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Mês: abril 2014 (Page 1 of 4)

DEPUTADO OUVIDOR DA ASSEMBLÉIA GAÚCHA QUER DENUNCIAR JUIZ DE TRÊS PASSOS PARA O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA

O ouvidor-geral da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Marlon Santos (PDT), vai pedir que a corregedoria do Tribunal de Justiça e o Conselho Nacional de Justiça apurem a atuação do juiz Fernando Vieira dos Santos no caso da morte do menino Bernardo Uglione Boldrini. Ao coletar depoimentos em Três Passos, o ouvidor disse ter verificado que o juiz teria forte ligação de amizade com a família do pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini. Segundo o deputado ouvidor, também haveria algum grau de parentesco entre as famílias. No entendimento do parlamentar, por esse motivo, o juiz não poderia ter atuado no processo em que o Ministério Público pedia a transferência da guarda de Bernardo para a vó materna. O juiz entendeu que era o caso de tentar uma conciliação entre Leandro e Bernardo, fez uma audiência em fevereiro e deu prazo de 90 dias para ocorrer melhora na relação familiar. Bernardo desapareceu e foi morto dia 4 de abril. No dia 14, depois de encontrar o corpo de Bernardo, a polícia prendeu Leandro, Graciele Ugulini, madrasta do menino, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz, por suspeita de ligação na morte.

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MARINA SILVA DIZ QUE LULA É A BALA DE PRATA DO PT

A ex-senadora Marina Silva disse, nesta terça-feira, em Salvador, que o ex-presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista na ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.)  é uma bala de prata que o PT tem, e que isso é inquestionável. A declaração se deu em resposta a uma pergunta sobre eventual candidatura do X9 Lula à Presidência, face às seguidas quedas na popularidade da presidente Dilma Rousseff, que deverá concorrer à reeleição, em outubro. "O problema é que a bala de prata não pode falhar, quando ela falha, tudo desmorona. O presidente Lula tem que avaliar e o próprio PT tem que ver. Se eles acham que o governo da presidente Dilma está tão ruim, se acham que foi um erro tê-la como candidata, eles farão uma substituição. Se não tiverem essa avaliação, irão apoiá-la", analisou Marina Silva. Avaliação de gênio macunaímico. Segundo ela, no PSB não existe a lógica de oposição por oposição: "Vamos firmar uma posição com Lula ou com Dilma. Não me preocupo com adversários, prefiro me preocupar com a obrigação que temos de não nos omitir diante dos erros que vêm sendo praticados".

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Madrasta de Bernardo isenta pai do menino e diz que crime não foi planejado

Graciele Ugulini prestou depoimento na manhã de quarta-feira, na Penitenciária Modulada de Ijuí

Marcelo Monteiro, de Ijuí

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Em depoimento prestado na Penitenciária Modulada de Ijuí, onde está presa temporariamente, a madrasta de Bernardo Boldrini, Graciele Ugulini, isentou o marido da morte do menino. De acordo com o advogado dela, Vanderlei Pompeo de Mattos, o crime não foi premeditado:

— Ela isentou o esposo. Explicou para mim, depois, que ele não tem nada a ver com a situação — disse o defensor. — Ela foi fazer negócios em Frederico (Westphalen), não tinha o propósito macabro, vamos dizer assim — acrescentou.

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Ao deixar a penitenciária, Pompeo afirmou que não poderia revelar detalhes da oitiva desta quarta-feira, e que Graciele está à disposição das autoridades policial e judiciária:

— Tenho que respeitar uma ordem judicial de segredo de justiça. O processo está em fase de investigação ainda, mas acho que já se avançou bastante hoje (quarta-feira), com a narração feita pela Graciele. O que ela falou foi algo próximo ao que vinha sendo especulado do lado de fora.

Questinado se ela confirmou a autoria do crime, o advogado afirmou que "não exatamente nesses termos".

A investigada foi ouvida por três delegados, incluindo a titular da Delegacia Regional de Três Passos, Caroline Bamberg Machado. Os defensores dos outros dois investigados – Leandro Boldrini, pai do garoto, e a amiga do casal, Edelvania Wirganovicz – estavam no local, mas não tiveram autorização para permanecerem na sala.

Relembre o caso



Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, emTrês Passos, município do Noroeste. De acordo com o pai, o médico cirurgião Leandro Boldrini, 38 anos, ele teria ido à tarde para a cidade de Frederico Westphalen com a madrasta, Graciele Ugulini, 32 anos, para comprar uma TV.

