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Mês: janeiro 2014 (Page 1 of 3)

VAQUINHA PARA O BANDIDO PETISTA MENSALEIRO DELÚBIO SOARES ARRECADA MAIS UM MILHÃO DE REAIS

A campanha na internet organizada por militantes do PT arrecadou 1.013 milhão de reais para pagar a multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal  ao ex-tesoureiro do partido, o bandido petista mensaleiro Delúbio Soares, condenado no julgamento do Mensalão do PT. Está evidente que essas "vaquinhas" encobrem que o pagamento das multas está sendo feito pelo PT, que usa nomes de filiados, de seu cadastro, para atribuir a eles as "doações". Apenas nesta quinta-feira, cerca de 600.000 reais foram contabilizados em "doações". Fica também óbvio que o Supremo Tribunal Federal deveria mandar a Polícia Federal investigar essas "vaquinhas" e seus supostos "doadores". A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, responsável por corrigir os valores da sanção pecuniária a serem pagos pelos mensaleiros, impôs ao petista multa de 466.888 reais.

vIDEvERSUS

Independentemente de crenças ou religiões, acredito que todos deveriam ler, refletir e, AGIR

 

 MANIFESTO DA MAÇONARIA


 

 

 

DIVULGUE !

 

ESTA MENSAGEM DEVERIA SER DIVULGADA PARA TODOS OS BRASILEIROS,POIS É CLARA E VERDADEIRA.

CARTA DA LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA DAS NEVES Nº 22

ORIENTE DE SÃO JOAQUIM – FILIADA AO GOSC

 

Vivemos um dos momentos mais difíceis de nossa história.

O povo está sendo mantido na ignorância e sustentado por um esquema que alimenta com migalhas a miséria gerada

por essa mesma ignorância.

 

A tirania mudou sua face.

Já não encontramos os tiranos do passado que

com sua brutalidade aniquilavam as

cabeças pensantes, cortando o pescoço.

 

Os tiranos de hoje saqueiam a Pátria e degolam as cabeças

de outra forma.

 

A tirania se mostra pela corrupção que impera em todos os níveis.

Encontramos mais viva do que nunca as palavras do Imperador

Romano Vespasiano que na construção do Grande Coliseu disse:

 

"DAI PÃO E CIRCO PARA O POVO".

Esse grande circo acontece todos os dias diante de nossos olhos,

especialmente sob a influência da televisão,

que dá ao povo essa fartura de "pão" e de "circo".

 

Quando pensamos que a fartura acaba, surgem mais opções.

Agora vemos a Pátria sendo saqueada para a construção de monumentais estádios de futebol,

Atualmente chamados de arenas, nos moldes do que era

o Coliseu, uma arena.

 

Enquanto isso os hospitais estão falidos, arruinados,

caindo aos pedaços.

 

Brasileiros morrem nas filas e nos corredores desses hospitais;

já outros filhos da Pátria morrem pelas mãos de bandidos inescrupulosos

que se sentem impunes diante de um Estado inoperante,

ineficiente e absolutamente corrompido.

 

Saúde não existe, educação não há, segurança, muito menos.

Porém, a construção dos "circos" continua !

Mas o pão e o circo também vêm dos "Big Brothers"

das "Fazendas", das novelas que de tudo mostram,

menos verdadeiros valores e virtudes pessoais.

 

Quanto mais circo, mais pão ao povo.

 

E o mais triste é que o povo, mantido na ignorância,

é disso que mais gosta.

 

Nas tardes, manhãs e noites, não faltam essas opções

de "lazer".

 

O Coliseu está entre nós.

O circo está entre nós.

Já o pão, esse vem do bolsa isto, do bolsa aquilo,

mantendo o povo dependente do esquema,

 

subtraindo-lhe a dignidade e a capacidade de conquistar

melhores condições de vida com base em suas qualidades,

em seus méritos, em suas virtudes.

 

 

Agora, o circo se arma em torno do absurdo que se coloca

à população de que o problema de saúde é culpa dos médicos.

 

Iludem e enganam o povo, pois fazem cair no esquecimento

o fato de que o problema de saúde no Brasil é estrutural,

pois o cidadão peregrina sem encontrar um lugar digno,

nem mesmo para morrer.

 

 

Então, absurdamente, em desrespeito aos filhos da Pátria,

são capazes de abrir as portas para profissionais estrangeiros,

alguns poucos não cubanos.

 

Os tiranos têm a audácia de repassar

R$ 40.000.000,00 mensais

que são sangrados dos cofres públicos para sustentar

um outro governo falido e também tirano, o cubano;

um dinheiro sem controle e sem fiscalização.

 

Os pobres profissionais que de lá vêm, não têm culpa.

É um povo sem liberdade, sem direito de expressão,

escravo da tirania.

 

Esses médicos recebem migalhas daquele governo.

 

Mal conseguem sustentar a si e a seus familiares.

 

Os R$ 40.000.000,00 que serão mensalmente enviados

para Cuba solucionariam

o problema de inúmeros pequenos hospitais

pelo interior deste País.

 

Mas não é a isto que ele servirá.

Nós estamos a financiar um trabalho explorado, escravizado,

de profissionais que não têm asseguradas as mínimas

condições de dignidade de pessoa humana,

porque simplesmente não são homens livres.

 

E nós, brasileiros, devemos nos envergonhar de tudo isto,

porque estamos sendo responsáveis e coniventes

por sustentar todo esse esquema, todos esses vícios,

comportando-nos de maneira absolutamente inerte.

