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Mês: julho 2014 (Page 1 of 6)

Lixões, o prazo para acabar chegou e o cenário pouco mudou(Por George Dantas

Articulista George Dantas

Articulista George Dantas

No próximo sábado, dia 03 de agosto, vence o prazo dado pela Lei nº 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a qual determina a completa extinção dos lixões espalhados pelo Brasil, porém, cerca de 80% dos 5.565 municípios não vão conseguir cumprir o que foi determinado pela Lei promulgada em dezembro de 2010.




A tratativa dos assuntos ligados ao lixo urbano nas cidades ainda não se tornou uma prioridade para os governos municipais e o que se vê, é a manutenção dos lixões na periferia das cidades, e em torno deles, a realidade mostra milhares de pessoas exercendo o trabalho de coletar resíduos que podem ser aproveitados, são os chamados catadores, os quais trabalham numa área insalubre e carente das mínimas condições para exercer seu oficio.

Dados disponíveis indicam que, cada brasileiro gera em média 383 quilos de lixo por ano, isso totaliza uma média de 63 milhões de toneladas, e a má noticia não para por ai, nos últimos anos, a média de geração de lixo no Brasil vem crescendo cerca de 21% ao ano.

Para que os lixões sejam extintos, é necessário que cada município construa seu Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, considerando a construção de aterros sanitários, ocorre que, 46,5% dos municípios brasileiros pesquisados pela Confederação Nacional de Municípios, ainda não tem esse plano.

Prazo para extinção dos lixões está terminando

Prazo para extinção dos lixões está terminando

A Politica Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu três importantes regras nesse processo, a implantação da coleta seletiva, a inclusão social dos catadores e a logística reversa – aquela ação em que o fabricante do produto se responsabiliza pela coleta do produto/embalagem do seu produto usado. Para os municípios coube a implantação da coleta seletiva e o suporte a criação das cooperativas dos catadores de resíduos sólidos, ambas as ações ainda estão engatinhando e certamente, não deverão atingir a meta esperada em menos de dois ou três anos, para termos ideia do atraso na coleta seletiva, cerca de 40% dos municípios, a população não tem acesso à coleta seletiva de acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza (Abrelpe).

A lei que estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos determina pesadas multas para municípios que não atendem a lei, passando o gestor municipal a responder por crime ambiental, passível de detenção e gerando multas de vão de cinco a cinquenta milhões de reais.

Com esse cenário tão negativo do atendimento a Lei e preocupados com as penas previstas para os gestores municipais, já se fala no Congresso Nacional em flexibilizar a lei, dando mais prazo para a extinção dos lixões a céu aberto pelas prefeituras. Isso significa dar prazos diferentes para diferentes portes de municípios, fazendo uma execução progressiva do plano de acordo com a geração de resíduos sólidos.

Para uma lei que foi sancionada em 2010, lei essa que tramitou por mais de vinte anos no Congresso Nacional e mesmo assim, ainda deu mais quatro anos para as Prefeituras se adequarem a ela, não há outra palavra para definir esse quadro nacional como absoluto descaso dos gestores municipais com o assunto, zombando da lei e sem levar em consideração o trato adequado e urgente da gestão ambiental do lixo produzido nas cidades.(George Dantas)

Marido é condenado a 9 anos de prisão por estuprar a própria mulher

Do UOL, em São Paulo

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Um homem foi condenado a nove anos, quatro meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado, por ter estuprado a própria mulher. Segundo a juíza Ângela Cristina Leão, responsável pelo veredicto, o "matrimônio não dá direito ao marido de forçar a parceira à conjunção carnal contra a vontade".

De acordo com dados do processo, a mulher tentava a separação contra o desejo do homem. Brigas entre o casal também foram testemunhadas por pessoas próximas. No caso do estupro, o marido confessou ter ameaçado a mulher com uma faca e xingado-a, tentando constrangê-la.

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Vítimas de estupro revelam frases dos agressores23 fotos

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Vítima de estupro da cidade de Delaware, em Ohio (EUA), exibe papel com a seguinte mensagem: "Sorria. Mostre-me que você está feliz. Estou fazendo isso por você". Ela participa do projeto Unbreakable (inquebrável, em português), tumblr da fotógrafa norte-americana Grace Brown que reúne fotos de pessoas abusadas sexualmente segurando cartazes com frases ditas por seus agressores Leia mais Grace Brown/projectunbreakable.tumblr.com

Na sentença, a juíza afirmou que, embora haja no casamento a previsão de relacionamento sexual, o "referido direito não é uma carta branca para o marido forçar a mulher, empregando violência física ou moral". "Com o casamento, a mulher não perde o direito de dispor de seu corpo, já que o matrimônio não torna a mulher objeto", apontou no julgamento.

Em sua defesa, o marido alegou que, apesar da intimidação confessa, sua mulher teria aceitado praticar o ato sexual. Contudo, a juíza explicou que, mesmo sem a vítima oferecer resistência física, o crime de estupro é caracterizado, já que, "de um lado, houve a conduta opressora e agressiva do acusado; de outro, a conduta de submissão e medo da vítima".

Para a configuração do estupro não há, necessariamente, a coleta de provas físicas que demonstrem lesões ou indícios. "A palavra da vítima é uma prova eficaz para a comprovação da prática, corroborada pelas demais provas e fatos", como, no caso em questão, o depoimento das testemunhas sobre a conduta agressiva e usual do homem, afirmou Ângela Cristina.

O marido não pode recorrer da decisão em liberdade e está preso na Unidade Prisional de Goianira, cidade da região metropolitana de Goiânia, onde o crime aconteceu.