De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Boldrini chegou a contatar uma rádio local para anunciar o desaparecimento. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.

Na noite de segunda-feira, dia 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.

Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini _ que tem uma clínica particular em Três Passos e atua no hospital do município _, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz, 40 anos, que colaborou com a identificação do corpo.

ZERO HORA

REGIME PETISTA PRODUZIU O MAIOR ROMBO NAS CONTAS EXTERNAS DO BRASIL DESDE 1970

O Brasil registrou em março déficit de 6,25 bilhões de dólares nas transações correntes, resultado de todas as operações do País com o Exterior, informou o Banco Central na sexta-feira. O número é 8,3% menor do que o visto no mesmo mês de 2013 (6,82 bilhões). O resultado ficou abaixo da mediana de projeções do mercado, de 6,45 bilhões de dólares. Com isso, o País registra o maior rombo das contas externas de um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1970. No acumulado de janeiro a março de 2014, o déficit em conta corrente soma 25,19 bilhões de dólares, o equivalente a 4,71% do Produto Interno Bruto (PIB) e 1,9% superior ao ano anterior (24,7 bilhões). No acumulado dos últimos 12 meses até março, o saldo está negativo em 81,56 bilhões de dólares, o que representa 3,64% do PIB. Apenas em março, a conta de rendas ficou negativa em 2,81 bilhões de dólares, enquanto a de serviços registrou resultado negativo de 3,66 bilhões. Essas saídas de recursos não puderam ser compensadas por um superávit comercial de apenas 112 milhões de dólares no mês e por transferências unilaterais positivas em 110 milhões de dólares. O Banco Central informou ainda que as despesas líquidas com juros externos somaram 949 milhões de dólares em março e 3,53 bilhões de dólares no acumulado do ano. Em 2013, o gasto com juros fora de 811 milhões de dólares em março e de 3,15 bilhões de dólares nos primeiros três meses do ano. O Banco Central divulgou ainda que os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no País somaram 4,99 bilhões de dólares em março, abaixo dos 5,74 bilhões de dólares registrados no mesmo período do ano passado.

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Caso Bernardo – documentos revelam atuação da rede de proteção

Ofícios e decisões obtidos por ZH mostram que diversos órgãos tinham percebido as dificuldades que o menino enfrentava em sua família

Caso Bernardo: documentos revelam atuação da rede de proteção Divulgação/Arquivo Pessoal

Família de Carlos e Juçara Petry, que costumava acolher o menino, é citada nos ofíciosFoto: Divulgação / Arquivo Pessoal
Adriana Irion

[email protected]

Quando o Ministério Público de Três Passos instaurou em 16 de dezembro de 2013 um procedimento administrativo — o PA número 00917.00052/2013 — para apurar suspeita de que Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, sofria negligência afetiva, o sofrimento a que o menino órfão de mãe estava submetido já datava de mais tempo — pelo menos, segundo registros oficiais, desde julho.



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Ainda assim, mesmo que toda a cidade, a escola, o Conselho Tutelar, o Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas), o Ministério Público e a Justiça tenham sabido, em algum momento, que ele tinha "medo", vivia em "abandono", "em situação de risco", sujo, malvestido, por vezes desnutrido, não existe dentro do PA que virou processo judicial nenhum depoimento formal de Bernardo.

Há apenas recortes do que o menino que vagava pelas ruas teria dito a autoridades e a amigos em momentos diversos, mas nunca foi consignado em documento um depoimento completo de Bernardo que, sozinho, na manhã de 24 de janeiro, ingressou no fórum para pedir ajuda. Um sucinto relatório do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cededica), que recebeu Bernardo naquele dia, registra que ele declarou "estar sofrendo maus-tratos em casa, principalmente advindos de sua madrasta, recebendo ofensas verbais. Relatou ainda estar com medo e sentindo-se inseguro, pois é criticado constantemente."

No mesmo dia, ele foi levado até a promotora da Infância e da Juventude de Três Passos, Dinamárcia Maciel de Oliveira, que o ouviu por mais de meia hora. O que ele contou à representante do MP não está formalizado no processo. Bernardo desapareceu e foi morto 70 dias depois desse contato. Nesse período, ainda participou de audiência de "conciliação" com o pai, o médico-cirurgião Leandro Boldrini, um dos presos por suspeita de envolvimento em sua morte. O que o pai prometeu diante do juiz e da promotora para melhorar a relação com o filho e o que Bernardo falou, as condições que deu para aceitar permanecer sob a tutela do pai e da madrasta, também não está escrito no processo.