 

 

Esses governantes,

que tanto criticam o trabalho escravo,

também não esclarecem à população o fato

de um médico brasileiro receber o mísero valor de R$ 2,00

por uma consulta pelo SUS.

 

Do valor global anual que recebem, ainda é descontado

o Imposto de Renda,

 

através de uma escorchante tributação sobre o

serviço prestado,

 

que pode chegar ao percentual de 27,5%.

Em atitude oposta, remuneram aqueles que não são

filhos da Pátria, os estrangeiros,

com o valor de R$ 10.000,00 mensais por profissional,

 

cabos eleitorais desses governantes.

 

Profissionais da saúde no Brasil, servidores públicos de carreira,

à beira da aposentadoria, com dedicação de uma vida

inteira, receberão quando da aposentadoria metade

do valor pago ao estrangeiro.

 

 

Não podemos aceitar a armação desse circo,

em cujo picadeiro o povo brasileiro é o palhaço !

 

 A Maçonaria foi a grande responsável

por movimentos históricos e por gritos de liberdade

em defesa da dignidade do homem.

 

Foi por  Maçons que se deu o grito de Independência do Brasil,

da Proclamação da República, da Abolição da Escravatura.

 

Foi por Maçons que se deu o brado da Revolução Farroupilha.

 

E o que está fazendo a Maçonaria de hoje ao ver o circo armado,

com a distribuição de um pão arruinado pelo vício

que sustenta essa miséria intelectual ?

 

 

Não podemos ficar calados e inertes !

A Maçonaria, guardiã da liberdade, da igualdade e da

fraternidade, valores que devem imperar entre todos os povos,

precisa reagir, precisa revitalizar seu grito,

seu brado para a libertação do povo.

 

Esse é o nosso dever, pois do contrário não passaremos

de semente estéril, jogada na terra apenas para apodrecer

e não para germinar.

 

 

A Loja Maçônica Acácia das Neves incita a todos os Irmaos:

para que desencadeemos um movimento

 

de mudança, de inconformismo, fazendo ecoar de forma

organizada, a todas as Lojas e os Maçons desta Pátria,

o nosso dever de cumprir e fazer cumprir a nossa missão

de levantar Templos à virtude e de

 

cavar masmorras aos vícios !

 


Fraternalmente,

Alaor Francisco Tissot
Grão-Mestre – GOSC

ABRAÇOLAERTE

 

Fatos em Foco 31.01.2014

Prevenção antes de tudo

Prevenir é melhor que remediar. Todo mundo conhece esse ditado, mas pouca gente o coloca em prática. A falta da prevenção pode nos causar sérios e irreversíveis problemas, abrir feridas que podem cicatrizar, mas as marcas não desaparecerem jamais. Depois da tragédia na boate Kiss que matou 242 jovens, as ações de fiscalização se deflagraram. Centenas de boates, casas de espetáculos, estabelecimentos em geral de diversões públicas, foram fechados. Mas, por fatores diversos que influenciam a cultura e a sociedade brasileira, temos pouca preocupação com a “prevenção”. Um desses fatores é termos fiscais competentes e honestos, que não façam o jogo de pedir propinas e de proprietários de estabelecimentos que ao invés de darem a propina corrijam as deficiências de seus estabelecimentos. E como tem estabelecimentos irregulares por aí!

 

Um pouco didático

A falta da prevenção na Kiss custou a vida de 242 jovens e enlutou centenas ou milhares de pessoas entre familiares e amigos das vítimas e, estampou as mazelas existentes nos órgãos públicos. Mas, cabe a nós cidadãos e cidadãs, aproveitar esse momento para refletir e chamar à razão nossos filhos e filhas, netos e netas sobre que atitude deve ter em relação a sua segurança. Ao entrar num ambiente fechado com número considerável de pessoas, observar onde estão as portas de emergência, perguntar ao gerente sobre equipamentos de combate ao fogo, perguntar sobre o material de revestimento usado para o controle acústico, saber se o show vai ser pirotécnico e, “não entrar se não tiver garantias”. Assim, os proprietários vão tratar de seguir as regras de segurança.

 

É nessa linha…

Ouve-se muito a pergunta: como uma casa noturna ou qualquer outro estabelecimento comercial, industrial ou de diversão funciona sem alvará? A resposta é dura, cruel, mas real: a fiscalização ou inexiste, ou é amiga e parceira do suborno, da “molhada de mão”, da propina. Mas há também, por vezes, a complacência e compensação política do prefeito pelo apoio recebido ou a receber. É nessa linha que as coisas funcionam e para tudo é dado um jeito. Temos que acabar de uma vez por todas com essa cultura do jeitinho.  Eu nunca entendi como alguns até têm orgulho do jeitinho. Ele causa problemas na política, saúde, segurança, na economia, na vida das pessoas. É um dos cancros brasileiros. Aliás, o jeitinho, é o desejo de realizar feitos que não são possíveis. E não tenhamos dúvidas de que a tragédia que ocorreu em Santa Maria foi consequência do jeitinho. Às vezes, por tão trivial e presente na sociedade, passa despercebido. Ele não só macula a moral, como pode extirpar o futuro das pessoas. É o fim! Pense nisso.

 

Se não houver o jeitinho…

Se não houver o jeitinho, e sim, seriedade, responsabilidade e profissionalismo por parte dos agentes públicos nas exigências legais, na fiscalização e na emissão de “alvarás” pelas prefeituras, teremos ambientes adequados e seguros. Além das exigências legais para emissão do alvará, a fiscalização deverá estar sempre atuante, não só em casas noturnas ou salões de festas, mas nos açougues, nos supermercados, nas indústrias de alimentos, para garantir também segurança à saúde das pessoas. E não me venham com essa de que a prefeitura só fornece o alvará de localização, e que nada tem a ver com a segurança do estabelecimento. Isso não é verdade. A prefeitura só pode fornecer o alvará depois de satisfeitas todas às exigências legais através dos laudos respectivos.

