de uísque na mão.

"É a prova que faltava para a acusação no julgamento. A Graciele dizia 'tua mãe te botou num mato sem cachorro'. São provas cabais contra o Leandro. Tive dificuldade para dormir ao ver esses vídeos. Os gritos de socorro do Bernardo são muito fortes", afirmou ao G1 Taborda.

De acordo com o advogado, a madrasta ainda fez ameaças. "Graciele dizia que ele ia ter o mesmo destino da mãe", contou. Odilaine Uglione, mãe do menino, cometeu suicídio em 2010.

Ainda durante a audiência da delegada, Jader Marques levou roupas e calçados que pertenciam a Bernardo para tentar provar que ele era bem cuidado pelo pai e pela madrasta. Depois da delegada, que foi a única testemunha ouvida das 9h30 às 14h30, o ginecologista Celestino Ambrósio, amigo de Leandro, falou ao juiz. No depoimento, ele reiterou que Leandro disse que “era muito fácil matar alguém hoje em dia, sumir com o corpo”.

Depois, uma dentista prestará depoimento e haverá intervalo na sessão. Outras oito pessoas, testemunhas de acusação, serão ouvidas ainda nesta terça-feira (26). O TJ dispensou 22 pessoas. O juiz vai marcar uma nova data para ouvir as testemunhas que faltaram. Dos quatro réus, apenas Edelvania e Evandro Wirganovicz optaram por comparecer. Leandro e Graciele pediram dispensa.



Transcrição de vídeo revela ameaças de madrasta a Bernardo

Bernardo Boldrini Três Passos (Foto: Reprodução/RBSTV)Bernardo Boldrini foi encontrado morto em abril

(Foto: Reprodução/ RBSTV)

Mais cedo, a delegada falou sobre outro trecho do mesmo vídeo, onde aparecem ameaças de Graciele Ugulini ao menino durante uma briga. "Vamos ver quem vai primeiro para baixo da terra", dizia Graciele nas imagens gravadas, segundo transcrição à qual o G1 teve acesso. Ao sair do depoimento, a delegada confirmou o teor das imagens.

Nas imagens, Bernardo grita pedindo socorro, e o pai manda o menino calar a boca, ficar quieto. "Cala a boca, guri de merda, cagão", dizia o médico, de acordo com a transcrição. Também conforme a transcrição, a briga ocorreu em uma noite de sábado e chamou a atenção do vizinhos, que chamaram a polícia. A Brigada Militar esteve no local e acalmou os ânimos.

Segundo a delegada Caroline Bamberg, as imagens foram gravadas pela madrasta com a intenção de dizer que Bernardo era agressivo com a família. O arquivo havia sido apagado do celular de Leandro, mas foi recuperado por técnicos do Instituto-Geral de Perícias.

"Demonstra muito bem o comportamento deles com o menino. O Bernardo pede socorro, grita. Reforça bem a acusação contra o Leandro", declarou Caroline ao G1, pouco antes de entrar na audiência. "Também mostra ameaças da Graciele ao Bernardo, inclusive de morte", acrescentou.

PMs reforçam a segurança do Fórum de Três Passos (Foto: Caetanno Freitas/G1)PMs reforçam a segurança do Fórum de Três

Passos (Foto: Caetanno Freitas/G1)

O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Leandro e Graciele, a amiga da madrasta Edelvania Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz, estão presos e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Entenda 

Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.

O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.