MP e Judiciário defendem que todo o procedimento no caso Bernardo foi correto e que não havia exigência de um depoimento formal dele ser registrado.

— Houve uma subavaliação da palavra da criança, que é sujeito de direitos. Tudo que ele falou deveria estar consignado — avalia João Batista Costa Saraiva, juiz aposentado e consultor do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Zero Hora teve acesso a documentos que contam parte da história de Bernardo, de como a rede de proteção percebeu e registrou as dificuldades que ele enfrentava no seio familiar. O material mostra registros oficiais de órgãos da rede de proteção que datam de pelo menos desde julho de 2013.

— Tão importante quanto buscar as responsabilidades pelo crime, é aprender com o caso em concreto, estudar o que ocorreu, capacitar melhor as pessoas. O aprendizado tem de ser usado em casos futuros, para que eventuais equívocos, eventualmente cometidos, sejam evitados — defende o desembargador José Antônio Daltoé Cezar, que atuou por mais de duas décadas na área da Infância e Juventude.

PEDIDOS DE AJUDA

O que a rede de proteção registrou sobre Bernardo Uglione Boldrini:

Ofício do Colégio Ipiranga para o Conselho Tutelar, em 28 de novembro de 2013

"O aluno Bernardo é um menino que demonstra a necessidade de chamar a atenção para si e de forma, muitas vezes, negativa, pois constantemente se recusa a realizar tarefas propostas em sala de aula tampouco traz o tema de casa realizado."

"Seu comportamento fora de sala de aula com professores e outras pessoas do âmbito escolar costuma ser carinhoso, educado, prestativo…"

"Após a vinda do Conselho Tutelar para conversa com o menino e da entrega de notas, parece que se sentiu valorizado e protegido, tendo na ocasião apresentado uma melhora no comportamento e interesse escolar…"

Ofício nº 236/2013, do Conselho Tutelar para o Ministério Público, em 29 de novembro de 2013

"… levamos os profissionais do CREAS para conversar com o pai que no encontro não foi muito compreensivo, mas prometeu tomar algumas providências em relação a BERNARDO, fazer um acompanhamento psicológico e psiquiátrico, mas nos últimos dias parece que o caso se agravou, segundo denúncias de profissionais da saúde e a família da JU (Juçara Petry, com quem o menino costumava ficar), o Bernardo está muito debilitado, abatido e desnutrido, quase que abandonado, passa maior parte do tempo na casa de outras pessoas, que o pai nem liga para saber onde está, o pai não se faz presente em nenhum momento como nas atividades escolares, na escola, na igreja. Segundo relato, ele carrega medicamento controlado dentro de sua mochila sem nenhum acompanhamento."

Ofício nº 0177/2013, do Centro de Referência Especializado da Assistência Social para o MP, em 3 de dezembro de 2013:

"O senhor Leandro nos recebeu prontamente e em sua fala negou todos os fatos que lhe apresentamos."

"Outro fato que nos relataram, nos chamou a atenção e que vale aqui ressaltar é que com apenas 09 anos (idade anotada errado, pois tinha 11 anos) foi ele que providenciou, juntamente com sua catequista, toda sua documentação para poder cumprir o sacramento da comunhão. Nem seu pai, nem sua madrasta acompanharam o ano catequético de Bernardo, sendo que não foram em nenhuma reunião nem mesmo na primeira comunhão do filho."

"A comunidade de Três Passos, em geral, sabe que Bernardo é negligenciado por seu pai e sua madrasta. O fato que nos apresenta é que ele é apenas um menino de 09 anos e que não está recebendo os devidos cuidados que a idade lhe exige."

Ofício nº 249/2013 do Conselho Tutelar para o MP, em 11 de dezembro

"O Conselho Tutelar esteve em contato com psiquiatra do CAPS sobre os medicamentos que ele prescreveu para BERNARDO, segundo informações do mesmo faz mais de meio ano que BERNARDO não comparece para atendimento e que na época da consulta verificou que BERNARDO precisava de um acompanhamento psiquiátrico e psicológico…"

Despacho de abertura de procedimento pelo Ministério Público, em 16 de dezembro de 2013

"Instaura-se PA, em favor da criança, que se encontra em situação de risco, em razão da negligência do pai/guardião."

Ação do MP pedindo colocação em "família extensa, mediante guarda provisória", em 31 de janeiro de 2014

"O pai do menino é médico, conhecido e respeitado nesta pequena comunidade por seu trabalho."