 

Paradigma educacional

A tradição, sabidamente, nos diz que as transformações têm que passar pela educação. Não se muda um país sem educar as pessoas. É preciso estender o paradigma educacional. Educador, hoje, não é só o professor. Quando se fala em educação temos que pensar no empresário, no médico, no sociólogo, no funcionário público, na polícia. Todas as profissões que trabalham com gente têm uma dimensão que antecede o seu específico profissional, que é a dimensão pedagógica. Analogamente, todo médico tem que saber que é um educador antes de ser médico, assim como o advogado, o juiz, o jornalista, só para citar alguns exemplos. São tipos de profissões exercidas, também, como poder sobre a sociedade, e exercer o poder é uma responsabilidade muito grande. Ele motiva o exercício do bem ou incita para o mal através de suas práticas.

UTAR a caminho da reestruturação e da revitalização

 

Na primeira administração da coligação Aliança por Santo Augusto, 1993/1996, o prefeito Alvorindo Polo, com uma equipe técnica e sob a orientação da Universidade Federal de Santa Maria, projetou e iniciou a construção e instalação da Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos, tornando-se conhecida com a sigla Utar.

Na administração seguinte, iniciada em 1997, com Naldo Wiegert assumindo como prefeito, também pertencente à coligação Aliança por Santo Augusto, o projeto foi concluído e a Utar inaugurada em 30 de maio daquele ano, dia do 38º aniversário do município. Foi uma obra pioneira e inovadora, dando fim ao depósito de lixo a céu aberto, o chamado lixão que até então era utilizado.

 

Exemplo de como era antes da Utar, o “lixão a céu aberto”

Foto obtida através de pesquisa virtual

 

Tão logo inaugurada, a usina passou a operacionalizar nos moldes técnicos oferecidos, sendo que os resíduos recicláveis eram selecionados, embalados e vendidos, agregando renda aos associados da cooperativa que operavam a usina. A matéria orgânica era tratada através de compostagem e transformada em adubo, utilizado para fertilização do solo em pequenas culturas, assim como ao chorume era dado tratamento adequado. Para o aterro sanitário ia apenas o rejeito, cerca de 10% do lixo coletado. Também o lixo hospitalar passou a ser tratado de forma adequada, sem riscos de contaminação.

 

Exemplo de como ficou a partir do funcionamento da Utar

Aterro controlado(foto obtida através de pesquisa virtual) – É uma técnica de disposição de resíduos urbanos no solo, que minimiza os danos ou riscos à saúde pública e à sua segurança, diminuindo assim os impactos ambientais. Local intermediário entre o lixão e o aterro sanitário.

 

Aterro sanitário(desenho obtido através de pesquisa virtual) – é fundamentado em critérios de engenharia e normas específicas, que permitem a confinação segura em termos de controle de poluição ambiental e de saúde pública.

 

Foi, também, implantado, na época, pela administração municipal um programa de educação ambiental com coleta seletiva dos resíduos.

A Utar passou a ser referência regional, estadual, nacional e até em nível de América Latina por sua estrutura e funcionamento dentro dos padrões ambientais exigidos pela legislação pertinente. Caravanas de outros municípios e estados, estudantes de todos os níveis, do ensino básico ao universitário, visitavam a usina.

Por cerca de oito anos a UTAR manteve o funcionamento nas condições previstas e adequadas ao projeto original. No entanto, o mau gerenciamento e o descaso levaram a usina a condições deploráveis.

 

DE MODELO À DEGRADAÇÃO

UTAR, uma área altamente degradada, um desleixo total.

A usina foi planejada para operar oito toneladas/dia e com uma vida útil de 20 anos, de todo o seu processo interno. Doze anos depois, em janeiro de 2009, o processo já estava em situação de fadiga, pelo mau uso, pela má aplicação daquilo que foi planejado. O abandono levou o projeto praticamente a virar uma área altamente degradada.

 

Virou um lixão a céu aberto

 

Ao inspecionar a Utar, logo depois de assumir como prefeito, dia 04 de janeiro de 2009, Alvorindo Polo lamentou profundamente o descaso com que se deparou naquele local. A Utar foi um projeto técnico, bem profundo, uma indústria de processamento de produtos sólidos, dependente de fundamentos básicos como “separação doméstica”, “coleta separada de resíduos” e “tratamento de resíduos na usina”. Mas na operacionalização foram abandonadas algumas coisas, e esse abandono levou o projeto praticamente a virar numa área altamente degradada e num aspecto de tratamento de resíduos urbano totalmente desaconselhado e não reconhecível como sistema de tratamento, disse Alvorindo na ocasião. Indignado, ele prometeu e assumiu o compromisso de “dentro de um ano estar com a situação sob controle e a Utar devidamente recuperada”. Vai depender de um investimento de no mínimo R$ 200 mil dos cofres do município, para poder botar isso em dia, mas é isso mesmo que tem que ser feito, e é isso que eu vou fazer, comprometeu-se o então prefeito, acrescentando: “o projeto não dá para ser abandonado, é totalmente recuperável mediante muito trabalho, muito esforço da administração municipal e de cada cidadão desde lá de dentro de sua casa, cada um fazendo a sua parte”.