Estadão antecipa resultado de pesquisa IBOPE e diz que Marina Silva surfa onda de proporções havaianas

Há data e hora marcados para todo mundo ficar sabendo o que a turma diferenciada já vislumbrou desde suas coberturas: a candidatura de Marina Silva (PSB) está surfando uma onda de opinião pública de proporções havaianas. Será nesta terça-feira, às 18 horas, quanto o Estadao.com divulgar a pesquisa Ibope que está em campo. O que ninguém sabe é quão longe a onda vai chegar. Por força da legislação eleitoral, o eleitor indiferenciado só tem acesso às pesquisas registradas pelos institutos. A divulgação dos números de pesquisas não registradas e das sondagens telefônicas diárias é punível com multa alta pela Justiça eleitoral – para jornal, jornalista e instituto. A lei provocou um oligopólio informativo dos mais excludentes. Uma quantidade anormal de pesquisas foi encomendada mas não divulgada desde a morte de Eduardo Campos e a assunção de Marina Silva. Só candidatos, partidos e operadores do mercado financeiro já conhecem os resultados – e estão assombrados. As mudanças são diárias e na mesma direção. Indicam uma tendência que vai além do impacto emocional provocado pela morte de Eduardo Campos e de seus auxiliares. A tragédia foi o despertador do público para a eleição, mas não só. Também catalisou um sentimento difuso de insatisfação com a política, com a polarização PT x PSDB.

VideVersus

Vai para baixo da terra, diz Graciele a Bernardo em vídeo obtido por polícia

Graciele gravou imagens para mostrar atitudes do menino, diz delegada.

Vídeo havia sido apagado do celular do pai, mas foi recuperado em perícia.

 

Caetanno FreitasDo G1 RS, em Três Passos

 


 
Manifestantes rezam antes da primeira audiência do Caso Bernardo (Foto: Caetanno Freitas/G1)Grupo reza antes da primeira audiência do Caso Bernardo (Foto: Caetanno Freitas/G1)

A delegada Caroline Bamberg, responsável pela investigação do Caso Bernardo, disse na manhã desta terça-feira (26) em Três Passos que a polícia obteve um vídeo com ameaças de Graciele Ugulini ao menino durante uma briga. No fim da manhã, o G1 teve acesso à transcrição deste arquivo, que foi recuperado pela perícia no telefone celular de Leandro Boldrini, pai do menino e preso por envolvimento na morte. De acordo com a gravação, a madrasta disse que Bernardo iria "para baixo da terra", enquanto o pai o mandava "calar a boca".

 

O material será usado como principal prova pela acusação no processo da morte do menino, que tem a primeira audiência realizada no Fórum de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, nesta terça.

"Vamos ver quem vai primeiro para baixo da terra", dizia Graciele nas imagens gravadas, segundo transcrição à qual o G1 teve acesso.

Bernardo Boldrini Três Passos (Foto: Reprodução/RBSTV)Bernardo Boldrini morreu em abril

(Foto: Reprodução/RBS TV)

Bernardo gritava pedindo socorro, e o pai mandava o menino calar a boca, ficar quieto. "Cala a boca, guri de merda, cagão", dizia o médico, de acordo com a transcrição.

Também conforme a transcrição, a briga ocorreu em uma noite de sábado e chamou a atenção do vizinhos, que chamaram a polícia. A Brigada Militar esteve no local e acalmou os ânimos.

Segundo a delegada Caroline Bamberg, as imagens foram gravadas pela madrasta com a intenção de dizer que Bernardo era agressivo com a família. O arquivo havia sido apagado do celular de Leandro, mas foi recuperado por técnicos do Instituto-Geral de Perícias.

"Tem um vídeo em que o Bernardo fala que é agredido, uma briga entre os três, Leandro e Graciele. Demonstra muito bem o comportamento deles com o menino. O Bernardo pede socorro, grita. Reforça bem a acusação contra o Leandro", declarou Caroline ao G1, antes de entrar na audiência. "Também mostra ameaças da Graciele ao Bernardo, inclusive de morte", acrescentou.

Caroline Bamberg conversou com a imprensa antes da audiência (Foto: Caetanno Freitas/G1)Caroline Bamberg conversou com a imprensa

antes da audiência (Foto: Caetanno Freitas/G1)

O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural deFrederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Leandro e Graciele, a amiga da madrasta Edelvania Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz, estão presos e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A audiência conta com reforço policial, bloqueio de vias no entorno e restrição à imprensa, com objetivo de proteger e minimizar efeitos externos às testemunhas de defesa e acusação. Ao todo, são 40 policiais militares são responsáveis pela segurança. As ruas do entorno foram bloqueadas em uma área de aproximadamente duas quadras.

