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Mês: março 2014 (Page 1 of 3)

50 Anos do Golpe de 1964

Jango tinha tropas leais e poderia enfrentar o golpe, diz Pedro Simon

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Bruna Borges
Do UOL, em Brasília

  • Arte/UOL

Amigo do então presidente João Goulart, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), 84, acompanhou o golpe militar de 1964 de perto. Simon conta que o golpe "pegou todos de surpresa". "Ninguém pensava que ia estourar a coisa como aconteceu."

Apesar de março de 64 ter sido um mês de agitação política, segundo o parlamentar, no dia 31 pouco se acreditava na possibilidade concreta de ocorrer um levante militar que tiraria Jango do poder.

Pedro Simon lembra bastidores da política na época do golpe – 5 vídeos

 

Em 1964, Simon era deputado estadual pelo PTB do Rio Grande do Sul e estava em Porto Alegre quando Jango, seu companheiro de partido, deixou o país e partiu para o exílio no Uruguai.

"O presidente do Senado simplesmente disse: está vaga a Presidência da República,  presidente João Goulart está no exterior em lugar incerto e não sabido e em seu lugar vai tomar posse o presidente da Câmara, o deputado Ranieri Mazzilli."

Segundo Simon, Tancredo Neves, então deputado federal, estava lá e protestou. "Ele gritava:  'canalhas, canalhas'", conta o parlamentar.

 

Arte/UOL

Em um período de polarização entre a esquerda e a direita, faça suas escolhas e veja como você passaria pelos 21 anos da ditadura no Brasil

Jogue

 

O antropólogo Darcy Ribeiro, que à época era o chefe da Casa Civil, enviou um ofício ao presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, naquele momento informando que Jango estava em Porto Alegre, na casa do comandante do 3º Exército. E que estava à disposição do congressista. O ofício indicava endereço e telefone para localizar o presidente, mas, segundo Simon, a informação foi ignorada.

"Eu participei ao vivo do lado do presidente. Deposto de uma maneira estúpida. Um presidente que estava aqui no Brasil e o senador Auro de Moura Andrade, uma figura infeliz da história brasileira, por conta própria deu um golpe extraordinariamente escandaloso", diz.

Na opinião de Simon, Jango possuía tropas leais ao seu governo e poderia ter comandado uma resistência aos militares que se rebelaram para tomar o comando da República.

QUAL A SUA HISTÓRIA?

memoriasreveladas/Arquivo Nacional
Envie seu relato da época

"Naquela noite, o Jango ligou para o comandante do 2º Exército pedindo para ele ir com suas tropas em direção a Juiz de Fora para se contrapor ao general Mourão, que era contrário a ele  e tinha um contingente de menor importância de tropas militares", conta Simon.

Amaury Kruel, o comandante do 2º Exército, pediu a Jango que escrevesse uma carta afirmando que era um democrata e que não instalaria o comunismo ao Brasil em hipótese alguma. Cunha alegava que estava sem condições de fazer a resistência porque a notícia do perigo de um golpe comunista havia se espalhado pelo país e existiam muitos focos de rebelião por parte das Forças Armadas, segundo Simon.

Ainda de acordo com o senador, Jango se recusou e afirmou que se sentiria humilhado se escrevesse a carta. "O Jango não quis dar a carta, porque ele achou que dando naquele momento, ficava muito apequenado, ele ficaria amarrado a um determinado grupo."

"Eu tenho convicção que se o Jango tivesse escrito a carta, o Amaury Kruel teria condições de trancar a rebelião e teria condições de tentar uma nova caminhada para o país naquele momento", opina Simon.

 

A vida dos envolvidos com o vício do crack

O crack, considerado como o mais devastador de todo o conjunto de entorpecentes, torna o seu usuário num dependente perigoso e debilitado, capaz de qualquer coisa, desde o matar ou morrer para sustentar o seu vício.

A experiência de longos anos como profissional da segurança pública me permite afirmar que a vida dos envolvidos com o vício do crack parece esvair-se entre os dedos das suas próprias mãos. Para eles, o presente é só o crack, senhor do seu viver, dominador do seu “eu”, transformador do bem para o mal e, destruidor do seu bem maior, a sua família.  

É curioso, e lamentável, que tanto a sociedade quanto o Poder Público, na maioria das vezes tratam a questão como casos isolados e tão somente quando o mal já está instalado. Talvez esse descaso, o descuido e despreocupação em adotar medidas preventivas, é que tenha levado à “aguda e profunda crise urbana e social relacionada a essa droga avassaladora”.

O traficante se fortalece cada vez mais, arregimentando sempre um maior número de pessoas para seu grupo criminoso, ao ponto de se considerar o dono de determinadas áreas. O traficante age como uma espécie de governo paralelo, fazendo, na sua área de domínio às vezes do Estado, realizando trabalho social para a comunidade carente daquele local. Em troca desses favores, o traficante exige fidelidade e obediência por parte dos moradores, passando a resolver eventuais conflitos entre as pessoas da comunidade, onde sua palavra é a que vale e a sua decisão ninguém discute.

No seu território, o traficante julga sumariamente quem o trai, descumpre suas ordens, quem faz concorrência desleal. Ele não é piedoso com ninguém.

É realidade nua e crua que o tráfico de entorpecentes engrossa suas fileiras com crianças e jovens que, por falta de opção ingressam naquele mundo, são usados na organização criminosa como “fogueteiros, vigilantes, laranjas, informantes e até executores de crimes diversos”, numa espécie de carreira profissional.

Reportagens televisivas nos mostram, com frequência, jovens e crianças fora da escola, portando armas e distribuindo (vendendo) drogas, sucumbidos diante das organizações criminosas, trabalhando para manter os seus vícios e, pasmem, “para ajudar as suas famílias financeiramente”.

E o viciado, assim como sua família,  e a própria população em geral, encontra-se atônito, indefeso e impotente diante de um Poder Público com pouca vontade política para debelar ou mesmo amenizar a situação.