"Ora, excelência, o caso é delicado e, até certo ponto, raro, dada a iniciativa da criança, ao buscar, por si mesma, uma solução para o problema familiar vivido"

"…optou-se por promover a presente medida sem a inquirição do Dr Leandro Boldrini na Promotoria de Justiça de modo a evitar que o menino Bernardo, eventualmente, pudesse sofrer maior agravo em sua já fragilizada relação intrafamiliar."

Despacho do juiz Fernando Vieira dos Santos em 3 de fevereiro de 2014, quando marcou audiência de conciliação

"Ainda, para evitar represálias ao protegido, dada sua condição de vulnerável, o pai deve ser citado para a audiência na própria data da mesma e na mesma oportunidade em que o filho o for, diligenciando o oficial de Justiça na proteção do menino até o horário da audiência em questão."

Petição em que o MP pede à Justiça a suspensão da guarda do menino pelo pai, feita depois do desaparecimento, em 7 de abril de 2014

"…imediata suspensão da guarda provisória concedida ao genitor da criança em face da flagrante negligência paterna com o bem-estar da criança favorecida, a qual se encontra em lugar ignorado."

A partir do pedido do MP, o juiz Fernando Vieira dos Santos finalmente decide, em 8 de abril de 2014, o que Bernardo pedia há meses a amigos e a autoridades: viver sob a guarda de outra família. No data da decisão, o menino já estava morto havia quatro dias

"As circunstâncias do desaparecimento revelam um quadro como o descrito na inicial: se a criança não é submetida a agressão física, parece ser tratado com excessiva indiferença pela madrasta e incompreensível omissão pelo pai…"

"Frente a essa situação, se BERNARDO for encontrado com vida e em boas condições de integridade pessoal, seu retorno à degradada realidade que enfrenta em seu lar parental é a medida menos acertada no momento. Logo, a suspensão da guarda, pretendida pela agente ministerial, é medida deveras acertada."

Relembre o caso



Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, emTrês Passos, município do Noroeste. De acordo com o pai, o médico cirurgião Leandro Boldrini, 38 anos, ele teria ido à tarde para a cidade de Frederico Westphalen com a madrasta, Graciele Ugolini, 32 anos, para comprar uma TV.

De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Boldrini chegou a contatar uma rádio local para anunciar o desaparecimento. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.

Na noite de segunda-feira, dia 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.

Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini _ que tem uma clínica particular em Três Passos e atua no hospital do município _, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz, 40 anos, que colaborou com a identificação do corpo. O casal aparentava uma vida dupla, segundo relatos de amigos e vizinhos.

 

ZERO HORA

Prostitutas se sentem desrespeitadas e se retiram de campanha do Ministério da Saúde

Prostitutas que participaram da campanha de prevenção à aids vetada e depois modificada pelo Ministério da Saúde decidiram revogar a autorização do uso da imagem. Uma notificação extrajudicial foi encaminhada para a pasta exigindo a suspensão de todas as peças da campanha. "Também vamos formalizar o fim da nossa parceria com o ministério", contou a presidente da Rede Brasileira de Prostitutas, Gabriela Leite.

As participantes alegam radical mudança da campanha original, feita a partir de uma oficina de prevenção. Na época, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, determinou a suspensão da campanha. A justificativa era a de que as peças não haviam sido formalmente aprovadas. Dois dias depois, a campanha, com menor número de peças e com modificações, foi relançada. A polêmica levou a demissões no Ministério da Saúde.

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Em nota, a Rede observa que o governo retirou do ar peças que tratam de felicidade (com dizeres "Sou feliz sendo prostituta"), de cidadania (com slogan "O sonho maior é que a sociedade nos veja como cidadãs") e da luta contra a violência ("Não aceitar as pessoas da forma que elas são é uma violência"), deixando apenas as que associam prevenção com camisinha. "A valorização da autoestima é essencial. Não concordamos com a nova abordagem do governo", disse Gabriela.

A presidente da Rede afirmou que a organização não participará de nenhuma outra iniciativa com o Ministério da Saúde. "Os recentes episódios são um claro sinal de desrespeito", observou. A Rede já cancelou a participação numa oficina de trabalho, organizada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais programada para o início do mês. "Nossa parceria com o governo é histórica. Desde 1989 preparamos em conjunto trabalhos de prevenção, mas com a filosofia atual do governo, não há a menor condição", completou. Procurado, o Ministério da Saúde não se manifestou.