Fatos em Foco 31.07.2014

                                                                                                  Alaides Garcia dos Santos

 

Menor infrator

O adolescente, mesmo tendo praticado um crime bárbaro, não pode permanecer mais que três anos internado. No entanto, seria prudente e sensato permitir, nos crimes hediondos, um prazo maior de internação (máximo de 6, 8 ou 10 anos, por exemplo), não importando que neste interregno venha o infrator alcançar sua maioridade, dando a ele a garantia de proporcionalidade da medida à gravidade da infração. Agora, com respeito ao cumprimento adequado à aplicação das leis, cabe um questionamento importante. As Casas de Recuperação (ou Reformatórios, ou Internatos, Orfanatos, ou seja lá qual nome lhes queira dar) estão adequadamente aparelhadas para receber, acolher, corrigir, educar, habilitar e readaptar estes jovens para a sociedade?

 

Em desacordo com a lei

É necessário que estes estabelecimentos socioeducativos estejam condignamente aparelhados para receber um delinquente, um malfeitor, um indisciplinado, um degenerado e devolvê-lo como um cidadão útil à sociedade. Afinal, foi para isto que para lá foram enviados os que infringiram a lei. Entretanto, além de insuficientes numericamente, esses centros de internação funcionam em desacordo com a lei que os criou, não têm capacidade de transformação desses jovens rebeldes e delinquentes. E aí cabe questionar: Eles estão adequadamente aparelhados para a demanda? Possuem espaço físico e conforto adequado para receber esses educandos, tanto quanto seja necessário? O pessoal docente que vai recepcionar, cuidar e reeducar estes “hóspedes”, são capacitados para lidar com pessoas psicologicamente difíceis?

 

Equipes especializadas

Teriam estes estabelecimentos psicólogos, psicopedagogos e/ou assistentes sociais auxiliando os internos em sua recuperação, preparando-os para sua volta como cidadãos de bem e úteis à sociedade? Possuiriam departamentos capazes de preencher os espaços ociosos dos internos, colocando-os para trabalhar em projeto que se lhes aproveitassem os dons e capacidades laborativas, onde pudessem, com seu trabalho, recuperar sua mente doentia? Teriam como promover um lazer sadio e educativo, com práticas esportivas, artísticas e a imprescindível prática religiosa?

 

E o outro lado?

Mas existe o outro lado da violência de adolescentes que está passando despercebido e que ninguém fala. É a violência que estes jovens sofrem pela negligência da família, da sociedade e dos poderes constituídos. A falta de preocupação dos governantes com a inserção dos jovens no mundo do trabalho, que nada mais é do que o acesso à cidadania plena, os quais não sabem como ganhar a vida, como comprar o que lhes é necessário e desejado. Aí passam a procurar suprir estas necessidades e desejos de qualquer forma, inclusive fora da lei. Poucos entendem essa situação, cuja preferência é atacar os efeitos, se debruçar sobre penas, cadeias, rigor, enfim. E a causa?

 

Por falar nisso…

Em nível de municípios, muitas promessas são feitas em tempos de campanha eleitoral, mas quando estão no poder pouco ou nada é feito pela juventude. Aqui no município de Santo Augusto, por exemplo, os atuais detentores do poder inseriram no item 1.3 do “programa de governo”, entre outras promessas, as seguintes: transformar as praças públicas em espaços destinados a ações esportivas e culturais, respeitando as diversidades; realizar parcerias com o terceiro setor para propagar ações juvenis nos diversos espaços e Bairros da cidade; implantar Projeto de Proteção dos Jovens em situação de vulnerabilidade social, que vise à sua formação e a sua inclusão; implantar o projeto Primeiro Emprego, em parceria com o Governo Federal, oferecendo qualificação sócio-profissional a jovens de 16 a 24 anos, desempregados, com renda mensal per-capita até meio salário mínimo; desenvolvimento de um Programa efetivo de prevenção ao uso de drogas. E aí? Qual ou quais delas foram cumpridas até agora? 

Candidato do PDT ao governo do RS vê educação como obstinação

Vieira da Cunha vê estado "endividado", mas quer investir no ensino.

G1 traça os perfis dos oito candidatos ao governo do Rio Grande do Sul.

 

Felipe TrudaDo G1 RS

 


 
Vieira da Cunha representa o PDT na corrida pelo Piratini (Foto: Caetanno Freitas/G1)Vieira da Cunha representa o PDT na corrida pelo Piratini (Foto: Caetanno Freitas/G1)

Como quem declama uma poesia, o deputado federal Vieira da Cunha (PDT) repete um trecho do discurso de Leonel Brizola na Campanha da Legalidade, em 1961. "A morte é melhor do que a vida sem honra", recita. Mas o candidato ao governo do Rio Grande do Sul não precisa falar para evidenciar a identificação com o célebre político cuja morte completou 10 anos em junho, e de quem se orgulha por ter chamado de amigo durante boa parte de sua trajetória política. Basta entrar no apartamento localizado no bairro Menino Deus, na região central de Porto Alegre, onde vive mesmo atuando no Congresso Nacional, em Brasília, para identificar a influência do líder pedetista na vida do parlamentar.

Candidatos a Governador do Rio Grande do sul - Vieira da Cunha PDT (Foto: Divulgação)

Desta segunda (28) até a outra segunda (4), oG1 publica os perfis dos oito candidatos ao governo do Rio Grande do Sul. A ordem de publicação foi definida a partir das intenções de voto da pesquisa Ibope divulgada no dia 19 de julho. No caso em que houve empate, foi usada a ordem alfabética.