Há quem atribua à polícia, e tão somente à polícia, a responsabilidade pelo combate ao tráfico e consumo de drogas. Ledo engano. Sem o usuário não haverá o traficante. Então, tem-se é que evitar o consumo, cuja tarefa não é da polícia, e sim, da família, da sociedade, do Poder Público. A inércia desses segmentos é que permite a proliferação de consumidores e, por consequência, fortalece o traficante. Isso tudo me induz a afirmar que “o usuário de drogas é um potencial traficante”.

A Polícia, por sua vez, como protetora da sociedade, procura cumprir a sua missão de combater esse crime, realizando frequentes e bem sucedidas operações de combate ao tráfico de drogas, mas enquanto a sociedade permitir o consumo, e o Poder Público não descruzar os braços, a ação policial não passa de mero paliativo.  Por Alaides Garcia dos Santos

 

 

FOTOS dos momentos do Gre-Nal 400 na Arena

Inter venceu o primeiro jogo da final do Gauchão por 2 a 1. Segundo jogo está marcado para o dia 13 de abril

24 de 24 fotos
 

slideshow

He-Man vira o placar

Diego Guichard/Globoesporte.com

A história do Grenais

O primeiro Grenal foi realizado no dia 18.07.1909, bem no começo do século. O Inter tinha um time jovem, recheado de inexperiência. Já o Grêmio, possuía um time valente, treinado e composto de experientes jogadores. Devido a essas circunstâncias, o Grêmio amassou o Inter com 10 gols no placar. Só para você ter uma idéia, o próprio fundador do Inter participou da partida. O Inter jogou com: Poppe II; Portela e Simone; Vinholes, Pires e Wetternich; Poppe I, Horácio e César; Medonça e Carvalho.

Propaganda para a realização do primeiro Grenal
Depois o Inter reforçou seu time e aos poucos foi ultrapassando o Grêmio no número de vitórias. A primeira vitória colorada sobre o rival foi em 31.10.1915, 4×1.

A expressão GRENAL surgiu somente em 1926 criada pelo jornalista Ivo Martins.
O tempo foi passando, a rivalidade ia aumentando e até gerava discuções e brigas, como até hoje acontece. Mas o Grenal numero 297 foi diferenciado. Tinha um tempero a mais nesse clássico. Em 1989, os dois times disputaram uma semifinal de Campeonato Brasileiro. O Inter chegou lá depois de eliminar o Cruzeiro, e o Grêmio depois de passar pelo Flamengo. Não é a toa que esse Grenal de número 297 foi entitulado de GRENAL DO SÉCULO.
Os dois times vinham de ótimas campanhas, com uma pequena vantagem do Inter, que podia empatar nos 180 minutos e na prorrogação que o passaporte para a final estaria garantido. Então foi realizado o primeiro confronto no Estádio Olímpico. Empate: 1 a 1. Provocações, brigas e mobilização por parte dos clubes ocorreram. Os ingressos para a segunda e última partida foram vendidos com antecipação. O juiz Arnaldo César Coelho passaria um trabalhão em apitar essa partida. E realmente passou. Estádio lotado, Inter entrando em campo com o barulho de foguetes, gritos e aplausos. As vaias por parte da torcida oposta eram inaudíveis. Foi assim escalado: Taffarel; Luis Carlos Winck, Aguirregaray, Nenê e Casemiro; Norberto, Leomir e Luis Carlos; Maurício, Nílson e Edu. Logo depois entrou o Grêmio e sua recepção foi recheada de vaias. UUUUUUUU!!
Começou! No soar do apito de Arnaldo César Coelho as duas torcidas se calaram, tamanho era o nervosismo. Tinha gente até roendo as unhas dos pés. No início do jogo o susto: aos 25 minutos do primeiro tempo, Marcos Vinícios faz 1 a 0 Grêmio. A pequena torcida gremista fazia a festa. O resultado parcial classificava o tricolor. A comemoração gremista foi maior com a expulsão de um jogador colorado aos 38 minutos. Acaba o primeiro tempo. A preocupação colorada era enorme! Meu deus, e agora, como iríamos fazer no mínimo um gol em 45 minutos com um jogador a menos? Parecia impossível, mas nem tanto. O Inter começou o segundo tempo melhor, a mobilização do técnico no vestiário surte frutos. Aos 16 minutos o ponteiro Edu sofre falta. Ele mesmo vai para a cobrança. O goleiro Mazaroppi avisa: "Cuidado o Nílson! Marcação cerrada nele, porra!". Apesar do aviso, a zaga gremista descuida-se. Nilson marcado já era perigoso… imagina desmarcado! Enfim, Edu alça a bola na área e, no terceiro andar, Nílson dá um "chute" de cabeça! (Clique aqui para ouvir o primeiro gol colorado na voz de Armindo Antônio Ranzolin) INTER 1 a 1! A festa colorada sacudiu o Beira Rio! Era um loucura! O Inter continua presionando e logo mais num contra-ataque Maurício escapa pela direita, passa por dois marcadores e chuta! A bola passa pelo goleiro, mas se encaminha para a linha de fundo. Aparece então, por trás da zaga o carrasco Nílson! Ele só escora para o gol e marca 2 a 1 INTER! (Clique aqui para ouvir o segundo gol colorado na voz de Armindo Antônio Ranzolin) Era o gol do desabafo, o gol do alívio! O torcedor colorado não esquece isso até hoje. Pena que na final daquele mesmo ano o Inter acabe perdendo o título para o Bahia! Mas afinal, Grenal é Grenal! 