 

Promessa não concretizada

Apesar de ter prometido e até previsto valor financeiro para restauração da Utar no prazo de um ano, Alvorindo não o fez, pelo contrário, a Utar acabou por ser definitivamente desativada em seu governo. Ele vociferou ao assumir a prefeitura, que a Utar estava naquela situação por falta de gerenciamento. E com certeza foi isso que aconteceu. Só que esse mesmo erro de seu antecessor, ele também cometeu, ambos motivados pelos chamados favores políticos, lá empregando pessoas despreparadas, não qualificadas, descomprometidas, contratadas através dos ditos CCs ou terceirizando os serviços a empresas pouco ou nada sérias. Além disso, não houve fiscalização por parte da prefeitura, permitindo o desmando e o desleixo.

 

 

Restou no abandono o lixão a céu aberto

 

Caminhão também ficou abandonado no pátio da Utar

 

 

Reconstrução e revitalização

A atual administração municipal, da União por Santo Augusto, ainda nos primeiros dias de governo, janeiro de 2013, através do vice-prefeito Naldo Wiegert (PMDB), se manifestou a respeito da Utar, dizendo que a administração tem vontade de recuperá-la, uma vez que a intenção é voltar a ter orgulho da capacidade, criatividade e determinação da população, em resolver os problemas que ora se apresentam.

Na semana passada, através da Rádio Ciranda, Naldo voltou a comentar sobre o assunto. Disse lamentar que por falta de se seguir o que constava numa lei específica de como deveria ser tratado o lixo, a Utar que já foi referência em nível de América Latina, acabou transformado num lixão. Ao assumirmos, em janeiro do ano passado, retiramos de lá 352 toneladas de lixo que estava a céu aberto, disse.

Quanto à recuperação, o vice-prefeito, que estava no exercício do cargo de prefeito, relatou sobre o andamento de um projeto de recuperação da Utar. Disse que no ano passado, primeiro ano de governo, através de licitação, foi contratada uma empresa para elaborar o projeto de recuperação da Utar, cujo prazo de entrega desse projeto expira em meados do próximo mês de fevereiro. Essa empresa já fez duas reuniões com a administração municipal. A primeira para apresentar o diagnóstico, e a outra para apresentar a primeira versão. Portanto, o projeto de recuperação, mesmo que ainda esteja só no papel, está andando. Porém, após a conclusão do projeto, teremos ainda a fase do licenciamento ambiental junto à Fepam, para depois então irmos atrás dos recursos financeiros para execução da obra, e transformarmos esse problema num novo exemplo de tratar os resíduos sólidos, finalizou o prefeito em exercício.

                                                                                          Por Alaides Garcia dos Santos

O ADVOGADO NECESSÁRIO

Sergio Couto

Presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB

 

Os advogados só atrapalham. São Corporativistas. Essas são expressões comuns entre pessoas que nada sabem; quando falam sobre o que não conhecem. Na época do “terror”, na Revolução Francesa, dizia-se a mesma coisa. Os inocentes não precisam de advogado porque são inocentes. Os culpados também não, porque são culpados, ora bolas! Assim, a guilhotina corria solta e generosa.

Napoleão Bonaparte fechou o Barreau, a OAB francesa, e mandou cortar a língua dos advogados que lhe faziam oposição. As atrocidades nas masmorras de Paris se tornaram tão escandalosas que Napoleão, assustado, voltou atrás. Reabriu o Barreau e determinou que a Coroa pagasse advogados dativos para os presos. Hitler proibiu os judeus de serem assistidos por advogados. Auschiwitz, Treblinka e Sobibor foram os resultados  da monstruosidade. Mussolini, em uma só noite, mandou incendiar 40 escritórios de advocacia. João Figueiredo, aquele que preferia o cheiro dos cavalos, queria alugar o Maracanã para prender os advogados, como única forma de implantar tranquilamente seu plano econômico. De outra forma, os advogados iriam “melar” tudo com seus mandados de segurança.

De fato, para esses tipos, os advogados atrapalham mesmo. Esse é, exatamente, o orgulho da advocacia: atrapalhar aqueles que querem violentar ou se aproveitar dos mais fracos. Os que acham, por exemplo, que os pobres empregados devem ir para a justiça do Trabalho sem advogado, enquanto os ricos patrões vão acompanhados de suas poderosas assessorias jurídicas. Ou aqueles outros que querem confinar os pobres nos juizados especiais, enquanto os ricos pagam a justiça comum. Para esses, os advogados são mesmo uns trastes desnecessários e incômodos.   

Sem os advogados nas separações consensuais, pergunto, quem  iria redigir as complexas cláusulas de separação, que incluem partilha de bens, ainda que insignificantes; a regulamentação da guarda dos filhos; o direito de visita; as modificações dos nomes; os alimentos; os aspectos tributários envolvidos, e outras tantas obrigações recíprocas que remanescem? O notário? Se for, a idéia não passa de um truque: é “trocar seis por meia dúzia”. Tira-se o advogado e se coloca o notário. Ou seja, os notários passam a exercer as prerrogativas profissionais próprias dos advogados. 

Os notários, nesse cenário, iriam reunir as partes em seus gabinetes; aconselhá-las; discutir as cláusulas e condições da separação; redigir as minutas dos acordos; estudar as implicações fiscais oriundas da separação. Depois, eles mesmos lavrariam as escrituras correspondentes. Mandariam para os registros correspondentes, etc. Quem os controlaria? Quem discutiria com eles tais e quais aspectos especiais?