Ainda nos primeiros dias de campanha, Vieira recebeu o G1 em sua residência ornamentada com as lembranças de Brizola, como um pequeno boneco com a caricatura do líder e um quadro autografado, onde um jovem Vieira da Cunha sorri abraçado ao ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Até mesmo uma foto do líder pedetista comendo melancia ele guarda. "Voltávamos de uma ação beneficente na Restinga [na zona sul da capital] e ele pediu para parar em uma fruteira", relembra, com um sorriso que denota nostalgia.



Vieira sonha sentar-se na cadeira ocupada há mais de 50 anos por Brizola, diz que educação é a "prioridade das prioridades", mas reconhece que, para investir em escolas, terá de lidar com o que considera a "dificuldade de investimento" do estado "mais endividado da nação". "Não há setor em que se possa melhor investir dinheiro público do que na educação. Por outro lado, é verdade que temos dificuldades, mas temos de estabelecer prioridades. E a minha será essa", diz o candidato. "É mais que um compromisso, é obstinação", acrescenta.

Montagem de fotos dos candidatos a governador do Rio Grande do Sul - Vieira da Cunha (Foto: Arquivo Pessoal)Vieira da Cunha aparece em cinco momentos marcantes de sua vida. Acima, quando presidiu o Grêmio Estudantil do Colégio Anchieta, e quando se tornou vereador. Logo abaixo, como orador na formatura de direito e assumindo a presidência da CEEE ao lado do então governador Alceu Collares. Na última foto, assume a presidência da Assembleia Legislativa, em 2004 (Fotos: Arquivo Pessoal)

Nascido em Cachoeira do Sul, na região central do estado, Vieira rodou o Rio Grande durante a infância. Viu o pai trabalhar em cidades como Passo Fundo, Jaguari e Santiago para só depois chegar a Porto Alegre. Mas ainda criança o deputado iniciou a sua trajetória política, quando, aos 12 anos, aluno do Colégio Anchieta, na capital, conheceu uma região carente em atividade escolar. "Já conhecia a pobreza, mas ali conheci a miséria", conta.

Vieira da Cunha representa o PDT na corrida pelo Piratini (Foto: Caetanno Freitas/G1)Vieira da Cunha representa o PDT na corrida

pelo Piratini (Foto: Caetanno Freitas/G1)

Nos tempos de faculdade, presidiu o grêmio estudantil da UFRGS. Organizou um seminário com políticos que voltaram do exílio, em 1979, no qual conheceu o homem em quem mais se espelha. "O Brizola me conquistou", diz. Após deixar a entidade, ingressou no PDT. Foi suplente na primeira eleição, e durante o governo de Colares, foi empossado vereador aos 25 anos. Desde então, ocupou três mandatos na Assembleia e hoje se vê próximo do fim do seu segundo na Câmara.

Mesmo trabalhando em Brasília, não deixou de morar na capital gaúcha. A ideia de permanecer no estado foi da mulher Luciane, com quem tem uma relação que já dura 33 anos. Juntos, tiveram os filhos Carlos e Eduardo e as gêmeas Marina e Alice, de 12 anos. Para Vieira, foi melhor assim. "Se eu me mudasse para Brasília, conviveria menos ainda com eles", justifica.

Vieira tem na parede uma foto em que aparece sorrindo com a mulher e os filhos na praia. Ao olhar para a imagem, diz sentir-se motivado a lutar para que todos tenham a mesma chance, de fazer parte de uma família estruturada. Para o deputado, a convivência não é só um refúgio após debates intensos na Câmara e na campanha, mas também um estímulo, semelhante ao que surgiu ainda aos 12 anos no Colégio Anchieta.

Assista ao vídeo selfie gravado pelo próprio candidato, a pedido do G1:

 

Na entrevista, o G1 pediu que Vieira da Cunha respondesse três perguntas feitas a todos os candidatos. Confira as respostas abaixo.

Na sua opinião, qual o principal problema do Rio Grande?

O principal problema do Rio Grande do Sul é profunda crise financeira. Somos o estado mais endividado do país, são mais de R$ 40 bilhões de dívida, e nós estamos sufocados em nossa capacidade de investimento. É um dos menores da história. O governo atual consegue investir apenas 5% de sua receita de corrente líquida. Isso significou um investimento baixíssimo no ano passado, na ordem de R$ 1,4 bilhões, o que está muito aquém das necessidades do estado. Estamos prestando um serviço desqualificado nas áreas para as quais existe o Estado, como a educação, a saúde, a segurança e a infraestrutura.

E a maior virtude?

É a capacidade empreendedora do seu povo, a capacidade de trabalho do seu povo. O povo gaúcho é desbravador, conquistou outros estados, levou desenvolvimento a outras unidades da federação, então é um povo que tem essa marca do trabalho e da competência, e acho que nosso desafio é fazer com que nossos valores permaneçam aqui, que nós possamos fazer com que o gaúcho possa crescer, empreender, gerar riqueza no seu próprio estado.

Como o senhor vai melhorar a vida dos gaúchos nos próximos quatro anos?

Fazendo com que o governo do estado cumpra sua função, que é devolver os impostos que a população paga com os serviços públicos de qualidade. Eu sou um trabalhista da escola de Leonel Brizola, então para mim a educação é a prioridade das prioridades. O estado tem de atender as crianças e os jovens, e uma rede de ensino de qualidade é uma condição para alcançar uma sociedade harmônica. É mais que um compromisso que quero assumir. Será uma obstinação qualificar a educação pública, inclusive resgatando os Cieps.