OBS: Para ouvir as narrações você precisa o Real Player. Baixe aqui: 

Maiores goleadas: Inter 5 x 2 Grêmio 24/08/97        Grêmio 4 x 0 Inter 06/11/77       Grêmio 4 x 0 Inter 02/06/68      

Grêmio 5 x 1 Inter 21/08/60     Inter 6 x 2 Grêmio 26/09/54     Inter 5 x 1 Grêmio 07/12/52     Inter 7 x 0 Grêmio 17/09/48    

Inter 6 x 2 Grêmio 18/07/48     Inter 4 x 0 Grêmio 01/05/47     Inter 7 x 3 Grêmio 28/05/44     Inter 5 x 1 Grêmio 28/02/43    

Grêmio 5 x 2 Inter 07/07/40     Inter 5 x 2 Grêmio 13/08/39     Inter 6 x 0 Grêmio 01/11/38     Inter 6 x 1 Grêmio 30/07/16    

Grêmio 6 x 0 Inter 23/06/12    Grêmio 10 x 1 Inter 18/06/12    Grêmio 5 x 0 Inter 17/07/10    Grêmio 10 x 0 Inter 18/07/09   

Todos os grenais


Clube V E D GP GC
Inter 129 106 109 501 468
Grêmio 109 106 129 468 501

 


No Olímpico


Clube V E D GP GC
Inter 27 41 34 106 127
Grêmio 34 41 27 127 106

 



Primeiro Grenal no Olímpico: Grêmio 2×6 Inter

No Beira-Rio


Clube V E D GP GC
Inter 33 31 19 83 67
Grêmio 19 31 33 67 83

 



Primeiro Grenal no Beira-Rio: Inter 0x0 Grêmio. 

Pelo Gauchão


Clube V E D GP GC
Inter 82 71 76 327 328
Grêmio 76 71 82 328 327

 


Pelo Brasileirão


Clube V E D GP GC
Inter 12 10 11 31 29
Grêmio 11 10 12 29 31

 


Amistosos


Clube V E D GP GC
Inter 34 21 21 136 105
Grêmio 21 21 34 105 136

 



Obs: 159 grenais ocorreram nos Estádios da Baixada e Eucaliptos e no Interior. Ainda aconteceram Grenais pela Copa do Brasil (2 empates), Copa Sul (1 vitória do Inter e 1 empate) e Seletiva Libertadores 2000 (2 empates).


  


Imagem do Grenal do Século 







É CLARO QUE PASADENA É UM CASO DE POLÍTICA, MAS É INEGÁVEL QUE É, SOBRETUDO, UM CASO DE POLÍCIA.

Gabrielli: há pouco mais de um ano, em respostra a este blog, ele afirmou que Petrobras havia conseguido desconto (!!!) na compra da refinaria de Pasadena

Gabrielli: há pouco mais de um ano, em resposta ao blog, afirmou que a Petrobras havia conseguido desconto  na compra de refinaria

Não tem jeito: a cada enxadada, uma minhoca. Raia o dia, e lá vem uma nova informação sobre a compra da refinaria de Pasadena que empurra mais e mais o caso para a esfera da polícia — embora, é evidente, ele seja também um caso de política. Ora, se é assim que a Petrobras executa as suas aquisições, e dado que um de seus mais importantes ex-diretores está na cadeia, a gente imagina o padrão de governança da empresa. Salvem a Petrobras antes que acabe! R$ 200 bilhões em valor de mercado já foram para o ralo da irresponsabilidade petista. O que sobrou é menos da metade do que havia há três anos. A Petrobras tem de ser devolvida a seus legítimos donos: o povo brasileiro, representado pelo Estado, e os acionistas minoritários, que estão sendo logrados. Como já se sabe, os próprios belgas da Astra, ao vender a primeira metade da refinaria à Petrobras, saudaram o negócio excepcional e o ganho acima de qualquer expectativa. Na Folha deste sábado, há umareportagem sobre os desentendimentos entre a Astra e a Petrobras. Reproduzo trecho (em vermelho) do texto de Isabel Fleck, Raquel Landim e David Friedlander. Volto em seguida.
Os executivos da Petrobras faziam muita “besteira”, eram “extravagantes” nos gastos e qualquer decisão levava “10 vezes mais tempo que o necessário”. Era assim que os belgas da Astra se referiam aos seus sócios brasileiros na refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Os comentários pejorativos de Mike Winget, presidente da Astra, e seu diretor de operações, Terry Hammer, aparecem numa troca de e-mails com outras cinco pessoas da equipe, datada de 2 de novembro de 2007 e obtida pela Folha na Justiça do Texas.
Retomo
O clima era beligerante, havia desentendimento entre os sócios, e os belgas decidiram, então, fazer valer a cláusula que obrigava a Petrobras comprar a outra metade. Até aí, bem. Num dos e-mails obtidos pela Folha, Winget escreve, referindo-se aos negociadores com os quais dialogava, que “não ficaria surpreso se a Petrobras já tiver se dado conta de que a refinaria não vale os US$ 650 milhões que eles (os negociadores brasileiros) sinalizaram”.
Entenderam? Eles mesmos sabiam que a refinaria não valia aquilo tudo. Ao Congresso, no entanto, Graça Foster afirmou que as condições do mercado à época justificavam aquele preço. Nem os donos originais achavam isso!
Multa e passivo ambiental
Reportagem levada ao ar na noite desta sexta pelo Jornal Nacional evidencia que Pasadena ainda não parou de sangrar o cofre do Brasil. O Condado de Harrys acionou a refinaria na Justiça para receber uma multa US$ 6 milhões, soma de tudo o que ela deixou de recolher em impostos desde 2005, sem contar que, em 2012, o condado fechou com a Petrobras um acordo para o pagamento de uma multa de US$ 750 mil por causa da poluição do ar em anos anteriores. Rock Owens, que é advogado da área ambiental de Harrys, diz que o valor da venda da refinaria  chamou a atenção na época. Ele explica por quê: “Era a venda de uma refinaria velha a um preço premium que não deveria ter sido pago. E sem os reparos que recomendamos desde os anos 80, que não foram feitos”.
Os sócios da Astra sabiam que a empresa não valia tudo aquilo; o advogado do Condado de Harrys sabia que a refinaria não valia tudo. Intuo que os diretores que realizaram a operação também soubessem, não é? O conselho, no entanto, foi levado no bico — e Dilma decidiu ignorar o assunto depois, como conselheira da Petrobras, como ministra e como presidente da República. Mas a Petrobras não contratou consultoria? Pois é. Aí é preciso lembrar a reportagem do Globo que mostra que a avaliação foi feita às pressas, em apenas 20 dias. Os avaliadores contratados, da BDO Seidman, deixaram claro que não tiveram tempo de fazer o trabalho adequado e se eximem de eventuais problemas posteriores. Recomendam à Petrobras que faça, então, ela própria a avaliação. E a Petrobras fez. Sabem quem a ajudou? A então diretora financeira da Astra, Kari Burke. É do balacobaco!
Não por acaso, informa outra reportagem da Folha, “a análise (sobre o preço da refinaria) contemplava três cenários, com cinco situações em cada, nas condições em que se apresentava a refinaria na época. A mais conservadora estabelecia que Pasadena inteira custava US$ 582 milhões. A mais otimista atingia US$ 1,54 bilhão. Com o estudo na mão, Nestor Cerveró decidiu oferecer US$ 700 milhões por 50% do ativo. O fato de a oferta não corresponder à metade de nenhuma das cifras apresentadas no estudo chamou atenção da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que questionou a escolha de valores “aleatoriamente, sem comprovação, entre todos os cenários possíveis”
Entenderam? Foi Cerveró que ofereceu os US$ 700 milhões pela segunda metade — que depois acabaram se transformando em R$ 820,5 milhões. Aí, sim, a operação foi vetada pelo Conselho e teve início a disputa judicial. Dilma pode até explicar como foi enganada na condição de membro do conselho. A sua omissão posterior é que é inexplicável, com Cerveró assumindo a direção financeira da poderosa BR Distribuidora. Curiosamente, a presidente mandou demiti-lo antes de qualquer investigação. Dá para entender por que o mercado se animou quando a oposição conseguiu o número de assinaturas no Senado para fazer a CPI da Petrobras. É a esperança de que uma comissão de inquérito contribua para botar ordem na bagunça. Como se nota, mais de uma vez, os próprios belgas se mostraram espantados — e até incrédulos — com a, por assim dizer, generosidade da Petrobras. Durante um bom tempo, como sabem, este blog foi o único veículo a manter Pasadena na pauta. No dia 17 de dezembro de 2012,  informei aqui, o site Bahia Notícias publicava o seguinte (em vermelho):
O secretário de Planejamento e ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, esclareceu por meio de nota as afirmações feitas pelo colunista da revista Veja, Reinaldo Azevedo. Por meio de nota, a assessoria do titular da Seplan informa que a pauta “é requentada”
“Em novembro 2005, a Petrobras assinou um Memorando de Entendimento com a Astra Oil Company (Astra). Em setembro de 2006, a Companhia concluiu a aquisição através de sua subsidiária Petrobras America Inc. (PAI).Desentendimentos entre os sócios levaram a Astra a requerer o direito de vender seus 50%”.
Segundo o documento, o valor foi acrescido de juros e outras atribuições durante o processo arbitral. “A Petrobras empenhou seus melhores esforços e obteve uma redução significativa no montante pleiteado pela Astra. Em junho de 2012, um acordo extrajudicial totalizou US$ 820 milhões. Parte desse montante, US$ 750 milhões, já vinha sendo provisionado, restando o complemento de provisão de US$ 70 milhões”, diz a nota. “O acordo tornou a refinaria (de Passadena) um ativo negociável, ainda que não haja uma obrigatoriedade nem urgência em se desfazer da mesma”, finaliza o comunicado.
Encerro
Até aquela data, Gabrielli achava que bastava arrogância para matar o assunto. Vejam quanta notícia tem rendido o “assunto requentado”. Mais: segundo sustentou então, a Petrobras ainda havia conseguido uma “redução” (!!!) no valor da compra. Um caso de política. Um caso de polícia. Por Reinaldo Azevedo
VideVersus