Ou se poderia fazer diferente: o casal mesmo poderia combinar a separação sem a presença dos advogados. Dentro de um “clima” de grande civilidade, como é rotina entre os nobres dos países nórdicos. Só que esse “clima” não é comum nas favelas. Nem nos bairros da periferia das cidades brasileiras. Aqui, é mais comum as separações serem “combinadas” na base da “porrada”, do que na base da educação. Nessa realidade, descartar o advogado redundaria, inapelavelmente, na submissão da parte mais fraca (de regra, a mulher, economicamente hipossuficiente) à mais forte (o macho provedor).

Como disse Churchill (foi ele mesmo?) “a democracia não é o melhor dos regimes. Mas ainda não se inventou nada melhor”. Digo eu: “os advogados podem até atrapalhar. Mas são indispensáveis à administração da Justiça”. Assim está na Constituição. 

Autofagia palaciana

Desde o início do governo Dilma, há uma velada disputa entre os Lulistas e Dilmistas

Um grupo dentro do partido defende a volta de Lula como candidato a presidente já este ano. Esses lulistas passam longe da maioria na legenda, mas são muito fortes. Para eles, Dilma não tem traquejo político e não sabe ouvir. E como consideram ter Mercadante o mesmo perfil da chefe, vislumbram que a interlocução palaciana com o PT tende a piorar

Esse mesmo grupo articula para levar a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT-SC) para o Ministério da Educação, tão logo saia dali Mercadante. E, para o lugar de Ideli, os Lulistas defendem Aldo Rebello (PCdoB), hoje nos Esportes. Mas Aldo sair da pasta em plena Copa do Mundo seria surreal, ou o plano petista para o comunista é fogo amigo.

Os Lulistas acreditam que o ex-presidente não está morto eleitoralmente, apesar de o próprio negar a candidatura. Para eles, em um cenário com Aécio Neves crescendo, Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede) em uma chapa em ascensão, e Dilma derrapando nas pesquisas, Lula volta. Falta combinar com o homem. Um detalhe, o propalado ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa tem até abril para deixar a corte e se tornar um vice de Aécio Neves, como querem alguns tucanos. Neste caso, falta combinar com o togado. Vontade ele tem, mesmo sigilosa.

O Sul – Por Leandro Mazzini

 

Ex-preso político relata sobre tortura e humilhação no cárcere

Emílio Ivo Ulrich, natural de São Valério do Sul (na época pertencente a Três Passos/RS), nascido no dia 19 de maio de 1947, filho de Reinoldo Ulrich (já falecido) e Nair Panasiuk Ulrich, publicitário, residente na capital paulista, “preso político durante a ditadura militar”, retornando às suas raízes neste mês de janeiro de 2014 para visitar parentes, entre eles o vice-prefeito Silvio Kondra, seu primo-irmão, esteve na redação do jornal O Celeiro, onde fez impressionantes e dramáticas declarações sobre sua prisão e torturas sofridas como preso político nos anos de chumbo.

 

 

Ainda menino, saiu de São Valério do Sul para morar na capital gaúcha. Admirador de Brizola, aos 16 anos já participava ativamente dos movimentos estudantis. Mesmo tendo servido ao exército, nunca deixou de manter a resistência contra a ditadura. A partir de 1967, muito envolvido na política estudantil, sofreu forte pressão e acabou indo para São Paulo. Lá se juntou a outros gaúchos que já estavam envolvidos no movimento do Lamarca (um dos líderes da oposição armada à ditadura militar).

Preso por nove meses, entre 1970/1971, Emilio diz ter a sua história pessoal de tortura, e de ter presenciado centenas de outras pessoas serem torturadas, seviciadas, noite e dia, inclusive mulheres.

Passei muito tempo sem ter oportunidade de falar, nem desdobrar meu processo, mas no ano passado, início de 2013, um amigo chamado Milton Saldanha Machado, jornalista, nascido em São Luiz Gonzaga, que esteve preso comigo, me convidou para ir ao lançamento de um livro que estava publicando, intitulado “O País Transtornado”, baseado nas memórias juvenis dele, mas da época da ditadura. Quando recebi o convite para ir ao lançamento do livro, não tinha conhecimento de qual era o conteúdo, mas ele, na página 3, fez uma menção ao meu nome, aí então eu tive que me expor, porque ele me expôs.

 

Dedicatoria do autor: "Minha homenagem especial a Emilio Ivo Ulrich, que dedicou sua vida ao amor pelo povo e enfrentou com dignidade a selvageria da ditadura. 

                                                                            

Foi aí então que eu resolvi entrar com processo contra o governo federal “por danos morais”, não pela perseguição e prisão, afinal de contas você está envolvido, mas pelo fato de que eu fui torturado, eles extrapolaram qualquer coisa que um governo “legal ou ilegal” poderia fazer contra o ser humano.

Em função disso, resolvi no ano passado também escrever um livro, que devo publicar no final deste ano, com ato de lançamento “em São Valério do Sul”, em homenagem à minha terra natal. Só que o meu livro é um pouco diferente, não conto sobre fato histórico da guerrilha. Eu conto sobre o fato que considero a maior vergonha para o Brasil em todos os tempos. Eu falo da tortura. Tortura das pessoas que eram presas políticas, que eram presas torturadas. Muitas morreram ali na tortura, outros por mortes fora como se tivessem resistido a uma prisão. Desde 1973, quando eu saí da cadeia pela última vez, comecei a escrever para poder me tornar um cara assim…, eu tinha problemas, só não fiquei louco. Eu bebia e escrevia, e agora tirei da mala preta, tudo escrito direitinho quanto aos tipos de tortura que sofri, o efeito da tortura na pessoa torturada, uma por uma, os que eu reconheci como meus torturadores, os caras que me torturaram, como era o comportamento deles. Isso tudo já declarei na Comissão da Verdade e em entrevista ao Jornal Nacional.