PMs reforçam a segurança do Fórum de Três Passos (Foto: Caetanno Freitas/G1)PMs reforçam a segurança do Fórum de Três

Passos (Foto: Caetanno Freitas/G1)

Dos quatro réus, apenas Edelvania e Evandro Wirganovicz optaram por comparecer. Leandro e Graciele pediram dispensa.

Ao todo, seriam ouvidas 33 testemunhas, de defesa e acusação. São familiares, vizinhos, amigos e outras pessoas que possam colaborar com a Justiça. Entre os nomes considerados mais importantes estão: as delegadas que trabalharam no caso, Caroline Bamberg Machado e Cristiane de Moura Baucks, a ex-babá de Bernardo, Elaine Rader – que relatou uma tentativa de asfixamento da madrasta ao garoto – a professora dele, Simone Müller, e um casal que possuía forte vínculo afetivo com o garoto, Carlos e Juçara Petry. A ex-secretária de Leandro Boldrini, Andressa Wagner, e a avó de Bernardo, Jussara Uglione, também foram convocadas.

 

A audiência não tem horário para terminar. Se houver necessidade, uma nova data será marcada para prosseguir com os depoimentos das testemunhas do caso. Na semana passada, o juiz Marcos Luís Agostini negou um pedido do advogado Jader Marques, que defende Leandro, para adiar a audiência.

Depois de encerrada a primeira etapa, novas audiências serão realizadas. Foram 25 testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP) e 52 pelas respectivas defesas, totalizando 77 pessoas. Após o depoimento das 33 em Três Passos, o restante será ouvido por carta precatória, conforme o local onde residem. Haverá testemunhas em Frederico Westphalen, Campo Novo, Coronel Bicaco, Santo Augusto, Palmeira das Missões, Rodeio Bonito, Ijuí, Santo Ângelo, Porto Alegre e Florianópolis.

Cumpridas todas as precatórias, será designada uma nova audiência para ouvir alguma testemunha de defesa que possa ter ficado para trás por motivos como atestado médico, viagem, etc. Para terminar a fase das audiências, os réus serão ouvidos. Na sequência, haverá alegações pelas partes e a sentença do juiz para avaliar se é caso de pronúncia (se vai a júri ou não).

Entenda 

Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.

O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.

Primeira audiência na Justiça do caso Bernardo terá reforço policial no RS

Justiça vai ouvir 33 testemunhas de defesa e acusação nesta terça (26).

Menino de 11 anos foi morto em abril; pai e madrasta estão entre os réus.

 

Caetanno FreitasDo G1 RS, em Três Passos

 


 
Caso Bernardo Três Passos RS (Foto: Caetanno Freitas/G1)Faixas e cartazes pedindo justiça estão fixadas no portão da casa onde o menino morava com o pai e a madrasta e a irmã em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul (Foto: Caetanno Freitas/G1)

A primeira audiência do processo sobre a morte do menino Bernardo Boldrini, marcada para esta terça-feira (26), em Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, terá reforço policial, bloqueio de vias no entorno e restrição à imprensa. Tudo para proteger e minimizar efeitos externos às testemunhas de defesa e acusação arroladas pelo juiz Marcos Luís Agostini, responsável pelo caso. Dos quatro réus, apenas a assistente social Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz, optaram por comparecer. O pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini, pediram dispensa.

O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural deFrederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Leandro, Graciele, Edelvania e Evandro estão presos e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.