Maioria diz que mulher com roupa curta merece ser atacada, diz Ipea

Wellington Ramalhoso
Do UOL, em São Paulo

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que a maioria da população brasileira acredita que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas" e que "se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros".

 

 

A pesquisa do Sistema de Indicadores de Percepção Social, do Ipea, sobre a tolerância social à violência contra as mulheres, entrevistou 3.810 pessoas em todas as unidades da federação durante os meses de maio e junho de 2013, sendo que as próprias mulheres representaram 66,5% do universo de entrevistados.

O estudo é divulgado logo após a ocorrência de casos de violência contra mulheres no transporte público em São Paulo. No Pará, a Justiça passou a adotar em Belém um dispositivo conhecido como Botão do Pânico para que as mulheres denunciem casos de violência.

Na pesquisa do Ipea, os entrevistados foram questionados se concordavam ou não com frases sobre o tema. Nada menos que 65% concordaram que a mulher que usa roupa que mostra o corpo merece ser atacada — 42,7% concordaram totalmente, e 22,4%, parcialmente.

Em relação à frase "se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros", 35,3% disseram estar totalmente de acordo e 23,2% afirmaram concordar parcialmente.

"Por trás da afirmação, está a noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então, as mulheres, que os provocam, é que deveriam saber se comportar, e não os estupradores", afirmam os pesquisadores no relatório do estudo.

O resultado da pesquisa é visto com preocupação pela assistente social Sonia Coelho, integrante da equipe técnica da Sempreviva Organização Feminista (SOF), que tem sede em São Paulo. Para ela, a sociedade trata como natural a violência contra a mulher, mas não poderia culpar a própria vítima em casos de estupro

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Vítimas de estupro revelam frases dos agressores23 fotos

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Vítima de estupro da cidade de Delaware, em Ohio (EUA), exibe papel com a seguinte mensagem: "Sorria. Mostre-me que você está feliz. Estou fazendo isso por você". Ela participa do projeto Unbreakable (inquebrável, em português), tumblr da fotógrafa norte-americana Grace Brown que reúne fotos de pessoas abusadas sexualmente segurando cartazes com frases ditas por seus agressores Leia mais Grace Brown/projectunbreakable.tumblr.com

A maioria – 65% — discorda, porém, da frase "a mulher casada deve satisfazer o marido na cama, mesmo quando não tem vontade". Os pesquisadores dizem, no entanto, que o fato de que 27% dos entrevistados concordarem ao menos parcialmente com a frase traz à tona "a delicada questão do estupro no âmbito do casamento".