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Candidato do PMDB ao governo quer retomada do protagonismo do RS

José Ivo Sartori recorda momentos de sua trajetória e de apelido na UCS.

G1 publica os perfis dos oito candidatos ao governo do Rio Grande do Sul.

 

Caetanno FreitasDo G1 RS

 


 
José Ivo Sartori é o candidato do PMDB para a disputa de governador do RS (Foto: Felipe Truda/G1)Sartori não nega perfil durão e exigente, até mesmo em momentos com a família (Foto: Felipe Truda/G1)

A semelhança com Getúlio Vargas por conta do estilo convicto e durão rendeu um apelido que permaneceu por toda a faculdade de filosofia, especialmente no período em que esteve, por três anos, no comando do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade de Caxias do Sul (UCS). A figura do ex-presidente seguia viva no imaginário popular na década de 1970, mais ainda para quem recém engatinhava na carreira política como José Ivo Sartori (PMDB), o “Getulinho”. Àquela altura, era apenas estudante, embrião do futuro parlamentar, e jamais poderia se imaginar candidato ao governo do estado 40 anos depois do estigma que lhe foi imposto, livre do perfil autoritário e agnóstico do “pai dos pobres”.

Candidatos a Governador do Rio Grande do sul - José Ivo Sartori - PMDB (Foto: Divulgação)

Desta segunda-feira (28) até a outra segunda (4), o G1 publica os perfis dos oito candidatos ao governo do Rio Grande do Sul. A ordem de publicação foi definida a partir das intenções de voto da pesquisa Ibope divulgada no dia 19 de julho. No caso em que houve empate, foi usada a ordem alfabética.



A dificuldade para falar da vida pessoal surgiu desde os primeiros minutos da entrevista que concedeu ao G1 do 12º andar de seu “apartamento-satélite”, numa terça-feira ensolarada em Porto Alegre. O local serve apenas de apoio quando Sartori viaja de Caxias do Sul para eventuais compromissos na capital. Retraído, decidiu abrir uma roda de chimarrão para quebrar o gelo e a formalidade do encontro. Se revelou um homem simples, apegado às raízes e religioso a ponto de estudar em um seminário para se tornar padre. Preferiu não adiantar propostas de governo, mas assumiu a postura de quem vai "correr por fora” para chegar ao Piratini.

“Não me preocupo com os outros candidatos. São todos muito fortes. Da mesma forma, acho que eles também não precisam se preocupar muito comigo", diz. "Se vencermos a eleição, vamos para o trabalho no primeiro dia, logo após a transição. Não gosto de antecipar nada. As decisões precisam ser muito bem pensadas para não cometer equívocos. Temos um plano de governo, temos metas. O que todos querem é que alguém assuma essa liderança para recolocar o estado no papel de protagonista”, sustenta o candidato do PMDB.

Montagem de fotos dos candidatos a governador do Rio Grande do Sul - Sartori (Foto: Arquivo Pessoal)Sartori aparece em cinco imagens importantes na sua trajetória. Na parte de cima, a adolescência e a formatura na faculdade de filosofia. Nas demais fotos, já na política, registros do seu início no PMDB, do encontro com Ulysses Guimarães e em sala de aula quando era prefeito de Caxias (Foto: Arquivo Pessoal)

Sartori tem 66 anos, é casado com a deputada estadual Maria Helena Sartori (PMDB), e tem dois filhos, Marcos e Carolina. Nasceu no “interior do interior” de Farroupilha, na Linha Amadeu, distrito de São Marcos, na Serra. Saiu cedo do município. Com 13 anos, quando fazia parte da juventude católica, mudou-se para Antônio Prado para integrar o movimento estudantil. De forma tímida, começou a tomar gosto pelo que faz desde 1976, quando foi eleito vereador de Caxias do Sul, cidade que o acolheu e onde vive há 48 anos. “Quem diria que Caxias se desenvolveria tanto ao longo dos anos e teria essa importância tão grande”, reflete.

José Ivo Sartori é o candidato do PMDB para a disputa de governador do RS (Foto: Felipe Truda/G1)José Ivo Sartori diz que não se preocupa com os

demais candidatos (Foto: Felipe Truda/G1)

“Comecei muito cedo na política. E isso que cursava filosofia, acredite se quiser”, brinca o candidato. “Fui presidente de Grêmio Estudantil e presidente do DCE da UCS por três anos. Meus colegas me chamavam de Getulinho na época. Foi um tempo de bastante crescimento”, observa, antes de falar sobre o período de três anos que passou no seminário de Caxias do Sul. “Me tornei uma pessoa séria, centrada. Sou o que sou por causa daquele tempo."



Além de vereador, também foi deputado estadual durante cinco mandatos consecutivos e chegou a presidir o parlamento gaúcho entre 1998 e 1999. Foi deputado federal em 2002, dois anos antes de ser eleito prefeito de Caxias, cargo para o qual foi reeleito em 2008. O candidato a vice na sua chapa é José Paulo Cairoli (PSD), ex-presidente da Federasul.

O homem que leva consigo ensinamentos de seu pai sobre humildade e simplicidade vê o PMDB numa situação bem diferente daquela de 2002, quando o partido surpreendeu na eleição elegendo Germano Rigotto. Por conta da responsabilidade, admite que às vezes perde o sono. “O que mais desejo é contribuir para o processo eleitoral. Sei que temos um papel importante nessa quadra histórica. Temos de tocar em frente. Agora é para valer”.