Ao todo, serão ouvidas 33 testemunhas, de defesa e acusação. São familiares, vizinhos, amigos e outras pessoas que possam colaborar com a Justiça. Entre os nomes considerados mais importantes estão: as delegadas que trabalharam no caso, Caroline Bamberg Machado e Cristiane de Moura Baucks, a ex-babá de Bernardo, Elaine Rader – que relatou uma tentativa de asfixiamento da madrasta ao garoto – a professora dele, Simone Müller, e um casal que possuía forte vínculo afetivo com o garoto, Carlos e Juçara Petry. A ex-secretária de Leandro Boldrini, Andressa Wagner, e a avó de Bernardo, Jussara Uglione, também foram convocadas.

Caso Bernardo Três Passos RS (Foto: Caetanno Freitas/G1)Fórum de Três Passos terá segurança reforçada para

evitar possíveis protestos (Foto: Caetanno Freitas/G1)

Cerca de 40 policiais militares farão a segurança da audiência na parte interna e externa do Fórum de Três Passos. Destes,15 serão deslocados de outras regiões do estado, como Santa Rosa e Frederico Westphalen, municípios próximos a Três Passos. Nas ruas, a polícia fará isolamento de uma quadra e não permitirá aproximação do público com receio de protestos em frente ao prédio.

Registros fotográficos, filmagens e gravações serão permitidos somente nos primeiros 15 minutos da audiência. As exigências foram impostas pelo próprio juiz Marcos Agostini. Não fosse a intervenção do desembargador presidente do Conselho de Comunicação do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), Túlio Martins, o encontro seria fechado. Martins observou a relevância do caso e destacou a importância da presença da imprensa no local.

A audiência tem início previsto para as 9h15 e não tem horário para terminar. Se houver necessidade, uma nova data será marcada para prosseguir com os depoimentos das testemunhas do caso. Na semana passada, o juiz Marcos Luís Agostini negou um pedido do advogado Jader Marques, que defende Leandro, para adiar a audiência.

Os réus Leandro Boldrini, pai de Bernardo, e Graciele Ugulini, a madrasta, não estarão presente na audiência. Os pedidos de dispensa foram atendidos pelo juiz. O magistrado entendeu que é direito dos acusados optarem por não ser conduzidos ao encontro, salvo naquela em que serão interrogados.



Depois de encerrada a primeira etapa, novas audiências serão realizadas. Foram 25 testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP) e 52 pelas respectivas defesas, totalizando 77 pessoas. Após o depoimento das 33 em Três Passos, o restante será ouvido por carta precatória, conforme o local onde residem. Haverá testemunhas em Frederico Westphalen, Campo Novo, Coronel Bicaco, Santo Augusto, Palmeira das Missões, Rodeio Bonito, Ijuí, Santo Angelo, Porto Alegre e Florianópolis (SC).

Cumpridas todas as precatórias, será designada uma nova audiência para ouvir alguma testemunha de defesa que possa ter ficado para trás por motivos como atestado médico, viagem, etc. Na sequência, haverá alegações pelas partes e a sentença do juiz para avaliar se é caso de pronúncia (se vai a júri ou não).

Pastor falcatrua vai parar na cadeia

Líder evangélico extorquia dinheiro de empresário em Eldorado do Sul. Nos últimos meses, arrancou R$ 10 mil dele e queria mais. Polícia investiga estelionato contra fieis.

25/08/2014 | 07h03

Pastor falcatrua vai parar na cadeia Divulgação/Polícia Civil

Foto: Divulgação / Polícia Civil

"Ou tu paga o dinheiro, ou vamos acabar com a tua família".

Neste tom, com um sotaque castelhano, as ameaças comandadas por um pastor evangélico de Eldorado do Sul e executadas por um homem com antecedentes por estelionato transformaram em um inferno a vida de um empresário da construção civil, nos últimos meses. Eles arrancaram R$ 10 mil do homem de 46 anos e ainda tentavam mais dinheiro. Na semana passada, o empresário não aguentou a pressão e denunciou o caso à polícia.

O pastor Gideão Adonias de Oliveira, 40 anos, e seu comparsa, Wladimir Gonçalves da Silva, 25 anos, acabaram presos na última sexta-feira, quando recebiam um pagamento do empresário em uma agência bancária do Centro de Eldorado. Os dois foram autuados em flagrante e tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça. 