Lígia Formenti

O Estado de S. Paulo

Originalmente publicada em 11/06/2013

Folha Política

Que educação vitimou o menino Bernardo? – Por Luiz Etevaldo da Silva

 

 

 

O Rio grande do Sul está apavorado com o brutal assassinato do menino Bernardo, segundo a polícia pela madrasta, o pai e uma amiga, assistente social. E o que tem a ver isto com a educação?

Raciocinamos, a madrasta é enfermeira, o pai médico e a amiga assistente social. Então, todos passaram pelo ensino básico e pela faculdade, certamente são pessoas que tem muito bom domínio da compreensão de conceitos, cálculos e capacidade de pensar.

Em face dessa compreensão, por que indivíduos com alto grau de escolaridade cometem tamanha crueldade?

Acontece, tenho batido nisso há tempo, que a educação de qualidade tem sido entendida como aquela que preponderantemente possibilita a apreensão de conceitos, cálculos e conhecem bem línguas, por exemplo. Porém, este tipo de educação privilegia basicamente o aspecto racional e deixa de lado, geralmente, o lado sensível do ser humano.

O médico, por exemplo, certamente estudou em bons colégios, talvez particulares, de elite, teve oportunidade de desenvolver complexo conhecimento baseado na racionalidade. Contudo, provavelmente a educação que teve não possibilitou a este homem que aprendesse a ser humano.

A educação, no contexto do universo cultural, convém ressaltar, deu um instrumento ao médico, o conhecimento, não obstante, não lhe ensinou como usar. E quando isto acontece é muito perigoso. Um indivíduo com conhecimentos sem provimento de ética pode se tornar um sujeito insensível, egoísta, egocêntrico e até um monstro.

Os aspectos aqui assinalados nos indicam que o caminho para salvar a humanidade está relacionada ao desenvolver uma educação humanizadora, que toma o ser humano acima dos interesses dos cálculos financeiros, econômicos, tão presentes na cultura e, por conseguinte, na educação tradicional.

Costuma-se dizer que ao não aprender a complexidade da Matemática, da Física, da Química, da Biologia, da História, Geografia e assim por diante, não é educação de qualidade. Quando se prepõem pesquisas a partir do contexto socioantropológico e inserção no universo de valores, se ouve, frequentemente, que isto vai acarretar no rebaixamento do nível da educação.

A educação tradicional, nos últimos três séculos, sobretudo, tem produzido cultura, processo de subjetivação que por meio da racionalidade busca resultados, através do cálculo. Nesta concepção, talvez os autores do crime que ceifou a vida do menino Bernardo pensaram através do cálculo. Ou seja, eliminar a criança para obter vantagens financeiras. Isto é um pensamento racional.

Marx, Gramsci, Adorno, Mészáros, Paulo Freire, Boaventura nos dão referências para compreender os efeitos nefastos da educação de cunho liberal, tradicional ou conservadora. Este modelo educacional serviu ao Fascismo, Nazismo, repressão das ditaduras na América, à violência urbana, nas famílias, escolas, enfim por todo tecido social.

Este tipo de produzir cultura mantém o modelo de sociedade em decadência no ponto de vista social e cultural, do modo de ser contemporâneo ou do modelo de sociabilidade dominante na atualidade.

Precisamos, no entanto, aprender Matemática, Física, Química, Biologia, Língua Materna, Estrangeira, História, Geografia, mas, sobretudo, aprender a ser humano, a conviver com os outros humanos,também com os outros seres.

Isso quer dizer que o conceito de educação integral do ser humano, aquela que promove o desenvolvimento de suas diversas dimensões é o que pode recriar a cultura e devolver ao ser humano a sua condição humana, não apenas por ser humano, mas por saber conviver solidariamente com tal.

Ser humano, neste sentido, não significa apenas ser gente, mas saber ser humanizado, isto é,indivíduo provido de valores que contribui com o bem viver.

A educação que tirou o Bernardo do nosso convívio, de maneira cruel ou monstruosa assemelhasse à educação desprovida de humanização. A educação de tendência tradicional que tantos glorificam como sendo de qualidade.

A educação integral dos ser humano consiste em promover conhecimentos das ciências e valores humanitários, em equilíbrio, que pode contribuir para que o animal homem se torne sujeito humano. Isto no sentido de ser solidário, voltado à justiça, à equidade, à alteridade, ou seja, ao amor ao próximo, que presa a vida, em sua diversas faces.