Assista ao vídeo selfie gravado pelo próprio candidato, a pedido do G1:

 

Na entrevista, o G1 pediu que José Ivo Sartori respondesse a três perguntas feitas a todos os candidatos. Confira as respostas abaixo.



– Na sua opinião, qual é o principal problema do Rio Grande do Sul?

Apontaria as finanças do estado. Todos percebem, até pelas dificuldades para investir, especialmente em infraestrutura, na questão das estradas. Não cabe aqui colocar a culpa em alguém, transferir responsabilidades. O que a população quer é que alguém assuma essa liderança para recolocar o estado no papel de protagonista. Essa condição não é tão difícil de ser superada. Claro que vai levar tempo. Mas este é um estado promissor. A saída é construir o mínimo de convergência e fazer um pacto de unidade para enfrentar essas situações e acelerar o desenvolvimento.

– E a maior virtude do estado?

Acho que o Rio Grande do Sul foi acostumado com a luta. O povo gaúcho sabe enfrentar grandes desafios, sejam internos ou externos. A maior virtude é que existe um alto índice de consciência e politização no estado. Até pela história. Sempre houve embates importantes no estado. Às vezes somos considerados separatistas, mas a verdade é que somos os mais patriotas de todos.

– Como o senhor vai mudar a vida dos gaúchos nos próximos quatro anos?

Primeiro é ter a certeza de definir prioridades. Mas temos de ter democracia, fazer um governo plural, democrático para construir um novo governo. Ninguém governa sozinho, sem pressão. A população sempre quer mais. temos de trabalhar em equipe, de forma integrada e construir referências para a sociedade. Hoje não se faz mais governo sem alianças políticas e nem com pessoas tecnicamente preparadas e politicamente sintonizada. Para mim isso é um desafio muito grande.

Laudo da perícia não explica causa da morte do menino Bernardo

Laudo da perícia não explica causa da morte do menino Bernardo

 

Local do crime não foi preservado e falta de estrutura prejudicou o trabalho dos peritos

Como o menino Bernardo Boldrini foi assassinado? O que causou a sua morte no dia 4 de abril, em Frederico Westphalen? Diante destas perguntas que nunca terão uma resposta definitiva, o advogado da avó materna da criança, Marlon Taborda, acredita na possibilidade do menino ter sido enterrado vivo. “No que se refere às provas técnicas que constam no processo não é de se excluir essa possibilidade”, disse a uma emissora de televisão.

O laudo da autópsia de Bernardo não explica qual foi a causa da morte do menino de 11 anos. Os depoimentos das acusadas, a madrasta e a amiga dela, são contraditórios e não ajudam a responder essa dúvida. Segundo Edelvânia Wirganovicz, cúmplice confessa no crime, em depoimento gravado pela polícia, uma injeção letal foi usada para tirar a vida do garoto. A madrasta Gracieli Ugulini, em depoimento à polícia oito dias após ser presa, afirmou que o motivo da morte foi o excesso de comprimidos.

O documento elaborado pela perícia descreve em detalhes o estado do cadáver e conclui que os achados na presente necropsia não evidenciam sinais de trauma ou outros achados que poderiam explicar a causa da morte. Não foi possível responder se o menino morreu por asfixia. A causa da morte é atestada como indeterminada.

A área onde o menino foi enterrado não foi isolada pela polícia. Na época, peritos que atuaram no caso reclamaram da falta de preservação do local do crime. A falta de estrutura para o trabalho dos peritos e uma falha no trabalho da polícia impediram a identificação da causa da morte de Bernardo Uglione Boldrini.

Entenda o caso

Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, em Três Passos. Na noite de segunda-feira, 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.

Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz, 40 anos. Evandro Wirganovicz, irmão de Edilvânia, também foi preso acusado de participar da ocultação do cadáver. Os quatro foram indiciados e deverão ir a julgamento.

Três Passos News/Foto: Facebook/Reprodução

Grêmio anuncia a contratação de Felipão, que volta 18 anos depois

29/07/2014 14h36 – Atualizado em 29/07/2014 14h39

Treinador será apresentado nesta quarta-feira

Por Porto Alegre

 

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Felipão Fábio Koff Arena Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA )Felipão volta ao Grêmio depois de 18 anos

(Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA )

Depois de 18 anos separados, Grêmio e Felipão, enfim, se reencontrarão. Um dos técnicos mais vitoriosos da história do clube, Luiz Felipe Scolari foi anunciado como novo treinador do clube no lugar de Enderson Moreira. Aos 65 anos, Felipão foi demovido pelo presidente Fábio Koff da ideia de não trabalhar até o final do ano depois do fracasso do Brasil, comandado por ele, na Copa do Mundo.

O mandatário do Grêmio foi até São Paulo para convencer Felipão a aceitar o convite do Grêmio. E teve sucesso. Os dois voltarão a trabalhar juntos após dividirem os títulos da Copa do Brasil de 1994, a Libertadores de 1995 e o Brasileirão de 1996.

Felipão chega na manhã desta quarta-feira a Porto Alegre. O clube gaúcho ainda não definiu quando será a apresentação oficial do novo treinador. 

 

Quero um mandato inovador, diz candidato do PT à reeleição no RS

Tarso avalia seu primeiro mandato e lista metas da sua campanha.

G1 traça os perfis dos oito candidatos ao governo do Rio Grande do Sul.