Violência doméstica é condenada

Por outro lado, a pesquisa mostra que a maior parte dos entrevistados condena a violência doméstica contra a mulher. O índice de concordância com a frase "Homem que bate na esposa tem que ir para a cadeia" alcança os 91%.

Também são altas as taxas de concordância com frases que representam decisões que a mulher deve tomar caso seja agredida pelo marido. Chega a 85% a proporção dos que entendem que o casal deve se separar se houver violência. E passa de 82% o índice dos que discordam da frase "A mulher que apanha em casa deve ficar quieta para não prejudicar os filhos".

 

 

A pesquisa revela, entretanto, que ainda há certa dubiedade na avaliação do caráter público ou privado dos casos de violência doméstica. Beira, por exemplo, os 82% a taxa dos que estão de acordo com a frase "O que acontece com o casal em casa não interessa aos outros".

"O primado do homem sobre a mulher ainda é bastante aceito pela população, mas a violência física não é tolerada", afirmam os responsáveis pelo estudo.

"Não há características populacionais que determinem intensamente uma postura mais tolerante à violência, mas os primeiros resultados apontam que morar em metrópoles, nas regiões mais ricas do país, Sul e Sudeste, ter escolaridade mais alta e ser mais jovem são atributos que reforçam a probabilidade de uma adesão a valores mais igualitários, de respeito à diversidade, e de uma postura mais intolerante em relação à violência contra as mulheres", dizem os pesquisadores do Ipea.

Para eles, é necessário investir em educação e punir os agressores para diminuir a violência contra a mulher.

Violência contra a mulher – 12 vídeos

 

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Divulgando os bairros II

                                                                                                      Por Alaides Garcia dos Santos

Bairro São Francisco

 

Presidente: Arlindo Grubert

Há quatro anos na presidência da Associação de Amigos do Bairro São Francisco, e recentemente eleito para um terceiro mandato, Arlindo Grubert conversou com a reportagem do jornal O Celeiro fazendo um relato sobre o bairro.

Em linhas gerais, o bairro está bem organizado, porém existem alguns problemas a serem sanados, disse Arlindo, citando o caso do “canalão” na Rua Brasília que capta a água da chuva vinda das partes altas da cidade, formando forte correnteza, desaguando no arroio Chiquinho. A estrutura do canalão, em certos pontos oferece perigo, portanto carecendo de reforma. Os passeios públicos deixam bastante a desejar, pois eles inexistem em grande parte do bairro, mas, apesar disso, não há nenhuma rua sem calçamento. No mais, sobre o saneamento básico (abastecimento de água, rede de energia elétrica e coleta regular de lixo), o bairro está contemplado satisfatoriamente.

Saúde pública –No bairro não existe posto de saúde, no entanto, na quarta semana de cada mês, profissionais do posto central de saúde prestam atendimento junto à sede do bairro. Há, também, uma agente comunitária de saúde que diariamente visita as famílias, prestando o devido atendimento.

Escola –Quanto à escola pública, o bairro está bem servido, uma vez que nele está situada a Escola Estadual Francisco Andrighetto, conhecida também como Grupo Escolar da Sede, proporcionando o ensino fundamental às crianças, além de oferecer Ensino de Jovens e Adultos (EJA). E no bairro Floresta, que fica vizinho ao nosso, está o Ginásio (Escola Estadual de Ensino Médio Santo Augusto), e logo adiante o Instituto Federal Farroupilha, portanto de fácil acesso, também, para os estudantes de nível médio e superior aos estudantes de nosso bairro, enfatiza o presidente.

Igreja –No bairro não existe igreja, de nenhum credo religioso. Uma vez por mês o padre da paróquia católica São João Batista reza missa no salão comunitário, sede do bairro.

Lazer –O único local de lazer é a sede do bairro, onde são proporcionados alguns entretenimentos, inclusive um grupo de mulheres criou e mantém o Clube do Bolãozinho, com 24 integrantes, cuja prática desse esporte acontece na sede do bairro, e participam do campeonato municipal da modalidade. Tem uma praça pública, mas está entregue ao abandono.

Situados no bairro São Francisco estão a SOBASA (Sociedade Balneária de Santo Augusto) e o Esporte Clube Internacional que, embora tenham o caráter de lazer e recreação, são entidades privadas, exclusivas de associados.

Meio ambiente –É uma característica dos moradores a preocupação em preservar o meio ambiente, tanto é que há alguns meses, repetindo o que já fizeram por inúmeras vezes, a diretoria e dezenas de pessoas do bairro fizeram uma limpeza geral no arroio Chiquinho, recolhendo seis cargas de caminhão caçamba de entulhos e lixo (objetos das mais diversas espécies) trazidos das partes altas da cidade pela enxurrada que, via canalão, se acumulou nas margens e no leito do riacho.

Melhorias esperadas –Nos falta atenção e apoio do Poder Público para auxiliar nas melhorias necessárias, inclusive com relação à sede do nosso bairro que carece de pintura e algumas reformas, reclama o presidente Arlindo. A praça pública “Leopoldo Antonow” também precisa de melhorias, não há manutenção alguma naquele local, completamente abandonada. 

Sede do bairro passando por reformas (banheiros, janelas e outras adequações)

Sede do bairro – O prédio sede do bairro, com cerca de 400 metros quadrados de área construída, e o respectivo terreno, foi uma doação feita pelo município de Santo Augusto há cerca de dez anos, na administração do então prefeito Florisbaldo Polo. Porém, o aparelhamento necessário para o salão de eventos, no tocante a mesas, cadeiras, outros móveis, bem como cozinha e seus utensílios, churrasqueira e outros, foram e são conseguidos com recursos próprios obtidos através de promoções, como almoços, jantas, torneio de bolãozinho, bingos, e também por meio de campanhas de doações junto às empresas e pessoas físicas. O mesmo ocorre com relação à manutenção e reformas do prédio. Neste momento estão sendo feitas algumas reformas e adequações na sede como banheiros, janelas, pintura e outras melhorias.