Agora, com os dois no Presídio Central, o delegado Alencar Carraro, da DP de Eldorado do Sul, investiga o que acredita ser um golpe que pode ter vitimado outros fieis.

– Ele se aproveitava da confiança das pessoas para convencê-los a criar sociedades em negócios. Era a isca para começar a aplicar golpes, desde a compra de imóveis e bens até empréstimos e contas bancárias em nome das vítimas – conta o delegado.

O empresário era frequentador da igreja Ministério Avivamento Apostólico Mundial, criada pelo próprio Gideão há pelo menos quatro anos, no Bairro Sans Souci. Ele teria sido convencido a alugar uma sala comercial no Bairro Petrópolis, em Porto Alegre, em seu nome. O objetivo anunciado por Gideão à vítima era ter na Capital uma sede onde o pastor seria consultor de outros evangélicos.

– A consultoria, até onde apuramos, é uma fachada – aponta o delegado.

Logo, as contas do escritório estouraram. Eram compras e ligações de celulares absurdas, além das compras de computadores e outros bens que o empresário desconhecia. Ele estima que tenha um prejuízo de mais de R$ 20 mil só com celulares. E ainda contabiliza o quanto ficou devendo em empréstimos bancários.

Quando tentou se afastar, o empresário passou a ser perseguido. O pastor exigia o pagamento de uma "indenização" de R$ 50 mil. E a cobrança, nos últimos meses, foi brutal. Com a família ameaçada, o empresário denunciou o caso.

Cobrança era feita por "profissional"

A polícia apurou que, para garantir o seu lucro, o pastor recorreu a um criminoso de Eldorado do Sul. Em seu depoimento à polícia, Wladimir da Silva explicou como funcionava a cobrança:

– Ele (pastor) disse que eu tinha um valor para cobrar. Se eu conseguisse o dinheiro, ficava com uma parte.

De acordo com o delegado, Wladimir, que já foi indiciado pela Delegacia de Roubo de Cargas, do Deic, por estelionato e tem antecedentes por ameaça e porte ilegal de arma, era quem fingia ser castelhano nas ligações gravadas pela polícia.

Na sexta, enquanto Gideão recebia uma quantia não revelada pela polícia – que representaria mais uma parte do valor extorquido do empresário -, Wladimir esperava em um Focus. Ao perceber a presença de policiais, ele fugiu. Acabou capturado horas depois na Ilha da Pintada, em Porto Alegre. Além das prisões, a polícia apreendeu dois celulares que tinham os registros de ligações para o empresário e entre os dois envolvidos no crime.

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Polícia investiga outras vítimas

O pastor Gideão não tem antecedentes criminais, mas a suspeita da polícia é de que tenha feito vítimas de golpes também em Porto Alegre e Guaíba. Uma denúncia feita à DP de Eldorado do Sul dá conta de que pelo menos dois frequentadores da igreja, de Guaíba, tenham sofrido um grande prejuízo ao comprarem um imóvel em outra parceria com o pastor.

– Estamos levantando todas as informações sobre golpes aplicados por este pastor. E a apuração sobre casos de estelionato pode ir longe – afirma o delegado Alencar Carraro.

Ele suspeita da participação de pelo menos outro homem nos casos de estelionato que agora serão investigados pela DP de Eldorado do Sul. Durante a semana, os investigadores locais devem buscar informações com delegacias de Porto Alegre, Guaíba e até da Polícia Federal. É que entre as informações já apuradas, estariam suspeitas de golpes bancários incluindo contas na Caixa Federal.

Nos últimos meses, a igreja liderada pelo pastor Gideão estaria com poucos frequentadores. Conforme o seu depoimento, ele estaria se dedicando mais ao seu projeto de consultoria. Só não explicou aos agentes que tipo de consultoria fazia.

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