Cada um dá a sua contribuição, um conta como é que foi lá no Araguaia, outro conta como é que foi no presídio Tiradentes, outros… E eu passo por cima desses fatos históricos. Conto o que é um indivíduo, um ser humano, ser torturado.

Fui monitorado de 1967 a 1990, portanto extrapolou, já em plena democracia o SNI ainda me monitorava, isso eu descobri quando fui pedir meu habeas data, lá estava tudo arquivado.

Hoje se faz uma discussão muito forte sobre a história desse país. Mas é uma história não revelada. Oficialmente, existe a versão do exército. A verdadeira história da ditadura e do golpe de 64 não está escrita. Foi um ato de civis, empresários e grande parte da igreja católica.

A tortura, no meu caso pessoal, a partir do dia que fui preso, consistiu em pau de arara, choque elétrico, telefone nos ouvidos, palmatória. Alguns torturadores adotavam a pancadaria, no pau mesmo. Batiam nas costas, nos rins, e aquelas borrachas então! E eu fui apanhando. Eles tinham uma única finalidade quanto a minha pessoa, “que eu dissesse onde estava o FUJIMORI” (Yoshitane Fujimori, guerrilheiro, integrante da luta armada contra a ditadura militar) que estava na rua, e eles sabiam que ele estava na rua e tentavam me obrigar a dizer onde ele estava. Da seção de choque elétrico me passaram para a palmatória, depois para o “pau-de-arara”, me penduraram pelos pés, e continuaram dando choque elétrico, e depois a chamada “cadeira do dragão” (instrumento de tortura utilizado).

Pau de Arara

                                                                                                                                         

 

Cadeira do Dragão

                                                                           

 Certo dia, 6 de dezembro de 1970, estava uma estranha calmaria no pátio da prisão, aí às 03h da tarde foi uma explosão de euforia geral entre os torturadores que lá estavam reunidos. Por quê? Porque ao meio dia eles tinham encontrado e metralhado o Yoshitane Fujimori, comandante da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), e a explosão de alegria deu-se no exato momento (03h da tarde) que foi confirmada a identificação do morto, através de reconhecimento.

Passei a noite inteira ouvindo, lá da cela, a festa que eles fizeram pela morte de Fujimori. Eu fui visitado na carceragem por civis e militares participantes da festa, se vangloriando de terem matado o meu chefe, o meu comandante, e coisa desse tipo.

No dia seguinte, 06h da manhã, o carcereiro Risadinha (cabo da aeronáutica) me mandou sair da cela, colocar uma bermuda e camiseta. Aí eu pensei, “vou pro pau de novo”. Ao atravessar o pátio avistei o cenário da festa da noite anterior, cadeiras e mesas com muita sujeira, bandejas com restos de salgados e garrafas de bebidas espalhadas pelo chão.  Risadinha mandou que eu limpasse toda aquela sujeira e colocasse tudo em ordem. Falei que não tinha condições de fazer a limpeza, pois não conseguia nem parar em pé, a sola dos pés estava sangrando, e as mãos muito machucadas. Ele então me mandou limpar o tanque ao lado, entupido de vômito. Sem alternativas, meti as mãos e limpei o tanque. Enquanto fazia a limpeza ouvi do carcereiro o comentário, no claro intuito de me humilhar mais ainda: Alemão, comemoramos esta noite a morte do teu chefe, e ainda fomos premiados, até eu ganhei algum, exibindo o dinheiro que tinha recebido. Ou seja, a festa da noite revelou um fato que todo mundo contava, que quando matavam um cara importante ou prendiam um cara importante, militares e civis envolvidos na repressão recebiam dinheiro pelas atrocidades praticadas, cujos patrocinadores eram empresários.

Após isso, veio a fase mais deprimente. Certa feita, passei das 11h da noite até às 03h da madrugada, “num pau direto”. O Vetorazzo (João José Vetorazzo, hoje delegado de polícia) já sabia mais ou menos aonde é que estava o Laerte (Laerte Dornelles Méliga, 3° homem da VPR). Mas ele me disse: Alemão, “hoje tu vai tomar um pau pra nós passar a limpo o que é que tu sabes e o que tu não sabes”. Iniciou-se, então, a seção tortura, mais uma vez, pau e borracha, misturado com perguntas sobre pessoas, quem eram, onde se encontravam, o que faziam, enfim. Me levaram para o “pau de arara” onde, em certo momento sem ter mais condições de falar, totalmente fragilizado, exclamei: AI MEU DEUS DO CÉU! Pra quê? O torturador Vetorazzo ouvindo minha exclamação enfureceu. Mandou me tirar do “pau de arara”, me colocar na “Cadeira do Dragão”, SÓ PORQUE EU MENCIONEI O NOME DE DEUS. Extremamente irritado, ele falou: AQUI NESTA SALA NÃO EXISTE DEUS. DEUS AQUI SOU EU. E eu apanhei mais duas horas só porque falei “ai meu Deus”.  Desesperado, falei: AI MINHA MÃE! A reação do torturador: AQUI A SUA MÃE TINHA É QUE ESTAR NO SEU LUGAR, PRA VOCÊ NÃO TER NASCIDO.