Organização – A Associaçãoconta com uma diretoria que atua de forma dinâmica e organizada, com total transparência nos atos pertinentes a administração da entidade, o que lhe rende o apoio, respeito e colaboração irrestrita dos moradores que correspondem, também, de forma dinâmica e organizada. Ainda, na parte organizacional, o bairro São Francisco está inserido no “calendário oficial de eventos do município”.

 

Segurança –O presidente faz duas referências importantes com relação à segurança no bairro. Primeiro que a comunidade é ordeira, de tal sorte que nas promoções realizadas nunca houve a necessidade de colocar seguranças; segundo, sempre que precisaram, receberam a devida atenção dos órgãos de segurança pública do município.

Praça (desorganizada e brinquedos deteriorados)

Praça Leopoldo Antonow – A reportagem contatou com diversos moradores do bairro São Francisco, tendo ouvido de todos eles o mesmo termo usado pelo presidente com relação à praça pública: abandono. Alguns definem isso como descaso. Não tem manutenção, os equipamentos de brinquedos estão completamente danificados e deteriorados, a quadra de areia já não tem mais areia, transformando-se num lodaçal em dias de chuva. E mais, “a praça está entregue a indivíduos estranhos, vindos de outros lugares para consumir drogas naquele espaço público”, dizem temerosos os moradores contatados.

No ano passado a vereadora Tânia Depiere utilizando a praça para aulas práticas de jardinagem deu uma arrumada e organizou um pouco. Com relação aos brinquedos e a quadra de esportes, em meados de 2013, ela protocolou na Câmara Municipal pedido de providências ao prefeito no sentido de consertar os brinquedos e repor a areia na quadra, além de colocação de lixeiras. No entanto, esses pedidos nunca foram atendidos.

 Quadra de areia anexa à praça Leopoldo Antonow

 

Divulgando os bairros

                                                             Por Alaides Garcia dos Santos

Bairro Leonisio Gonzato

Presidente: Josias de Oliveira

 

Há dois anos na presidência da Associação de Amigos do Bairro Leonisio Gonzato, na cidade de Santo Augusto, Josias de Oliveira fala sobre o núcleo habitacional que dirige.

 

 O bairro é composto por aproximadamente 250 moradores, totalizando cerca de 600 a 700 habitantes. Possui sede própria e uma quadra de esportes anexa construídas há vários anos, com recursos públicos, porém a manutenção e eventuais reparos e/ou ampliações são custeados pela própria associação. Os recursos para cobrir essas despesas são angariados através de promoções como almoços, jantares, rifas, enfim.

Mas as despesas não se restringem apenas nos gastos rotineiros como pagamento de água, luz e manutenção. Surgem imprevistos como as intempéries climáticas, como foi o caso de um vendaval que destelhou a sede. Aí tem-se que promover bingos e buscar a colaboração dos moradores e empresários do bairro.  

A diretoria se empenha pela melhoria do bairro, mas é muito dificultoso, pois são poucas as pessoas que se doam a trabalhar gratuitamente, queixa-se Josias.

Saúde pública –Quanto à saúde pública, o bairro conta com os serviços de uma agente comunitária de saúde, a qual vem desempenhando a contento a função. Para consultas médicas e demais serviços pertinentes à saúde pública, os moradores se deslocavam ao posto central, porém agora, recentemente, passou a funcionar um posto de saúde no bairro Santa Fé, na divisa com o bairro Leonisio Gonzato, portanto, bem próximo, passando a atender todos os moradores daquela região da cidade.  

Escolas e igrejas – No bairro não há escolas e nem igreja, mas esse não chega a ser problema, porque no bairro Santa Fé, bem próximas do bairro Leonisio Gonzato, está localizada a Escola Municipal Antônio Liberato e a Faculdade FAISA e, também, a igreja católica Nossa Senhora Aparecida. E, a igreja evangélica Assembleia de Deus, embora ainda não tenha prédio próprio no local, faz celebrações na própria sede do bairro.

Tradicionalismo – No tocante a cultura tradicionalista, o bairro abriga o CTG Carreteiros dos Pampas e a Estância do Tibúrcio.

Comércio e prestação de serviços – No bairro Leonisio Gonzato estão instaladas empresas comerciais e de prestação de serviços como: a Estação Rodoviária, Imacol (Comércio de Insumos e Máquinas Agrícolas), Pippi Máquinas Agrícolas, tornearia, oficinas automotivas, revenda de veículos, minimercados, e outras. 

Infraestrutura – Para o líder comunitário a situação quanto a infraestrutura, é relativamente satisfatória, porém há melhorias a serem feitas, enumerando algumas como: redutores de velocidade (quebra-molas) na Rua Erminia Gonzato que corta a Avenida Pedro Campos; a construção de um “muro de proteção” à margem da Avenida Pedro Campos, defronte a “Vila Nísio”, local onde existe um elevado barranco com perigo iminente de desmoronamento, com sérios riscos aos moradores, assim como aos condutores de veículos e seus ocupantes; construção de um abrigo em condições dignas e em local adequado para os “chapas”, atribuindo isso como obrigação do poder público, pois se trata de trabalhadores informais, mas trabalhadores, porém desassistidos.   

Finalmente, o presidente Josias enfatizou ser importante que a imprensa divulgue sobre os bairros, pois a situação é difícil, não há apoio do poder público, inexistem políticas públicas para os bairros.

Bairro Glória

Presidente: Irani Barhy

 

Presidente da Associação do Bairro Glória há vários anos, Irani Bary fez um sucinto histórico sobre o núcleo habitacional do qual é dirigente.

Disse ter assumido a presidência, pela primeira vez, em 2002, gestão 2002/2005. Naquele ano, conjuntamente com demais membros da diretoria, decidiram alugar a sede do Minuano que estava desativada, e no ano seguinte a tomaram em comodato pelo período de seis anos. No local foi construída cancha de bochas e mantido um ecônomo, oportunizando momentos de lazer para os moradores adeptos ao jogo de bochas e outros entretenimentos nos finais de semana.