 

Felipe TrudaDo G1 RS

 


 
Tarso Genro exaltou o acordo para a renegociação da dívida pública dos estados com a União (Foto: Caetanno Freitas/G1)Tarso Genro quer mudanças em relação ao seu primeiro mandato no Piratini (Foto: Caetanno Freitas/G1)

Iluminado por um imponente lustre inspirado no famoso lampadário do Palácio de Versalhes, na França, ornado com pinturas e cercado por cortinas de veludo, o Salão Negrinho do Pastoreio costuma ser sede de eventos oficiais do Rio Grande do Sul no Piratini, Centro de Porto Alegre. Frequentemente lotada por espectadores acomodados em elegantes cadeiras com encosto acolchoado, a peça estava vazia quando o governador Tarso Genro, candidato à reeleição pelo PT, recebeu a reportagem do G1. A suntuosidade da sala contrastava com a naturalidade com que o mandatário, acomodado na poltrona posicionada em frente a uma das extensas janelas, falou sobre vida pessoal, governo e suas convicções.

Candidatos a Governador do Rio Grande do sul - Tarso Genro PT (Foto: Divulgação)

Desta segunda (28) até a outra segunda (4), oG1 publica os perfis dos oito candidatos ao governo do Rio Grande do Sul. A ordem de publicação foi definida a partir das intenções de voto da pesquisa Ibope divulgada no dia 19 de julho. No caso em que houve empate, foi usada a ordem alfabética.

Transcorria mais da metade do tempo da entrevista quando dois assessores falavam baixo entre si com inquietação. O tempo do governador é precioso. Alheio à agitação, o candidato explicava por que havia determinado que só se lançaria à reeleição caso fosse acordada a renegociação da dívida pública com a União. Caso contrário, um eventual segundo mandato teria uma "taxa de estabilidade razoável, mas sem inovação". "Eu quero que meu segundo governo seja inovador, que seja uma continuidade com avanços", acrescenta, reconhecendo, no entanto, que a declaração também serviu para pressionar o PT e o governo.

Sorvidas e roncos no chimarrão se alternavam a uma fala mansa, por mais polêmico que fosse o assunto em questão. Críticas à imprensa apareceram em momentos distintos da conversa. Para Tarso, algumas reportagens são veiculadas com o objetivo de promover um ponto de vista ideológico, devido ao que chama de "poder do capital financeiro sobre a imprensa". "Não se trata de ser contra o Tarso ou contra o PT. O processo de formação de opinião pautado pela grande imprensa em termos globais leva a entender que a grande saída para a crise do capital são as reformas neoliberais", dispara.

Montagem de fotos dos candidatos a governador do Rio Grande do Sul - Tarso Genro PT (Foto: Divulgação)As fotos acima mostram a infância na sua cidade natal, São Borja, e a formatura na escola agrotécnica de Santa Maria. Ao centro, uma imagem do seu casamento com Sandra Genro e ao lado a posse como prefeito da capital gaúcha em 1993. Abaixo, imagem com o presidente do Uruguai, Pepe Mujica (Foto: Divulgação)

Há 22 anos, Tarso teve o que considera a maior alegria de sua vida política: foi eleito prefeito de Porto Alegre na eleição municipal de 1992. "Moldou a minha ação política posterior, até hoje", diz. Dez anos mais tarde, no entanto, o político tomaria a única grande decisão que, se pudesse, voltaria atrás: se colocou à disposição para disputar a eleição para o governo estadual em 2002, na qual foi derrotado por Germano Rigotto. "Foi originária de uma tensão interna do partido, que era real e teve responsabilidade de ambas as partes do partido, mas eu deveria ter sabido evitar a apresentação do meu nome", lamenta.

Antes de assumir o mandato no Piratini, Tarso foi ministro da Educação e Justiça (Foto: Caetanno Freitas/G1)Antes de assumir o mandato no Piratini, Tarso foi

ministro da Educação (Foto: Caetanno Freitas/G1)

Passado o pleito, Tarso foi convidado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para atuar na Esplanada. À frente da pasta da Educação, se orgulha por ter idealizado o Programa Universidade para Todos (Prouni). "É uma revolução na educação superior", elogia, ressaltando não ter sido o criador da "parte técnica", que considera "genial". Titular da Justiça, assinou o texto da lei que prevê o Piso Nacional do Magistério, hoje tão cobrado do Piratini por professores e adversários.

Um acordo com a Justiça definiu o pagamento de um completivo salarial aos professores que ganham menos que o piso, sem ter reflexos no plano de carreira, o que desagradou a classe. A justificativa é que, ao contrário do que havia planejado quando ministro, o aumento é corrigido conforme o Fundeb. "Até hoje ninguém entende direito o que é", avalia.

Tarso também teve de lidar com os protestos de junho de 2013. "Aquilo que é tensão política", recorda. E ainda foi assombrado pelo incêndio da boate Kiss, "o maior abalo emocional da vida". Apesar de toda dificuldade, a motivação para seguir governando está em um misto de confiança e comprometimento. Ele está certo de que é o melhor nome do PT. "Não é pretensão individual, é responsabilidade cívica", garante.

Assista ao vídeo selfie gravado pelo próprio candidato, a pedido do G1:

 

Na entrevista, o G1 pediu que Tarso Genro respondesse três perguntas feitas a todos os candidatos. Confira as respostas abaixo.

Na sua opinião, qual o principal problema do Rio Grande?

O principal problema do Rio Grande do Sul foi a letargia no desenvolvimento econômico e social do estado, que estava bloqueado por uma visão reducionista das funções do estado e pela ausência de uma capacidade de atrair e financiar investimentos.

E a maior virtude?