Entrou o comandante (CoronelCarlos Alberto Brilhante Ustra), que já não gostava de mim, porque eu sou gaúcho, de São Valério do Sul, e ele de Santa Maria. Após comentários de desprezo e ironias, me tiraram da cadeira, mas eu não conseguia ficar de pé, tentei parar de quatro, não consegui, aí Risadinha “me botou uma coleira no pescoço” e com uma corda amarrada me puxou até o fundo do corredor assoviando e dizendo, “vem, vem…, tal qual se trata um cachorro na corda. 

Então eu escrevo no meu livro que isso foi a coisa que mais me humilhou,  é a parte que eu denomino de O HOMEM CHAMADO CACHORRO.  Eu fui transformado num cachorro. Depois fui levado para o chuveiro, o que não era chuveiro, era um cano onde escorria água fria. Chegou um enfermeiro e me aplicou uma injeção no garrão. Eu estava tão trêmulo a ponto de perder absolutamente o controle. Minutos depois da injeção eu senti um calor muito forte. Pensei: “resolveram me matar”. Senti-me gelado. Levaram-me para uma sala, sem cama, sem nada, e disseram: deixa ele aí, ele não aguenta mais. Fiquei lá deitado o resto da noite. Fui extremamente humilhado, extrapolaram a tortura alcançando a destruição da dignidade humana.

Eu tenho a minha convicção pessoal, ninguém resiste o pau, ninguém resiste a uma tortura. Tortura não acaba, eu sou torturado até hoje. Prisão passa, mas a tortura não passa. Agora, o que acontece com um camarada que está pendurado no pau de arara ou quando está levando choque? Nessa noite, foi a noite que eu tive que apelar pra Deus e pra minha mãe. Eles foram extremistas, “meteram o fio elétrico direto no meu ânus, depois colocaram a maquininha na cabeça do meu pênis, no dedão do pé”. Isso, para mim, não é tortura, é humilhação absoluta. Não há dinheiro que pague.

                                                                                                                                                                                                             Por Alaides Garcia dos Santos

 

 

 

 

Fatos em Foco 24.01.2014

O ECA, na minha opinião

O Estatuto da Criança e do Adolescente, na minha modesta opinião, é ótimo, porém, em muitos pontos, está fora da nossa realidade e, em outros, é desrespeitado, não sendo aplicado em suas verdadeiras diretrizes. Houve uma sucessão de erros, principalmente no que se refere à interpretação do ECA por parte dos pais, professores, as próprias crianças e adolescentes, do Conselho Tutelar e da sociedade. A causa? Omissão do poder público (União, Estados e Municípios) que, desobedecendo aos preceitos do estatuto, não implementou as políticas públicas previstas. Se o ECA fosse aplicável, se os governos proporcionassem as condições para isso, a realidade seria bem diferente. É fácil culpar um menor infrator, mas que tal parar e pensar o que o levou a ser infrator. 

 

O ECA não é empecilho

É comum ouvir-se que a lei está errada, e que o ECA estimula os adolescentes à prática de atos infracionais. Acho que não é bem assim. Afinal, a boa conduta do ser humano se constrói através do bom exemplo, educação, saúde, oportunidades, empregos, saneamento, segurança, lazer, sociabilidade… E isso não depende da lei. Mas, o brasileiro ainda prefere “tapar o sol com a peneira” e reclamar das leis, o que deveria reclamar de si mesmo (como sociedade) e de seus representantes (eleitos pelo voto popular). Ora, o ECA jamais foi empecilho para pais educarem os filhos, e nem causa para perda de controle sobre os mesmos, como muitos pais alegam, assim como nunca foi instrumento permissivo e de garantia para menores fazerem o que bem entendem.

 

Atenção à família

O município, por ser o ente federativo mais próximo dos cidadãos, tem a importante missão de assistir e orientar os pais, principalmente os mais vulneráveis, visando à boa formação e conduta moral das crianças e adolescentes. Essa meta é comum em discurso eleitoreiro, quase sempre inserido em programas de governo, como foi o caso de Santo Augusto, onde constou no item 1.7.1 (Criança e Adolescente), do Programa de Governo do então candidato e hoje prefeito José Luiz, o seguinte: • Promover ações integradas nas áreas da Assistência Social, Cultura, Educação, Esportes, Lazer e Saúde, enfocando prioritariamente a prevenção e a atenção à família. • Fortalecer e ampliar a capacidade de atendimento dos programas contra todas as formas de violência decorrentes de negligência, abuso, maus-tratos, exploração sexual e crueldade em relação à criança e ao adolescente. • Implementação de Programa de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente vítimas de violência e conflito com a Lei. • Realizar campanhas educativas e de sensibilização para a prevenção e combate a drogadição.

 

Bons e maus políticos

Sou, e como não poderia deixar de ser, defensor da imprensa livre, por isso apoio o grande serviço que ela presta à democracia, ansiosa para extirpar o mau político, corrupto, assistencialista, fisiológico e demagogo. Porém, não concordo com aqueles que generalizam os políticos, colocando todos no mesmo saco, como se todo o mal do país recaísse na classe política. É verdade que há muita podridão neste meio, e que no Congresso Nacional, os Poderes da República em todas as esferas, “não são casas de freiras ou frades”, mas tem muita gente boa, com espírito cívico, republicano e pessoas comprometidas com o bem-estar da população e do país. Mas é preciso entender que o político não surge por geração espontânea. Ele nasce da própria sociedade, com virtudes e defeitos típicos de quem o elegeu. Portanto, o problema está na escolha que fazemos.