Em 2010, a diretoria decidiu por construir um espaço (salão) onde, além de reuniões, almoços, aniversários e outros eventos, serviria como local para celebração de missas. Sem ajuda do poder público, uma vez que o prédio não pertencia ao bairro, e por isso não habilitados a receber ajuda pública, passaram a projetar o que e como fazer. Foi projetada uma construção de um salão com 11m x 7,5m de área. A partir daí a diretoria foi em busca dos recursos, batendo de porta em porta, junto a empresas e pessoas físicas do bairro e fora dele, pedindo dinheiro e material de construção.

Foi contratada a mão de obra e iniciada a construção que aos poucos, embora demorada, foi concluída, restando ainda a ser feitos acabamentos internos como reboco, piso e forro, porém já oferece perfeitas condições de uso. A seguir, foi construída uma cozinha, e reformados os banheiros. Hoje, a sede conta com uma bem equipada cozinha (utensílios conseguidos através de doações), uma churrasqueira grande, possibilitando a promoção de jantares e/ou almoços para angariar recursos destinados ao prosseguimento das melhorias na sede do bairro.

 

Como suporte na organização do bairro, por iniciativa feminina, foi criado o “Grupo de Mulheres do Bairro”, aglutinando cerca de quarenta mulheres, que muito veio a contribuir, uma vez que promovem chás e outros encontros de gênero.

 

O terreno, de 2.070 metros quadrados, originariamente, pertencia ao município de Santo Augusto, “doado” ao Grupo de Folclore o Minuano, com finalidade específica. Com a extinção do Grupo O Minuano, o terreno, automaticamente, retornou ao município. Diante disso, graças ao pleito da diretoria junto ao Poder Executivo, o terreno foi doado para a Associação do Bairro, cuja escritura pública o então prefeito Alvorindo Polo não conseguiu a tempo concretizar em virtude da demora nas demandas burocráticas, porém deixou encaminhada e em andamento. O atual prefeito deu prosseguimento ao processo de doação do terreno para o bairro, o que foi oficializada no dia 04 de fevereiro do presente ano, quando o prefeito José Luiz, em nome do município de Santo Augusto, junto ao Tabelionato de Notas, assinou a Escritura Pública de Doação à Associação de Amigos do Bairro Glória.

O Bairro Glória abriga cerca de 700 famílias, totalizando aproximadamente 2.000 (dois mil habitantes).

Nesse bairro está localizada a sede da AFUMUSA (Associação dos Funcionários Municipais), três supermercados, onde um deles é o maior da cidade, indústrias metalúrgicas, cemitério municipal, empresas prestadoras de serviço, enfim.

Deficiências: Há um clamor da comunidade, não só do bairro, sobre a falta de calçamento na Rua Valter Jobim (fundos do cemitério), e da segunda pista do prolongamento da Rua Bom Fim (frente do cemitério), locais de acesso para se chegar até o cemitério, ocorrendo transtornos com o barro nos dias de chuva e com a poeira nos dias de sol. Muitas reclamações e muitos pedidos de providências já foram dirigidos ao Poder Público Municipal, mas os problemas permanecem.

Saúde pública – O bairro não conta com Posto de Saúde, as pessoas que precisam do atendimento se dirigem ao Posto Central. Já quanto a agente de saúde responsável pelo lado 2 do bairro, há que ser melhorado. A agente de saúde lotada naquele setor entrou em licença saúde, “não sendo colocado outro no lugar dela”, deixando sem o atendimento várias pessoas enfermas, principalmente idosas que dependem de acompanhamento diário. Os moradores solicitaram ao secretário da saúde, e até fizeram abaixo assinado para que fosse coberto aquele setor por outro agente de saúde durante a ausência temporária da licenciada, mas lhes foi negado, cujo problema já perdura por vários meses, afirma o presidente Irani.

Escola –No bairro não há escolas, sendo que a clientela estudantil frequenta escolas situadas em bairros próximos como Sol Nascente, no bairro Zeca Silva; Grupo Escolar, no bairro São Francisco; e São João, no bairro São João.

 

Igrejas –Existe, no bairro, a Igreja Pentecostal Deus é Amor, situada na Rua Bom Fim. Quanto aos católicos, é utilizado o salão da sede do bairro para celebração de missas.  

Fatos em Foco 28.03.2014

Transporte escolar

O Código de Trânsito Brasileiro, em seu artigo 136, institui que os veículos destinados especialmente à condução coletiva de escolares somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, exigindo-se para tanto: registro como veículo de passageiros; inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança; pintura de faixa horizontal na cor amarela, com quarenta centímetros de largura, à meia altura, em toda a extensão das partes laterais e traseira da carroçaria, com o dístico ESCOLAR, em preto, sendo que, em caso de veículo de carroçaria pintada na cor amarela, as cores aqui indicadas devem ser invertidas; equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo; lanternas de luz branca, fosca ou amarela disposta nas extremidades da parte superior dianteira e lanternas de luz vermelha dispostas na extremidade superior da parte traseira; cintos de segurança em número igual à lotação; outros requisitos obrigatórios estabelecidos pelo CONTRAN.

 

Embarque e desembarque

Em Santo Augusto, a Lei Municipal nº 1.756, de 31 de janeiro de 2005, dispõe sobre a regulamentação do embarque, desembarque e paradas do transporte escolar. Pela lei, as empresas concessionárias do transporte escolar não poderão embarcar ou desembarcar usuários em lado oposto ao que se localiza sua residência, salvo que disponibilize de uma pessoa maior, capaz e comprovadamente treinada, para acompanhar os mesmos. Manda, também, que todas as paradas de ônibus nas vias rápidas, RS, BR, RST, bem como asfaltadas, utilizadas por estudantes, deverão localizar-se a partir de 2,5m(dois metros e meio) além do acostamento, para que o veículo de transporte não necessite parar no acostamento da rodovia. A lei também estabelece que o município sinalize a distância de 150m(cento e cinquenta metros) antes de cada local de embarque e desembarque de estudantes da rede pública municipal, estadual e particular, com placa com o seguinte dizer: “EMBARQUE E DESEMBARQUE DE ESCOLARES-PROTEJA NOSSOS ESTUDANTES”.