Por Luiz Etevaldo da Silva- Mestre em Educação

Fonte: Ijuí.com

 

Bernardo já estava morto ao ser enterrado, atesta IGP

Análise dos pulmões e traqueia do menino não mostra terra nos órgãos

 

Sex, 25 de abril de 2014

 

A Polícia Civil confirmou nesta sexta-feira, 25, que o Instituto Geral de Perícias (IGP) enviou para a delegacia da Polícia Civil de Três Passos um laudo da análise dos pulmões e da traqueia de Bernardo Boldrini.

A Polícia Civil confirmou nesta sexta-feira, 25, que o Instituto Geral de Perícias (IGP) enviou para a delegacia da Polícia Civil de Três Passos um laudo da análise dos pulmões e da traqueia de Bernardo Boldrini.

O documento aponta que não foi encontrado vestígio de terra nestes órgãos e que, portanto, o menino já estava morto ao ser enterrado em uma cova, em Frederico Westphalen.

A titular da Delegacia de Polícia de Três Passos, Caroline Bamberg Machado, responsável pela investigação do caso, disse na tarde de quarta-feira, 23, que 80% do inquérito do caso está concluído.

Ela ainda reiterou a certeza de participação dos três suspeitos presos no assassinato do menino, o pai da vítima, Leandro Boldrini; a madrasta, Graciele Uglioni; e a amiga do casal, Edelvania Wirganovicz.

Nova legislação para o período da Copa preocupa Defensoria

Porto Alegre (RS) – “É uma grande violência à nossa soberania nacional. Esta normativa cria delitos com penas exageradas”. A avaliação é da coordenadora da Comissão de Monitoramento dos Efeitos da Copa e Megaeventos (CMCopa), Defensora Pública Adriana Schefer do Nascimento, sobre o projeto de lei que pede a modificação do Código Penal Brasileiro para o período da Copa do Mundo. Atualmente, a proposta tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Caso seja aprovada, ela criará uma legislação temporária, com sanções penais mais severas, além de restringir a ação de grevistas antes e durante a realização do torneio.

Adriana Schefer se preocupa, também, com a falta de informações para população sobre o projeto. “As pessoas devem ter conhecimento sobre as leis que estão sendo propostas, antes que elas sejam promulgadas”. 

Preparativos 

Com o objetivo de acompanhar de perto os preparativos para a Copa, a CMCopa vem realizando reuniões, ao longo das últimas semanas, para discutir assuntos relacionados à segurança pública, saúde, direitos humanos, entre outros. Os Núcleos Especializados da Defensoria Pública do Estado irão monitorar as demandas durante todo período do evento, como conta Adriana Schefer do Nascimento. “Os Dirigentes ponderaram temas sensíveis de atuação dos seus Núcleos e ficaram com a tarefa de buscar informações de como cada área será desenvolvida e quais as alterações que vão repercutir nos trinta dias de mundial”. 

A coordenadora da CMCopa conta ainda que algumas questões estão recebendo atenção prioritária. “Pontuamos aspectos como as manifestações sociais, a condução de eventuais flagrantes, o atendimento de casos críticos e a acessibilidade das comunidades que moram próximo ao Estádio Beira-Rio, em face da área de exclusão no entorno do local”. 

Todas as questões foram debatidas com o Secretário Estadual de Esporte e Lazer, Ricardo Petersen, e serão levadas a conhecimento, ainda, do Secretário Extraordinário da Copa na Capital, João Bosco Vaz, e com do Comitê Organizador Local.

RIO GRANDE DO SUL TERÁ UMA NOVA SAFRA RECORDE DE GRÃOS EM 2014, SUPERIOR A 30 MILHÕES DE TONELADAS

O Rio Grande do Sul terá safra recorde de grãos entre 2013 e 2014. Conforme levantamento da Emater, o volume colhido vai ultrapassar 30 milhões de toneladas, com destaque para a soja, que atingirá um volume inédito de 13,2 milhões de toneladas. Essa safra deve representar um reflexo de R$ 24,1 bilhões na economia gaúcha. Até então, o maior volume havia sido em 2011, quando foram colhidas 28,6 milhões de toneladas de grãos. Com uma área cultivada de 8,1 milhões de hectares no Estado, deve haver um incremento de 9,2% na produção, com relação à safra do ano passado. A colheita de soja ainda não foi totalmente concluída, fatores climáticos ainda podem fazer com que haja pequenas modificações nos números finais da safra.

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