 

Exemplo a ser seguido

A Operação Kilowatt desencadeada pela Polícia Civil revelou um esquema existente em obras públicas. Mas não é só em nível de estado que existem essas fraudes, obras federais e municipais também são afetadas pela epidemia do superfaturamento, péssima qualidade do material e dos serviços empregados pelas empreiteiras. Mas há um bom exemplo a ser seguido. Em São Valério do Sul, segundo o prefeito em exercício Silvio Kondra, para toda e qualquer obra executada no município é nomeada uma comissão composta do secretário a que a obra pertence e dois funcionários, para acompanhamento em tempo real, desde o início até a entrega da obra concluída. Aliás, lá teve uma empreiteira que desistiu da obra quando soube que estava sendo fiscalizada. Hummm!

PT APAVORADO COM A CAMPANHA #naovaitercopa.

Acostumado a lançar lixo na internet, plantando dossiês, listas e acusações apócrifas inclusive nos perfis institucionais do partido, o PT não sabe o que fazer com o movimento #naovaitercopa que surgiu nas redes sociais. Para o próximo sábado estão previstos 36 protestos contra a Copa em todos os Estados do País e no Distrito Federal. Mais de 20 mil pessoas confirmaram participação no ato de São Paulo marcado para 17 horas, no vão livre do Masp. As convocações estão sendo feitas pelo Facebook. O PT também tem atuado para evitar um desgaste da presidente petista Dilma Rousseff às vésperas da eleição. No dia 12 o partido lançou a hashtag #vaitercopa. A iniciativa, no entanto, foi abandonada. Agora a idéia é adotar o slogan #CopadasCopas, lançado pela própria Dilma no Twitter e baseado no discurso da presidente na cerimônia de sorteio dos grupos do torneio, em dezembro. "Não vamos dialogar com este movimento #naovaitercopa . Não tem sentido", disse o secretário de Comunicação do PT, José Américo. Segundo ele, o partido vai usar as redes sociais para desmentir boatos contra o governo espalhados na rede e divulgar fatos positivos.

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CÓDIGO PENAL PUNE CONDUTA DE MARIA DO ROSÁRIO COM PENA DE 1 A 6 MESES DE PRISÃO


Maria do Rosário: ela atira primeiro e só pergunta depois

Maria do Rosário: ela atira primeiro e só pergunta depois

Escrevi há pouco um texto sobre a conduta lastimável da ministra Maria do Rosário, que anunciou ao Brasil a falsa ocorrência de um crime. Resgatemos dois trechos de sua nota:

ANÚNCIO DO FALSO CRIME:

“A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) vem a público manifestar solidariedade à família de Kaique Augusto Batista dos Santos, assassinado brutalmente no último sábado”

MOBILIZAÇÃO DA AUTORIDADE

“SDH/PR está acompanhando o caso junto às autoridades estaduais, no intuito de garantir a apuração rigorosa do caso e evitar a impunidade.”
O que diz o Código Penal no Artigo 340? Isto:

“Art. 340 – Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:

Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.” Por Reinaldo Azevedo
Mas, tem mais: ela também comunicou, via Twitter, que a oposição era responsável pelos saques dos cartões do Bolsa Família nas contas da Caixa Econômica Federal. Lembram-se disso? Logo ficou comprovado que foi a própria Caixa Econômica Federal a responsável pelo boato espalhado. 

 

CRIAÇÃO DE EMPREGOS FORMAIS É A PIOR EM DEZ ANOS

 

O Brasil criou 1,1 milhão de empregos com carteira assinada em 2013, o pior resultado em dez anos – em 2003, foram criadas 821.704 vagas formais. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta terça-feira, o número representa queda de 14,1% em relação a 2012, quando foram criadas 1,3 milhão de vagas. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, creditou os resultados à conjuntura mundial: “Ao todo, foram fechados 62 milhões de postos no mundo inteiro em 2013, e a previsão é que até 2018 tenhamos 200 milhões de trabalhadores desempregados no mundo. Não estamos conseguindo, ainda, o milagre de não ser afetado pela onda de desemprego”, afirmou. Para tentar justificar o fraco desempenho no mercado de trabalho, o ministro também culpa o baixo desempenho da economia do país. “Tivemos um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) que não foi alto. A geração de emprego não poderia contrariar a nossa realidade, mas, mesmo assim, crescemos acima do esperado". Mesmo com o enfraquecimento no ritmo de criação de vagas, Manoel Dias mantém o otimisto e projeta para este ano um avanço na criação de empregos. Segundo ele, o Brasil deve criar entre 1,4 milhão e 1,5 milhão de vagas formais de trabalho em 2014. A expectativa do governo é que seja mantida a tendência dos últimos cinco meses de 2013, quando foi registrado avanço em relação a igual período de 2012.

Setores

O setor de serviços, de acordo com o Ministério do Trabalho, liderou a criação de empregos formais em 2013: ao todo, foram criados 546.917 novos postos. O setor de comércio está logo abaixo no ranking, com 301.095 novos empregos, seguido pela indústria de transformação (126.359 novas vagas) e pela construção civil (107.024). O levantamento aponta ainda um aumento de 2,59% no valor dos salários médios de admissão. Quando analisados em relação ao gênero, os homens continuam em posição de vantagem: obtiveram aumento real do salário médio de admissão de 2,76%, ante 2,46% das mulheres. O Sudeste destacou-se como a região que apresentou maior taxa na criação de empregos: 476.495. Este número, porém, é menor do que o de 2012, quando foram contabilizadas 655.282 novas vagas. Em seguida está a região Sul, com 257.275 novos trabalhadores atuando com a carteira assinada – um aumento de cerca de 23.000 novos postos em comparação ao ano anterior.
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