 

Regulamentação

Como se vê, o Poder Executivo, teoricamente, se preocupa com a segurança do transporte escolar e, também, com situações pontuais envolvendo particularidades individuais caso a caso do usuário, como a recente regulamentação pela administração municipal santoaugustense de alguns itens sobre o transporte escolar no tocante às excepcionalidades em que o município poderá determinar que o transporte escolar seja disponibilizado até a residência do estudante/usuário, elencando casos específicos como doença e outras eventuais dificuldades de locomoção.

 

Fiscalização

Se cumpridas as exigências contidas no CTB, na lei municipal 1.756 e na atual regulamentação, Santo Augusto dispõe de transporte escolar seguro e de qualidade. Mas quem garante que estas normas estejam sendo cumpridas, e quem as fiscaliza? Os vereadores gostam de dizer que uma de suas principais funções é fiscalizar os “atos do executivo”. Ora, se todas as atividades desenvolvidas no âmbito da administração municipal são “atos do executivo”, o transporte escolar é um deles. Aliás, fiscalizar atos do executivo significa auxiliar a administração pública e não só condená-la como alguns pensam. E o vereador tem o poder/dever para isso, em nome dos munícipes.

 

Perturbação do sossego

Ouço, frequentemente, de moradores da área central e adjacências da cidade de Santo Augusto, queixas de perturbação do sossego alheio provocado pelo som automotivo em alto volume e arrancadas bruscas de carros em horários de repouso noturno. A cobrança por providências só vem por cima da Brigada, mas e a prefeitura, nada tem a ver com isso? Tem sim. Está lá no Código de Postura a previsão de pena de multa. 

No berço político de Dilma, PT patina e complica palanque

Pesquisas indicam que o governador Tarso Genro (PT) terá dificuldades para buscar a reeleição contra adversários ligados à base de Dilma no plano federal

Laryssa Borges, de Brasília
Dilma Rousseff e Tarso Genro

Dilma Rousseff e Tarso Genro (Tadeu Vilani/RBS/Folhapress)

A sete meses das eleições, a presidente Dilma Rousseff decidiu se dedicar pessoalmente à montagem de palanques regionais para sua candidatura à reeleição. A presença de Dilma à mesa é parte da estratégia da direção do PT para tentar destravar conflitos entre partidos que compõem sua base em Brasília, mas que poderão se enfrentar nas disputas locais. Nas últimas semanas, ao analisar o xadrez eleitoral, conselheiros da presidente chegaram a um diagnóstico nada favorável: Dilma poderá enfrentar dificuldades em seu berço político, o Rio Grande do Sul. Porém, ao contrário dos embates entre aliados pelo país, é o próprio PT quem causará dor de cabeça para Dilma.

Isolado na Assembleia Legislativa gaúcha, onde apenas PTB, PCdoB e o nanico PPL ainda se mantêm fiéis à sua gestão, o governador Tarso Genro (PT) aparece em segundo lugar em pesquisas encomendadas por partidos. Em ambas, é superado pela senadora Ana Amélia Lemos (PP) – 41% a 27% em levantamento feito a pedido do PSB, e 39% a 29% em sondagem realizada pelo PP. 

Tarso anda às turras com os professores da rede estadual, que não recebem o piso nacional do magistério. Em Brasília, a situação tampouco é das mais confortáveis desde que ele passou a liderar uma frente de governadores cobrando um novo indexador para a dívida dos Estados com a União. Mais: é alvo frequente de fogo amigo no PT, que ressalta as declarações de sua filha, a barulhenta ex-deputada Luciana Genro (PSOL), contra o governo Dilma.

Ex-ministro da Justiça e presidente do PT após o estouro do escândalo do mensalão, Tarso não tem a simpatia da ala do PT ligada aos próceres petistas condenados no julgamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O governador gaúcho já defendeu publicamente a refundação do partido depois do escândalo dos mensaleiros e, antes do veredicto do STF, afirmou que altas autoridades da República deveriam ser levadas para o banco dos réus. As declarações foram mal recebidas pela antiga cúpula petista e até hoje causam retaliações internas de aliados do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Paralelamente ao enfraquecimento do governador, candidato à reeleição, PP e PMDB, ambos aliados de Dilma na esfera federal, articulam candidaturas próprias, o que deverá fazer do Estado um campo minado para a presidente na campanha. O PP apresentou o nome da senadora Ana Amélia Lemos, enquanto o PMDB formalizou a candidatura do ex-prefeito de Caxias do Sul José Ivo Sartori ao Palácio Piratini. Sartori é ligado ao senador Pedro Simon (PMDB). Também são candidatos ao governo gaúcho o deputado federal Vieira da Cunha (PDT), o empresário José Paulo Dornelles Cairoli (PSD) e o professor Roberto Robaina (PSOL).

Diante do cenário embaraçoso para Dilma, os adversários na corrida pelo Palácio do Planalto, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), já negociam o apoio de Ana Amélia, cujo palanque poderá servir a ambos. O PSB de Campos poderá estar representado em sua chapa, indicando o vice-governador. O nome mais cotado é do deputado federal José Stédile (PSB), irmão de João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Sem Terra (MST). Como o PP gaúcho é ligado a grandes produtores rurais, a aliança seria uma forma de dobrar a resistência de pequenos agricultores. O PSDB também seria contemplado: a eventual vitória de Ana Amélia abriria espaço para que o tucano Alberto Wenzel, ex-prefeito de Santa Cruz do Sul, suplente dela, herdasse uma cadeira no Senado Federal. "Na formação de alianças políticas não pode haver radicalismo. Precisamos de uma ação mais criativa e menos preconceituosa”, diz a senadora Ana Amélia. 

“A vitória do PP depende muito mais de nós não errarmos do que do risco de concorrência de Tarso Genro”, afirma o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS). Por enquanto, a frase deve ser vista tão somente como uma provocação. Mas, se os rumos não se alterarem nos próximos meses, não é exagero afirmar que Dilma terá de cabalar votos para Tarso.

Fonte: Revista Veja
 

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