Tem uma dupla virtude no Rio Grande do Sul, que tenho salientado sempre. Primeiro, a diversidade da nossa base produtiva. Temos desde o agronegócio do nosso estado, passando pela agricultura familiar e cooperativa, e indo até micro, médias e grandes empresas industriais qualificadas tecnologicamente. Essa diversidade é a nossa maior vantagem comparativa.

Como o senhor vai melhorar a vida dos gaúchos nos próximos quatro anos?

A vida dos gaúchos já está mudando. Temos índices muito firmes disso. E nossa visão de mudança para o próximo período é acelerar o desenvolvimento econômico e social do estado com atração de investimentos, com captação de investimentos do governo federal, com aumento de financiamentos de programas e projetos e com o foco na educação e na segurança pública, que são setores que evoluíram neste período, mas ainda não o suficiente, porque eram setores que estavam muito desmantelados.

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Reabertura de inquérito sobre morte de mãe de Bernardo é negado no RS

Juiz disse que não foi apontada nenhuma nova prova que altere panorama.

Família sustentou que provas indicariam que mulher não cometeu suicídio.

 

Do G1 RS

 


 
Corpo de menino desaparecido em Três Passos, RS, será enterrado em Santa Maria, RS (Foto: Reprodução/RBS TV)Odilaine Uglione morreu em 2010 em Três Passos (Foto: Reprodução/RBS TV)

A Justiça de Três Passos negou o pedido de desarquivamento do inquérito policial sobre a morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini, ocorrida em 2010. A defesa da avó materna do garoto, Jussara Marlene Uglione, pediu a reabertura sustentando terem surgido novas provas indicando que a mulher não teria cometido suicídio, mas sido assassinada.

Entretanto, o juiz Marcos Luís Agostini disse que não foi apontada nenhuma nova prova que altere o panorama probatório. O magistrado acolheu a manifestação do Ministério Público, referindo a inviabilidade da reabertura do inquérito. "Nem mesmo o órgão acusador vislumbra a presença dos requisitos estabelecidos na lei, isto é, prova formal e substancialmente nova que altere o panorama probatório identificado no momento em que os autos foram arquivados", analisou o juiz em despacho.

O pedido de desarquivamento ocorreu após o assassinato de Bernardo, encontrado morto no dia 14 de abril, enterrado em um matagal em Frederico Westphalen, no norte gaúcho, a cerca de 80 km de Três Passos, onde morava. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. O pai, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, a assistente social Edelvania Wirganovicz e seu irmão Evandro Wirganovicz estão presos e são réus pela morte do menino.

Ilustração de laudo demonstra o trajeto da bala que matou Odilaine (Foto: Reprodução)Ilustração de laudo demonstra o trajeto da bala que

matou Odilaine (Foto: Reprodução)

A solicitação da família de Odilaine foi baseada em lesões no antebraço direito e lábio inferior da mulher, bem como vestígios de pólvora na mão esquerda da vítima, que era destra, entre outras alegações sobre as informações do laudo pericial. Também levantou suspeita sobre o perito que realizara a necropsia, por ser sogro de um primo de Leandro Boldrini.



Citando o parecer do Ministério Público, o magistrado registrou que a presença de pólvora na mão esquerda da vítima foi esclarecida pelo perito, pois a mão direita, que segurava o revólver, foi auxiliada pela outra mão, estando a esquerda sobre a primeira. Segundo ele, as duas equimoses arroxeadas no antebraço direito da vítima são decorrentes das punções venosas realizadas no hospital local após o disparo. Além disso, Marcos Luís Agostini entendeu não haver prova de amizade ou vínculo de familiaridade entre Leandro Boldrini e o perito que examinou o corpo. 

Estamos em busca da esperança, diz candidata do PP ao governo do RS

Ana Amélia Lemos lembra carreira profissional e traça metas da campanha.

G1 publica os perfis dos oito candidatos ao governo do Rio Grande do Sul.

 

Caetanno FreitasDo G1 RS

 

 
Ana Amélia Lemos é a candidata do PP ao governo do estado (Foto: Felipe Truda/G1)Após quatro anos como senadora, Ana Amélia tenta chegar ao Piratini em 2015 (Foto: Felipe Truda/G1)

As frequentes previsões do ex-marido estão latentes na memória da candidata ao governo do Rio Grande do Sul Ana Amélia Lemos (PP). Como se fosse vidente, Octávio Omar Cardoso, falecido em 2011, costumava brincar com o futuro. Em 2010, antes das eleições, disse a ela que deveria estar preparada para se tornar senadora. Foi em um jantar a dois, em Porto Alegre. Quatro anos depois, ela reflete sobre outra mensagem. “Não vou gostar de morar no Palácio Piratini”, soprou Octávio durante uma caminhada pelas ruas de Natal (RN), onde o casal passava as férias que precediam o mandato no Senado. Para se confirmar, no entanto, a profecia depende da escolha das mais de 8,4 milhões de pessoas aptas a votar no estado.

Candidatos a Governador do Rio Grande do sul - Ana Amélia Lemos PP (Foto: Divulgação)

Desta segunda (28) até a próxima segunda (4), o G1 publica os perfis dos oito candidatos ao governo do Rio Grande do Sul. A ordem de publicação foi definida a partir das intenções de voto da pesquisa Ibope divulgada no dia 19 de julho. No caso em que houve empate, foi usada a ordem alfabética.



Ana Amélia e sua equipe de apoio com cerca de 30 pessoas receberam o G1 numa quinta-feira chuvosa na casa que foi transformada em quartel-general da campanha, na Zona Sul da capital. Criteriosa, chegou poucos minutos depois do horário marcado. Entrou na sala, aprovou o cenário e acomodou-se em uma das cadeiras. Antes de começar, porém, sentiu-se incomodada com um detalhe: o crachá do repórter, que poderia atrapalhar a foto de divulgação do encontro feita por sua assessoria. “Você sempre usa isto?”, questionou. Após resposta positiva, a candidata sugeriu: “Ficaria melhor se você tirasse, não acha?”.



Natural de Lagoa Vermelha, Ana Amélia Lemos tem 69 anos e é formada em jornalismo. Já foi balconista, funcionária pública e até interpretou uma trapezista no filme “Não aperta, Aparício”, com Grande Otelo como estrela principal. Não tem filhos e trata a morte do ex-marido como a maior tristeza da vida. “Abriu um buraco no meu chão. Tento superar me dedicando à política, como se tivesse casado com o mandato. Quero me casar com o governo", diz a candidata, antes de traçar o norte de sua campanha. "O fato de dizer que estamos em busca da esperança é trazer sentimento de mudança, de um estado sem radicalismo ideológico. O mundo mudou", opina.

Montagem de fotos dos candidatos a governador do Rio Grande do Sul - Ana Amélia (Foto: Divulgação)Fotos mostram momentos marcantes da vida pessoal e política de Ana Amélia Lemos. Na parte superior, retratos da infância e da juventude. Abaixo, imagens da vida profissional com Fidel Castro e com o papa João Paulo II e das eleições de 2010, quando ainda era candidata ao Senado (Foto: Divulgação/PP)

Aos 12 anos, escreveu uma carta ao então governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola pedindo uma bolsa de estudos em um colégio particular de Lagoa Vermelha. “Não tinha dinheiro, mas queria estudar. Mandei a carta escondida da minha família. Eles eram contrários ao governo do Brizola. Só que ouvia ele (Brizola) falar tanto em educação que ficava impressionada, mesmo não entendendo praticamente nada daquilo. Não demorou muito e o Brizola retornou dizendo que meu pedido havia sido atendido. Sou muito grata por isso”, lembra Ana Amélia, que estudou na escola como bolsista por oito anos.

Ana Amélia Lemos é a candidata do PP ao governo do estado (Foto: Felipe Truda/G1)Ana Amélia Lemos contou detalhes da sua vida em

entrevista na capital (Foto: Felipe Truda/G1)

Como jornalista, atuou no Grupo RBS por mais de 30 anos. Cobriu fatos históricos, como as Diretas Já, o impeachment de Fernando Collor e a morte de Tancredo Neves, informação que poderia ter sido antecipada por ela. “É a única coisa que lamento na profissão. Recebi a informação de uma fonte segura que Tancredo estava doente e que poderia não assumir. Mas como bancar uma notícia desse tamanho? É sua credibilidade que está em jogo”, conta.



Tempo do qual não sente falta. “Não tenho saudade do jornalismo. Mas me orgulho. Ter dado em primeira mão no Brasil a morte do papa João Paulo II foi muito importante para mim”, recorda, citando também entrevistas com Fernando Henrique Cardoso, Lula e João Figueiredo, além de encontros com personalidades como Fidel Castro e Gabriel Garcia Márquez.

Não há como comparar o histórico profissional com a curta vida política de Ana Amélia Lemos, iniciada há apenas quatro anos. Apesar da pouca experiência, a candidata se sente preparada para assumir a condição de governadora do Rio Grande do Sul em 2015. “Lula foi presidente tendo sido apenas deputado e líder sindical. Não é o tempo de serviço que qualifica uma pessoa”, justifica.



Assista ao vídeo selfie gravado pelo próprio candidato, a pedido do G1:

 

Na entrevista, o G1 pediu que Ana Amélia Lemos respondesse três perguntas feitas a todos os candidatos. Confira as respostas abaixo.



– Na sua opinião, qual é o principal problema do Rio Grande do Sul?

Temos um estado muito rico pela vocação empreendedora do povo. Mas fomos perdendo espaço e a capacidade de manter os gaúchos aqui. Hoje encontramos gaúchos por todo o país. Levaram a capacidade de produzir, um talento empreendedor. E isso aconteceu por conta da falta de condições do estado para facilitar a vida do empreendedor. Aqui é tudo mais complicado, muita burocracia envolvida. Além disso, tivemos um decréscimo na qualidade de ensino, carências de infraestrutura, rodovias, segurança pública… São vários aspectos. Isso não é, necessariamente, um problema do governo atual. É uma situação que vem de tempos.

– E a maior virtude do estado?

A capacidade da sua gente, a coragem de empreender. É exatamente por isso que temos a palavra esperança na campanha. Queremos unir o Rio Grande. As pessoas sentem a necessidade de uma liderança que conduza o estado a uma situação melhor, do ponto de vista da sua representatividade e situação econômica. Sendo tão rico em potencial, como não vamos aproveitar isso para recolocar o estado no patamar que deveria estar?

– Como a senhora vai mudar a vida dos gaúchos nos próximos quatro anos?

Penso que o simples fato de abrir e dizer que estamos em busca da esperança é trazer um sentimento de mudança, de um estado sem radicalismo ideológico. O mundo mudou, está mais conectado, menos separado por barreiras ideológicas, cada vez mais globalizado. A própria Cuba, que é um país símbolo deste isolamento. Estamos vendo reformas significativas por lá, uma busca por inserção. Acho que este debate de esquerda e direita, de fazer um jogo de classes, fica muito ultrapassado.

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